Vendem-se menos casas, mas mais caras: preços sobem 10,3% num ano

Dados divulgados pelo INE confirmam que comprar casa está cada vez mais caro.

Os preços das casas subiram 10,3% num ano, no terceiro trimestre de 2019 face ao mesmo período do ano anterior. Trata-se de um aumento homólogo superior ao registado no segundo e primeiro trimestres: 10,1% e 9,2%, respetivamente. Consequência ou não da subida de preços, foram vendidas “apenas” 45.830 casas entre julho e setembro de 2019, mais que nos dois trimestres anteriores, mas menos 0,2% que no período homólogo (45.935 transações).

Em causa estão dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que conclui que em termos homólogos os preços das habitações existentes aumentaram a um ritmo superior ao das habitações novas, 10,6% e 9,3%, respetivamente. Já em cadeia, no terceiro trimestre face ao segundo, as “habitações existentes registaram um crescimento de 1,4%, acima da taxa de variação observada nas habitações novas (0,3%)”.

No que diz respeito ao número de vendas, realizaram-se entre julho e setembro deste ano 45.830 transações, menos 0,2% (105 imóveis) que no mesmo trimestre de 2018. Foram negociadas, ainda assim, mais casas que nos dois primeiros trimestres do ano. 

Das transações realizadas, 85,2% respeitaram a habitações existentes, perfazendo um total de 39.054 unidades, mais 0,2% face ao terceiro trimestre de 2018. A redução observada no número de transações no trimestre deveu-se às habitações novas, com uma variação homóloga de -2,5% (6.776 contra 6.947). 

Valor dos imóveis vendidos em máximos

Relativamente ao valor dos imóveis transacionados, aproximou-se dos 6,5 mil milhões de euros (6.465.515 euros), um valor recorde e que supera o anterior máximo – 6.275.433 euros, precisamente no terceiro trimestre de 2018. 

“O valor das habitações transacionadas aproximou-se dos 6,5 mil milhões de euros no terceiro trimestre de 2019, mais 3% por comparação com idêntico período de 2018. No trimestre em análise observou-se uma variação homóloga de 3,5% no valor das transações das habitações existentes, para 5,2 mil milhões de euros e um aumento de 0,9% no valor das
habitações novas, para 1,3 mil milhões de euros”, conclui o INE. 

Em relação ao trimestre anterior, o valor das transações de alojamentos subiu 6,6%, interrompendo três trimestres consecutivos de queda em cadeia.

Por regiões, entre julho e setembro de 2019, transacionaram-se 15.489 habitações na Área Metropolitana de Lisboa (AML) e 13.302 na região Norte, que no seu conjunto representaram 62,8% do total de transações.

De referir ainda que o Algarve registou, pelo quarto trimestre consecutivo, uma redução no número de transações, fixando-se em -10%. Também a AML e a região Norte apresentaram taxas de variação negativas pelo segundo trimestre consecutivo, de -4,3% e -2,9%, respetivamente (-9,4% e -9,2%, pela mesma ordem, para o 2.º trimestre de 2019).

Entre julho e setembro de 2019, a Região Autónoma dos Açores (33%), o Centro (23,6%), o Alentejo (10%), o Norte (5,8%) e o Algarve (0,6%) registaram um aumento homólogo do valor das habitações transacionadas.

A AML (-3,2%) e a Região Autónoma da Madeira (-2,8%) apresentaram variações negativas. Com este registo, a AML tornou-se a primeira região desde o primeiro trimestre de 2016 a apresentar uma taxa de variação homóloga negativa no valor das transações em dois trimestres consecutivos.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Vendem-se menos casas, mas mais caras: preços sobem 10,3% num ano”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2019/12/23/41917-vendem-se-menos-casas-mas-mais-caras-precos-sobem-10-3-num-ano


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