Preços das casas continuam a subir na pandemia – tanto nas novas como nas usadas.

Em 2020, apesar da Covid-19, “continuou a observar-se uma dinâmica de crescimento dos preços das habitações transacionadas”, conclui o INE.

“Em 2020, apesar do contexto desfavorável decorrente das restrições impostas no âmbito da pandemia da Covid-19, continuou a observar-se uma dinâmica de crescimento dos preços das habitações transacionadas”, indicou esta terça-feira (23 de março de 2021) o Instituto Nacional de Estatística (INE), revelando que os preços médios anuais aumentaram 8,4% no ano passado, menos 1,2% que no ano anterior (9,6%).

“A taxa de variação média anual do Índice de Preços da Habitação (IPHab) fixou-se em 8,4%, traduzindo uma redução face ao ritmo de crescimento dos preços observado em 2019 (9,6%). A trajetória de crescimento dos preços manifestou-se tanto nas habitações existentes (8,7%) como nas habitações novas (7,4%). À semelhança dos últimos anos, a diferença no ritmo de crescimento dos preços de habitações existentes e novas reduziu-se, tendo passado de 2,5 p.p. em 2019 para 1,3 p.p. em 2020”, conclui o INE.

Em termos trimestrais, os preços médios dispararam, no último trimestre de 2020, face ao período homólogo (8,6%) e face aos três meses anteriores (2,1%), o que comprova que o mercado imobiliário, nomeadamente o relativo ao segmento residencial, está a dar uma boa resposta à crise pandémica.

“No 4º trimestre de 2020, o IPHab registou uma taxa de variação homóloga de 8,6%, após dois trimestres consecutivos de redução no ritmo de crescimento do índice (7,8% no 2º trimestre de 2020 e 7,1% no 3º trimestre de 2020). Nos últimos três meses de 2020, os preços das habitações novas aumentaram 9% em termos homólogos, acima do observado nas habitações existentes (8,5%). Entre o 3º e o 4º trimestre de 2020, o IPHab cresceu 2,1% (0,5% no 3º trimestre de 2020 e 0,7% no 4º trimestre de 2019). Por categoria, o aumento dos preços foi mais intenso nas habitações existentes (2,3%) por comparação com as habitações novas (1,5%)”, refere o INE.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista. “Preços das casas continuam a subir na pandemia – tanto nas novas como nas usadas” A geração que está a chegar e vai mudar o mercado”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/03/23/46710-subida-dos-precos-das-casas-abranda-na-pandemia-aumenta-8-4-em-2020

DIY: Decoração com materiais reciclados

Se também a si, esta nova vaga de confinamento, deu vontade de redecorar a casa, então vai gostar das nossas sugestões de decoração com materiais reciclados. 

Novas molduras

Sabe aquela parede de quadros que sempre quis fazer? Pois bem, chegou a hora de arregaçar as mangas! E nada de desculpas porque não tem molduras suficientes. A nossa sugestão é usar cartão para fazer as molduras. Desta forma, não só pode fazer molduras de diferentes tamanhos, como optar por umas mais grossas ou mais finas. Além disso, pinte-as ao seu gosto.

Se não gosta da ideia de usar cartão, considere antes usar umas pranchetas para pendurar os seus quadros e/ou fotografias na parede.

Vasos para as suas flores

Em vez de reciclar as garrafas de vidro, por que não usá-las como jarras? Ainda mais, a com a chegada da primavera dá mesmo vontade de ter flores, sejam elas frescas ou secas, espalhadas por toda a casa. 

Comece por as secar bem e depois decore-as. Quanto à decoração, temos várias ideias:

• Pintar as garrafas a seu gosto – pode optar por apenas um tom de tinta ou vários;

• Deixar uma vela derreter e aproveitar a cera que se vai juntando na garrafa para decoração. Também aqui, misturar velas de diferentes cores vai contribuir para um efeito final muito engraçado;

• Se quer dar alguma textura, pode sempre colar e depois pintar por cima. Neste caso, pode usar (por exemplo) a areia da praia, previamente lavada e misturá-la com a tinta;

• Forrar o vidro com tecido ao seu gosto.

Uma alternativa às de vidro, será usar garrafas de plástico para colocar as suas plantas. Para isso, corte-as ao meio e depois use a extremidade como vaso. Claro que antes deverá pintá-las e decorá-las a seu gosto. Pode até aproveitar para escrever o nome de cada planta. Uma dica muito útil caso esteja a começar a criar a sua horta caseira. Ou pode ser criativo, desenhando carinhas, escrevendo mensagens positivas, etc. Ou, (por que não?) tricotar vasos para as suas plantas usando as lãs de velhos cachecóis e camisolas de inverno?

Hora de mudar os têxteis

E já que falamos em tricotar, se gosta de costurar, por que não aproveitar para mudar os cortinados da sala ou as fronhas das almofadas? E quem diz isso, diz também fazer novas toalhas.

Use velhos lençóis e roupas que já não usa, de modo a reaproveitar o tecido. E não tenha receio em misturar diferentes tipos de tecidos. Verá como nas almofadas, por exemplo, o resultado compensa o risco!

Novos candeeiros

Para criar abajures, pode sempre reaproveitar velhas latas de comida. Limpe-as bem e seque-as logo. Caso contrário, podem ficar com ferrugem. Se bem que numa decoração urbana, um pouco de ferrugem complementa bem o ambiente. Depois, na extremidade, faça um buraquinho para passar o fio.

Se não gosta da cor original da lata, pode sempre pintá-la numa ao seu gosto. Antes de pintar, pode lixar bem a lata para remover o brilho. Deste modo, o efeito final será mais uniforme.

Além das latas, deixamos-lhe outras ideias de decoração com materiais reciclados para as lâmpadas:

 • Usar o ralador de queijo;

• Usar o escorredor da massa;

• Dar novo uso à fita-cola.

Sim, leu bem! Estamos a sugerir-lhe que use fita-cola para decorar a casa. Mas antes, deixe-nos esclarecer: deverá usar a colorida e não a transparente. 

A ideia é usá-la na parede criando desenhos ao seu gosto. E quando dizemos ao seu gosto, referimo-nos a desenhos definidos, quer a algo mais abstrato. Para facilitar, recomendamos-lhe desenhos com linhas geométricas, nos quais é mais fácil trabalhar com linhas retas – isto é, com a fita-cola. Deixe-se inspirar nas versões desenhadas dos origamis.

DIY de exterior com paletes

Se tem jardim ou uma varanda, aproveite para redecorar com materiais reciclados usando paletes. Há um sem fim de ideias de decoração com paletes fáceis de executar e que são perfeitas para o exterior! Deixamos-lhe aqui algumas dicas:

• Canteiros para as suas flores usando uma palete na vertical;

• Usar uma palete como mesa de apoio;

• Colocar umas almofadas no interior das paletes para fazer uns sofás de exterior;

• Usar duas correntes (uma em cada extremidade) e prendê-las na parede para transformar uma palete num banco ou numa mesa.

Mais arrumação com as novas estantes

Para terminar, propomos-lhe reciclar móveis! Se aquela velha cômoda já não tem salvação, então, hora de reciclar as gavetas e dar-lhes uma nova funcionalidade. Comece por lixar bem as gavetas e pinte-as a seu gosto. Pode, por exemplo, optar por uma cor exterior diferente do interior.  Depois, pendure as gavetas na vertical numa parede à sua escolha e, voilá, aqui tem a sua nova estante.

Outra alternativa é usar velhas caixas de fruta, sejam elas de madeira ou de plástico, para conseguir o mesmo efeito.

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo. “Qual o melhor pavimento para a cozinha?” A geração que está a chegar e vai mudar o mercado”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/diy-decoracao-com-materiais-reciclados

Qual o melhor pavimento para a cozinha?

Escolher o melhor pavimento para a cozinha é de uma grande responsabilidade. Afinal, esta não só é uma das divisões mais usadas da casa, como também uma das que mais facilmente se suja. Além da funcionalidade, convenhamos, é também importante o fator estético. 

Seguidamente, apresentamos-lhe algumas das melhores opções de pavimentos para a cozinha, indicando-lhe as principais vantagens e desvantagens de cada material, assim como os respetivos preços.

1. Tijoleira ou mosaico na cozinha

Começamos, então, pelo tipo de pavimento de cozinha mais comum: a tijoleira ou mosaico.

Além de muito resistentes e com uma longa vida, as cozinhas de tijoleira são muito fáceis de limpar.

Além disso, atualmente, tem ao seu dispor um sem fim de revestimentos e cores, sendo fácil encontrar algo que se adapte bem ao estilo e decoração da sua cozinha. Inclusive pode brincar, misturando diferentes mosaicos e criando padrões diversos para dar mais vida ao chão da cozinha. Esta variedade traduz-se também em preços muitos díspares. E, claro, por norma, quanto mais barata, mais frágil. Ou seja, corre o risco de se quebrar com mais facilidade.

Se optar por uma cozinha de mosaico ou tijoleira, deixamos-lhe duas dicas:

Opte por materiais antiderrapantes e, a pensar no futuro, compre sempre a mais, caso precise de fazer alguma substituição. Assim não corre o risco de ficar sem material, caso este seja descontinuado 

Preços da tijoleira na cozinha:

Como já referimos, os preços podem variar muito em função do material escolhido, mas conte com cerca de 9€ por m2.

2. Chão de PVC na cozinha

Sobretudo nas obras mais recentes, cozinhas de PVC são cada vez mais usadas. Inicialmente o PVC era usado sobretudo em cozinhas de espaços públicos, pois este é um material muito barato e fácil de instalar. Além disso, é bastante durável e fácil de manter, assegurando que um espaço se encontra limpo com facilidade.

Outra vantagem do PVC é o facto de funcionar como isolador acústico, sendo perfeito para cozinhas de prédios – os seus vizinhos de baixo vão certamente agradecer.

Preços do PVC na cozinha:

Quanto ao preço, este ronda os 13€ por placa de PVC – falamos de pavimento vinílico retro.

3. Chão da cozinha de linóleo 

Desta lista de pavimentos para cozinha, o linóleo é possivelmente o revestimento mais natural. Inventado nos anos 60, resulta da mistura de óleo de linhaça, goma, resina com cortiça moída. Além de um pavimento bonito, um chão de linóleo é antiderrapante e também muito fácil de limpar. 

Por ser muito higiénico, tem ainda outra vantagem: é ideal para quem tem alergias, pois limpa-se muito bem.

Preços do linóleo na cozinha:

Os preços podem variar bastante e o melhor será sempre consultar um profissional. Assegure-se que contrata mão de obra especializada, caso contrário corre o risco de o linóleo apodrecer.

4. Cozinhas com chão de madeira

Pavimentos de madeira na cozinha são outra opção popular, sobretudo em casas mais antigas que querem manter um aspeto rústico ou preservar os seus traços naturais. 

Existem no mercado vários tipos de madeira e, se for esta a sua opção, assegure-se que escolha uma resistente à humidade e que seja fácil de higienizar. Nesse sentido, tenha em conta que um chão de madeira na cozinha requer um trabalho de limpeza e de manutenção constante, sendo comuns os trabalhos de afagar, polir e envernizar a madeira.

Aliás, para o preservar melhor, aconselhamos-lhe a impermeabilizar a superfície. Outros cuidados que pode considerar são colocar antiderrapantes nas pernas das caieiras e das mesas, para evitar os riscos no chão de madeira.

Preços da madeira na cozinha:

Dependendo do tipo de madeira que escolher, os preços podem variar. Para o chão da cozinha, recomendamos-lhe usar, por exemplo, madeira maciça carvalho, cujo preço ronda os 69€ por m2.

5. Pavimento de pedra na cozinha

Tal como a madeira, também uma cozinha de pedra tem sempre um aspeto mais charmoso. E a verdade é que, no que toca a durabilidade e conservação, nada supera a pedra natural. Desde a água/humidade, gordura, solventes ou restos de comida, não há nada que a pedra não consiga resistir. 

Se for esta a sua preferência, saiba que pode optar por vários tipos de pedra, aproveitando as suas características naturais para dar mais ambiente à sua cozinha. Do granito ao mármore, existem várias opções à sua escolha. Recorde-se de se informar sobre as características de cada material para que posteriormente possa atuar em conformidade na hora de o limpar, mas também para uma manutenção mais cuidadosa.

Preços da pedra natural na cozinha:

Neste caso, o preço varia muito em função do tipo de pedra e também do tamanho de cada bloco. Será melhor consultar os preços junto de um fornecedor. Mas para que tenha uma ideia, um pavimento de mármore para uma cozinha de 50 m2, pode rondar os 2500€.

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo. “Qual o melhor pavimento para a cozinha?” A geração que está a chegar e vai mudar o mercado”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/qual-o-melhor-pavimento-para-a-cozinha

Como será a casa dos “centennials”? A geração que está a chegar e vai mudar o mercado.

As preferências e gostos da Geração Z vão influenciar a procura da primeira casa e ser igualmente determinantes na oferta.

A pandemia e o confinamento da população deram impulso ao aparecimento de novas tendências no setor residencial. Numerosos estudos, realizados no último ano, referem como o terraço ou varanda, na falta de um espaço exterior, se tornaram num requisito fundamental na procura de uma nova habitação. Além disso, as áreas periféricas ganharam destaque em relação ao centro das cidades devido ao “boom” do teletrabalho, que agora também é determinante na procura de casa.

O efeito da Covid nas preferências dos portugueses não demorou a manifestar-se. No ano passado, recorde-se, as principais redes imobiliárias do país analisaram os comportamentos desde o rebentar da pandemia procurando avaliar as novas tendências de mercado e de que forma a procura de casa – mais orientada para espaços maiores, interiores e exteriores – estava a ter efeitos nos preços e negócios. Os compradores renderam-se à procura de casas com jardins e terraços, e piscina claro. O aumento do interesse em áreas periféricas também se evidenciou.

Num cenário de médio prazo, e depois dos millennials que estão agora a marcar posição, nomeadamente como compradores de casas de luxo, irão chegar ao mercado os “centennials”, também conhecidos como a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010), e as suas preferências vão influenciar a procura da primeira casa. Em muitos casos, coincidem com as novas tendências, mas a verdade é que os “centennials” têm outros gostos que irão determinar a oferta futura.

Leticia Pérez Márquez, diretora da Darya Homes, apresenta alguns pontos-chave que diferenciam esta geração das anteriores na escolha de uma casa:

• As redes e as plataformas (como o idealista) são a sua ferramenta de pesquisa preferida. Menos cartazes nas ruas e mais portais e sites;

• A localização é essencial: procuram espaços com oferta cultural, gastronómica, comercial. Procuram bairros onde se sintam integrados e que ofereçam uma oferta e serviços diversificados.

• Os “centennials” estão tão interessados ​​na vizinhança como na casa. Irão querer conhecer bem a zona a fundo, os serviços que ela oferece e preocupam-se muito com o significado e a vida em comunidade;

• Valorizam muito os espaços de coworking, especialmente após a pandemia: espaços onde é possível trabalhar e fazer reuniões fora de casa – mas sem ter de deslocar-se muito – tornaram-se uma opção muito valorizada;

• A maneira de se deslocaram também está a mudar: as áreas com estacionamento de bicicletas serão muito procuradas;

• Olham para primeira casa como um investimento, portanto não descartam a opção de comprar para dividir a casa durante vários anos. Em muitos casos, a idade da primeira aquisição é menor do que a da Geração Y (“millennials”), a geração anterior.

• Não querem que a primeira casa seja a definitiva, mas que possa ter valor no futuro.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “Como será a casa dos “centennials”? A geração que está a chegar e vai mudar o mercado”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/03/17/46627-como-sera-a-casa-dos-centennials-a-geracao-que-esta-a-chegar-e-vai-mudar-o-mercado

Tendências de decoração para a primavera de 2021.

Com a nova estação do ano, as casas enchem-se de flores, muita cor, plantas e luz. Eis algumas dicas para renovar os espaços.

A primavera está aí à porta. Com ela chegam os dias mais quentes e a vontade de passar mais tempo lá fora, no jardim ou na varanda. Mas a verdade é que o interior da casa também pode e deve ser decorado para refletir a chegada da nova estação do ano.

Trocar os têxteis

No inverno, é natural que se usem têxteis mais pesados e materiais mais quentes, que ajudam a aquecer e a dar mais conforto ao lar. Com a chegada dos dias mais quentes, podes trocar estes têxteis por outros mais leves, que mantenham o nível de conforto em casa, mas que se adequem mais à nova estação. Tenta escolher têxteis em cores mais claras ou que evocam a natureza para um toque extra de primavera na tua casa. Isto é válido para mantas, cobertores, almofadas e até tapetes.

Decorar com flores

Flores são sinónimo de primavera, já que é nesta estação que estas começam a despertar e a colorir o mundo com as suas cores. Se tiveres um jardim, usa algumas das flores para decorar o interior da casa, colocando uma mistura das tuas preferidas numa jarra com água, para se conservarem mais tempo. Também podes comprar flores numa florista e usá-las para dar mais vida à tua casa. As jarras não precisam de ser muito decoradas, e podes até reutilizar frascos de vidro para criar uma jarra totalmente personalizada.

Alterar as paredes de casa

Se estás à procura de uma forma mais “radical” de trazer a primavera para casa, a pintura das paredes pode ser uma boa ideia. Escolhe cores alegres, como o amarelo, ou brinca com tons pastel, que também são muito adequados à estação. O verde é também uma cor muito adequada, usada em paredes de destaque para reforçar a ligação à natureza de uma dada divisão. Se não quiseres pintar, podes escolher um papel de parede que seja apelativo para ti e que traga a alegria e vivacidade da primavera para casa.

Plantas de interior

Plantas de interior nunca são demais, seja qual for a estação, mas a primavera traz consigo a vontade de termos ainda mais plantas dentro de casa. Se não tiveres muita experiência com jardinagem, procura escolher espécies que sejam fáceis de cuidar. Catos e suculentas são uma boa opção para iniciantes, mas não precisas de te limitar a estas plantas. Caso já tenhas mais experiência, podes aventurar-te com espécies que precisem de mais cuidados ou de condições específicas para sobreviverem.

Deixar a luz entrar

Depois dos dias frios e cinzentos do inverno, a luminosidade da primavera é uma bênção. Por isso, tenta que a luz natural entre ao máximo na tua casa, usando cortinas leves que deixem os raios de sol entrar. Afinal, com os dias mais longos, não há necessidade de se usar tanto a luz artificial na nossa casa. Sempre que possível, procura também ter as janelas abertas, para ajudar a arejar a casa depois do inverno e assim renovar o ar.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “Tendências de decoração para a primavera de 2021”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/decoracao/conselhos/2021/03/17/46619-tendencias-de-decoracao-para-a-primavera-de-2021

Iluminação da casa de banho: Tudo o que precisa de saber!

Confira algumas dicas sobre a iluminação da casa de banho para conseguir um espaço bem iluminado, mas também confortável e onde se sinta bem – e, claro, sem descurar a importância da eficiência elétrica.

Luz natural sempre

Para começar, se tem janela na casa de banho, tente tirar o máximo partido da luz natural. Numa divisão onde infelizmente as janelas são vistas como secundárias, por mais pequena que seja a janela, verá como é uma mais-valia – pela luz, mas também para arejar a casa de banho e deixar sair a humidade.

Não se esqueça que para tirar melhor partido da luz natural, a cor das paredes da casa de banho é um fator fundamental. Neste campo, nada melhor do que pintar a casa de banho de branco ou tons mais claros para melhor refletir a luz solar.

E se a sua preocupação é privacidade, pode sempre optar por instalar um vidro fosco, por exemplo.

Reguladores de intensidade

Por norma, para iluminar uma divisão inteira, a luz branca é sempre a melhor opção. Mais fria do que a luz amarela, este tipo de luz ilumina melhor.

Mas na hora de fazer a instalação elétrica da casa de banho, por que não instalar reguladores de luz? Deste modo, pode ir controlando os níveis de luz no espaço, contribuindo para um ambiente mais íntimo ou mais confortável, em função da sua preferência. Se tem janela(s) na casa de banho, um regulador permite-lhe também ir adaptando a luz em função do momento do dia, adaptando a luz exterior ao interior da divisão.

Iluminar zonas-chave

Além da luz principal, poderá instalar focos de luz em zonas-chave da casa de banho. Por exemplo, certamente gostará da ideia de ter uma luz direta mais potente junto a um espelho ou na área do lavatório para uma melhor visualização. 

Aliás, junto aos espelhos, considere instalar iluminação LED para uma visão mais natural do reflexo. Além disso, verá como a longo prazo acabará por poupar na conta da eletricidade.

Focos de luz na zona do banho são também uma preferência e cada vez mais usados, sobretudo em casas de banho tipo SPA. Aliás, pode sempre usar lâmpadas de diferentes tamanhos, colocando-as estrategicamente pela divisão de modo a criar jogos de luzes.

Luzes indiretas 

Sempre que pensamos em iluminação, pensamos em candeeiros e em lâmpadas penduradas no teto. Mas não tem de se limitar por estas opções! Focos de luz nas traseiras dos móveis, assim como dos espelhos e até no chão (junto à sanita, por exemplo) são outras ideias a considerar.

Este tipo de iluminação é, por norma, menos intenso, permitindo-lhe usar tons de luz mais amarelada. Logo, são uma boa opção para quem tem o hábito de ir à casa de banho durante a noite e não quer ser incomodado – nem despertado – pela luz.

Detetores de proximidade

Se a ideia anterior lhe chamou a atenção, então, vá mais longe! Ou seja, opte por instalar luzes com detetores de proximidade da casa de banho? Este tipo de luz acende-se sempre que alguém se aproxima e o tempo que fica acendido pode ser previamente determinado. O que significa também que não corre o risco de se esquecer da luz acesa – algo que se vai manifestar pela positiva na conta da eletricidade!

Iluminação também é decoração

Obviamente que a luz elétrica na casa de banho (ou em qualquer outra divisão) é essencial. Mas isso não significa que não deva negligenciar a parte estética. 

Estude bem a iluminação da casa de banho, de modo a distribuir as lâmpadas e a criar jogos de luz. Aposte também em candeeiros bonitos, colocados estrategicamente, de modo a combinar com a decoração escolhida para o espaço.

Luzes embutidas

Se procura opções mais práticas, as colocar luzes embutidas na casa de banho será a opção ideal para si. Ainda mais, devido à humidade, faz todo o sentido optar por luzes embutidas, usando focos de encastrar.

Nas novas construções, as luzes embutidas são cada vez mais usadas nas casas de banho precisamente por causa das consequências do vapor e da humidade. Este tipo de luz vem com uma proteção extra, tornando-as numa excelente escolha para esta divisão. Para muitos, este tipo de iluminação na casa de banho ajuda também a criar mais ambiente, dando um conforto extra ao espaço.

Também no espelho da casa de banho, optar por um com luz embutida, poderá ser uma boa opção para uma visão mais clara.

Eficiência energética

Por último, não podíamos terminar sem falar de sustentabilidade. Acreditamos que eficiência energética não é apenas uma “moda”. Por isso, faça escolhas eficientes e amigas do ambiente, como optar pela iluminação LED, por exemplo. Apesar da instalação ser muitas vezes mais cara, verá como a longo prazo acaba por compensar.

Este conteúdo é uma reprodução do Habilíssimo. “Iluminação da casa de banho: Tudo o que precisa de saber”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/iluminacao-da-casa-de-banho-tudo-o-que-precisa-de-saber

Calcular o custo da reconstrução de imóveis à distância de um clique: há um simulador e é gratuito!

O simulador permite calcular o valor que custaria erguer de raiz, depois de totalmente destruído, um imóvel ou fração com um padrão equivalente.

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) disponibilizou a partir desta segunda-feira (15 de março de 2021) um simulador para o cálculo de custo de reconstrução de imóveis. O SCRIM, uma ferramenta acessível de forma digital e gratuita, “tem como objetivo apoiar os tomadores de seguro na determinação do capital a segurar nas apólices de seguros de Incêndio e Elementos da Natureza e de Multirriscos de habitação, e que corresponde ao custo de reconstrução de imóveis”, refere a associação, em comunicado.

Tendo por base informações introduzidas pelo utilizador – correspondentes à área, qualidade, localização, arquitetura e outros elementos caracterizadores do imóvel – é calculado no momento um valor de referência do custo de reconstrução da habitação, ou seja, o valor que custaria erguer de raiz, depois de totalmente destruído, um imóvel ou fração com um padrão equivalente, explica a APS, adiantando que o valor obtido poderá e deverá ser sempre objeto de ajustamento por parte do tomador do seguro no caso da fração ou imóvel apresentar características específicas face a uma habitação padrão equivalente.

“É uma ferramenta transparente e de fácil utilização, concebida para ajudar o tomador do seguro a realizar, a partir de um nível de informação relativamente simples, a projeção do valor de reconstrução do imóvel, isto é, o valor do capital seguro”, lê-se no documento. A APS lembra ainda que os resultados obtidos através do simulador “são meramente indicativos”, pelo que os “tomadores não estão obrigados a aceitá-los, cabendo-lhes sempre a responsabilidade de indicar o valor, em concreto, pelo qual pretendem segurar o seu imóvel”. 

De referir, ainda, que o simulador foi desenvolvido com base numa fundamentação metodológica produzida de forma totalmente independente pela FUNDEC, Associação para a Formação e o Desenvolvimento em Engenharia Civil e Arquitetura, ligada ao Instituto Superior Técnico. 

“Uma necessidade há muito identificada”

De acordo com José Galamba de Oliveira, presidente da APS, “a disponibilização deste simulador vem responder a uma preocupação partilhada também pelo setor segurador, na medida em que o fim da publicação anual das Portarias com o valor de construção para o cálculo da renda condicionada, as quais serviam de referência, ainda que não vinculativa, para o cálculo do capital a segurar nas apólices de seguros de Incêndio e Elementos da Natureza e de Multirriscos de habitação, tornou premente a criação de um instrumento que servisse de referência para o referido cálculo”.

“O simulador do custo de reconstrução de imóveis permite apoiar o tomador de seguro na definição do valor a segurar, colmatando uma necessidade há muito identificada dos consumidores de seguros. O montante do capital a segurar, no contexto de um seguro de imóvel, deverá ser alvo de particular atenção, na medida em que um valor desfasado do valor de reconstrução, poderá resultar numa indemnização insuficiente para a recuperação do imóvel”, afirma José Galamba de Oliveira, citado na nota.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “Calcular o custo da reconstrução de imóveis à distância de um clique: há um simulador e é gratuito”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/03/15/46612-calcular-o-custo-da-reconstrucao-de-imoveis-a-distancia-de-um-clique-ha-um-simulador

5 boas razões para pintar o teto com uma cor de destaque.

Tetos tradicionais são… brancos, certo? E também pouco interessantes, não concorda? Se é bem verdade que o branco não tem de ser propriamente uma cor maçadora, também não é menos verdade que existem muito boas razões para pintar o teto com uma cor de destaque e, assim, quebrar a monotonia de uma divisão, dando-lhe mais dinamismo. Se não acredita ou precisa de coragem, aqui ficam cinco bons motivos para colorir o teto!

1. Para dar destaque

Pintar os tetos é uma forma de chamar a atenção para o que se passa “lá em cima”. E isto é válido para dar maior visibilidade àquele candeeiro (lindo!) que comprou, mas também para evidenciar os trabalhos de reboco no teto ou destacar as vigas – caso existam. Seja como for, um teto colorido chamará sempre a atenção e, graças à pintura, será um eterno ponto de destaque em qualquer divisão. 

Além disso, é um elemento de decoração muito original e que, sem dúvida, irá surpreender qualquer convidado.

2. O teto também é um elemento de decoração

Quando começamos a planear a decoração de um espaço, além dos objetos e itens decorativos, a cor é outro elemento fundamental. Nesse sentido, escolha cores que combinem ou opte por fazer contraste, de modo a destacar os pontos fortes de uma divisão. 

Logo, da mesma maneira que dá importância às cores das paredes, do sofá ou das cortinas, porque é que o teto é tantas vezes ignorado? Não cometa mais esse erro e valorize o espaço, dando também destaque ao teto. Por isso, avance sem medos!

3. Criar ambientes

Tetos coloridos são ótimos para fazer jogos de luz, podendo também ajudar a tirar maior partido da luz natural. Um teto colorido tanto pode contribuir para uma atmosfera mais vibrante (sobretudo se preferir cores vivas); como para balançar uma decoração mais sóbria. O mesmo é também válido se quiser criar ambientes mais intimistas. Nesse caso, recomendamos-lhe cores mais escuras e sóbrias.

Note que estes conselhos são válidos para espaços pessoais; mas também para espaços comerciais e empresarias: não desvalorize o poder da cor no modo como pode influenciar o seu estado de espírito.

4. Criar e delimitar espaços

Sobretudo agora em que os open spaces são uma tendência e uma preferência, pintar o teto é uma excelente forma para delimitar os espaços numa divisão, sem ter de recorrer a paredes ou estantes. 

Dica: Se dentro de uma divisão, pretende criar um espaço, opte por pintar o teto, a parede e o chão correspondentes intensificando, assim, a sensação de um espaço próprio e exclusivo. Opte por cores vivas e verá como obterá um efeito muito dinâmico e acolhedor!

5. Aumentar o espaço

Pegando um pouco na ideia anterior, imagine agora um corredor de paredes brancas com o teto e as portas pintadas numa cor forte. Conseguiu imaginar? Verá como a tinta contribuirá para dar uma sensação de continuidade ao espaço, contribuindo para a sensação de que este é muito maior – em comprimento e em altura!

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “5 boas razões para pintar o teto com uma cor de destaque”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/5-boas-razoes-para-pintar-o-teto-com-uma-cor-de-destaque

As cores ideais para uma casa primaveril!

Na primavera, queremos mudar a decoração e optar por outras cores. Apaixonamo-nos pelos tons pastel, pelos flúor, o cinzento ou estampado e queremos utilizá-los, seja como for, na nossa casa. Em revestimentos, mobiliário, papel de parede pintado ou em suplementos. Agora é o momento de encher a nossa casa de cor, de energia e de potenciar a luz. E esquecer os tons escuros, frios e chatos do inverno. Gostaria de saber como conseguir um quarto primaveril, que quantidade de cor deve adicionar e de que forma?

1. As vantagens das cores pastel

Decorar em tons pastel, seja em cor-de-rosa, azul ou verde, tem muitas vantagens. São cores que se adaptam muito bem a qualquer estilo decorativo, permitem que se adicione outra cor mais forte, para quebrar a mono-cor e, além disso, geram ambientes relaxantes e agradáveis. Para uma sala de estar primaveril, esta cor é perfeita, combinado com o cinza, o branco e com materiais como resina ou madeira. 

2. O amarelo vai dar-lhe muita luz e energia

É uma das cores estrela quando chega a primavera, mas causa alguma apreensão quando a temos de usar na nossa casa, por medo de errar. No entanto, esta cor transmite força, energia, vida e muita luz. É perfeita para decorar qualquer divisão da casa, em pequenas quantidades. É ideal na cozinha, pois combina muito bem com os móveis laminados, aço e também com a madeira. Com o amarelo, potencia qualquer espaço e dá-lhe mais luz.

3. Volta o estampado tropical

Parece que está de volta e vem com força: o estampado em tecidos, em paredes, em papel pintado ou até mesmo em acessórios como louças ou almofadas, causará furor este ano. Não há necessidade de sobrecarregar uma sala de estar; com pequenos detalhes é suficiente. O melhor de tudo é que dão frescura, intensidade e são, sem dúvida, um chamariz perfeito na decoração, para esta época do ano.

4. Encha a sua casa de cor

Porquê apostar numa única cor, se gostamos de espaços multicolor? Na primavera e no verão, atreva-se. E mais, deve fazê-lo. O amarelo, o azul, o verde água, o rosa… são cores que transmitem energia, positividade e em casa também, então não prescinda de nenhum deles. Sim, terá que combiná-los com o mobiliário e tapetes de cor branca e cinza, mas vale bem a pena.

5. O azul, para ambientes finos e relaxantes

As cores suaves também são perfeitas para criar ambientes frescos e muito primaveris. O azul combinado com o branco dará ao seu quarto, um toque muito agradável. É uma cor muito versátil, que convida ao descanso, criando espaços muito elegantes e tranquilos. É uma cor primaveril, perfeita para um quarto ou uma sala de estar de estilo mediterrânico.

6. Verde água, para criar espaços naturais

Na primavera, o que apetece é estar em contacto com a natureza e com o exterior. O verde água transmite pureza e lembra os campos verdes. É uma cor que ajuda a aumentar a luminosidade e também cria espaços muito relaxantes. É perfeito para combinar com o branco e o cinza, pois é muito versátil. Não se esqueça que pode utilizá-lo em muitos estilos decorativos: vintage, romântico, moderno… acrescente uma quantidade maior ou menor desta cor, em função do resultado que pretender obter.

7. O cinza pérola potencia o equilíbrio

Se está cansado de cores vivas, talvez deva voltar às tonalidades mais neutras e que na primavera são também a estrela da decoração de qualquer lar. O cinza é uma cor que traz muito equilíbrio e que pode combinar com cores vivas, pois suavizam o tom frio do cinza. Como o branco, conseguirá um espaço fresco, elegante e muito fino e é uma alternativa perfeita, na época da primavera.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “As cores ideais para uma casa primaveril”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/as-cores-ideais-para-um-casa-primaveril

Obras em terraços e varandas de prédios para ganhar mais espaço – como proceder?

Ganhar em casa novas zonas de lazer ou trabalho tornou-se prioritário na pandemia, mas estas reformas precisam do acordo do condomínio e talvez de licença.

A pandemia reforçou a necessidade de ter mais espaço em casa, seja interior ou exterior. E neste sentido, fechar uma varanda para ganhar uma zona de escritório ou, pelo contrário, aproveitar um terraço do prédio podem ser soluções interessantes. Mas para avançar com este tipo de obras ou novos usos num edifício é preciso o acordo do condomínio e, por vezes, licença camarária. Explicamos o que está em causa, com fundamento jurídico. 

Um apartamento pode ter apenas um proprietário, mas o prédio em que este se insere pertence à pluralidade de condóminos que o habitam e partilham entre si os deveres e responsabilidades relativos aos espaços comuns. Assim, a fachada do prédio é um assunto que diz respeito a todos os condóminos e questões como “Posso fechar a marquise da varanda sem uma autorização?” ou “Um aparelho de ar condicionado pode ser colocado na fachada do prédio?” devem ser abordadas com cautela sob pena de serem infringidos os direitos dos demais condóminos.

Cada condómino tem, com a propriedade exclusiva da sua fração autónoma, um direito de compropriedade, necessário e permanente, sobre as partes comuns do edifício. Ou seja, todos os condóminos são simultaneamente titulares do direito de propriedade sobre as partes comuns – tais como telhados, terraços de cobertura, escadas, telhados, elevadores, instalações gerais de água, eletricidade, aquecimento, ar condicionado, gás, fachada do prédio, etc…

Constituem igualmente partes comuns do prédio os alicerces, colunas, pilares, paredes mestras e todas as partes restantes que constituem a estrutura do prédio, prevendo expressamente a lei que se encontra especialmente vedada aos condóminos a prática de atos que possam prejudicar, quer com obras novas, quer por falta de reparação, a segurança, a linha arquitetónica ou o arranjo estético do edifício.

A jurisprudência tem entendido que a linha arquitetónica se reporta ao “conjunto dos elementos estruturais de construção que, integrados em unidade sistemática, lhe conferem a sua individualidade própria e específica” e o arranjo estético do edifício “ao conjunto de características visuais que conferem unidade sistemática ao conjunto”.

As obras que modifiquem a linha arquitetónica ou o arranjo estético do edifício apenas poderão ser realizadas se para tal for obtida prévia autorização da assembleia de condóminos, aprovada por maioria representativa de dois terços do valor total do prédio. Assim, se as alterações que o condómino pretende efetuar não tiverem sido autorizadas, forem visíveis do exterior do prédio e estas modificações alterarem as características visuais do edifício, o condomínio poderá instaurar uma ação judicial com vista à demolição das obras efetuadas.

Numa decisão do tribunal da relação de Lisboa foi decidido que a construção de uma pérgola no terraço do prédio, quando todas as restantes frações desse piso foram fechadas com marquises, alterava o estilo próprio do edifício, destoando da sua traça geral, tendo o tribunal confirmado a decisão tomada na primeira instância de demolição de toda edificação.

Por fim, importa ainda salientar que as obras de urbanização e de reconstrução em que não haja preservação da fachada exigem uma licença camarária, pelo que se a construção de uma marquise modificar a fachada do prédio, esta obra carecerá de licença. Apenas se encontram dispensadas da obtenção de uma licença as obras de reconstrução em que haja a preservação da fechada, estando, contudo, estas obras sujeitas a um dever de comunicação prévia à Câmara Municipal onde se localiza o imóvel.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “Obras em terraços e varandas de prédios para ganhar mais espaço – como proceder?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/03/08/46516-obras-em-terracos-e-varandas-de-predios-para-ganhar-mais-espaco-como-proceder