Tudo o que precisa saber sobre um contrato de arrendamento habitacional

Celebrar um contrato de arrendamento habitacional exige conhecimentos e cuidados. Conheça os aspetos mais importantes e tire todas as suas dúvidas.

Um contrato de arrendamento habitacional é nada mais, nada menos, do que um documento que estipula e legitima os direitos e deveres de ambos, ou seja, tanto do proprietário da casa como do inquilino. E como qualquer contrato, o objetivo do documento passa por proteger ambas as partes, seja um contrato para fins habitacionais ou comerciais.

Neste artigo vamos dar-lhe a conhecer as principais características e pontos a considerar num contrato deste tipo. E não, não só os advogados e juristas devem conhecer os detalhes destes contratos!

Para seu bem e proteção deve ter algumas noções sobre o assunto, para que não lhe “vendam gato por lebre” no caso de ser inquilino, ou para que saiba os seus direitos no caso de ser o locatário.

Contrato de arrendamento habitacional: O essencial

Contrato de arrendamento ou comodato?

Sabia que, ao contrário do contrato de arrendamento, que exige sempre o pagamento de determinada quantia em troca do usufruto do serviço, um contrato de comodato é um contrato gratuito, onde não existem, a cargo do comodatário, prestações periódicas?

É importante que saiba isto, no caso de estar a redigir um contrato de arrendamento habitacional, para que não refira em algum local que se trata de comodato e assim não haver lugar a pagamento.

Elementos essenciais a constar no contrato de arrendamento habitacional

Já escolheu a casa onde quer viver? Está na hora de celebrar/assinar o contrato de arrendamento habitacional. Para que o mesmo esteja nos “conformes”, é necessário que tenha presente todos estes elementos:

  1. A identificação de ambas as partes, incluindo a data de nascimento, a naturalidade e o estado civil;
  2. Identificação dos fiadores, caso haja lugar a tal;
  3. Morada exata da casa a arrendar;
  4. O número e a data da licença de habitação;
  5. O montante da renda, bem como o regime de atualização da mesma e o momento até quando a mesma deve ser paga (por exemplo até ao dia 8 de cada mês);
  6. A data da celebração do contrato;
  7. A identificação dos locais destinados a uso privativo do arrendatário, os que se destinam a uso comum e quaisquer anexos;
  8. Prazo e duração do contrato;
  9. Regulamento do condomínio (caso exista).

Como fazer um contrato de arrendamento habitacional: Regras e exceções

Esta nota é muito importante! Basicamente, tudo o que não estiver figurado no contrato de arrendamento habitacional fica a reger-se pelo decreto lei do Novo Regime de Arrendamento Urbano, pelo que se tiverem acordado alguma especificidade, é obrigatório que esteja registado no contrato.

Além disso, os contratos só ficam válidos quando assinados por todos os elementos envolvidos.

Documentos necessários

É natural que lhe sejam solicitados alguns documentos para colocar no próprio contrato, documentos esses que o identifiquem, a si a aos fiadores, caso haja lugar aos mesmos.

Uma vez escolhida a casa, acertados todos os pormenores e antes de celebrar o contrato de arrendamento, o senhorio deve pedir ao inquilino os seguintes documentos:

  • BI ou Cartão de Cidadão;
  • Últimos recibos de vencimento ou última declaração de IRS;
  • O mesmo para os fiadores (no caso de existirem).

Mas não é só o arrendatário que tem de apresentar documentação. O senhorio deve apresentar uma série de documentos relacionados com o imóvel:

  • Caderneta Predial;
  • Certificado energético;
  • Certidão de Teor;
  • Licença de habitação.

Reunida toda a documentação, é então possível avançar para a realização do contrato. Em algumas situações, é possível celebrar antes do contrato propriamente dito o chamado Contrato Promessa de Arrendamento, que salvaguarda ambas as partes ao indicar a obrigação de futura celebração do contrato de arrendamento.

Fiador

Em alguns casos, e como forma de proteção do senhorio, pode ser-lhe solicitada a existência de um fiador. O que quer isto dizer? Que esta pessoa assumirá a prestação relativa ao arrendamento da casa em questão na impossibilidade de o inquilino o fazer.

Como registar um contrato de arrendamento?

Cada contrato de arrendamento habitacional deve possuir três cópias: uma para o senhorio, outra para o arrendatário e ainda outra para reportar às Finanças. Sim, para tudo ficar direito, todos os senhorios têm de entregar os respetivos contratos de arrendamento à Autoridade Tributária no prazo máximo de 30 dias após o documento estar assinado por todas as partes.

Pode fazê-lo ao balcão de uma repartição das Finanças ou online. Para tal, basta aceder ao site do Portal das Finanças, carregar em “Cidadãos” e inserir as respetivas credenciais para fazer o login.

Depois de preencher todos os dados solicitados e confirmar a submissão do contrato, o Portal das Finanças vai apresentar a guia para pagamento do Imposto do Selo do contrato, que corresponde a 10% do valor da mensal estipulada. Este valor deve ser liquidado num prazo máximo de 30 dias a contar da data de início do arrendamento.

Rescisão de contrato de arrendamento

Finalmente, uma questão a todos interessa. E a resposta é, sim, é possível rescindir um contrato de arrendamento habitacional antes do prazo de término. No entanto, existem algumas questões que têm de ser salvaguardadas, questões estas previstas na lei 13/2019:

  1. Todos os contratos de arrendamento passam, com a nova lei, a ter um prazo mínimo de um ano, além de passarem obrigatoriamente a ser renováveis por três anos, a não ser que as duas partes cheguem a acordo sobre outro prazo, menção essa que tem de estar registada por escrita no documento do contrato;
  2. Exceção para os contratos de arrendamento para habitação não permanente e para fins turísticos, onde não é exigida a estipulação de um limite mínimo de duração, e não estão sequer sujeitos a renovação automática;
  3. Para rescindir o contrato de arrendamento, qualquer uma das partes tem de o fazer por via escrita e em carta registada. De voltar a referir que poderá existir no contrato alguma exceção a esta regra e aí estará também sujeita à mesma.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Tudo o que precisa saber sobre um contrato de arrendamento habitacional”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/contrato-arrendamento-habitacional/

Tendências de decoração para 2021: espaços mais versáteis e novos elementos de design

Os detalhes importam mais do que nunca, das cores às formas e materiais, com cozinhas mais brancas, o surgimento de escritórios em casa ou salas de estar versáteis.

A pandemia do novo coronavírus reforçou a casa como o refúgio perfeito para passar o máximo de tempo possível. A meio de uma segunda vaga e novos bloqueios, os especialistas da Houzz recomendam novas tendências para 2021. Os detalhes importam mais do que nunca, das cores às formas e materiais, com cozinhas mais brancas, o surgimento de escritórios em casa ou salas de estar versáteis.

O crescente interesse pelo meio ambiente, sustentabilidade e eficiência energética serão igualmente pilares fundamentais na decoração da casa. Interiores mutáveis vão destacar-se no próximo ano. 

Cozinhas brancas com detalhes decorativos

Se em 2020 os tons escuros inundaram as cozinhas, em 2021 veremos uma tendência para as cozinhas brancas com detalhes em madeira, trazendo cor, profundidade e um toque acolhedor ao lar. A cozinha não é apenas um espaço funcional, por isso os detalhes decorativos começam a ganhar importância. As plantas vão ganhar destaque, cuja tendência será concentrá-las para reforçar aquela sensação de um jardim interior. Além disso, cada vez mais proprietários vão exigir uma distribuição que possa acomodar um bar, uma pequena mesa com cadeiras ou mesmo um pequeno escritório.

Casas de banho boutique no auge

Mais do que espaços minimalistas e tecnológicos, serão exigidas casas de banho mais funcionais, mas também com foco nos detalhes. Os detalhes industriais em tons de preto vão ocupar o centro das atenções, com destaque para as torneiras integradas em preto mate e em cores suaves, como o cinzento ou o bege. Entre os detalhes, destacam-se as plantas de interior, os papéis de parede com texturas coloridas e padrões exóticos.

Escritórios domésticos híbridos

O aumento do teletrabalho tem sido um fator-chave na crescente procura por espaços de trabalho domésticos. Quase um em cada dez indivíduos decidiu atualizar ou criar um escritório doméstico. Em 2021, os tons de preto, branco e cinza aparecerão como cores preferidas para móveis.

Salas versáteis

Se em 2020 o quarto teve muito destaque, o coronavírus mudou essa tendência e é a sala que mais uma vez reivindica um papel fundamental no lar. Esta sala vai tornar-se no espaço mais versátil da casa, um local para conviver, desfrutar ou teletrabalhar. A tendência passará pelo cinzento como cor dominante devido à sua versatilidade e mobiliário com linhas orgânicas e sofás de canto, que vão cada vez mais conquistar este lugar da casa.

Quartos contemporâneos com toques nórdicos

Juntamente com uma decoração simples e funcional, os quartos ganham popularidade. Em 2021, as cores principais desta sala serão os tons suaves; especificamente castanhos, cinzentos e rosas. Além disso, os têxteis e as mesas de cabeceira recuperam o espaço que perderam nos últimos anos.

Cores tiradas da natureza

A crescente preocupação com o meio ambiente influencia diretamente o mundo das cores. Nesse sentido, surgiu uma nova paleta que explora os tons naturais: a gama dos cinzas e terrosos, assim como os tons suaves do azul e do verde serão tendência no próximo ano. Esses tons ajudam a conectar-nos com o que nos rodeia e a projetar espaços atemporais, aconchegantes e relaxantes.

Materiais ganham importância

Em 2021, a escolha dos materiais será fundamental na hora de projetar casas mais quentes e confortáveis ​. Os materiais autolimpantes ou com propriedades antibacterianas, como o cobre, estão a crescer em popularidade e serão cada vez mais procurados nas residências devido ao crescente interesse em criar espaços mais limpos e seguros. As texturas mate são outra das grandes tendências de 2021 por aliarem-se a um conceito de design ligado à saúde e ao sossego. Outros materiais como cerâmica, madeira tingida, metais e outros materiais reciclados com textura fosca em tons suaves vão conquistar a casa.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Tendências de decoração para 2021: espaços mais versáteis e novos elementos de design”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/decoracao/conselhos/2020/11/12/45242-tendencias-de-decoracao-para-2021-espacos-mais-versateis-e-novos-elementos-de-design

Agravamento do spread da casa: em que situações não pode acontecer?

Existem várias situações protegidas por lei, nas quais os bancos não podem agravar o spread do empréstimo da casa. Especialistas explicam quais.

São vários os motivos que te podem levar a alterar as características ou condições do teu crédito à habitação, tais como redução de vinculação, divórcio ou dissolução de união de facto, mudança de local de trabalho, troca de casa, substituição de fiadores, entre outros. Mas será que isso se pode traduzir num agravamento das condições? Nem sempre.

Se em alguns casos passa pela exoneração de um mutuário do crédito, noutros trata-se de alteração de finalidade do empréstimo, por exemplo, de habitação permanente para habitação secundária ou rendimento, tal como explicamos.

Quer isto dizer que existem várias situações protegidas por lei, nas quais os bancos não podem agravar o spread do teu empréstimo. São elas:

  • A celebração de um contrato de arrendamento com um terceiro, desde que fique mencionado a existência de uma hipoteca sobre o imóvel e a renda seja depositada na conta bancária associada ao empréstimo; 
  • Mudança de local de trabalho para uma distância superior a 50km; 
  • Situação de desemprego; 
  • Renegociação decorrente do divórcio, separação judicial de pessoas e bens, dissolução de união de facto ou falecimento de um dos cônjuges, quando o empréstimo fique titulado por um mutuário que comprove que a taxa de esforço ficará inferior a 50%, ou 60% no caso de agregados familiares com dois ou mais dependentes. 

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Agravamento do spread da casa: em que situações não pode acontecer?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/11/10/45228-agravamento-do-spread-da-casa-em-que-situacoes-nao-pode-acontecer

10 Dicas para ter uma cozinha sustentável

Quer apostar como ter uma cozinha sustentável é bem mais fácil do que aquilo que pensa? Verá como bastam pequenas mudanças e ir introduzindo aos poucos novos acessórios para obter uma cozinha mais sustentável e amiga do ambiente. Ora veja como!

1. Cantinho da reciclagem

Para a sustentabilidade do ambiente, reutilizar e reciclar é essencial. Nesse sentido, crie o cantinho da reciclagem na cozinha, para separar o plástico, o papel e o vidro do lixo comum. 

E se tem a sorte de ter espaço extra, por que não investir também num cantinho para a compostagem e tratamento dos resíduos orgânicos?

2. Eletrodomésticos classe A

Da próxima vez que for substituir algum eletrodoméstico da cozinha, não se limite a olhar para o preço ou ao lado estético. Foque-se na funcionalidade e na eficiência energética do eletrodoméstico na hora de fazer a compra final. Nesse sentido, saiba que quanto mais alta a classe, menor o gasto de energia – logo: mais barata a conta no final do mês!

3. Programas ecológicos

Além disso, sempre que possível opte por usar os programas ecológicos máquina de lavar (seja da roupa ou da louça), de modo a gastar menos!

Além disso, há ainda pequenas acções que pode fazer e que contribuirão para a sustentabilidade da cozinha, como evitar abrir demasiadas vezes o frigorifico, descongelá-lo (assim como à arca) com frequência, limpar as borrachas dos eletrodomésticos para evitar perdas, etc.

4. Poupar na eletricidade

Além de optar por comprar eletrodomésticos de baixo consumo, conseguir uma cozinha sustentável passa também por uma poupança significativa na eletricidade. Para isso, opte antes por lâmpadas fluorescentes ou iluminação LED. Outra dica sustentável que lhe damos será adaptar o nível da luz à divisão – os seus olhos agradecem! Outra dica será optar por itens recarregáveis, como as pilhas por exemplo.

Ah, claro, sempre que possível tirar o máximo proveito da luz solar, preferindo sempre a luz natural à elétrica.

5. Energia verde

Confirme também com o seu provedor de eletricidade os pacotes e ofertas de energia sustentável que este disponibiliza e veja como se podem adaptar á sua casa e estilo de vida. Hoje em dia, desde os horários ecológicos, ao gás natural ou às ofertas de eletricidade verde, encontrará várias opções amigas do ambiente e também da carteira!

6. A torneira da cozinha

A par da eletricidade, medidas para um consumo moderado e sem desperdício de água são também essenciais para quem quer uma cozinha sustentável.

Nesse sentido, certifique-se de que a torneira da cozinha não pinga, nem que há problemas com a canalização que possam originar, por exemplo, perdas de água. Na dúvida, faça uma inspeção recorrendo a um canalizador ou a um profissional de pichelaria. A par disto, pode optar por instalar uma torneira que modere o gasto de água, evitando fluxos excessivos.

7. Eliminar o plástico da cozinha aos poucos

Eliminar o plástico da cozinha também deverá fazer parte da sua lista. Aos poucos vá investindo em itens de vidro, de bambu ou madeira, entre outros materiais, em vez do clássico plástico. Embora possam ser mais caros, pense que está a fazer um investimento a longo prazo, pois são também mais duradouros e menos nocivos para a saúde.

8. Criar a sua horta

Umas sementes, um vaso e terra e um pouco de água e verá como é gratificante – e mais saudável – ver a sua própria horta crescer! Além disso, de certeza que as suas refeições lhe vão saber ainda melhor.

E se acha que a jardinagem não é para si, comece por produtos fáceis de plantar e cuidar, como o alho, as batatas, as alfaces ou os coentros. 

9. Remodelação da cozinha

Com vontade de investir numa remodelação de cozinha para obter uma cozinha sustentável de sonho? Então, comece pelo básico escolhendo materiais reutilizáveis e mais amigos do ambiente, como a madeira (ótimo para o chão ou para os armários), o ecovative (um excelente isolante), o bambú (perfeito para bancadas ou para o chão da cozinha), etc.

Além disso, uma renovação completa da cozinha é o momento ideal para investir num modelo de iluminação energético mais eficiente, que lhe permita desfrutar ao máximo da luz natural e do posicionamento da sua cozinha.

10. Sempre que possível: reaproveitar

Recorde-se também que sustentabilidade significa também reutilizar e reciclar. Ou seja, em vez de comprar mais – e novo – dê vida a novas peças, pintando e restaurando sempre que possível!

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo.“10 Dicas para ter uma cozinha sustentável”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/10-dicas-para-ter-uma-cozinha-sustentavel

O que é o certificado energético? É preciso ter um para vender a casa?

São vários os fatores que influenciam a eficácia energética de um imóvel, que varia entre A+ (muito eficiente) e F (pouco eficiente).

O certificado energético é um documento que avalia a eficácia energética de um imóvel numa escala de A+ (muito eficiente) a F (pouco eficiente). É essencial e obrigatório, por isso, quando um proprietário quer vender ou arrendar um imóvel, independentemente da “idade” do mesmo. Contamos-te tudo sobre este assunto no artigo de hoje.
 
O certificado energético é obrigatório em casas novas e antigas a partir do momento em que são colocadas à venda ou para arrendar, pelos proprietários ou pelos mediadores imobiliários. 

Este certificado tem de ser apresentado aquando da celebração do contrato de compra/venda ou arrendamento, atestando, assim, a informação divulgada de início sobre a classe energética a que o imóvel pertence. Também os edifícios que sejam alvo de intervenções superiores a 25% do seu valor são obrigados a solicitar a emissão do certificado energético.

O que é o certificado energético, se trata de um documento que avalia a eficácia energética de um imóvel numa escala de A+ (muito eficiente) a F (pouco eficiente). Este certificado é emitido por técnicos autorizados pela Agência para a Energia (ADENE). 

O documento indica medidas de melhoria para reduzir o consumo, como a instalação de vidros duplos ou o reforço do isolamento, entre outras. Contém informação sobre as características de consumo energético relativas a climatização e águas quentes sanitárias. 

A classe energética do certificado é determinada pela localização do imóvel, o ano de construção, se se trata de um prédio ou de uma moradia, o piso e a área, assim como a constituição das suas envolventes (paredes, coberturas, pavimentos e envidraçados). Os equipamentos associados à climatização (ventilação, aquecimento e arrefecimento) e à produção de águas quentes sanitárias também influenciam. O certificado energético é válido por 10 anos para casas de habitação. 

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“O que é o certificado energético? É preciso ter um para vender a casa?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2020/11/09/45207-o-que-e-o-certificado-energetico-e-preciso-ter-um-para-vender-a-casa

Como poupar nos seguros associados ao crédito à habitação

Informação e negociação são essenciais para poupar nos seguros associados ao crédito à habitação. Saiba o que pode fazer para reduzir a despesa.

Quando se fala em seguros, fala-se muito nas “letras pequeninas”, ou seja, em condições a que não se presta muita atenção quando se assina o contrato. No entanto, o segredo para poupar nos seguros associados ao crédito à habitação, ou noutros, pode estar justamente aí.

Ao pensar em comprar casa recorrendo a um empréstimo bancário há que deixar margem no orçamento para esta despesa. Geralmente, e até porque o banco diz oferecer melhores condições se adquirir estes produtos nas seguradoras associadas, muitas pessoas nem pensam duas vezes e escolhem logo essa opção.

E aqui pode estar um erro. Por um lado, nem sempre é verdade que a opção oferecida pelo banco seja a melhor. Por outro, não tem obrigação de subscrever os seguros da casa na mesma instituição onde tem ou vai fazer o crédito habitação.

Assim, o primeiro conselho é não decidir nada sem se informar e comparar. E se perceber que existem opções melhores no mercado, pode tentar negociar com o seu banco.

Quais são os seguros associados ao crédito à habitação?

Outro ponto importante para poupar nos seguros associados ao crédito é saber quais os seguros que tem mesmo de fazer. Ou seja, há seguros obrigatórios por lei e outros que só fará se quiser.

Seguro de vida

Ao contrário do que se pensa, a obrigatoriedade de subscrever um seguro de vida não está na lei. O que acontece é que os bancos geralmente não concedem crédito sem este seguro.

Por um lado, acaba por ser uma forma de garantir que, em caso de morte ou incapacidade, a família não fica desprotegida. Por outro, os bancos asseguram que o crédito fica pago.

Como poupar

Nos seguros de vida associados ao crédito habitação existem dois tipos de coberturas. E embora uma seja mais dispendiosa do que a outra, este é daqueles casos em que o barato pode sair muito caro.

A cobertura por Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD) pode ser mais barata, mas para que possa acionar o seguro terá de ter uma incapacidade superior a 80%. Ou seja, se tiver um acidente ou uma doença grave, mas não ficar totalmente invalido, de pouco ou nada lhe vai valer o seguro.

Já com a cobertura por Invalidez Total e Permanente (ITP), o seguro pode ser acionado se de uma doença ou acidente resultar uma incapacidade de 66,6%. E, nessa situação, a casa fica paga, o que faz toda a diferença.

Além deste aspeto, e sobretudo se fez ou vai fazer o seguro de vida junto do seu banco, é importante verificar se uma eventual mudança de seguradora lhe vai ou não agravar a prestação do crédito.

É que, para oferecer um spread mais baixo, os bancos costumam propor ao cliente a contratação de outros produtos. E ao desistir de um deles pode perder essa bonificação. Ainda assim, a penalização pode compensar a mudança. É tudo uma questão de fazer as contas.

Seguro de incêndio

Dos seguros da casa, o único realmente obrigatório é o seguro de incêndio e apenas para os edifícios em regime de propriedade horizontal, ou seja, os chamados condomínios. Este seguro deve cobrir não só a sua casa, mas também as partes comuns do edifício, como escadas, telhado, elevadores ou garagem, por exemplo.

O seguro de incêndio cobre os danos diretamente causados aos bens seguros na sequência do incêndio. Se a apólice não disser o contrário, podem estar também incluídos danos causados por queda de raio, explosão ou outro acidente semelhante, mesmo que não seja acompanhado de incêndio.

Como poupar

Este seguro é tão importante que se não o fizer dentro do prazo previsto ou no valor determinado na assembleia de condóminos, o administrador do condomínio deve fazê-lo, cobrando-lhe depois esse valor.

Assim, e para garantir que não vai pagar mais por um seguro que não foi escolhido por si, certifique-se que tem esta apólice em dia.

Pode escolher duas modalidades: Incêndio e Elementos da Natureza ou ter esta opção incluída num seguro multirriscos. Se está a ponderar outras coberturas além do risco de incêndio, esta última opção pode compensar.

Seguro multirriscos habitação

Embora não sendo obrigatório, os bancos normalmente propõem a contratação de um seguro multirriscos que, por regra, inclui a cobertura de incêndio.

No entanto o seguro multirriscos é mais abrangente, uma vez que oferece um conjunto de coberturas facultativas de danos no imóvel ou no seu recheio. Além do risco de incêndio pode cobrir, por exemplo, inundações, tempestades, furto ou roubo.

Como poupar

No momento de contratar o crédito habitação, pondere bem quais as coberturas de que necessita. Vai proteger apenas as paredes da casa ou todo o investimento que nela fizer?

O seguro multirriscos tem normalmente um conjunto de coberturas pré-determinadas, mas é possível adicionar outras coberturas complementares. O prémio é calculado, por isso, em função das coberturas contratadas.

Dependendo do que quiser segurar, esta opção pode ser mais vantajosa do que somar vários seguros, muitas vezes com coberturas duplicadas. Mais uma vez, vale a pena fazer bem as contas antes.

Seguro do recheio da casa

Esta cobertura não é obrigatória e tanto pode estar incluída num seguro multirriscos, como ser adquirida separadamente.

Não se esqueça que o chamado “seguro de paredes” não inclui o recheio da casa, ou seja, móveis, eletrodomésticos e artigos de valor ficam de fora. Assim, se quer ter a certeza de que a proteção é mais abrangente, pode segurar o recheio.

Mas primeiro verifique as coberturas que já possa ter noutros contratos de seguro, nomeadamente se já tem ou vai fazer um multirriscos. Não vale a pena estar a pagar duas vezes pela mesma coisa.

Como poupar

Calcule quanto teria de gastar para substituir tudo o que tem em casa. Não só os móveis e eletrodomésticos, mas também a roupa, sapatos, livros, discos, etc.

Fotografe os artigos mais raros e valiosos, como obras de arte, jóias ou moedas antigas, por exemplo. Estes devem ser discriminados e valorizados individualmente na apólice, caso contrário, a seguradora só paga um determinado montante em caso de sinistro, normalmente 1.500 euros. Além disso, deve guardar sempre os recibos que comprovem a aquisição dos bens.

Para minimizar o prejuízo em caso de sinistro, é importante que o valor do prémio reflita o valor dos artigos que fazem parte do recheio.

Mais conselhos para poupar nos seguros da casa

Para poupar nos seguros associados ao crédito da casa, o fundamental é saber quais as coberturas que já tem ou que quer ter. Até porque só pode comparar valores depois de saber o que inclui cada um deles.

Um seguro mais barato pode cobrir menos riscos e, caso algo aconteça, pode perceber que o barato sai caro.

Juntar seguros

Por outro lado, pode fazer sentido contratar um seguro multirriscos que inclua seguro de incêndio e o de recheio em vez de os fazer separadamente.

Ter todos os seguros na mesma companhia também pode ou não compensar. Por isso, nada como comparar preços, tendo sempre em conta coberturas e exclusões.

Seguros no banco ou na concorrência

Também é importante perceber se compensa fazer os seguros da casa na seguradora indicada pelo banco ou procurar outra opção.

Muitas vezes, o banco oferece um spread mais baixo se fizer o seguro que sugerem, como por exemplo o seguro de vida ou o seguro multirriscos, mas é preciso ver se essa poupança é efetiva. E se ao mudar de seguradora não perde essa bonificação.

Peça simulações a outras seguradoras e faça as contas. Mesmo que fique a pagar mais pela prestação do crédito, pode continuar a compensar fazer (ou transferir) o contrato de seguro para uma seguradora diferente.

Se for esse o caso, fale com o seu banco e tente negociar. Não raras vezes a seguradora do próprio banco acaba por acompanhar os preços da concorrência para não perder o cliente.

Atenção às franquias

Preste também atenção às franquias, ou seja, ao valor até ao qual o segurador não se responsabiliza pelo prejuízo.

Para conseguir ter os seguros da casa com um prémio anual mais baixo, pode haver a tentação de aceitar franquias mais elevadas em algumas coberturas. Mas isso significa que em caso de sinistro, terá de pagar uma parte maior dos prejuízos.

Imagine por exemplo, que a franquia são 200 euros e os danos sofridos foram avaliados em 150 euros. Nesse caso, não terá sequer direito a receber qualquer indemnização.

Atualizar o capital seguro

Por fim é importante ir atualizando o capital seguro, até para saber com o que pode contar caso algo corra mal. O capital seguro é o valor máximo que a seguradora pagará em caso de sinistro, mesmo que o prejuízo seja superior.

A atualização do capital seguro deve ser feita pelo segurado, que tem duas opções:

  • atualização convencionada, feita anualmente com base numa percentagem indicada pelo tomador do seguro, que pode decidir uma atualização fixa; ou
  • atualização indexada, feita anualmente segundo as variações dos índices IE (edifícios), IRH (recheio) ou IRHE (recheio e edifício). Estes índices são determinados trimestralmente pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e publicados no Diário da República.

Informação, comparação e negociação são, assim, as três palavras-chave quando se trata de poupar nos seguros associados ao crédito. O processo pode levar-lhe algum tempo, mas a verdade é que vai acabar por poupar dinheiro.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Como poupar nos seguros associados ao crédito à habitação”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/como-poupar-nos-seguros-da-casa/

Pagar a prestação da casa com o PPR? Sim, é possível

A possibilidade de resgate do PPR, sem penalizações, apenas se aplica ao pagamento de prestações vencidas. Especialistas explicam tudo sobre o tema.

Os Planos Poupança Reforma (PPR) foram criados para incentivar a poupança e são especialmente atrativos pelos benefícios fiscais que proporcionam. A perspetiva de investimento nestas soluções de poupança é de longo prazo, mas, ainda assim, existem várias circunstâncias que te podem levar a optar pelo resgate das mesmas, nomeadamente para o pagamento de prestações do crédito à habitação.

Caso tenhas obtido benefícios fiscais, o resgate de PPR’s exige a devolução dos respetivos benefícios, majorados percentualmente por cada ano em que foi exercido o benefício fiscal. De qualquer modo, existem motivos previstos na lei para poderes resgatar o teu PPR sem penalização, tais como desemprego, doença grave, incapacidade permanente, reforma, mais de 60 anos de idade e pagamento de prestação do crédito à habitação. 

“A possibilidade de resgate do PPR para pagamento de prestação do crédito habitação, sem devolução de benefícios fiscais, apenas se aplica ao pagamento de prestações vencidas, não se aplica a amortização do empréstimo, isto é, não podes utilizar o PPR para reduzir a dívida ao banco”.

Existem ainda outras condições para não seres penalizado, entre elas, ter decorrido mais do que cinco anos desde a subscrição do montante a resgatar do PPR e que o valor das entregas na primeira metade do contrato represente mais do que 35% da totalidade das mesmas. 

“Independentemente das possibilidades de resgate destas soluções de poupança, o recomendável é que apenas resgates as mesmas para a finalidade que as subscreveste, ou seja, uma poupança para a reforma”, alertam ainda os especialistas.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Pagar a prestação da casa com o PPR? Sim, é possível”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/11/03/45150-pagar-a-prestacao-da-casa-com-o-ppr-sim-e-possivel

10 Soluções energéticas para a casa

À procura de soluções energéticas para a sua casa? Com a chegada do frio, não está sozinho nessa procura. Por isso, partilhamos consigo 10 sugestões para melhorar a eficiência energética da casa, desde dicas simples e que requerem zero esforço e custo; a projetos mais ambiciosos e que requerem algum investimento, mas que lhe darão retorno a longo prazo.

1. Melhorar o isolamento térmico da casa

Um bom isolamento térmico é fundamental, pois permite melhorar a qualidade da construção, mas também do ar. Atualmente existem vários tipos de isolamento térmico, podendo optar por isolar apenas o telhado, as paredes ou as lajes. Mesmo quanto ao material, tem algumas opções à escolha, como a espuma de poliuretano ou a cortiça (as opções de isolamento mais baratas), a alternativas mais caras como a lã de rocha ou fibra de celulose.

2. Substituir as janelas

Sabia que as janelas são um dos elementos da casa que mais contribuem para a perda de calor/entrada de frio? 

A nossa dica é que opte antes por janelas com caixilharia PVC, pois permitem um melhor isolamento, evitando as perdas de calor. Se pensar que o preço da caixilharia em PVC ronda os 250€, é fácil fazer as contas e ver quanto acabará por poupar a longo prazo.

Outro investimento a considerar a longo prazo é optar por colocar janelas duplas, uma vez que estas contribuírem para um melhor isolamento térmico e acústico da casa.

3. Usar lâmpadas fluorescentes

Embora sejam mais caras, verá como acabará por poupar consideravelmente se optar por usar as lâmpadas fluorescentes. Comparando com incandescentes, não só gastam menos energia, como ainda duram (muito) mais. Faça a experiência numa divisão da casa e veja por si a diferença!

Melhor ainda, só se instalar iluminação LED!

4. Instalar painéis fotovoltaicos

A instalação de painéis solares vai-lhe permitir produzir energia limpa e contínua, assim como uma poupar na conta da luz. E já agora, sabia que atualmente, a instalação de painéis solares fotovoltaicos pode ser até uma forma de obter retorno financeiros? Isto, porque pode sempre vender a energia excedente à empresa fornecedora. E se optar por esta medida, lembre-se que estará também a melhorar a eficiência energética do imóvel, conferindo-lhe mais valor no mercado imobiliário.

Quanto ao preço médio, poderá contar com um custo de cerca de 200€ por painel e 150€ pelo microinversor – já o número de painéis depende sempre do tamanho do imóvel – por norma – são necessários dez painéis solares para uma produção regular. Ou seja, estaríamos a falar de um investimento de 2500€.

5. Instalação de colectores solares

Uma alternativa aos fotovoltaicos, são os painéis solares térmicos que usam o calor da radiação solar para criar vapor e energia eléctrica. Neste caso, saiba que o kit termossifão de 200 litros pode ter um custo médio de 1200€. 

Mas pense que se optar pela instalação de painéis solares térmicos, estamos a falar de uma poupança que pode chegar aos 75% – quase 100% durante os meses de verão! Muito apelativo, não concorda?

6. Limpar as chaminés

Para potenciar o uso da lareira ou da salamandra, é essencial fazer uma limpeza da chaminé regularmente. Caso contrário, a lenha vai arder bem, acabando por comprometer a qualidade do ar da casa, aumentando o cheiro – e manchas – de fumo e ainda podendo contribuir para o aparecimento de possíveis problemas respiratórios. 

Além de comprometer a eficiência energética da casa, esta á também uma questão de segurança, já que uma chaminé por limpar potencia o risco de incêndio.

7. Controlar a temperatura do esquentador

A prova de que é mesmo preciso pouco para implementar soluções energéticas em casa, é a questão do esquentador. Ainda que a maioria dos esquentadores permitam controlar a entrada do gás e da água, muitos poucos utilizadores o sabem. 

Para começar, regule sempre primeiro o controlo da água. Deste modo, pode diminuir a pressão e, consequentemente, gastar menos água. Comece por colocar a pressão no mínimo e depois vá aumentando até conseguir uma temperatura a seu gosto.

Quanto à água quente, não ponha o gás no máximo ou acabará por ter de usar a fria para regular a temperatura. O ideal é que baixe a intensidade do gás até conseguir o “quente” ideal.

8. Comprar eletrodomésticos de baixo consumo

Sabia que há máquinas de lavar que lhe permitem poupar 30% de água?

Ou que existem fornos ecológicos que funcionam a água, consumindo muito menos?

A verdade é que do fogão ao frigorífico, passando pelos restantes eletrodomésticos da casa, encontrará à venda várias opções com excelentes soluções energéticas, que apresentam um consumo muito inferior. Ao optar por eletrodomésticos eficientes, estará a poupar significativamente em energia. Entenda que quando mais antigo é o eletrodoméstico, maior será o gasto.

9. Ligar e desligar no botão

Quando desliga a televisão com o comando, não está mesmo a apagá-la. Na verdade, está a deixá-la em stand by. E isso é também válido para o router ou para o computador. Logo, na hora de poupar energia em casa, desligar este tipo de equipamentos – ainda mais tão usados – irá corresponder a uma economia significativa. Nesse sentido, desligue-os usando o botão de ligar/desligar.

10. Cuidados a ter com o frigorifico

Mesmo que tenha optado por comprar um frigorífico eficiente, há alguns cuidados a ter e que lhe permitirão uma poupança significativa. Ora veja:

  • Não o encha demasiado ou acabará por impedir o ar de circular
  • Evite deixar as portas abertas por demasiado tempo, assim como estar sempre a abri-las e a fechá-las 
  • Assegure-se de que as borrachas da porta não apresentam buracos ou outros problemas que permitam o ar circular. É importante que esteja bem isolado.

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo.“10 Soluções energéticas para a casa”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/10-solucoes-energeticas-para-a-casa

Avaliação bancária das casas ainda em máximos históricos – 1.128 euros por m2 em setembro

Valor mediano a que os bancos estão a avaliar os imóveis para efeitos de concessão de crédito subiu 12 euros em julho e um euro em agosto.

Em setembro, o valor mediano de avaliação bancária em Portugal, realizada no âmbito de pedidos de crédito à habitação, manteve-se nos 1.128 euros por metro quadrado (m2) registados em agosto, mês em que atingiu um novo recorde – tinha subido um euro face a julho, segundo dados divulgados esta quarta-feira (28 de outubro de 2020) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

De acordo com o INE, este valor (1.128 euros por m2) “representou uma desaceleração em termos homólogos, tendo a taxa de variação abrandado de 7% em agosto para 5,8% em setembro”. 

De referir que no mês em causa, setembro, foram realizadas 23.711 avaliações bancárias, mais 3% que no mesmo mês do ano passado. Destas, 14.837 foram de apartamentos e 8.874 de moradias. Em comparação com o mês de agosto realizaram-se mais 2.052 avaliações bancárias, revela o INE.

“Em setembro (…), o maior aumento face ao mês anterior registou-se na Região Autónoma da Madeira (3,2%). A maior redução foi observada no Centro (-1,4%). Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o valor mediano das avaliações cresceu 5,8%, registando-se a variação mais intensa no Norte (7,4%) e uma única diminuição, na Região Autónoma da Madeira (-0,2%)”, lê-se na nota.

No caso dos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária em setembro foi 1.233 euros por m2, mais 7,1% que no mesmo mês do ano passado. O valor mais elevado foi observado no Algarve (1.507 euros por m2) e o mais baixo no Alentejo (842 euros por m2). Face ao mês anterior, agosto, o valor desceu 0,1%, tendo a Região Autónoma da Madeira apresentado a maior subida (3,4%) e a Região Autónoma dos Açores a maior descida (-4,5%). 

“O valor mediano da avaliação para apartamentos T2 subiu um euro, para 1.253 euros/m2, tendo os T3 descido quatro euros, para 1.120 euros por m2”, conclui o INE, frisando que estas tipologias representaram 81% das avaliações de apartamentos realizadas em setembro. 

Relativamente às moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 953 euros por m2 em setembro, mais 4,3% que no período homólogo. Os valores mais elevados observaram-se no Algarve (1.548 euros por m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.528 euros por m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (797 euros por m2). 

“Comparativamente com o mês anterior, a Região Autónoma da Madeira apresentou o maior aumento (3,3%) tendo-se verificado a descida mais acentuada no Algarve (-1,8%). Comparando com agosto, os valores das moradias T2, T3 e T4, tipologias responsáveis por 58,4% das avaliações, atingiram os 815 euros por m2 (menos oito euros), 856 euros por m2 (menos seis euros) e 952 euros por m2 (mais seis euros)”, revela o INE.

Em termos geográficos, a Área Metropolitana de Lisboa, o Algarve, a Região Autónoma da Madeira e o Alentejo Litoral apresentaram, em setembro, valores de avaliação superiores à mediana do país: 35%, 32%, 5% e 1%, respetivamente. Já a região da Beira Baixa foi a que apresentou o valor mais baixo em relação à mediana do país (-41%).

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Avaliação bancária das casas ainda em máximos históricos – 1.128 euros por m2 em setembro”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/10/28/45077-avaliacao-bancaria-das-casas-mantem-se-em-maximos-historicos-1-128-euros-por

8 ideias para criar cozinhas intemporais

A grande vantagem das cozinhas intemporais é que estão sempre atuais. Saiba como transformar a sua, sem grandes dificuldades.

Cozinhas intemporais e à prova de tendências são sempre uma boa aposta. Desde apontamentos mais pequenos a mudanças de raiz, caso esteja a equacionar uma grande remodelação, há coisas que pode fazer para adaptar o seu espaço a este conceito.

A boa notícia é que não há impossibilidades quando falamos de cozinhas intemporais. Com áreas grandes ou pequenas, muita ou pouca luz, em forma quadrangular ou retangular, qualquer cozinha pode ser pensada para resistir ao teste do tempo.

Basta ter alguns aspetos em conta, no momento de projetar ou renovar a sua.

Cozinhas intemporais: conheça os estilos que não passam de moda

A cozinha é uma das divisões da casa mais utilizadas no dia a dia, o que só por si, já é motivo suficiente para se apostar em bons materiais e fazer algum investimento. Mais ainda, se pensarmos que é lá que preparamos tudo o que comemos diariamente.

Também tem de ser um espaço onde nos sentimos bem e ao contrário do que pode pensar, merece ser decorado como qualquer outra divisão da casa. Até porque muitas famílias não só confecionam, como fazem as suas refeições na cozinha.

Independentemente do estilo que mais gosta ou das tendências decorativas que vai seguindo, é importante que decore e conceba este espaço de forma a que não se “canse” rapidamente dele e a que não esgote a sua atratividade. E isto só se consegue com cozinhas intemporais, ou seja, cozinhas que são criadas e construídas com alguns elementos que nunca saem de moda.

Podem ser modernas, mais clássicas, mais chiques, mais rústicas ou mais industriais, mas se tiverem alguns apontamentos atemporais, nunca falham. Aponte alguns deles.

1. Clássicas com design moderno

Com esta opção, não há como falhar. Cozinhas clássicas, mas com um toque moderno ou contemporâneo são cozinhas intemporais e que ficam bem em qualquer casa. Geralmente com tons de branco em abundância, este tipo de cozinhas tem armários bem simples, sem grandes puxadores ou cores vivas, contrastando depois com algum outro elemento como o chão, uma das paredes ou um apontamento decorativo noutras cores.

O ambiente criado com este tipo de cozinha é um ambiente sóbrio, relaxante, com linhas simples e com o maior aproveitamento de luz natural possível.

2. Bancadas tradicionais de madeira

Seja qual for o tipo de frentes de móvel que escolheu para a sua cozinha, colocando bancadas em madeira já está a aplicar um apontamento intemporal ao seu espaço. Além de criar um grande impacto visual.

Esta opção tem, no entanto, desvantagens. Em termos de manutenção é bem mais complicada do que uma pedra (por ter um desgaste mais rápido) e necessita também de maiores cuidados de limpeza e de higiene, uma vez que a madeira pode ser um grande foco de acumulação de bactérias. Uma forma de “contornar” a situação é através da aplicação de uma camada protetora e antibacteriana por cima da madeira.

3. Cozinhas brancas e iluminadas

Aposte no branco e nunca saia desiludido! Alguma vez pensou em ter uma cozinha completamente branca? Ou acha que o resultado final não será muito bom? Acredite, fica impecável, além de nunca sair de moda.

Ideal para divisões mais pequenas, a utilização do branco como cor predominante na cozinha enfatiza o efeito de design ultramoderno e torna o espaço mais clean e refrescante.

4. Mistura de tonalidades

Sim, também é possível ter cozinhas intemporais, misturando tonalidades. Só é preciso cuidado na escolha de cores a juntar! Usar diferentes tons de branco e bege pode ser uma das alternativas. Os tons mais avermelhados ou acastanhados, coordenados com outros mais suaves é também uma opção.

Assim, pode tornar o espaço dinâmico, sem perder o charme e a modernidade.

5. Um pouco de brilho

Se gosta de ver algum brilho, não fique triste. É possível adaptar esta característica a cozinhas intemporais. Ao utilizar móveis com portas e gavetas lacadas já está a introduzir brilho, sem exageros e com traço intemporal.

Mas atenção, os móveis vidrados e lacados são muito difíceis de manter no dia a dia. Todas as dedadas e marcas de uso ficam visíveis. É necessário um reforço na limpeza e manutenção. Se tem uma família numerosa, com muitos elementos a fazerem uso da cozinha, esta pode não ser a solução ideal.

6. Piso de cozinhas intemporais com mais cor

Como já referimos, uma cozinha moderna quer-se quase minimalista, sem grandes adereços ou ousadias em termos de mobiliário. O que depois pode fazer para torná-la mais personalizada e com mais alma é incorporar detalhes de outro estilo.

Colocar móveis mais standard, mas também apostar num chão a imitar azulejo antigo, por exemplo, é uma opção que funciona muito bem e surpreende tudo e todos.

7. Ilhas ou penínsulas

As ilhas nas cozinhas surgiram mais nos Estados Unidos, mas são uma tendência que se alastrou a todo o mundo. Além de tornarem um espaço bem mais interessante do ponto de vista do design, elas têm uma vantagem acrescida: a funcionalidade e praticidade para o dia a dia. Isto faz delas, então, cozinhas intemporais.

E se tem uma cozinha pequena também é possível, recorrendo ao planeamento e imaginação (com uma península ou uma ilha mais reduzida, por exemplo).

8. Criar cozinhas intemporais com backsplash

Outro apontamento que torna a cozinha num espaço mais moderno é a aplicação de um “backsplash”. E o que é isto? É, basicamente, aquele espaço na parede entre os móveis superiores e inferiores, onde está normalmente a banca da cozinha.

Azulejo vidrado branco, placas de vidro colorido, pastilha ou outro revestimento mais arrojado são algumas das opções que nunca falham.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“8 ideias para criar cozinhas intemporais”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/cozinhas-intemporais/