Pandemia abranda crédito da casa no 2º trimestre: bancos emprestaram 833 milhões em junho

Foram concedidos 2.494 milhões de euros no segundo trimestre de 2020 – em plena pandemia –, menos que no período homólogo (2.577 milhões).

O negócio do crédito à habitação esteve ao rubro durante o início do ano, tendo a concessão abrandado a partir de abril, mês já marcado pela pandemia da Covid-19. Em junho, os bancos emprestaram 833 milhões de euros para a compra de casa, ligeiramente mais que em maio (830 milhões) e em abril (831 milhões), segundo dados do Banco de Portugal (BdP). Um montante, portanto, bem inferior ao registado em janeiro (977 milhões), fevereiro (919 milhões) e março (952 milhões).

Trata-se, também, de um valor inferior ao verificado no período homólogo, já que em junho de 2019 os bancos concederam 848 milhões de euros em crédito à habitação. O ano passado fica, no entanto, marcado por um número record, visto que em dezembro foram concedidos 1.113 milhões de euros para a compra de casa, sendo preciso recuar mais de 11 anos, até julho de 2008, para encontrar um montante mensal superior (1.205 milhões de euros).

Em termos semestrais, os bancos emprestaram este ano, entre janeiro e junho, 5.342 milhões de euros para a compra de casa, mais 8,4% que os 4.926 milhões financiados nos mesmos seis meses de 2019. 

De referir, ainda, que o valor concedido pelos bancos no primeiro trimestre do ano (2.848 milhões de euros) é bem superior (+21%) ao emprestado nos mesmos três meses de 2019. Ou seja, até março, o crédito à habitação ainda não refletia o impacto da pandemia. O mesmo não se pode dizer dos dados relativos ao segundo trimestre de 2020, que já sentiu os danos colaterais da Covid-19: foram emprestados 2.494 milhões de euros, menos que no período homólogo (2.577 milhões de euros).

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Pandemia abranda crédito da casa no 2º trimestre: bancos emprestaram 833 milhões em junho”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/08/04/44180-pandemia-abranda-credito-da-casa-no-segundo-trimestre-bancos-emprestaram-833

O que é a FINE e qual a sua importância no crédito à habitação?

Trata-se de um documento que é entregue obrigatoriamente pelo banco ao cliente. Especialistas explicam o que é e porque é tão importante.

A Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) é um documento pré-contratual de caráter informativo onde estão especificadas as condições financeiras e as despesas imputadas ao cliente nos produtos bancários ou financeiros, nomeadamente no crédito habitação ou outros créditos com garantia hipotecária.

A apresentação da FINE é obrigatória em todas as simulações de crédito habitação, com informação organizada de forma idêntica por todas as instituições financeiras.

As FINE’s apresentam as condições financeiras do crédito habitação, nomeadamente características do crédito, comissões aplicadas e condições de bonificação, caso existam. Neste documento também encontras os planos financeiros do empréstimo, os quais apresentam a evolução do empréstimo durante o prazo de financiamento, parcela de capital e juros de cada prestação, seguros, comissões e outros custos. 

Na secção dos planos financeiros, encontras o plano financeiro do crédito e o mesmo plano com acréscimo de TAN para o máximo valor registado nos últimos 20 anos. O plano com acréscimo de TAN apenas é apresentado nos créditos habitação com modalidade de taxa variável. 

Em suma, “a FINE ajuda-te a comparar as diversas ofertas do mercado e tomar uma decisão informada”.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“O que é a FINE e qual a sua importância no crédito à habitação?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/07/28/44108-o-que-e-a-fine-e-qual-a-sua-importancia-no-credito-a-habitacao

Avaliação das casas volta a subir em junho e atinge recorde: está nos 1.115 euros por m2

Valor mediano a que os bancos estão a avaliar os imóveis para efeitos de concessão de crédito subiu um euro em junho, revela o INE.

Os bancos voltaram a aumentar o valor da avaliação bancária realizada no âmbito da concessão de crédito à habitação. Em junho, o valor mediano de avaliação bancária subiu um euro, para 1.115 euros por metro quadrado (m2), face ao mês anterior, ultrapassando o recorde que tinha atingido em maio, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O número de avaliações, contudo, caiu 27,5% face ao mesmo mês do ano passado.

“O valor mediano de avaliação bancária foi 1.115 euros em junho, mais um euro que o observado no mês precedente. Este valor representou uma desaceleração em termos homólogos, tendo a taxa de variação passado de 8,9% em maio para 8,3% em junho”, lê-se ainda na nota divulgada pelo gabinete público de estatística.

A nível regional, o maior aumento face ao mês anterior registou-se no Alentejo (3,9%), e a única redução foi observada na Área Metropolitana de Lisboa (-0,5%). A taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se na Região Autónoma dos Açores (12,9%) e a menor no Alentejo (5,8%), sublinha ainda o INE.

No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1.209 euros por m2, aumentando 8,4% relativamente ao mês homólogo. O valor mais elevado foi registado no Algarve (1.519 euros por m2) e o mais baixo no Alentejo (867 euros por m2).

O valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 971 euros por m2 em junho, o que representa um acréscimo de 9,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Neste caso, os valores mais elevados observaram-se no Algarve (1.612 euros por m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.483 euros por m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (844 euros por m2).

O número de avaliações bancárias, segundo o INE, diminuiu de forma acentuada, ascendendo a cerca de 16 mil em junho, menos 27,5% do que no mesmo período do ano passado.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Avaliação das casas volta a subir em junho e atinge recorde: está nos 1.115 euros por m2″. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2020/07/28/44110-avaliacao-das-casas-volta-a-subir-e-atinge-recorde-esta-nos-1-115-euros-por-metro

Pandemia por COVID-19: qual o impacto no mercado imobiliário?

O Governo decretou algumas medidas durante o Estado de Emergência. Mas agora que estamos em período pós-confinamento, qual o impacto no mercado imobiliário?

Em altura de pandemia devido à doença COVID-19, foram criadas inúmeras medidas de proteção aos cidadãos, quer ao nível dos serviços, deslocações, emprego e área social. Mas qual o seu impacto no mercado imobiliário agora que o período de desconfinamento se desenrola, ainda que a diferentes ritmos em determinadas zonas do país?

Para o Governo, a prioridade era

“conter a pandemia, salvar vidas e assegurar que as cadeias de abastecimento fundamentais de bens e serviços essenciais continuam a ser asseguradas.”

Como tal, proteger a habitação era, igualmente, uma prioridade.

Impacto da pandemia no mercado imobiliário

A compra de uma casa é, provavelmente, o maior investimento que cada pessoa ou família fará ao longo da vida, pelo que é natural que este assunto seja alvo de preocupação por parte dos portugueses. Não só pelas repercussões que a pandemia possa ter nas condições dos créditos habitação, como também pela perda de rendimento decorrente das situações de layoff e de desemprego que se tem registado nos últimos meses.

Mas como será, afinal, o mercado imobiliário pós-pandemia? As pessoas procuram diferentes tipos de habitação? As casas ficarão mais baratas? Tome nota do que já se sabe.

Novas necessidades de habitação

Semanas e semanas fechados em casa levou muitos portugueses a repensarem na sua casa de sonho, que permita dar resposta às necessidades e estilos de vida emergentes: nomeadamente ter mais qualidade e mais espaço, inclusivamente exterior, para aproveitar ao máximo o tempo passado em casa, seja por obrigação, seja por vontade.

Ter apartamentos com varandas amplas ou terraços, casas com jardim para relaxar e viver ao ar livre e até a possibilidade de ter um espaço específico para criar um home office são requisitos que praticamente toda a gente coloca na checklist para a casa perfeita.

Mas estas novas características consideradas fundamentais não se refletem só na casa: também os escritórios poderão ter de se adaptar à nova realidade que vivemos e que nos foi imposta.

Com a pandemia, o teletrabalho provou ser uma ferramenta eficaz e menos sorvedora de recursos, nomeadamente ao nível da redução da pegada ecológica, menos tempo passado no trânsito, menos carros a circularem na rua e, como tal, menos confusão e poluição, principalmente nas cidades. Nesse sentido, alguns postos de trabalho poderão mesmo tornar-se definitivamente virtuais, pelo que os escritórios poderão ser mais pequenos no futuro.

Por outro lado, poderá verificar-se a tendência na aposta de espaços de coworking, quer para as empresas que criem horários de trabalho alternados, quer para os que preferem continuar a ter uma rotina fora de casa.

Mercado imobiliário em crescimento após confinamento

De acordo com o portal Confidencial Imobiliário, as vendas de casa crescem pelo segundo mês consecutivo e os preços voltam a resistir, após o período de confinamento. Assim, as vendas no setor, que registou quebras a rondar os 50% durante fevereiro, março e abril, têm vindo a recuperar desde maio: “o mercado imobiliário manteve um padrão de elevada resiliência”.

Para tal, poderão ter contribuído as taxas de desconto, “que se situaram em cerca de 8%, ou os preços de venda que, por exemplo no caso de Lisboa, se posicionaram em torno dos 6 mil euros/m2 no segmento de novos e de 3.400/m2 nos usados, em linha com o padrão pré COVID-19”.

De acordo com a mesma fonte, o mês de junho continua a mostrar a boa saúde do mercado imobiliário residencial, altura em que as “vendas de habitação voltam a crescer e os preços confirmam o seu registo de estabilidade.”

APEMIP: “Casas devem ficar mais baratas, mas será apenas um acerto” diz APEMIP

Sobre o impacto no mercado imobiliário, a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP) acredita que as casas vão ficar mais baratas devido à COVID-19. Porém esse decréscimo não deverá ser significativo, antecipando-se, antes “um acerto de preços e não uma desvalorização semelhante à crise de há 12 anos.”

Tal fator deve-se ao facto de não haver “excesso de casas à venda, nem há pressão sobre os créditos à habitação”, defende Luís Lima, presidente da associação.

Portugal continua a ser atrativo

Apesar de não se verificarem muitas das expetativas criadas, principalmente, para quem procura casa, visto que o valor das casas e das rendas se tem mantido relativamente estável e não sofreu um decréscimo acentuado, o setor imobiliário em Portugal continua a ser atrativo por vários motivos.

Em primeiro lugar, o país tem um clima agradável, é seguro e pacífico, pelo que o investimento estrangeiro deverá manter-se nos níveis a que estamos habituados. Até porque, ainda que as viagens não estejam repostas a 100% e não haja previsão de quando tal acontecerá, a possibilidade de comprar e vender imóveis à distância é hoje uma forte realidade.

Desde visitar casas online, através de fotografias e vídeos que se criam com elevada qualidade, ao facto de os notários e as agências imobiliárias passarem a ter acesso direto à informação predial dos imóveis, atualmente, existem novas formas de adaptação a esta realidade e ajudam a manter a boa saúde do setor.

Além disso, o que pode ser menos positivo para os portugueses, para os estrangeiros é um fator atrativo: os preços do imobiliário em Portugal são altamente competitivos face ao de outros países europeus.

Medidas criadas durante o estado de emergência

No decreto-lei que procedeu à execução da declaração do estado de emergência pedida pelo Presidente da República, o artigo 10º fazia referência aos “Efeitos sobre contratos de arrendamento e outras formas de exploração de imóveis”.

Nesse sentido, o Governo proibiu a

“resolução, denúncia ou outra forma de extinção de contratos de arrendamento” habitacional ou comercial. Na prática, verificava-se, assim, a suspensão dos prazos dos contratos de arrendamento ou das suas renovações, protegendo os inquilinos e “garantindo o seu direito à habitação”.

Logo, ninguém podia ser despejado, nem nenhum contrato de arrendamento poderia terminar enquanto vigorava o estado de emergência, nem mesmo quem tinha o parque de campismo como morada de residência, ainda que este fosse um dos locais obrigados a encerrar durante o confinamento.

Além disso, questões relacionadas com contas bancárias, créditos, aquisição de imóveis e realização de escrituras, entre outros temas de interesse e associados a estes serviços, puderam continuar a ser desenvolvidos e tratados.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Pandemia por COVID-19: qual o impacto no mercado imobiliário?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/impacto-no-mercado-imobiliario/

Quanto custa comprar casa em Portugal? Rx aos preços em todo o país

Lisboa é o município mais caro: 3.333 euros por metro quadrado. Análise nacional com base nos dados do INE.

Comprar casa em Portugal continua a ser cada vez mais caro. No primeiro trimestre de 2020, o preço mediano de alojamentos familiares foi 1.117 euros por metro quadrado (€/m2), mais 3,3% que no trimestre anterior e mais 10,5% que no mesmo período do ano passado, revelou esta quinta-feira (9 de julho de 2020) o Instituto Nacional de Estatístia (INE), frisando que os números não traduzem ainda o impacto da pandemia da Covid-19 no mercado habitacional, pelo que podem “distanciar-se das condições e tendências mais atuais do mercado”.

Segundo o INE, o preço mediano da habitação manteve-se acima do valor nacional – os referidos 1.117 €/m2 – nas regiões do Algarve (1.668 €/m2), Área Metropolitana de Lisboa (1.515 €/m2), Região Autónoma da Madeira (1.250 €/m2) e a Área Metropolitana do Porto (1.136 €/m2). 
 
“No período em análise, 46 municípios apresentaram um preço mediano superior ao valor nacional, localizados maioritariamente nas sub-regiões Algarve (14 em 16 municípios) e Área Metropolitana de Lisboa (15 em 18)”, conclui o INE, acrescentando que o município de Lisboa registou o preço mais elevado do país (3.333 €/m2), ou seja, uma casa com 100 m2 custará cerca de 333.000 euros.

“Verificaram-se também valores superiores a 1.500 €/m2 em Cascais (2.681 €/m2), Oeiras (2.257 €/m2), Loulé (2.221 €/m2), Lagos (1.967 €/m2), Albufeira (1.939 €/m2), Porto (1.873 €/m2), Tavira (1.864 €/m2), Odivelas (1.847 €/m2), Loures (1.672 €/m2), Faro (1.663 €/m2), Funchal (1.621 €/m2), Vila Real de Santo António (1.594 €/m2), Aljezur (1.592 €/m2), Lagoa (1.591 €/m2), Almada (1.576 €/m2), Amadora (1.563 €/m2), Silves (1.528 €/m2) e Matosinhos (1.520 €/m2), mais dois municípios que no trimestre anterior”, acrescenta o INE.

De realçar o facto da maior subida homóloga se ter verificado na cidade de Vila Nova de Gaia, que viu os preços medianos das casas acelerarem 20,1% (10,5% a nível nacional), para 1.125 €/m2. Já o Funchal (Madeira) registou o maior crescimento face ao trimestre anterior (+5% face a +3,3% em Portugal), para 1.621 €/m2.

Preços de casas novas Vs usadas

Os dados divulgados pelo INE mostram que, entre janeiro e março de 2020, o preço mediano de alojamentos novos no país foi 1.209 €/m2, um valor ligeiramente superior ao verificado nos alojamentos existentes: 1.102 €/m2.

“A Área Metropolitana de Lisboa (1.950 €/m2), o Algarve (1.877 €/m2), a Região Autónoma da Madeira (1.377 €/m2) e a Área Metropolitana do Porto (1.336 €/m2) apresentaram um preço mediano de alojamentos novos acima do valor nacional. No caso dos alojamentos existentes as mesmas sub-regiões superaram o referencial nacional: o preço mais elevado registou-se no Algarve (1.627 €/m2), seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (1.473 €/m2), a Região Autónoma da Madeira (1.211 €/m2), e a Área Metropolitana do Porto (1.111 €/m2)”, concluiu o instituto, acrescentando que à semelhança do que aconteceu nos trimestres anteriores, a Área Metropolitana de Lisboa apresentou a maior diferença entre o preço de alojamentos novos e o de alojamentos existentes (477 €/m2).

De referir ainda que a cidade de Lisboa registou a maior diferença entre os preços de alojamentos novos (4.379 €/m2) e de alojamentos existentes (3.231 €/m2), ou seja, 1.148 €/m2.

Freguesias de Lisboa à lupa

Três das 24 freguesias de Lisboa registaram preços medianos de venda de alojamentos superiores a 4.500 €/m2, bem acima, portanto, da mediana nacional (1.117 €/m2) e da própria cidade de Lisboa (3.333 €/m2). São elas Santo António (5.340 €/m2), que inclui a Avenida da Liberdade e áreas adjacentes, Misericórdia (5.112 €/m2), que inclui a área do Bairro Alto e do Cais do Sodré, e Santa Maria Maior (4.807 €/m2), que inclui a área do Castelo e Baixa/Chiado, conta o INE.

“As freguesias Parque das Nações, Misericórdia, Estrela, Santo António, São Domingos de Benfica, Alvalade, Santa Maria Maior e Campo de Ourique registaram, simultaneamente, um preço mediano acima do valor da cidade de Lisboa (3.333 €/m2) e taxas de variação, face ao período homólogo, mais expressivas que a verificada na cidade (+7,1%). As freguesias de Marvila, Carnide, Campolide, Alcântara, Ajuda e Arroios registaram preços e taxas de variação inferiores aos da cidade de Lisboa. As freguesias de Santa Clara (2.393 €/m2) e Olivais (2.463 €/m2) apresentaram valores inferiores a 2.500 €/m2. As freguesias de São Vicente, Carnide e Campolide foram as únicas com uma evolução negativa do preço”, lê-se no documento.

Freguesias do Porto à lupa

No caso do Porto, destaque para as freguesias do Bonfim, União de freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos e União de freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, que apresentaram um preço mediano acima do valor da cidade do Porto (1.873 €/m2): 1.934 €/m2, 2.241 €/m2 e 2.593 €/m2, respetivamente. Trata-se, também, de uma taxa de variação homóloga (+16,9%, +16,2% e +11,6%, respetivamente) superior à observada na cidade (+11,4%). 

“A União de freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória destacou-se por apresentar, simultaneamente, um preço mediano de alojamentos vendidos (2.169 €/m2) acima do valor da cidade do Porto e taxa de variação, face ao período homólogo (+9,8%), inferior à registada na cidade do Porto. As freguesias de Ramalde e Campanhã registaram, simultaneamente, um preço mediano (1.637 €/m2 e 1.208 €/m2, respetivamente) e uma variação homóloga (+4,6% e +9%, respetivamente) inferiores aos valores verificados na cidade do Porto”, refere o INE, concluindo que a freguesia da Campanhã registou o menor preço mediano (1.208 €/m2) e a freguesia de Paranhos a maior taxa de variação face ao período homólogo (+19,3%).

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Comprar ou arrendar? Casas próprias mais caras 40% em Portugal desde 2007 – o dobro de na UE

Entre 2007 e o primeiro trimestre de 2020, o preço para arrendar casa em Portugal também disparou, na ordem dos 30%.

Comprar ou arrendar casa? Esta é uma pergunta que muitas pessoas colocam e que é de difícil resposta. Uma coisa é certa: nos últimos anos, entre 2007 e o primeiro trimestre de 2020 – já abrange o mês de março deste ano, marcado pelo início da pandemia de Covid-19 –, muita coisa mudou nos preços na União Europeia (UE), onde subiram 20,5% no mercado de compra e venda de casas e 20,8% no mercado de arrendamento. E em Portugal as subidas foram ainda mais altas neste período, analisado pelo Eurostat.

Segundo dados revelados esta quarta-feira (8 de julho de 2020) pelo Eurostat, entre 2007 e o primeiro trimestre de 2020, os preços das casas próprias aumentaram em 21 Estados-Membros da UE e diminuíram em seis, sendo que os maiores aumentos verificaram-se no Luxemburgo (91,4%), Áustria (91,3%) e Suécia (82,8%). De referir que Portugal surge na oitava posição do ranking, tendo registado um crescimento nos preços das casas à venda superior a 40%. 

Por outro lado, os países onde se verificaram as maiores descidas nos preços durante o período em causa são, por esta ordem, Grécia (-35,6%), Roménia (-23,6%) e Irlanda (-17,5%).

Relativamente ao mercado de arrendamento, os preços aumentaram em 26 Estados-Membros da UE e diminuíram apenas num, a Grécia (-17,5%). De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, os maiores aumentos ocorreram na Lituânia (101,8%), República Checa (82,2%) e Hungria (75,1%), sendo que em Portugal a subida rondou os 30%.

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Crédito à habitação travado pela pandemia: empréstimos caem para mínimos do verão passado

O valor emprestado para a compra de casa em maio (792 milhões) fica aquém do valor concedido em abril e é o mais baixo desde agosto de 2019.

O empréstimos para a compra de casa em Portugal continuam a abrandar e a sentir os efeitos negativos da pandemia da Covid-19. Segundo os dados mais recentes do Banco de Portugal (BdP), em maio, a banca concedeu 792 milhões de euros de crédito à habitação, menos 14% que em igual mês do ano anterior. O valor financiado para a compra de casa fica aquém do valor concedido em abril (831 milhões de euros) e é o mais baixo desde agosto de 2019.

No total, e desde o início do ano, os bancos deram 4.471 milhões de euros de crédito à habitação, acima dos 4.078 milhões de euros emprestados nos primeiros cinco meses de 2019, o que se deve aos empréstimos concedidos no primeiro trimestre deste ano, que atingiram o valor máximo desde a crise financeira de 2008.

Ainda segundo o BdP, e no que diz respeito ao crédito ao consumo, foram concedidos 232 milhões de euros em financiamento, durante o mês de maio, um valor que está acima dos 168 milhões de euros de abril, mas que continua a contrastar com os 435 milhões de euros emprestados em igual mês do ano passado.

Já nos empréstimos às famílias com outros fins, o valor concedido em maio foi de 157 milhões de euros, também neste caso acima dos 140 milhões de euros de abril, mas abaixo dos 178 milhões de euros emprestados em igual período do ano anterior.

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Preço das casas sobe 0,5% em Portugal no segundo trimestre de 2020 – em plena pandemia da Covid-19

Coimbra foi a cidade onde os imóveis ficaram mais caros em pleno confinamento (3,9%), segundo o índice de preços do idealista.

Os preços das casas em Portugal subiram 0,5% no segundo trimestre de 2020 face ao trimestre anterior, fixando-se em 2.070 euros por metro quadrado (m2). Em termos anuais, ou seja, face aos primeiros três meses do ano passado, o aumento foi de 7,1%. Nas duas principais cidades do país, em pleno surto da Covid-19, os preços registaram quebras, nomeadamente de 1,2% em Lisboa e 0,6% no Porto, mas Coimbra destacou-se em sentido contrário: foi a cidade onde os valores mais subiram durante a pandemia (3,9%). Em causa estão os dados do índice de preços do idealista.

Regiões

As regiões que assistiram a um aumento de preços em termos trimestrais foram o Norte (2,8%) e o Algarve (1,9%). Por outro lado, desceram no Alentejo (-1,6%), Região Autónoma da Madeira (-0,6%), e Área Metropolitana de Lisboa (-0,3%) e Centro (-0,2%).

A Área Metropolitana de Lisboa, com 2.997 euros por m2, continua a ser a região mais cara, seguida pelo Algarve (2.295 euros por m2), Norte (1.765 euros por m2) e Região Autónoma da Madeira (1.557 euros por m2). Do lado oposto da tabela, Alentejo (1.031 euros por m2) e Centro (1.038 euros por m2) assumem-se como as regiões mais baratas.

Distritos

Dos distritos analisados, os maiores aumentos a tiveram lugar no Porto (3,4%), Braga (2,6%), Setúbal (2,4%), Aveiro (2,2%), Faro (1,9%) e Viseu (1,7%). No caso de Coimbra a subida foi de 0,7%.

Por outro lado, desceram em Beja (-3%), Leiria (-1,2%), Guarda (-0,9%), Santarém (-0,6%), Ilha da Madeira (-0,6%). Em Évora (-0,2%) e Lisboa (-0,1%) os preços mantiveram-se praticamente estáveis.

De referir que o ranking dos distritos mais caros continua a ser liderado por Lisboa (3.317 euros por m2), seguido por Faro (2.295 euros por m2) e Porto (2.073 euros por m2). Os preços mais económicos encontram-se na Guarda (641 euros por m2), Portalegre (645 euros por m2), Castelo Branco (696 euros por m2) e Bragança (751 euros por m2).

Cidades capitais de distrito

Os preços aumentaram em 14 capitais de distrito, com Coimbra (3,9%) a liderar a lista. Seguem-se Viseu (3,7%), Braga (3,1%), Évora (3%) e Vila Real (2,5%). Já no Porto e Faro as subidas foram de 1,6% e 1%, respetivamente.

Por outro lado, foi em Santarém que os preços mais desceram: 5,2%. Seguem-se Beja (3,2%) e Lisboa, onde a descida foi de 1%.

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa, 4.664 euros por m2. Porto (2.876 euros por m2) e Faro (1.911 euros por m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Já as cidades mais económicas são Guarda (637 euros por m2), Castelo Branco (731 euros por m2) e Bragança (753 euros por m2).

Tendo em conta a subida do preço da habitação nos últimos 12 meses, Coimbra (15,2%) lidera a lista, seguida por Viana do Castelo (13,9%) e Évora (13%).

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Avaliação bancária das casas sobe em maio para novo recorde de 1.114 euros/m2

Número de avaliações para efeitos de crédito à habitação caiu 21% face ao mesmo mês do ano passado, mas o valor atribuído pelos bancos subiu novamente.

O valor médio de avaliação bancária subiu três euros, para 1.114 euros por metro quadrado (m2) em maio deste ano face ao mês anterior, ultrapassando o recorde que tinha atingido em abril, segundo mostram os dados revelados esta segunda-feira, dia 29 de junho de 2020, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor de 1.111 euros por m2 registado em abril era o mais alto desde pelo menos janeiro de 2011, a primeira data da série estatística do instituto.

De acordo com o Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação do INE, os 1.114 euros por metro quadrado de maio representam uma subida de 0,3% relativamente a abril e um aumento de 8,9% face ao mesmo mês do ano anterior.

Dadas as “circunstâncias excecionais” decorrentes da pandemia da Covid-19, o número de avaliações bancárias consideradas ascendeu a cerca de 19 mil, menos 21% que no mesmo período do mês do ano anterior.

Alentejo é onde se estão a valorizar mais as casas na pandemia

A nível regional, a maior subida face ao mês anterior registou-se no Alentejo (3,1%), tendo a única descida acontecido na Região Autónoma da Madeira (-0,5%).

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o valor mediano das avaliações cresceu 8,9%, destacando-se a Área Metropolitana de Lisboa (11,2%) com a taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações e o Alentejo (2,5%) com a menor.

Em maio, o valor médio de avaliação dos apartamentos foi de 1.212 euros/m2, aumentando 9,4% relativamente ao mês homólogo de 2019, tendo o valor mais elevado sido observado na Área Metropolitana de Lisboa (1.485 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (864 euros/m2).

Face a abril, o valor para apartamentos subiu 0,2%, com a Região Autónoma dos Açores a apresentar a maior subida (4,4%) e a da Madeira a maior descida (-1,6%).

Já em termos homólogos, a Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento “mais expressivo” (15,6%) e a da Madeira o mais baixo (7,1%).

O valor mediano da avaliação para apartamentos T2 desceu um euro, para 1.234 euros/m2, tendo os T3 subido um euro, para 1.094 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 80,7% das avaliações de apartamentos realizadas em maio.

Quanto às moradias, o valor médio de avaliação bancária subiu 8,0% em termos homólogos, para 953 euros/m2, com os valores mais elevados a observarem-se no Algarve (1.612 euros/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.485 euros/m2), enquanto o Alentejo registou o valor mais baixo (805 euros/m2).

Comparativamente com abril, o Alentejo apresentou o maior aumento (5,5%) e a Madeira o mais baixo (0,3%), enquanto em termos homólogos o Algarve apresentou o maior crescimento (17,2%) e a única descida ocorreu no Alentejo (-0,2%).

Comparando com o mês anterior, os valores das moradias T2, T3 e T4, tipologias responsáveis por 57,4% das avaliações, atingiram os 813 euros/m2, 849 euros/m2 e 961 euros/m2, correspondendo a aumentos de três euros, 15 euros e 32 euros, respetivamente.

Numa análise por regiões NUTS III, em maio o INE destaca a Área Metropolitana de Lisboa, o Algarve e o Alentejo litoral pelos valores de avaliação superiores à média nacional (36%, 33% e 2%, respetivamente), enquanto as regiões da Beira Baixa e das Terras de Trás-os-Montes foram as que apresentaram os valores mais baixos em relação à mediana do país (-40% ambas).

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Avaliação bancária das casas sobe em maio para novo recorde de 1.114 euros/m2″. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/06/29/43798-avaliacao-bancaria-das-casas-sobe-em-maio-para-novo-recorde-de-1-114-euros-m2

Valores das rendas das casas a cair devido à crise da Covid-19

Os dados constam do Índice de Preços no Consumidor (IPC), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatísica (INE) e refletem os efeitos da Covid-19

O valor médio das rendas de habitação em Portugal registou uma variação mensal de -0,2% em maio de 2020, valor inferior em 0,3 pontos percentuais (p.p) ao registado em abril. Segundo o Índice de Preços no Consumidor (IPC), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatísica (INE), a única região com a variação mensal positiva foi os Açores, com uma taxa de 0,3%, tendo as restantes regiões registado valores negativos. A Madeira, com uma taxa de -0,8, foi a região com o valor mais baixo.

Já as rendas das casas por metro quadrado (m2) subiram 2,7% em maio, face ao período homólogo, taxa inferior em 0,4 pontos percentuais à de abril, destacando-se, mais uma vez, a subida em Lisboa. “Todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas das rendas de habitação, tendo Lisboa registado o aumento mais intenso (3,2%)”, refere ainda o INE.

O INE volta a sublinhar que a pandemia da Covid-19 e as consequentes restrições ao comércio e serviços obrigaram a novas abordagens no cálculo do IPC e que, em maio de 2020, continuou a ser necessário apurar o IPC sem recurso ao trabalho de campo de inquiridores.

“Trata-se de uma situação inédita, determinada pelas circunstâncias forçosamente imprevistas, tendo sido necessário, num muito curto espaço de tempo, modificar a forma como a informação de preços é recolhida de modo a garantir o apuramento do IPC. Refira-se que o IPC integra um número significativo de preços obtidos por via administrativa, que não são afetados por estas restrições, com particular destaque para as rendas de habitação provenientes dos recibos eletrónicos de rendas”, sublinha.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista.“Valores das rendas das casas a cair devido à crise da Covid-19″. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2020/06/15/43640-rendas-das-casas-valor-medio-desce-em-maio-face-ao-mes-de-abril