Preço das casas ainda sobe em tempos de pandemia, mas menos – e venda de imóveis cai a pique

Casas ficaram 7,8% mais caras no segundo trimestre face ao período homólogo, sendo que foram vendidos 33.398 imóveis, menos 21,6% que há um ano.

A Covid-19 deixou marcas em todos os setores de atividade, e o imobiliário não é exceção. Os preços das casas continuaram, no entanto, a subir em tempos de pandemia, tendo aumentado 7,8% no segundo trimestre de 2020. Trata-se, contudo, de um crescimento homólogo 2,5% inferior ao registado nos primeiros três meses do ano (10,3%). Os dados divulgados esta terça-feira (22 de setembro de 2020) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) permitem ainda concluir que foram transacionados, entre abril e junho, 33.398 alojamentos, com um valor total de 5,1 mil milhões de euros, menos 21,6% e 15,2%, respetivamente, que no mesmo período do ano passado.

Os preços à lupa

Segundo o INE, a taxa de variação obtida no Índice de Preços da Habitação (IPHab), os já referidos 7,8% em termos homólogos, é a mais baixa desde o quarto trimestre de 2016, tendo sido influenciada pelo contexto da pandemia. 

De referir que, em termos homólogos, o aumento tinha sido de 10,3% no primeiro trimestre de 2020, de 8,9% no quarto trimestre de 2019, de 10,3% no terceiro trimestre de 2019 e de 10,1% no segundo trimestre de 2019. 

“Por categoria, as habitações existentes registaram um aumento dos preços de 8,2%, menos 2,4% que no trimestre anterior. Nas habitações novas, a desaceleração dos preços traduziu-se numa taxa de variação de 6% (8,9% no primeiro trimestre de 2020)”, conclui o instituto, dando conta que o IPHab cresceu 0,8% entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, abaixo da taxa de variação registada no trimestre anterior (4,9%). “No período de referência e pelo segundo trimestre consecutivo, as habitações novas registaram um aumento
dos preços superior ao observado nas habitações existentes, 1,2% e 0,7%, respetivamente”.

Rx à venda de imóveis

No que diz respeito ao número de habitações transacionadas, e conforme referido em cima, recuaram 21,6% no segundo trimestre deste ano quando comparado com o mesmo período do ano passado – o número de vendas baixou de 42.590 para 33.398.  

“O desempenho do mercado imobiliário, avaliado pelo comportamento do número de transações, parece ter acompanhado a evolução das restrições impostas no contexto da pandemia Covid-19. No trimestre em análise, abril, período durante o qual vigorou o estado de emergência, foi o mês em que se observou a maior contração, em termos homólogos, do número de transações (variação de -35,2%). Nos meses de maio e junho, com o início do desconfinamento, as reduções foram menos expressivas, observando-se taxas de -22% e -7,6%, respetivamente. No trimestre de referência, a redução observada no número de vendas foi extensível a ambas as categorias de alojamentos. As habitações existentes, as quais representaram 84,4% do total das transações, diminuíram 22,8%, taxa mais negativa que a apresentada pelas habitações novas (-14,4%)”, explica o INE.

Em termos trimestrais, ou seja, do primeiro para o segundo trimestre de 2020, o número de transações de alojamentos diminuiu 23,3%, tendo passado de 43.532 para 33.398. 

“A amplitude da redução da taxa de variação apurada é a segunda mais elevada da série disponível sendo necessário recuar até ao primeiro trimestre de 2014 para obtermos uma diminuição mais intensa em cadeia. A redução no número de transações foi mais expressiva no caso das habitações existentes (-23,9%), por comparação com as habitações novas (-19,8%)”, escreve o INE.

Valor das vendas ao detalhe

Ao todo, as 33.398 habitações transacionadas entre abril e junho de 2020 totalizaram 5,1 mil milhões de euros, menos 15,2% que no período homólogo (6 mil milhões de euros). O valor das transações de alojamentos existentes decresceu 16,3% para 4,1 mil milhões de euros e o valor das vendas de habitações novas recuou 10,6% para 1,1 mil milhões de euros.

“Por meses, abril foi aquele em que se registou a maior redução homóloga no valor das transações de alojamentos, 25%. Em maio e junho, as taxas de variação, embora de sinal negativo, registaram amplitudes decrescentes, nomeadamente, -14,2% e -7%, respetivamente”, conclui o INE.

Relativamente ao trimestre anterior, o primeiro de 2020, o valor das habitações transacionadas decresceu 23,8%, sendo que tinha recuados nos primeiros três meses do ano, face aos últimos três de 2019, apenas 2,5%.

As zonas mais (e menos) ativas

Das 33.398 habitações transacionadas no trimestre deste ano, 11.713 encontram-se na Área Metropolitana de Lisboa e 9.592 no Norte do país. Pelo segundo trimestre seguido, estas duas regiões, que ao todo representaram 63,8% do total de transações, “acentuaram o seu peso relativo conjunto, o qual atingiu o valor mais elevado desde o terceiro trimestre de 2018”. 

“Também o Centro (6.392 transações), o Alentejo (2.293 transações) e a Região Autónoma dos Açores (560 transações) registaram aumentos homólogos nas respetivas quotas
relativas regionais, de 0,2%, 1% e 0,1%, pela mesma ordem. O Algarve, com um total de 2.323 transações, apresentou a maior redução no respetivo peso relativo regional, 1,8%”, revela o INE.

O instituto adianta ainda que, entre abril e junho, a Área Metropolitana de Lisboa concentrou 46,7% do montante total das transações de alojamentos, representando 2,4 mil milhões de euros.

“No segundo trimestre de 2020, todas as regiões registaram uma redução, em termos homólogos, no número de transações de alojamentos. O Algarve e a Região Autónoma da Madeira, com taxas de variação de -37,8% e -28,7%, respetivamente, foram as regiões onde essa diminuição foi mais pronunciada. O Alentejo (-9,5%), a Região Autónoma dos Açores (-18,6%), o Norte (-20,4%), o Centro (-20,6%) e a Área Metropolitana de Lisboa (-20,9%) apresentaram reduções inferiores ao valor médio nacional (-21,6%)”, lê-se no site do INE.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Preço das casas ainda sobe em tempos de pandemia, mas menos – e venda de imóveis cai a pique”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2020/09/22/44675-precos-das-casas-sobem-em-tempos-de-pandemia-mas-menos-e-venda-de-imoveis-desce-a

Novo crédito à habitação cresce 8,4% no primeiro semestre – licenças para obras em queda

Até junho, foram licenciadas 7.764 obras de construção nova e reabilitação de edifícios habitacionais. Uma quebra de 7,4%, em termos homólogos acumulados.

Nos primeiros seis meses deste ano, no novo crédito concedido pelas instituições financeiras para a compra de casa, foi registado um crescimento, em termos homólogos acumulados, de 8,4%, para 5342 milhões de euros, segundo dados revelados esta segunda-feira, 7 de setembro de 2020, pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN). A síntese estatística revela ainda que os valores de avaliação imobiliária da habitação efetuada para efeitos de crédito bancário registaram, em junho, um valor mediano de 1.115 euros por metro quadrado (m2), um aumento de 8,3% face aos 1.023 euros por m2 apurados no mês homólogo.

Segundo a AICCOPN, até junho, foram licenciadas pelas autarquias 7.764 obras de construção nova e reabilitação de edifícios habitacionais, o que corresponde a uma redução de 7,4%, em termos homólogos acumulados. Quanto ao licenciamento de fogos em construções novas verifica-se uma quebra de 3,7%, em termos homólogos, para um total de 11.308 habitações. “Note-se que, analisando apenas o mês de junho, apura-se um crescimento de 9,4% nas obras em edifícios residenciais e de 4,8% no número de fogos em construções novas, em termos homólogos”, refere, contudo, a AICCOPN.

No período em análise, o consumo de cimento no mercado nacional cresceu 9,7%, em termos homólogos, totalizando cerca de 1,76 milhões de toneladas.

A síntese destaca a Região Norte, onde o número de fogos licenciados em construções novas nos doze meses terminados em junho de 2020 totalizou 10.498, o que traduz um aumento de 12,5% face aos 9.331 alojamentos licenciados nos 12 meses anteriores. Destes, 62% são de tipologia T3 ou superior, 22% de tipologia T2 e 14% de tipologia T1 ou inferior. Quanto aos valores de avaliação bancária na habitação nesta região verificou-se, em junho, um aumento em termos homólogos de 9,7% para 982 euros por m2.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Novo crédito à habitação cresce 8,4% no primeiro semestre – licenças para obras em queda”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/09/07/44507-novo-credito-a-habitacao-cresce-8-4-no-primeiro-semestre-licencas-para-obras

Prestação da casa paga ao banco desce em setembro para contratos com Euribor a 3 e 6 meses

As taxas Euribor são o principal indexante em Portugal nos contratos bancários de crédito à habitação.

A prestação paga pelos clientes ao banco pelo crédito à habitação vai descer em setembro nos contratos com Euribor a três e seis meses, face às últimas revisões.

No caso de um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses com um ‘spread’ (margem de lucro do banco) de 1%, esta paga a partir de setembro 453,12 euros, o que significa menos 5,27 euros face à última revisão da prestação, em março.

Já no caso de um empréstimo nas mesmas condições, mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passa a pagar 450,10 euros, menos 13,85 euros do que o que pagou desde junho.

Desde abril que milhares de famílias não estão a pagar o crédito à habitação, fazendo uso do decreto-lei do Governo que permite moratórias nos créditos à habitação por seis meses, com suspensão dos pagamentos das prestações (juros e capital) até 30 de setembro, prazo que, entretanto, foi estendido até 31 de março de 2021.

As taxas Euribor são o principal indexante em Portugal nos contratos bancários que financiam a compra de casa. A Euribor a seis meses é a mais usada, seguida da taxa a três meses.

Em agosto, a média da taxa Euribor a seis meses foi de -0,433% e a média da taxa a três meses de -0,480%.

As taxas Euribor estão em terreno negativo desde 2015 e a expectativa dos analistas é que se mantenham negativas nos próximos anos (ainda que com avanços e recuos) devido à política de estímulos monetários do Banco Central Europeu (BCE) e face às incertezas da economia europeia.

Hoje, último dia de agosto, a taxa Euribor a seis meses atingiu o mais baixo valor, de -0,448%, que já tinha sido alcançado em 03 de setembro de 2019.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Prestação da casa paga ao banco desce em setembro para contratos com Euribor a 3 e 6 meses”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/08/31/44452-prestacao-da-casa-paga-ao-banco-desce-em-setembro-para-contratos-com-euribor-a

Empréstimo para a compra de casa à distância é possível? Sim… e explicamos como

Pedir um crédito à habitação tem-se tornado num processo cada vez mais digital e a pandemia acelerou esta tendência.

Tal como a procura de casa, também o crédito à habitação, se tem tornado num processo cada vez mais digital e um dos efeitos da pandemia da Covid-19 foi acelerar essa transição. Os velhos tempos, com as tradicionais deslocações e reuniões presenciais, são cada vez mais uma memória distante e, atualmente, a regra é outra: sim, é possível avançar com o processo de crédito à habitação sem sair de casa. Como? Explicamos tudo.

Não é necessário abrir uma nova conta bancária

Abrir uma nova conta bancária e domiciliar o ordenado são passos que a maioria das instituições bancárias a operar em Portugal ainda considera indispensáveis para proceder à aprovação de um pedido de crédito à habitação e, em quase todos os casos, esta ação tem de ser realizada presencialmente.

Mas já há exceções no mercado português. Por exemplo, a UCI, especialista em crédito à habitação, assegura neste artigo preparado para o idealista/news.pt que “não faz algumas das exigências que a maioria dos bancos faz, como a necessidade de abertura de conta, domiciliar ordenado ou contratar produtos adicionais para obter condições mais vantajosas para o empréstimo”, destacando que esta é “menos uma razão para sair de casa e a garantia de contratar um crédito à habitação mais simples”.

Reuniões à distância

A tecnologia para realizar reuniões à distância já estava disponível há vários anos, mas por uma questão de hábito as reuniões continuaram a ser maioritariamente presenciais, com a desculpa de que pessoalmente tudo se resolve melhor e mais rapidamente.

Depois de meses em casa a fazer reuniões à distância, por causa da pandemia da Covid-19, “tornou-se evidente que as reuniões à distância permitem otimizar tempo e recursos, inclusivamente para os clientes”, aponta a mesma instituição financeira, explicando que “complementarmente há emails, telemóvel, whatsapp e ferramentas para reuniões à distância que são cada vez mais também instrumentos de trabalho e que permitem resolver problemas e obter esclarecimentos em tempo real. E, dessa forma, a distância é apenas física, porque a proximidade é real”.

Envio de documentação

A ideia de que a documentação tinha de ser entregue em mãos também parece estar ultrapassada. Muitos dos documentos necessários ao pedido de crédito à habitação estão disponíveis em formato digital e para os documentos que é necessário digitalização é possível recorrer-se à fotografia com o telefone ou, ainda, utilizar outras formas de entrega de documentos como os estafetas, que evitam assim as deslocações.

A UCI revela que, neste âmbito, também decidiu dar passos para ir mais longe. Com o objetivo de simplificar o processo de decisão e de análise das operações de empréstimos para a compra de casa à distância, a especialista em crédito à habitação indica que “colocou à disposição dos seus clientes um processo de verificação de identidade e assinatura digital de documentação online, que permite iniciar o processo de crédito à habitação, preencher a proposta de crédito e conhecer a viabilidade do pedido de empréstimo à distância”.

Desta forma, “através de um processo simples e utilizando o dispositivo dos clientes (telemóvel, computador portátil ou computador pessoal) os clientes podem obter uma pré-aprovação do seu pedido de crédito à habitação com toda a segurança, sem custos e sem realizar deslocações desnecessárias”, segundo detalha.

Crédito à habitação à distância: uma mudança para melhor?

Libertar o cliente da necessidade de reuniões presenciais e permitir-lhe rentabilizar o tempo e recursos com entrega de documentação digital é, de acordo com a UCI, apenas o primeiro passo para esta revolução. As inovações em termos de pagamentos e de relação com as instituições financeiras, que apontam para uma progressiva simplicidade e predomínio da tecnologia no processo, estão também a chegar ao crédito à habitação, que se está a adaptar e a dar sinais de se tornar num processo menos moroso e burocrático.

“Para já, em poucos meses conseguiram-se avanços que de outra forma demorariam anos e que permitiram que, apesar do confinamento, o projeto de compra de casa de muitas pessoas não tivesse de ser adiado, podendo ser concretizado com normalidade. E graças a esses avanços podemos dizer que o crédito à habitação à distância já é uma realidade”, remata a mesma instituição financeira.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Empréstimo para a compra de casa à distância é possível? Sim… e explicamos como”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/08/19/44330-credito-habitacao-a-distancia-e-possivel-sim-e-explicamos-como

Taxa fixa ou taxa variável: qual a melhor opção na hora de comprar casa?

Uma das decisões importantes a tomar na contratação de um crédito à habitação é a escolha da taxa de juro.

Uma das grandes questões que surge a quem quer comprar casa é que tipo de crédito à habitação deve escolher. É melhor ter um empréstimo com taxa variável ou um empréstimo com taxa fixa? A resposta dependerá das condições da parte da instituição financeira e da situação do mercado. Uma vez que é, provavelmente, o contrato mais importante que uma pessoa assina na sua vida, esta é uma decisão que deve ser tomada de forma ponderada.

Taxa variável: atualmente, a Euribor, que é o indicador de referência para a maioria dos créditos habitação e do qual dependem os empréstimos de taxa variável, encontra-se em mínimos históricos. No entanto, a previsão é que aumente gradualmente, até que se estabilize em valores positivos. Embora não se preveja um aumento significativo destes índices a curto prazo, não devemos esquecer que, na última década, foram alcançados valores superiores a 5%. 

Taxa fixa: a contratação deste tipo de empréstimos dá ao cliente a segurança de que pagará sempre a mesma prestação do primeiro ao último mês, o que lhe permitirá organizar as suas finanças, sem depender da evolução da Euribor no mercado. O contraponto para esta vantagem é que qualquer produto que proteja o cliente dos riscos, tem juros mais elevados do que os associados ao tipo variável. 

Então, qual devo escolher? “A resposta depende da situação de cada cliente. Os especialistas insistem que o empréstimo mais adequado depende de variáveis como o valor do rendimento que pretendes alocar à prestação do crédito habitação, o prazo no qual queres pagar o empréstimo, a possibilidade de melhorar o seu rendimento a médio prazo ou a percentagem da compra que desejas financiar”.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Taxa fixa ou taxa variável: qual a melhor opção na hora de comprar casa?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/08/11/44249-taxa-fixa-ou-taxa-varavel-qual-a-melhor-opcao-na-hora-de-comprar-casa

Spread, TAEG, TAN ou MTIC: qual a importância destes indicadores num crédito à habitação?

Descodificamos estas siglas e explicamos qual a sua importância durante o processo de seleção de um crédito para a compra de casa.

Comprar uma casa é um passo muito importante e que deve ser muito bem ponderado. O processo envolve algumas burocracias e claro, muita “papelada”. A linguagem também pode ser demasiado técnica e de difícil compreensão para o consumidor, dificultando a escolha e comparação das propostas de crédito à habitação de vários bancos. Importa, por isso, descodificar alguns indicadores, e explicar porque é que são tão importantes na hora de tomar uma decisão. Eis algumas das siglas mais comuns “trocadas por miúdos”

Spread

Nos créditos à habitação, o spread é a margem definida pelos bancos a aplicar ao montante emprestado. Por norma, o spread varia de acordo com risco implícito no crédito (perfil de cliente, garantias prestadas, etc).  

O spread é um dos elementos, juntamente com o indexante (Euribor), que compõe a Taxa Anual Nominal (TAN).

TAN 

A Taxa Anual Nominal (TAN) é a taxa de juro do empréstimo, a qual corresponde ao conjunto da euribor e do spread (TAN= spread + indexante).  Nos créditos com taxa de juro fixa, a TAN corresponde à taxa fixa mais o spread, se aplicável. 

A TAN, por si só, não representa o custo total do crédito, é apenas uma das variáveis que compõe a TAEG, representativa do indexante e da margem da instituição de crédito. 

TAEG 

A Taxa Anual de Encargos Efectiva Global (TAEG) permite percecionar os encargos que vais ter com o crédito à habitação, uma vez que aglomera todos os custos do empréstimo, nomeadamente despesas, comissões ou seguros. Basicamente, esta taxa mede o custo do empréstimo face ao montante emprestado. 

A TAEG permite comparar diferentes créditos de forma eficaz, desde que as suas características sejam as mesmas, isto é, o mesmo prazo, montante e modalidade de reembolso. 

MTIC 

O Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC) é outro indicador que “deves utilizar para efetuares uma comparação entre várias propostas de crédito”.

O MTIC reflete o montante total que vais pagar ao longo de todo o período do empréstimo, uma vez que inclui todas os custos do crédito (juros, comissões, impostos e outros encargos). Este indicador tem maior relevância no início do crédito, uma vez que alterações na taxa de juro vão influenciar o MTIC. 

Nas FINE’s, o valor do MTIC é reforçado com a apresentação do valor a pagar por cada euro que pediste emprestado.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Spread, TAEG, TAN ou MTIC: qual a importância destes indicadores num crédito à habitação?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/08/04/44181-spread-taeg-tan-ou-mtic-qual-a-importancia-destes-indicadores-num-credito-a

Pandemia abranda crédito da casa no 2º trimestre: bancos emprestaram 833 milhões em junho

Foram concedidos 2.494 milhões de euros no segundo trimestre de 2020 – em plena pandemia –, menos que no período homólogo (2.577 milhões).

O negócio do crédito à habitação esteve ao rubro durante o início do ano, tendo a concessão abrandado a partir de abril, mês já marcado pela pandemia da Covid-19. Em junho, os bancos emprestaram 833 milhões de euros para a compra de casa, ligeiramente mais que em maio (830 milhões) e em abril (831 milhões), segundo dados do Banco de Portugal (BdP). Um montante, portanto, bem inferior ao registado em janeiro (977 milhões), fevereiro (919 milhões) e março (952 milhões).

Trata-se, também, de um valor inferior ao verificado no período homólogo, já que em junho de 2019 os bancos concederam 848 milhões de euros em crédito à habitação. O ano passado fica, no entanto, marcado por um número record, visto que em dezembro foram concedidos 1.113 milhões de euros para a compra de casa, sendo preciso recuar mais de 11 anos, até julho de 2008, para encontrar um montante mensal superior (1.205 milhões de euros).

Em termos semestrais, os bancos emprestaram este ano, entre janeiro e junho, 5.342 milhões de euros para a compra de casa, mais 8,4% que os 4.926 milhões financiados nos mesmos seis meses de 2019. 

De referir, ainda, que o valor concedido pelos bancos no primeiro trimestre do ano (2.848 milhões de euros) é bem superior (+21%) ao emprestado nos mesmos três meses de 2019. Ou seja, até março, o crédito à habitação ainda não refletia o impacto da pandemia. O mesmo não se pode dizer dos dados relativos ao segundo trimestre de 2020, que já sentiu os danos colaterais da Covid-19: foram emprestados 2.494 milhões de euros, menos que no período homólogo (2.577 milhões de euros).

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Pandemia abranda crédito da casa no 2º trimestre: bancos emprestaram 833 milhões em junho”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/08/04/44180-pandemia-abranda-credito-da-casa-no-segundo-trimestre-bancos-emprestaram-833

O que é a FINE e qual a sua importância no crédito à habitação?

Trata-se de um documento que é entregue obrigatoriamente pelo banco ao cliente. Especialistas explicam o que é e porque é tão importante.

A Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) é um documento pré-contratual de caráter informativo onde estão especificadas as condições financeiras e as despesas imputadas ao cliente nos produtos bancários ou financeiros, nomeadamente no crédito habitação ou outros créditos com garantia hipotecária.

A apresentação da FINE é obrigatória em todas as simulações de crédito habitação, com informação organizada de forma idêntica por todas as instituições financeiras.

As FINE’s apresentam as condições financeiras do crédito habitação, nomeadamente características do crédito, comissões aplicadas e condições de bonificação, caso existam. Neste documento também encontras os planos financeiros do empréstimo, os quais apresentam a evolução do empréstimo durante o prazo de financiamento, parcela de capital e juros de cada prestação, seguros, comissões e outros custos. 

Na secção dos planos financeiros, encontras o plano financeiro do crédito e o mesmo plano com acréscimo de TAN para o máximo valor registado nos últimos 20 anos. O plano com acréscimo de TAN apenas é apresentado nos créditos habitação com modalidade de taxa variável. 

Em suma, “a FINE ajuda-te a comparar as diversas ofertas do mercado e tomar uma decisão informada”.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“O que é a FINE e qual a sua importância no crédito à habitação?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/07/28/44108-o-que-e-a-fine-e-qual-a-sua-importancia-no-credito-a-habitacao

Avaliação das casas volta a subir em junho e atinge recorde: está nos 1.115 euros por m2

Valor mediano a que os bancos estão a avaliar os imóveis para efeitos de concessão de crédito subiu um euro em junho, revela o INE.

Os bancos voltaram a aumentar o valor da avaliação bancária realizada no âmbito da concessão de crédito à habitação. Em junho, o valor mediano de avaliação bancária subiu um euro, para 1.115 euros por metro quadrado (m2), face ao mês anterior, ultrapassando o recorde que tinha atingido em maio, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O número de avaliações, contudo, caiu 27,5% face ao mesmo mês do ano passado.

“O valor mediano de avaliação bancária foi 1.115 euros em junho, mais um euro que o observado no mês precedente. Este valor representou uma desaceleração em termos homólogos, tendo a taxa de variação passado de 8,9% em maio para 8,3% em junho”, lê-se ainda na nota divulgada pelo gabinete público de estatística.

A nível regional, o maior aumento face ao mês anterior registou-se no Alentejo (3,9%), e a única redução foi observada na Área Metropolitana de Lisboa (-0,5%). A taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se na Região Autónoma dos Açores (12,9%) e a menor no Alentejo (5,8%), sublinha ainda o INE.

No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1.209 euros por m2, aumentando 8,4% relativamente ao mês homólogo. O valor mais elevado foi registado no Algarve (1.519 euros por m2) e o mais baixo no Alentejo (867 euros por m2).

O valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 971 euros por m2 em junho, o que representa um acréscimo de 9,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Neste caso, os valores mais elevados observaram-se no Algarve (1.612 euros por m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.483 euros por m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (844 euros por m2).

O número de avaliações bancárias, segundo o INE, diminuiu de forma acentuada, ascendendo a cerca de 16 mil em junho, menos 27,5% do que no mesmo período do ano passado.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Avaliação das casas volta a subir em junho e atinge recorde: está nos 1.115 euros por m2″. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2020/07/28/44110-avaliacao-das-casas-volta-a-subir-e-atinge-recorde-esta-nos-1-115-euros-por-metro

Pandemia por COVID-19: qual o impacto no mercado imobiliário?

O Governo decretou algumas medidas durante o Estado de Emergência. Mas agora que estamos em período pós-confinamento, qual o impacto no mercado imobiliário?

Em altura de pandemia devido à doença COVID-19, foram criadas inúmeras medidas de proteção aos cidadãos, quer ao nível dos serviços, deslocações, emprego e área social. Mas qual o seu impacto no mercado imobiliário agora que o período de desconfinamento se desenrola, ainda que a diferentes ritmos em determinadas zonas do país?

Para o Governo, a prioridade era

“conter a pandemia, salvar vidas e assegurar que as cadeias de abastecimento fundamentais de bens e serviços essenciais continuam a ser asseguradas.”

Como tal, proteger a habitação era, igualmente, uma prioridade.

Impacto da pandemia no mercado imobiliário

A compra de uma casa é, provavelmente, o maior investimento que cada pessoa ou família fará ao longo da vida, pelo que é natural que este assunto seja alvo de preocupação por parte dos portugueses. Não só pelas repercussões que a pandemia possa ter nas condições dos créditos habitação, como também pela perda de rendimento decorrente das situações de layoff e de desemprego que se tem registado nos últimos meses.

Mas como será, afinal, o mercado imobiliário pós-pandemia? As pessoas procuram diferentes tipos de habitação? As casas ficarão mais baratas? Tome nota do que já se sabe.

Novas necessidades de habitação

Semanas e semanas fechados em casa levou muitos portugueses a repensarem na sua casa de sonho, que permita dar resposta às necessidades e estilos de vida emergentes: nomeadamente ter mais qualidade e mais espaço, inclusivamente exterior, para aproveitar ao máximo o tempo passado em casa, seja por obrigação, seja por vontade.

Ter apartamentos com varandas amplas ou terraços, casas com jardim para relaxar e viver ao ar livre e até a possibilidade de ter um espaço específico para criar um home office são requisitos que praticamente toda a gente coloca na checklist para a casa perfeita.

Mas estas novas características consideradas fundamentais não se refletem só na casa: também os escritórios poderão ter de se adaptar à nova realidade que vivemos e que nos foi imposta.

Com a pandemia, o teletrabalho provou ser uma ferramenta eficaz e menos sorvedora de recursos, nomeadamente ao nível da redução da pegada ecológica, menos tempo passado no trânsito, menos carros a circularem na rua e, como tal, menos confusão e poluição, principalmente nas cidades. Nesse sentido, alguns postos de trabalho poderão mesmo tornar-se definitivamente virtuais, pelo que os escritórios poderão ser mais pequenos no futuro.

Por outro lado, poderá verificar-se a tendência na aposta de espaços de coworking, quer para as empresas que criem horários de trabalho alternados, quer para os que preferem continuar a ter uma rotina fora de casa.

Mercado imobiliário em crescimento após confinamento

De acordo com o portal Confidencial Imobiliário, as vendas de casa crescem pelo segundo mês consecutivo e os preços voltam a resistir, após o período de confinamento. Assim, as vendas no setor, que registou quebras a rondar os 50% durante fevereiro, março e abril, têm vindo a recuperar desde maio: “o mercado imobiliário manteve um padrão de elevada resiliência”.

Para tal, poderão ter contribuído as taxas de desconto, “que se situaram em cerca de 8%, ou os preços de venda que, por exemplo no caso de Lisboa, se posicionaram em torno dos 6 mil euros/m2 no segmento de novos e de 3.400/m2 nos usados, em linha com o padrão pré COVID-19”.

De acordo com a mesma fonte, o mês de junho continua a mostrar a boa saúde do mercado imobiliário residencial, altura em que as “vendas de habitação voltam a crescer e os preços confirmam o seu registo de estabilidade.”

APEMIP: “Casas devem ficar mais baratas, mas será apenas um acerto” diz APEMIP

Sobre o impacto no mercado imobiliário, a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP) acredita que as casas vão ficar mais baratas devido à COVID-19. Porém esse decréscimo não deverá ser significativo, antecipando-se, antes “um acerto de preços e não uma desvalorização semelhante à crise de há 12 anos.”

Tal fator deve-se ao facto de não haver “excesso de casas à venda, nem há pressão sobre os créditos à habitação”, defende Luís Lima, presidente da associação.

Portugal continua a ser atrativo

Apesar de não se verificarem muitas das expetativas criadas, principalmente, para quem procura casa, visto que o valor das casas e das rendas se tem mantido relativamente estável e não sofreu um decréscimo acentuado, o setor imobiliário em Portugal continua a ser atrativo por vários motivos.

Em primeiro lugar, o país tem um clima agradável, é seguro e pacífico, pelo que o investimento estrangeiro deverá manter-se nos níveis a que estamos habituados. Até porque, ainda que as viagens não estejam repostas a 100% e não haja previsão de quando tal acontecerá, a possibilidade de comprar e vender imóveis à distância é hoje uma forte realidade.

Desde visitar casas online, através de fotografias e vídeos que se criam com elevada qualidade, ao facto de os notários e as agências imobiliárias passarem a ter acesso direto à informação predial dos imóveis, atualmente, existem novas formas de adaptação a esta realidade e ajudam a manter a boa saúde do setor.

Além disso, o que pode ser menos positivo para os portugueses, para os estrangeiros é um fator atrativo: os preços do imobiliário em Portugal são altamente competitivos face ao de outros países europeus.

Medidas criadas durante o estado de emergência

No decreto-lei que procedeu à execução da declaração do estado de emergência pedida pelo Presidente da República, o artigo 10º fazia referência aos “Efeitos sobre contratos de arrendamento e outras formas de exploração de imóveis”.

Nesse sentido, o Governo proibiu a

“resolução, denúncia ou outra forma de extinção de contratos de arrendamento” habitacional ou comercial. Na prática, verificava-se, assim, a suspensão dos prazos dos contratos de arrendamento ou das suas renovações, protegendo os inquilinos e “garantindo o seu direito à habitação”.

Logo, ninguém podia ser despejado, nem nenhum contrato de arrendamento poderia terminar enquanto vigorava o estado de emergência, nem mesmo quem tinha o parque de campismo como morada de residência, ainda que este fosse um dos locais obrigados a encerrar durante o confinamento.

Além disso, questões relacionadas com contas bancárias, créditos, aquisição de imóveis e realização de escrituras, entre outros temas de interesse e associados a estes serviços, puderam continuar a ser desenvolvidos e tratados.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Pandemia por COVID-19: qual o impacto no mercado imobiliário?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/impacto-no-mercado-imobiliario/