Assim serão as casas no pós-Covid – lições aprendidas com a pandemia

O planeamento do espaço dos lares vai mudar. Estruturalmente, em obras novas, mas também através de pequenos projetos de reforma.

Se no início do ano nos dissessem que iríamos ficar confinados em casa, durante meses, devido à chegada do coronavírus, dificilmente acreditaríamos. Mas aconteceu. E a quarentena forçou-nos a mudar os nossos hábitos sociais e a fazer da casa, o posto de trabalho, a escola das crianças, o ginásio, o café, e muito mais. Isto fez-nos a todos perceber a importância de ter um pequeno balão de oxigênio, na forma de terraço ou varanda e veio colocar em evidência que a maioria das casas atuais deveria ter sido projetada de forma diferente. Decidimos, por isto, abordar essa questão com o arquiteto Pablo García, que tenta vislumbrar como as casas devem ser projetadas após a pandemia.

1. Superfície útil: “As casas devem ser maiores ou melhor distribuídas. As casas podem aumentar de tamanho se o edifício crescer pela fachada, adicionando grandes galerias que atuam como um espaço multiuso. A melhor referência é a intervenção de Lacaton e Vassal em Bordeaux. Uma série de jardins de inverno foi criada, bem como uma nova gama de varandas próximas às principais fachadas dos edifícios, ampliando a área útil das unidades. Essa intervenção deve ser tomada como uma referência de como um efeito máximo pode ser alcançado com uma intervenção mínima”, indica García.

2. Terraço ou varanda, sim ou sim. “Os terraços devem ser incluídos no programa mínimo de habitação. Em geral, uma habitação mínima consiste em: quarto principal, sala, cozinha e casa de banho. Nada é dito sobre os terraços e vimos que eles representam um balão de oxigênio fundamental quando enfrentamos um confinamento. O problema de fazer marquises deve ser controlado pelos municípios não permitindo a prescrição da referida infração se a considerarmos como um espaço vital mínimo”.

3. Áreas de desinfecção na entrada. “A entrada da casa pode ser pensada como o espaço de transição entre a nossa casa e o exterior. Isso significa que seria uma zona livre de vírus. O piso deve ser de porcelana ou um material poroso baixo, resistente a produtos abrasivos. E deve ser pensado um armário para roupas e sapatos para ficar nesse ponto antes de entrar na casa. Incluir um lavatório para lavar as mãos assim que chegarmos antes de bater em todas as portas até chegarmos ao banheiro principal é outra dica. Se a ciência permitir, também pode ser um espaço com luz irradiada que nos desinfeta completamente.”

4. Zona de teletrabalho. “Vamos precisar de um escritório em casa e, quando uma nova distribuição for considerada, esta zona de trabalho deverá ser adicionada. Para isso é necessário considerar a sua iluminação, conexão à Internet por cabo, plugues bluetooth, chamadas de vídeo e área de reuniões ou persianas que criam fundos neutros atrás de nós para proteger a privacidade da casa, incluindo isolamento acústico do referido quarto. Em apartamentos muito pequenos, essa intervenção deve ser considerada nos quartos. As camas não podem ocupar tanto espaço”.

5. Móveis personalizados e automação residencial. “O mobiliário convencional é muito bom, mas não é válido para espaços pequenos. É importante fazer um projeto do mobiliário na sua casa e pensar como este pode ser adaptado para tornar o espaço mais multifuncional. A automação residencial deve ser introduzida para nos ajudar a criar uma casa multifuncional que se adapte a diferentes situações “, conclui o arquiteto.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Assim serão as casas no pós-Covid – lições aprendidas com a pandemia”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/especiais/covid-19/2020/05/25/43454-assim-serao-as-casas-no-pos-covid-licoes-aprendidas-com-a-pandemia

Cor do ano 2020: conheça a escolha Pantone para este ano

Já está escolhida a cor do ano 2020 e chama-se azul clássico, inspira confiança e segurança para a nova década e nós vamos analisá-la melhor.

Chama-se azul clássico e é a cor do ano 2020 eleita pelo Pantone Institute que todos os anos revela o tom tendência dos próximos 365 dias (ou 366).

Para abrir uma nova década foi escolhido precisamente o Pantone 19-4052, que pretende simbolizar calma, confiança e ligação e que representa o desejo do instituto por uma base confiável e estável sobre a qual construir o futuro.

Uma cor fácil de se gostar, que combina com mil e uma coisas em termos de decoração de casa e que transmite realmente excelentes energias e vibrações. Fique connosco e saiba um pouco mais sobre esta cor e encontre ideias de como a aplicar na criação de ambientes no seu lar.

Resolução de ano novo: usar e abusar da cor do ano 2020

“Vivemos num tempo que requer confiança e fé” – assim se lê uma citação de Leatrice Eiseman, diretora executiva da marca Pantone em comunicado lançado ao público. É precisamente com este mote que surge então a cor do ano 2020: o Classic Blue consiste numa tonalidade azul bem sólida, evocativa do vasto e infinito céu da tarde. 

Numa realidade em que cada vez mais estamos rodeados por tecnologia, de certo modo também espelhada nesta cor escolhida, o Classic Blue surge como forma de encorajamento para olharmos para lá do óbvio e expandirmos o nosso pensamento.

Símbolo de pensamentos mais profundos e de horizontes abertos e alargados, a cor do ano 2020 pretende ser, por um lado, uma espécie de resposta à ascensão da tecnologia, mas sem esquecer a enorme importância da parte humana e da sua procura pela honestidade e pela proteção em toda a parte, incluindo nas cores.

Calma, confiança e afinidade são assim os principais sentimentos que a cor da Pantone pretende inspirar. Este mesmo instituto da cor refere mesmo que este tom de azul realça “o nosso desejo por alicerces estáveis e confiáveis”.

A cor azul é desde sempre sabida como sendo um tom muito ligado à concentração e à clareza mental, objetivo que o azul clássico pretende perseguir, sem esquecer também a resiliência e foco no objetivo. 

Note-se que há mais de 20 anos que o Instituto da cor define um Pantone por ano, cor essa que influencia as tendências das múltiplas áreas, desde a moda, à decoração, ao design industrial e gráfico. 

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Cor do ano 2020: conheça a escolha Pantone para este ano”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/cor-do-ano-2020/

Conheça os principais termos do dicionário imobiliário

Casa aberta? Home staging? Over princing? O que significam exatamente estes termos do dicionário imobiliário? Fomos descobrir e contamos-lhe tudo.

O ramo da compra e venda de casa possui entre si linguagem específica e característica, como, aliás, qualquer outro negócio. Chamemos-lhe de dicionário imobiliário e a verdade é que muitos dos seus termos, apesar de nos serem familiares, nem sempre conhecemos ao pormenor o seu significado.

Não se preocupe mais. Preparamos um dicionário com as principais palavras e expressões que deve conhecer e, assim, nunca mais ficar de fora de uma conversa neste âmbito ou sequer ser apanhado na curva na eventualidade de um negócio imobiliário.

Dicionário imobiliário de A a Z

Adjudicação

Este conceito consiste no ato de atribuir algum produto ou serviço a alguém, após decisão ou contrato. No que toca o ramo imobiliário, falamos da decisão referente à proposta aceite em termos de obras de construção face aos concorrentes.

Angariação

Este deve ser o grande palavrão do dicionário imobiliário. Angariação consiste na obtenção por parte do vendedor imobiliário de um compromisso por escrito com um cliente proprietário de uma casa para que a possa promover e listar no seu portefólio de imóveis.

A casa está queimada

Esta expressão é utilizada quando falamos de uma casa que está à venda há muito tempo, mas que não está a ter bons resultados de visitas, interações ou intenção de compra. O uso do termo “queimada” surgiu pelo facto das placas de venda acabarem por ganhar desgaste face ao longo tempo de exposição ao sol.

Bonificação

A bonificação consiste em algum tipo de apoio ou benefício concedido para aquisição de uma habitação, geralmente no que toca os juros.

Casa Aberta

Este termo foi importado do inglês Open House e consiste numa ação promocional, na qual a casa em questão está a aberta a visitas ao longo de um determinado dia, sem que seja necessária marcação prévia.

Distrate

O distrate é sempre necessário para concluir uma escritura e consiste no título de cancelamento de hipoteca emitido pelo Banco de onde o vendedor é cliente.

Exposição solar

Muito importante no dicionário imobiliário, a exposição solar consiste no tipo de orientação da casa (norte, sul, poente, nascente). Em Portugal os imóveis com melhor exposição solar são os que têm a sua orientação solar virada a sul.

Fracção Autónoma

Geralmente falamos de casas, garagens ou lojas e consistem nas diversas partes em que o edifício foi dividido, através da propriedade horizontal.

Garantia Bancária

A garantia bancária é imprescindível na compra de um imóvel através de crédito e consiste na operação pela qual um banco se constitui, perante os beneficiários, garantia da execução de obrigações assumidas pelos seus clientes.

Home Staging

Muito em voga atualmente, o home staging consiste numa montagem de cenário numa casa para a valorizar na venda. Falamos da organização e preparação do imóvel que não passa apenas pela limpeza e organização, mas também pela decoração ou até obras que valorizem o espaço. 

IMI

Anteriormente conhecido como Contribuição Autárquica, o IMI não é nada mais nada menos do que o Imposto Municipal sobre Imóveis, taxa que o detentor do imóvel tem de pagar e cujo valor varia consoante o valor patrimonial tributário do bem. 

Juros

Os juros de um empréstimo são o rendimento obtido pela entidade credora na hora de conceder o valor pedido.

Livrança

A livrança é uma promessa de pagamento que o seu subscritor promete pagar ao beneficiário.

Mais-valia

Este termo refere-se aos ganhos obtidos com a diferença entre o valor de realização da venda e o valor de aquisição quando esta aconteceu.

Natureza do Prédio

A natureza do prédio pode ser classificada em três categorias: rústica, urbana e mista.

Over Pricing

Tal como o nome dá a entender, over pricing refere-se a imóveis que estão a ser vendidos por um preço acima do seu real valor. Pode ser estratégico ou simplesmente estar mal valorizado.

Partilha

Este termo é muitas vezes utilizado por um mediador imobiliário quando partilha com outro agente uma mesma casa para venderem. Os honorários são depois também divididos. 

Prospeção

Quando um agente imobiliário faz prospeção, ele vai pesquisar novos imóveis para angariar e vender. 

Qualificação

Diálogo presencial entre um agente imobiliário e um potencial cliente, que pretende entender e as motivações, expectativas, necessidades e capacidade financeira do interessado na venda de um imóvel.

Reserva e Sinal

Muito frequentes na gíria do dicionário imobiliário, a reserva refere-se à intenção de firmar o negócio e o sinal o compromisso com o negócio. 

Safari

Iniciativa que consiste na mostra um determinado imóvel promovido por um agente a outros seus colegas para sondar se os seus parceiros têm interessadas na aquisição do mesmo.

Taxa de Esforço

Percentagem entre um duodécimo do rendimento anual bruto do agregado familiar e a prestação mensal de crédito.

Usucapião

Usucapião consiste no direito de posse sobre um bem móvel ou imóvel em função da utilização desse bem durante um dado tempo, como se ele fosse propriedade do utilizador.

Vistoria

A vistoria é uma inspeção realizada pela Câmara Municipal, no sentido de verificar se o prédio urbano está conforme o projeto aprovado.

Zonamento

Bastante presente no dicionário imobiliário, o zonamento é a forma corrente de controlo legal da utilização do solo, havendo a determinação das actividades que se podem desenvolver nesse espaço.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Conheça os principais termos do dicionário imobiliário”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/dicionario-imobiliario/

Como conseguir reembolsar o empréstimo da casa e reduzir custos?

Liquidar o crédito à habitação antes do tempo ou mudar de entidade é possível e pode compensar, mas há regras a cumprir!

Encontrou melhores condições noutro banco e pretende transferir o seu empréstimo da casa ou conseguiu um “pé de meia” e tenciona usar esse dinheiro para liquidar, parcial ou totalmente, o crédito antes do tempo?

Tais procedimentos podem significar uma poupança de custos e estão legalmente previstos. Mas há um conjunto de requisitos a cumprir junto da entidade bancária que concedeu o empréstimo.

O pagamento antecipado do crédito à habitação poderá corresponder ao montante total em dívida ou a parte da mesma. Nesta última hipótese, ao reduzir o valor em dívida correspondente a capital e a juros, verá reduzir consequentemente o valor da prestação mensal que é cobrada pelo crédito.

Ora esta pode ser uma boa opção para aplicar as poupanças e sentir efeitos úteis no orçamento mensal do agregado familiar. 

Um das questões mais sensíveis está ligada à aplicação, pela instituição bancária, de uma comissão pelo pagamento antecipado do crédito quando o consumidor pretende transferir o crédito à habitação para outra instituição bancária ou simplesmente dispõe de liquidez financeira que lhe permite pagar a totalidade ou parte do crédito.  

Pré-aviso:

Se pretende pagar antecipadamente o crédito, deverá informar a instituição bancária com, pelo menos, 10 dias úteis de antecedência da data em que pretende realizar o pagamento, no caso de reembolso total do crédito. 

Caso o reembolso seja parcial e o pagamento seja realizado em data coincidente com o pagamento das prestações vincendas, o pré-aviso deverá ser de 7 dias úteis.

Alertamos para o facto de esta comunicação dever ser sempre realizada por carta ou outro suporte duradouro, para que perante situações futuras exista um meio de prova documental. 

Comissão de reembolso:

Os valores cobrados a título de comissão pelo reembolso antecipado encontram-se reguladas e os seus limites máximos definidos, não podendo ser superiores a:

• 0,5% sobre o capital em dívida, caso no momento em que realiza o pagamento antecipado se encontre no regime da taxa variável; 

• 2% sobre o capital dívida, caso no momento que realize o pagamento antecipado se encontre no regime de taxa fixa.

Estes valores são limites máximos, podendo contudo os bancos, no âmbito da sua política interna, estabelecer valores abaixo aos especificados anteriormente.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News “Como conseguir reembolsar o empréstimo da casa e reduzir custos”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2019/10/07/41099-como-conseguir-reembolsar-o-meu-emprestimo-da-casa-sem-custos

Casa nova: assim se calcula a prestação mensal do condomínio, um gasto fixo.

O processo de compra de casa inclui um conjunto de gastos. Mas as despesas não acabam no momento da escritura, antes pelo contrário. Há vários encargos extra, fixos e variáveis, que chegam com o novo lar. Um deles é a prestação do condomínio.

Comprei casa e vou mudar-me muito em breve para um condomínio com vários condóminos. Ainda não conheço o valor a pagar de quota do condomínio do prédio. Podem esclarecer-me sobre a forma de apurar esse valor? 

Em primeiro lugar, podemos esclarecer que a quota de condomínio é a prestação, usualmente mensal, que cabe a cada condómino. É calculada com base no orçamento feito pela administração, para fazer face aos encargos com as partes comuns do edifício, incluindo a sua limpeza e vigilância, e ainda a comparticipação para o fundo comum de reserva.  

A constituição deste fundo é obrigatória por lei e destina-se a custear as despesas de conservação do prédio. Cada condómino contribui com, pelo menos, mais 10% do valor da sua quota.  

Em regra, a contribuição de cada condómino é apurada na proporção do valor da sua fração, que pode ser definida em percentagem ou pela permilagem. O valor da quota pode, por isso, variar bastante de vizinho para vizinho.  

Por lei, alguns condóminos têm direito a uma quota “com desconto” e outros a uma quota “agravada”. Se houver uma parte comum do prédio apenas acessível a um condómino, como um terraço, os encargos com esse espaço são suportados só por esse condómino. Do mesmo modo, nas despesas com a manutenção do elevador só participam os condóminos cujas frações são servidas por ele. 

Quando a parte comum é de uso exclusivo de um condómino, o cálculo da quota é simples: ao valor mensal a pagar pelo condómino, soma-se a despesa com essa parte comum. Quanto ao condómino que não é servido pelo elevador, à sua quota mensal é descontado o encargo com a utilização e manutenção do elevador.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News “Casa nova: assim se calcula a prestação mensal do condomínio, um gasto fixo”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2019/07/29/40403-casa-nova-assim-se-calcula-a-prestacao-mensal-do-condominio-um-gasto-fixo

Dever de assistência no empréstimo da casa – o que significa isto?

O crédito à habitação permite realizar o sonho de comprar uma casa. Mas também traz obrigações que deve conhecer bem para que este processo não se transforme num pesadelo.

Desta forma queremos deixar claro que, quando solicitar um crédito, precisa de saber que existe um conjunto de deveres que têm que ser tidos em conta, não só da parte de quem vai pedir emprestado como de quem empresta.

Quando pede um empréstimo deve ter o cuidado de avaliar a sua capacidade financeira para cumprir, ao longo do tempo, com as obrigações a assumir perante o credor.

Por outro lado, o credor mutuante ou o intermediário de crédito, se for o caso, tem também algumas obrigações a observar e uma delas é o dever de assistência ao consumidor.

Mesmo para um consumidor com alguma literacia financeira torna-se muitas vezes difícil entender a linguagem algo hermética e pouco transparente utilizada pelas instituições de crédito.

A informação fornecida deve permitir ao consumidor avaliar se o contrato de crédito proposto e os eventuais serviços acessórios se adequam às suas necessidades, ao seu perfil e à sua situação financeira.

Toda a informação e esclarecimentos a fornecer ao consumidor, para além da informação pré-contratual, deve ser clara por forma a não gerar dúvidas quanto às características essenciais do contrato de crédito proposto e respetivos serviços acessórios.

Deve também permitir ao consumidor tomar consciência da responsabilidade a assumir, avaliar o impacto do crédito no seu orçamento e ser alertado para as consequências de eventual futuro incumprimento.

Ainda que sejam oferecidos facultativamente serviços acessórios, como por exemplo um seguro de vida ou um seguro sobre o imóvel no crédito à habitação, como reforço de garantia para o mutuante, este deve informar sobre a possibilidade de resolver separadamente o contrato relativo a cada serviço, bem como as respetivas consequências.

Outro alerta muito importante que o mutuário deve prestar no contrato de crédito à habitação em caso de venda executiva ou dação em cumprimento do imóvel, na sequência de incumprimento, é a extinção da dívida (mesmo que o produto da venda seja de valor inferior).

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista “Dever de assistência no empréstimo da casa – o que significa isto?“. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2019/07/23/40350-dever-de-assistencia-no-emprestimo-da-casa-o-que-significa-isto

Animais de estimação em casas arrendadas: tudo o que precisa saber.

Sabia que pode ter até 6 animais de estimação em casa?

Se arrenda, não arrisque: verifique estas dicas antes de se mudar com a família de quatro patas. É possível ter um animal de estimação num apartamento arrendado? É permitido, desde necessário que cumpra algumas regras.

Antes de se aventurar, informe-se da legislação existente.

Com a implementação do novo estatuto jurídico dos animais, os senhorios deixaram de se poder opor à existência de animais de estimação nos imóveis. O mesmo se aplica a condóminos.

O número máximo de animais por apartamento é de três cães ou quatro gatos, nunca devendo ultrapassar os quatro animais de estimação por habitação. No caso de um pedido expresso do proprietário e com parecer favorável do veterinário municipal e delegado de saúde, poderá haver exceções. Em todo o caso, o número máximo será de seis animais.

Por outro lado, se o seu imóvel está inserido num regime de propriedade horizontal, o regulamento do condomínio pode definir um limite de animais de estimação inferior ao legislado.

O que está em causa é a salvaguarda das condições básicas de higiene e da boa vizinhança (sossego e tranquilidade).

Se o seu animal de estimação é barulhento, violento ou se não toma as medidas adequadas (vacinação, seguro) corre o risco de uma queixa. Para evitar problemas, considere a possibilidade de o treinar devidamente.

Caso os limites e condições para alojamento dos animais não sejam cumpridos e respeitados, caberá à camara municipal da sua zona proceder legalmente. Nestes casos, a medida tomada pode passar mesmo pela retirada do animal para um canil ou gatil municipal.

Se é o dono, é também responsável.

Mais do que um proprietário, cabe-lhe toda a responsabilidade no que toca ao seu animal de estimação. Se tem um cão de uma raça potencialmente perigosa (rottweiller, pit bull), contrate um seguro de responsabilidade civil (com capital mínimo de 50.000 euros).

Este conteúdo é uma reprodução do Blog Imovirtual.” Animais de estimação em casas arrendadas: tudo o que precisa saber.” Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://blog.imovirtual.com/alugar/animais-de-estimacao-em-casas-arrendadas-tudo-o-que-precisa-saber/

5 dicas para usar plantas na decoração

Além de bonitas e elegantes, as plantas têm também uma função: purificar o ar. Elas não só ajudam a compor um ambiente em termos de design, mas também complementam a sua qualidade de vida.

As Bromélias, Dracenas, Bambus, Kentias, Cactos e Clorófitos são as ideais para manter-se dentro de casa, pois ajudam a renovar e melhorar a qualidade do ar. São plantas de baixa manutenção e não precisam de muito sol.

Plantas também têm outra vantagem: não custam muito, mas trazem vida a qualquer ambiente. Um belo arranjo em cima da mesa pode deixar sua sala mais colorida, por exemplo. Com pequenas palmeiras, pode criar seu próprio paraíso tropical in doors.

Veja as nossas dicas para decorar a sua casa com plantas:

  • Palmeiras na sala

Um dos principais pontos da nova tendência do design botânico urbano é adicionar plantas tropicais à decoração da casa. Há centenas de plantas por onde escolher, mas palmeiras, estrelícias e costela de adão em vasos são as mais populares atualmente. Palmeiras em leque costumam ser o tipo de plantas com preço mais acessível. É possível adquirir uma muda por menos de 6€. É um espécie pequena que raramente ultrapassa 3 metros de altura. Pode ser podada com frequência e sua limpeza é muito simples. Condizem muito bem com paredes brancas e móveis de madeira. Combinam com peças retro, pois eram muito usadas nos anos 60.

Outra opção é a areca-bambu ou palmeira de jardim. Esta espécie de palmeira dá vida a qualquer divisão da casa e combina lindamente com decorações minimalistas. É uma planta que requer pouco cuidado, mas a grande vantagem da areca-bambu vai muito além da decoração: ela é uma das plantas que purificam o ar de acordo com a lista da NASA.

  • Dê vida à casa de banho

Como as casas de banho são locais húmidos, acabam por ser ideais para plantas tropicais. As plantas, quando bem cuidadas, trazem sensação de frescor e limpeza. Pode utilizar uma série de samambaias e até mesmo flores. Procure aquelas que se adequam melhor a sua casa de banho, conforme a quantidade de luz natural que ela oferece: Se a sua casa de banho tem pouca luz por exemplo, cactos e suculentas não são uma boa opção.

  • Use as plantas para criar sua própria obra de arte

Sente falta de algum artigo de design ou sem saber como personalizar sua casa? Que tal fazer um arranjo com plantas para decorar um canto ou uma parede vazia? Pode ser simples, como abaixo: um galho de árvore, algumas cordas e vasos coloridos. Ou pode procurar algo mais elaborado. Aproveite que as flores plantadas têm variedades de cores. Os cactos também são uma boa opção.

  • Parede viva

Humanize o seu lar e transforme facilmente uma parede de um ambiente. Com um jardim vertical, você ajuda a purificar o ar e traz paz e saúde para dentro da sua casa. No entanto, esta é uma técnica um pouco mais dispendiosa, visto que terá que impermeabilizar a parede em questão e criar um sistema de irrigação. Um painel para fazer o jardim vertical custa pelo menos 50€.

  • Temperos sempre à mão

A cozinha é um excelente espaço para ter uma mini horta de temperos. Junto à janela, ou não, pode adicionar diversos temperos de uso comum em pequenos vasos. Uma boa solução é usar recipientes antigos, que já tenha, como latas, frascos de vidro, etc. Assim pode criar uma horta com personalidade. As sementes de temperos encontram-se facilmente nos supermercados por 1€ cada.

Este conteúdo é uma reprodução do Uniplaces Portal, “5 dicas para usar plantas na decoração“. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: http://portal.uniplaces.com/pt-pt/5-dicas-usar-plantas-na-decoracao/

8 Erros a evitar se queres vender a casa depressa e bem – Parte 2 de 2

5 – Não despersonalizar a casa

Apesar de ser a tua casa, deve tratá-la como se fosse uma casa modelo. O objetivo é mostrar o espaço em si e não a tua vida! A maior parte dos objetos que cobrem as prateleiras e decoraram paredes e divisões devem desaparecer. São coisas pessoais, que te dizem respeito a ti, mas que distraem o visitante e o impedem de se projetar na casa e, portanto, de se imaginar a habitá-la.

Não te esqueça que o teu objetivo não é mostrar os teus talentos de decorador, mas vender a casa rapidamente e ao melhor preço. A ideia é guardar o mínimo indispensável: alguns livros nas prateleiras, uns bonitos frascos na prateleira da casa de banho, uma vela no rebordo da banheira, uma planta na cozinha. Cria um bom ambiente com sobriedade e neutralidade.

Elimina tudo o que é muito pessoal: arruma as fotografias de família, retira os desenhos das crianças do frigorífico, tira tudo de cima das bancadas da cozinha e limpa a banheira e a bancada do lavatório de todos os produtos de beleza.

Em suma, esvazia e despersonaliza o mais possível! O objetivo é que o comprador se imagine a viver em tua casa.

6 – Vender a casa vazia

Vender uma casa vazia faz com que o comprador se sinta da mesma forma: vazio. Está estudado e acreditamos profundamente que uma casa vende-se melhor se estiver bem “vestida”. Uma casa mobilada e decorada parece sempre maior e é mais acolhedora que um espaço vazio. Enquanto que uma casa vazia é avaliada por critérios mais racionais como os m2, uma casa bem decorada transmite a sensação de lar que consegue criar uma ligação emocional com o comprador.

Caso não tenha mobílias, poderá sempre optar por decorar apenas a sala e um ou dois quartos com o básico. A ideia é criar um cenário que mostre o potencial do espaço. Segundo a experiência e os estudos sobre o home staging, compensa comprar alguma mobília que depois poderá vender (por vezes o comprador até compra a casa mobilada). A regra diz que investindo 1% a 3% do valor de venda consegue-se uma valorização na ordem dos 7% a 15%.

7 – Perfumar a casa

Muitas pessoas têm a noção que uma casa com maus cheiros é uma casa que não se vende, e têm razão. A melhor coisa para estragar um bom negócio é entrar numa casa a cheirar a mofo, a gatos, a cães ou a um qualquer perfume intenso!

Lembra-te que o cheiro é das memorias mais fortes e que mais se prolongam no tempo. Se o cheiro da tua casa não agradar ao visitante dificilmente ele quererá aí viver.

E lembra-te que um mau cheiro não desaparece perfumando a casa. Se a tua casa tem problemas de odores é fundamental identificar a origem do cheiro e eliminá-lo. Pôr um perfume forte não só não resolve como pode ser ainda pior!

8 – Utilizar fotos medíocres

A primeira coisa a ter em mente é que na venda de uma casa o que conta são as imagens. Qualquer casa que esteja no mercado é “comprada” com os olhos. 

A procura de casa acontece quase exclusivamente na internet e as fotografias são a primeira, a segunda e a terceira razão de escolha. 

Por isso é fundamental investir, não só numa boa decoração e num ambiente de sonho como numa produção fotográfica que consiga transmitir o chamado “amor à primeira vista”!

Lembra-te

Quando quer vender o carro o que é que faz? Uma boa limpeza interior, lavagem de estofos, lavagem exterior, algumas reparações necessárias, para que o possa vender rapidamente e ao melhor preço, certo? Com a casa deve-se passar exactamente o mesmo.

A valorização da casa, a limpeza, reparações e arrumação, a organização do espaço, a boa circulação e iluminação e a despersonalização da decoração maximiza o potencial do espaço e consequentemente reduz consideravelmente a margem de negociação dos compradores.  Fazer o comprador apaixonar-se pelo espaço é o grande truque para obter rapidamente uma boa proposta de compra!

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista, “8 erros a evitar se queres vender a casa depressa e bem“. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/decoracao/conselhos/2017/02/10/32731-dicas-de-home-staging-8-erros-a-evitar-se-queres-vender-a-tua-casa-depressa-e-bem

8 Erros a evitar se quer vender a casa depressa e bem – Parte 1 de 2

Tem pressa em vender a sua casa e não sabe como fazê-lo? Hoje explicamos-lhe que erros não deve cometer na hora de pôr a sua casa à venda. Afinal, ensinar a aproveitar e valorizar ao máximo o potencial de cada espaço e tornar as casas mais atrativas é o nosso objetivo.

Se há seis/sete anos vivíamos uma das maiores crises imobiliárias em Portugal, hoje o mercado parece estar em alta e os consultores imobiliários até se queixam de falta de produto. No entanto, e a não ser que tenha uma pérola em mãos, vender um imóvel requer esforço e muita sabedoria!

Se procura maximizar o valor e a rapidez de venda da sua casa deve seguir algumas regras básicas e saber evitar os erros mais comuns, que podem ser fatais para o negócio.

Surpreendentemente, até os vendedores mais experientes cometem no mínimo três destes erros!

Para que os compradores valorizem ao máximo o seu espaço tem de primeiro valorizá-lo. E neste ponto surgem logo os dois primeiros grandes erros:

1 – Não contratar um profissional

Tentar vender a sua casa é o primeiro grande erro! Além de não ter a experiência e as competências de um profissional vai sempre ter uma ligação emocional com o espaço que só prejudica a venda. Os profissionais da Vidór já conhecem os argumentos dos compradores, sabem analisar o seu perfil, aprenderam a negociar preços e a valorizar as características, conhecem bem o mercado e a oferta e têm todas as respostas na ponta da língua. A verdade é que os números não mentem – os vendedores particulares demoram normalmente mais tempo a vender e vendem por um valor mais baixo que os profissionais.

2 – Pedir um valor desajustado do valor de mercado

De longe, o erro mais frequente dos vendedores! Se o preço é demasiado alto, os compradores nem olham para a casa. Se é demasiado baixo, além de perder dinheiro, o comprador também perde clientes, porque uma casa com um preço muito baixo do mercado transmite a ideia ao comprador de que a casa terá qualquer problema associado.

Determinar o preço de uma casa é uma arte e exige conhecimento e sabedoria. O preço deve ser determinado com base na oferta concorrente, mas considerando também as movimentações do mercado, a procura, a localização e o estado da casa. Lembre-se que os preços que aparecem na internet é o preço pedido e não o valor real da transação.

3 – Desprezar pequenos arranjos

Mostrar uma casa em mau estado ou que não funciona é iniciar uma relação mostrando em primeiro lugar o lado negro. Ora, se a primeira impressão for negativa dificilmente haverá lugar para o segundo encontro. Por outro lado, o comprador irá sempre desvalorizar o espaço e oferecer menos dinheiro. Sai sempre mais barato mandar arranjar as coisas que não funcionam (por exemplo: torneiras que pingam, janelas que não abrem, luzes que não acedem) que fazer o desconto pedido pelo comprador para pôr a casa em bom estado.

4 – Não arrumar nem limpar

Apresentar uma casa suja ou desarrumada afasta qualquer comprador. Além de criar uma sensação imediata de rejeição, o potencial comprador fica com a sensação que a casa é mais pequena. Por exemplo, se abrir um armário ou entrar numa divisão que esteja atulhada de coisas vai achar que a casa tem falta de espaço. O truque é precisamente o contrário, retirar a maioria das coisas de forma a que haja bastante espaço vazio. Os armários devem estar a metade da capacidade.

Quanto à limpeza, é fundamental que esteja tudo impecável, imaculável, como novo! Silicones novos, juntas limpas, armários limpos. Se apresentar a casa desta forma, o comprador vai sentir que sempre foi estimada e que está pronta a habitar.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista, “8 erros a evitar se queres vender a casa depressa e bem“. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/decoracao/conselhos/2017/02/10/32731-dicas-de-home-staging-8-erros-a-evitar-se-queres-vender-a-tua-casa-depressa-e-bem