Como cuidar do nosso jardim interior na primavera?

Desde os nutrientes à rega, passando pela exposição solar até à temperatura – todos os detalhes contam na hora de ver as nossas plantas prosperar.

Assim como mudam as estações, mudam as necessidades das plantas que habitam connosco. Desde os nutrientes à rega, passando pela exposição solar até à temperatura – todos os detalhes contam na hora de ver o nosso jardim interior prosperar na primavera. Apresentamos agora um guia com os principais cuidados a ter na época de maior crescimento das plantas, que dão vida às nossas casas. 

Dá nova casa e nutrientes às tuas plantas

Replantar as plantas na primavera, a chamada “Growing Season”, ajudará a prepará-las para o crescimento e vê-las prosperar. Replantar nem sempre significa mudar de vaso, mas renovar o substrato e seus nutrientes.

As plantas devem ser mudadas a cada 12-18 meses, quando estão reunidas algumas variáveis específicas: as raízes saem pelo furo de drenagem do vaso ou empurram a planta para fora do vaso; a velocidade de crescimento da planta é baixa; o solo está a secar muito rápido; o solo está encharcado há muito tempo. A primavera é o momento ideal para fazê-lo.

Igualmente importante é considerar a fertilização das nossas plantas. Em ambiente natural, as plantas regeneram os seus nutrientes de forma contínua. Nas nossas casas, em vasos, os seus nutrientes esgotam-se e precisamos de lhes dar uma “ajuda extra”. A utilização de fertilizante ou adubo é por isso muito importante, embora deva ser moderada.

Ajusta a rega e a humidade

À medida que o número de horas de luz e a intensidade da luz aumentam, as tuas plantas deverão consumir água mais rapidamente e, como resultado, precisarão de ser regadas mais frequentemente. Experimenta regar logo pela manhã, quando a temperatura é mais fresca e a intensidade do sol mais baixa.

O aumento da frequência de rega deverá acontecer de forma gradual e na medida do necessário. Regra geral, devemos regar as nossas plantas quando o substrato está praticamente seco. É mais importante regar profundamente (deixando toda a água escorrer pelos furos do vaso) do que frequentemente. O excesso de água leva ao apodrecimento das raízes e é uma das maiores causas de insucesso para os plant lovers.

As plantas de interior são na sua maioria tropicais. Durante esta estação, juntamos as plantas que precisam de níveis de humidade mais elevados num lugar comum e recorremos a um humidificador que ajuda a criar o seu ambiente natural. Existem outros truques para aumento dos níveis de humidade, embora este seja o mais eficaz.

Revisita o seu lugar ao sol e a temperatura

Até agora, nos meses mais frios, a luz incidente do sol era mais fraca. Na primavera, é importante revisitar onde colocar as nossas plantas. A maioria não é adequada a luz forte e direta, uma vez que esta luz queima as suas folhas.

Não tens a certeza se a luz é demasiado forte? Um truque simples é colocares a tua mão no lugar ao sol durante alguns segundos. Se estiver muito quente para ti, estará também para as tuas plantas.

Nesta altura, gostamos de abrirmos as janelas do atelier para deixar entrar o ar primaveril. Contudo, é importante lembrar que as plantas de interior preferem temperaturas acima dos 18º e ressentem-se com correntes de ar frio.

Apara, poda e limpa as tuas plantas

Corta as folhas mortas pelo caule e limpa frequentemente todas as folhas para que possam desfrutar da luz mais forte da primavera.

Como ritual de primavera, chegamos mesmo a levar algumas das nossas plantas a desfrutar de um duche ocasional. Depois, é importante que as suas folhas sequem bem para não deixar acumular água.

As plantas adoram a primavera e é neste período que vais notá-las ainda mais bonitas. Aproveita para viver o seu crescimento de forma presente e desenvolver uma rotina diária de cuidado através delas.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista. “Como cuidar do nosso jardim interior na primavera?” Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/decoracao/conselhos/2021/04/07/46850-como-cuidar-do-nosso-jardim-interior-na-primavera

Relva natural vs. artificial: vantagens e desvantagens de cada uma.

Todos nós gostamos de ter um jardim bem cuidado, onde podemos passar bons momentos a relaxar e a desfrutar da natureza. Se procura criar um relvado no seu jardim, mas não sabe qual a melhor opção para a sua casa, deixamos-lhe aqui algumas vantagens e desvantagens das opções de relva natural e das opções de relva sintética.

A opção mais em conta para se ter um relvado ainda é a de semear a relva e esperar que ela cresça, o que geralmente demora no mínimo seis semanas.

Vantagens: 

• Tem um menor custo quando comparado às outras opções; 

• Poderá criar uma mistura de relva mais adequada ao local onde vai semear; 

• A relva natural vai ajudar a arrefecer o seu jardim durante o verão.

Desvantagens: 

• Pode ser necessário voltar a semear certas áreas do seu relvado até ter tudo totalmente coberto; 

• Demora bastante tempo até estar pronta a ser usada; 

• Precisa de rega frequente, especialmente enquanto a relva não nasce; 

• Precisa de manutenção frequente para se manter em excelentes condições; 

• Não elimina as ervas daninhas no jardim; 

• O terreno precisa de ser preparado para maiores hipóteses de sucesso; 

• Pode secar ou perder o viço consoante a estação e o cuidado.

Relva natural em tapete

A relva em tapete nada mais é que relva natural que já se encontra desenvolvida o suficiente para ser implantada num jardim, diminuindo o tempo até ter um relvado bonito.

Vantagens: 

• A sua aplicação é rápida, pelo que em cerca de um dia terá um relvado no jardim; 

• A instalação dos tapetes permite um resultado uniforme; 

• Após a instalação, a relva tem um crescimento e implantação rápida; 

• Elimina grande parte dos infestantes no jardim; 

• Tem uma maior taxa de sucesso, quando comparado à sementeira.

Desvantagens: 

• Necessita de manutenção e rega frequentes; 

• Terá menos variedade de misturas de sementes para se adaptar ao clima em que vive; 

• Tem um custo mais elevado que o método de sementeira; 

• Requer preparação do terreno, para garantir que a relva fica uniforme; 

• Pode secar ou perder a aparência viçosa ao longo do ano.

Relva artificial

Atualmente, cada vez mais pessoas estão a optar por colocar relva artificial nos seus jardins, uma vez que existem já modelos bastante realistas no mercado.

Vantagens: 

• Não tem gastos em manutenção, pelo que poupará água e não precisará de ferramentas como o corta-relva; 

• É mais económica a longo prazo que um tapete de relva natural; 

• É muito resistente ao clima, seja ele frio ou quente; 

• É muito fácil de instalar; tem uma elevada durabilidade; 

• Mantém-se sempre com boa aparência, não importa qual é a estação.

Desvantagens: 

• A relva artificial aquece ligeiramente o ambiente em que se encontra, ao contrário das relvas naturais; 

• Se não for bem instalada, fica com uma aparência pouco atrativa; 

• Requer um terreno bem preparado, livre de pedras e afins; 

• É a de mais cara aplicação dos três tipos, representando um investimento inicial maior.

Qual escolher?

A escolha irá depender dos seus gostos e do tipo de projeto que tem em mente. Geralmente, a relva natural é usada em jardins maiores, sendo que a artificial apenas é usada em apontamentos. Mas a verdade é que essa tendência tem estado a mudar. Em caso de dúvida, o melhor é sempre consultar um profissional qualificado, que saberá explicar-lhe quais são as suas opções e o que é que se adequa melhor à área que tem a cobrir e ao clima em que se encontra, para melhores hipóteses de ter sucesso e conseguir um relvado de sonho no seu jardim.

Este conteúdo é uma reprodução do Habitissimo. “Relva natural vs. artificial: vantagens e desvantagens de cada uma.” Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/relva-natural-vs-artificial-vantagens-e-desvantagens-de-cada-uma

Consultorias e projetos para o lar que pode fazer à distância.

Com todas as tecnologias existentes atualmente, torna-se cada vez mais comum o trabalho remoto, em que o profissional trabalha a partir da sua casa, não precisando de se deslocar para junto do cliente. Este tipo de trabalho é efetuado por alguns jornalistas, escritores, consultores e até contabilistas. Mas sabia que também é possível iniciar alguns trabalhos relacionados com o setor da construção e renovações de forma totalmente remota (ou mesmo completá-los totalmente remotamente)? Veja aqui quais as nossas ideias:

Trabalhos de Arquitetura

Já é possível contactar um arquiteto de forma telemática (ou seja, recorrendo a novas tecnologias como o telefone ou o e-mail), sendo que este pode realizar o serviço contratado de forma totalmente remota. Caso precise da planta de uma casa, de um estudo de gestão de resíduos da construção ou de qualquer outra coisa, poderá marcar uma reunião virtual com o arquiteto da sua escolha, que começará a trabalhar no seu projeto e marcará uma nova reunião virtual assim que o serviço estiver pronto, para que possam discutir alterações ou limar algumas arestas.

Decoração de interiores

O início de um projeto de decoração de interiores pode também ser realizado de forma remota, realizando-se o trabalho quando o cliente estiver satisfeito com os esboços apresentados pelo designer. Estes contactos iniciais podem ser feitos através de reuniões virtuais, evitando assim deslocações desnecessárias. Existem também empresas totalmente virtuais, geralmente a um preço mais reduzido, que lhe apresentam o seu projeto e uma lista dos locais onde pode adquirir os itens nele apresentados, devendo ser você a comprar tudo e a colocá-lo no seu lar de acordo com o plano que lhe foi dado.

Trabalhos de engenharia

Muitos trabalhos de engenharia relacionada à construção podem ser feitos de forma total ou parcialmente remota, especialmente se o serviço em si se tratar da realização de um projeto, como o de drenagem de esgotos ou de abastecimento de água. Um bom engenheiro saberá tirar as suas dúvidas e criar um projeto que vá de acordo aos trâmites legais exigidos da construção, podendo marcar reuniões virtuais consigo para discutir alguns pormenores e ajustar alguns pontos do plano antes de o poder submeter para aprovação camarária ou das demais autoridades competentes.

Serviços de jardinagem

Um jardineiro, por muito bom que seja, não pode tratar das suas plantas de forma remota, mas conseguirá criar um projeto de jardim dessa forma! Assim, quer se trate de uma empresa de jardinagem ou de um arquiteto paisagista, a conceção do jardim e das melhores espécies para serem colocadas nele podem ser feitas de forma remota, com algumas reuniões virtuais para se discutirem alguns pontos e para obter a aprovação do cliente. Assim que o projeto for aprovado, o profissional terá de deixar de trabalhar de forma remota e transformar o projeto que criou em realidade.

Domótica e automatismos

As casas estão cada vez mais modernas e torna-se muito comum a instalação de algum tipo de automatismo nestas. Quer queira ter aquecedores controlados remotamente a partir do telemóvel ou persianas que se fecham e abrem a determinadas horas, é possível contratar um profissional e começar os trabalhos de forma remota. Um bom profissional fará um projeto, em conjunto consigo, que lhe permita perceber quais as melhores soluções para o seu espaço e como elas vão ser implementadas, e isto é algo que pode ser feito de forma completamente remota, sendo depois o trabalho em si feito de forma presencial.

Segurança contra incêndios

Antes de se realizar a instalação dos sistemas de segurança contra incêndios, seja qual for o local, é necessário realizar um plano de segurança, onde estão descriminados os locais onde estão os equipamentos de segurança e qual a rota de fuga a ser seguida em caso de incêndio. No caso de já ter equipamentos e não ter um plano de segurança em marcha, saiba que este é obrigatório, pelo que terá de contratar um profissional para o fazer. Este serviço pode ser realizado remotamente, desde que o profissional tenha acesso a dados como a planta do edifício para o qual realiza o projeto.

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo. “Consultorias e projetos para o lar que pode fazer à distância.” Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/consultorias-e-projetos-para-o-lar-que-pode-fazer-a-distancia

Como saber se a sua casa precisa de uma pintura?

De um modo geral, costuma ser recomendado que renove a pintura da sua casa a cada 3 ou 4 anos. No entanto, existem certos fatores, como o clima, os hábitos da família e o uso dado às paredes que podem deteriorar ainda mais a pintura da sua casa. Por isso, deixamos-lhe aqui algumas dicas para saber se já é necessário renovar a pintura da sua casa ou se esse processo pode ser adiado.

Preste atenção aos seus hábitos

Os integrantes da casa e os seus hábitos são determinantes para que a pintura dure mais ou menos tempo. Por exemplo, se há fumadores em casa, existe a possibilidade de a tinta se estragar mais facilmente. O fumo do tabaco faz com que as paredes se sujem mais rapidamente, já que a nicotina gera manchas nas paredes e nos tetos.

Por outro lado, se tem crianças pequenas ou animais de estimação, é normal que se criem mais manchas e sujidade, até porque algumas crianças gostam de pintar as paredes. Nestes casos, aposte numa tinta lavável, que serve para atenuar muitos destes problemas. Se, no entanto, as manchas forem muito grandes, o melhor mesmo é pintar.

Pó e arranhões na parede

O pó adere com facilidade às paredes e tetos. É claro que estes podem (e devem) ser lavados, mas se vivermos num local em que a poeira esteja muito presente, é natural que a tinta se vá desgastando aos poucos e perca a sua cor original. Para além disso, ao mover móveis podemos fazer arranhões na parede, que são difíceis de lidar. Por último, nas zonas onde existem móveis, poderemos também notar que, ao retirar o mobiliário, a tinta apresenta uma tonalidade diferente. Por isso, nestes três casos, uma boa solução será uma renovação da pintura.

Considere os fatores ambientais

O sol pode afetar o interior da nossa casa. Apesar de todos nós gostarmos de casas luminosas, nos locais onde o sol incide mais é provável que a tinta se desgaste mais rapidamente. De novo, para ver este efeito apenas temos de retirar móveis para ver as diferenças de tonalidade e os danos causados pelo sol.

A humidade também pode ser um problema a ter em conta. É importante que se estude o porquê de essa humidade aparecer para resolver a causa, que pode ser desde infiltrações externas de água ou um cano a verter. Assim, a presença de um profissional para averiguar o problema é muito recomendada. Depois de resolvido o problema, poderá então pintar a divisão. Lembre-se que, nos locais com mais humidade, como a cozinha ou casa de banho, o ideal é apostar em tintas próprias e mais resistentes!

Avalie o exterior da casa

Ainda que o interior da residência seja mais importante, também é necessário dar uma nova pintura no exterior da casa de vez em quando. Se, no entanto, reparar que houve uma mudança de cor no exterior da casa, ou se nessas paredes podemos notar a libertação de pó branco, pode ter a certeza de que algo está errado.

Existem muitas razões para isto acontecer. Pode ser que a tinta utilizada na fachada não seja tinta apta ao exterior, que deve ser mais resistente ao clima e suas mudanças. Se pintou há pouco tempo e já nota estes problemas, pode dever-se a uma tinta de baixa qualidade ou a uma tinta que já estava aberta e cujo prazo de validade já tenha expirado.

Por que razão preciso de pintar a casa ao fim de um tempo?

Seja a cada 3 ou 4 anos ou na altura em que mais achar oportuna, a pintura da casa é sempre uma boa ideia. Para começar, consegue melhorar o aspeto estético do seu lar. Também é uma forma de mudar a decoração e o estilo da casa sem ter de gastar muito, trazendo novas cores para o interior da residência. Para além disso, existem diversos tipos de tinta no mercado adequados às diferentes necessidades da família, como tintas laváveis ou tintas antibacterianas para quem tem crianças pequenas ou animais de estimação.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista. “Como saber se a sua casa precisa de uma pintura?” Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/como-saber-se-a-sua-casa-precisa-de-uma-pintura

Defeitos nas obras em casa? Como se deve atuar?

Explicamos com fundamento jurídico como proceder no âmbito de um contrato de empreitada, recordando responsabilidades de empreiteiros e donos das obras.

A construção de uma casa ou a realização de obras num imóvel pode ser um processo desafiante, complexo e, por vezes, frustrante quando a execução dos trabalhos não decorre conforme o previsto. Tanto os proprietários, como os empreiteiros, deverão estar conscientes das suas responsabilidades e sobre como agir caso sejam encontrados defeitos na obra, por forma a que esta seja concluída com sucesso e nos termos acordados.

O contrato de empreitada é uma modalidade do contrato de prestação de serviço pelo qual uma das partes se obriga em relação à outra a realizar certa obra mediante um preço. Embora não existam requisitos especiais de forma, à semelhança do que acontece na maioria dos contratos de elevado valor económico, é fortemente aconselhável a celebração de um acordo por escrito no qual sejam acordados os elementos essenciais, tais como o objeto dos trabalhos, os materiais a serem utilizados, os prazos, preço, inspeções e vistorias a realizar, etc…

A lei estabelece que o empreiteiro deverá executar a obra em conformidade com o que foi convencionado, podendo o dono da obra fiscalizar, à sua custa, a execução dos trabalhos, desde que não perturbe o andamento da empreitada.

Cabe ainda ao dono da obra verificar, antes de aceitar a obra, se ela se encontra nas condições convencionadas e sem vícios, ou seja, se o empreiteiro cumpriu integralmente o acordado. Contudo, importa ter em conta que caso a empreitada tenha por objeto a construção, modificação ou reparação de edifícios ou outros imóveis destinados por sua natureza a longa duração, que perante os defeitos no imóvel que se manifestem no prazo de cinco anos, o dono da obra deve denunciar ao empreiteiro as anomalias no prazo de um ano, a contar da data em que as tenha detetado.

Quando se considera que existiu um cumprimento defeituoso da obrigação por parte do empreiteiro?

Considera-se que há cumprimento defeituoso quando a prestação efetuada apresenta vícios, defeitos ou irregularidades, causadoras de danos ou que desvalorizam, impedem ou dificultam o fim a que a prestação se destina. Nestes casos, caberá ao empreiteiro ilidir a presunção de que cumprimento defeituoso, gerador de responsabilidade civil e da obrigação de indemnizar, procede de culpa sua.

Concluindo-se então que houve um comprimento defeituoso por parte do empreiteiro, o dono da obra dispõe deverá:

• Em primeiro lugar, o dono da obra deve exigir que o defeito seja eliminado pelo próprio empreiteiro se este puder ser suprimido;

• Apenas quando os defeitos não puderem ser eliminados poderá o dono da obra exigir por parte empreiteiro a realização de uma nova obra;

•Por fim, na hipótese de não serem eliminados os defeitos ou construída de novo a obra, dono da obra terá o direito de exigir a redução do preço ou, em alternativa, a resolução do contrato.

Relativamente à forma como o dono da obra poderá fazer valer os seus direitos, recorrer à via judicial continua a ser inevitável na maioria dos casos – obtendo a condenação do empreiteiro na eliminação dos defeitos, o dono da obra poderá, em caso de incumprimento da sentença, requerer, em subsequente execução, o cumprimento da obrigação por terceiro à custa do empreiteiro.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista. “Defeitos nas obras em casa? Como se deve atuar?” Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/construcao/2021/03/26/46740-defeitos-nas-obras-em-casa-como-se-deve-atuar

Qual o melhor pavimento para a cozinha?

Escolher o melhor pavimento para a cozinha é de uma grande responsabilidade. Afinal, esta não só é uma das divisões mais usadas da casa, como também uma das que mais facilmente se suja. Além da funcionalidade, convenhamos, é também importante o fator estético. 

Seguidamente, apresentamos-lhe algumas das melhores opções de pavimentos para a cozinha, indicando-lhe as principais vantagens e desvantagens de cada material, assim como os respetivos preços.

1. Tijoleira ou mosaico na cozinha

Começamos, então, pelo tipo de pavimento de cozinha mais comum: a tijoleira ou mosaico.

Além de muito resistentes e com uma longa vida, as cozinhas de tijoleira são muito fáceis de limpar.

Além disso, atualmente, tem ao seu dispor um sem fim de revestimentos e cores, sendo fácil encontrar algo que se adapte bem ao estilo e decoração da sua cozinha. Inclusive pode brincar, misturando diferentes mosaicos e criando padrões diversos para dar mais vida ao chão da cozinha. Esta variedade traduz-se também em preços muitos díspares. E, claro, por norma, quanto mais barata, mais frágil. Ou seja, corre o risco de se quebrar com mais facilidade.

Se optar por uma cozinha de mosaico ou tijoleira, deixamos-lhe duas dicas:

Opte por materiais antiderrapantes e, a pensar no futuro, compre sempre a mais, caso precise de fazer alguma substituição. Assim não corre o risco de ficar sem material, caso este seja descontinuado 

Preços da tijoleira na cozinha:

Como já referimos, os preços podem variar muito em função do material escolhido, mas conte com cerca de 9€ por m2.

2. Chão de PVC na cozinha

Sobretudo nas obras mais recentes, cozinhas de PVC são cada vez mais usadas. Inicialmente o PVC era usado sobretudo em cozinhas de espaços públicos, pois este é um material muito barato e fácil de instalar. Além disso, é bastante durável e fácil de manter, assegurando que um espaço se encontra limpo com facilidade.

Outra vantagem do PVC é o facto de funcionar como isolador acústico, sendo perfeito para cozinhas de prédios – os seus vizinhos de baixo vão certamente agradecer.

Preços do PVC na cozinha:

Quanto ao preço, este ronda os 13€ por placa de PVC – falamos de pavimento vinílico retro.

3. Chão da cozinha de linóleo 

Desta lista de pavimentos para cozinha, o linóleo é possivelmente o revestimento mais natural. Inventado nos anos 60, resulta da mistura de óleo de linhaça, goma, resina com cortiça moída. Além de um pavimento bonito, um chão de linóleo é antiderrapante e também muito fácil de limpar. 

Por ser muito higiénico, tem ainda outra vantagem: é ideal para quem tem alergias, pois limpa-se muito bem.

Preços do linóleo na cozinha:

Os preços podem variar bastante e o melhor será sempre consultar um profissional. Assegure-se que contrata mão de obra especializada, caso contrário corre o risco de o linóleo apodrecer.

4. Cozinhas com chão de madeira

Pavimentos de madeira na cozinha são outra opção popular, sobretudo em casas mais antigas que querem manter um aspeto rústico ou preservar os seus traços naturais. 

Existem no mercado vários tipos de madeira e, se for esta a sua opção, assegure-se que escolha uma resistente à humidade e que seja fácil de higienizar. Nesse sentido, tenha em conta que um chão de madeira na cozinha requer um trabalho de limpeza e de manutenção constante, sendo comuns os trabalhos de afagar, polir e envernizar a madeira.

Aliás, para o preservar melhor, aconselhamos-lhe a impermeabilizar a superfície. Outros cuidados que pode considerar são colocar antiderrapantes nas pernas das caieiras e das mesas, para evitar os riscos no chão de madeira.

Preços da madeira na cozinha:

Dependendo do tipo de madeira que escolher, os preços podem variar. Para o chão da cozinha, recomendamos-lhe usar, por exemplo, madeira maciça carvalho, cujo preço ronda os 69€ por m2.

5. Pavimento de pedra na cozinha

Tal como a madeira, também uma cozinha de pedra tem sempre um aspeto mais charmoso. E a verdade é que, no que toca a durabilidade e conservação, nada supera a pedra natural. Desde a água/humidade, gordura, solventes ou restos de comida, não há nada que a pedra não consiga resistir. 

Se for esta a sua preferência, saiba que pode optar por vários tipos de pedra, aproveitando as suas características naturais para dar mais ambiente à sua cozinha. Do granito ao mármore, existem várias opções à sua escolha. Recorde-se de se informar sobre as características de cada material para que posteriormente possa atuar em conformidade na hora de o limpar, mas também para uma manutenção mais cuidadosa.

Preços da pedra natural na cozinha:

Neste caso, o preço varia muito em função do tipo de pedra e também do tamanho de cada bloco. Será melhor consultar os preços junto de um fornecedor. Mas para que tenha uma ideia, um pavimento de mármore para uma cozinha de 50 m2, pode rondar os 2500€.

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo. “Qual o melhor pavimento para a cozinha?” A geração que está a chegar e vai mudar o mercado”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/qual-o-melhor-pavimento-para-a-cozinha

Como será a casa dos “centennials”? A geração que está a chegar e vai mudar o mercado.

As preferências e gostos da Geração Z vão influenciar a procura da primeira casa e ser igualmente determinantes na oferta.

A pandemia e o confinamento da população deram impulso ao aparecimento de novas tendências no setor residencial. Numerosos estudos, realizados no último ano, referem como o terraço ou varanda, na falta de um espaço exterior, se tornaram num requisito fundamental na procura de uma nova habitação. Além disso, as áreas periféricas ganharam destaque em relação ao centro das cidades devido ao “boom” do teletrabalho, que agora também é determinante na procura de casa.

O efeito da Covid nas preferências dos portugueses não demorou a manifestar-se. No ano passado, recorde-se, as principais redes imobiliárias do país analisaram os comportamentos desde o rebentar da pandemia procurando avaliar as novas tendências de mercado e de que forma a procura de casa – mais orientada para espaços maiores, interiores e exteriores – estava a ter efeitos nos preços e negócios. Os compradores renderam-se à procura de casas com jardins e terraços, e piscina claro. O aumento do interesse em áreas periféricas também se evidenciou.

Num cenário de médio prazo, e depois dos millennials que estão agora a marcar posição, nomeadamente como compradores de casas de luxo, irão chegar ao mercado os “centennials”, também conhecidos como a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010), e as suas preferências vão influenciar a procura da primeira casa. Em muitos casos, coincidem com as novas tendências, mas a verdade é que os “centennials” têm outros gostos que irão determinar a oferta futura.

Leticia Pérez Márquez, diretora da Darya Homes, apresenta alguns pontos-chave que diferenciam esta geração das anteriores na escolha de uma casa:

• As redes e as plataformas (como o idealista) são a sua ferramenta de pesquisa preferida. Menos cartazes nas ruas e mais portais e sites;

• A localização é essencial: procuram espaços com oferta cultural, gastronómica, comercial. Procuram bairros onde se sintam integrados e que ofereçam uma oferta e serviços diversificados.

• Os “centennials” estão tão interessados ​​na vizinhança como na casa. Irão querer conhecer bem a zona a fundo, os serviços que ela oferece e preocupam-se muito com o significado e a vida em comunidade;

• Valorizam muito os espaços de coworking, especialmente após a pandemia: espaços onde é possível trabalhar e fazer reuniões fora de casa – mas sem ter de deslocar-se muito – tornaram-se uma opção muito valorizada;

• A maneira de se deslocaram também está a mudar: as áreas com estacionamento de bicicletas serão muito procuradas;

• Olham para primeira casa como um investimento, portanto não descartam a opção de comprar para dividir a casa durante vários anos. Em muitos casos, a idade da primeira aquisição é menor do que a da Geração Y (“millennials”), a geração anterior.

• Não querem que a primeira casa seja a definitiva, mas que possa ter valor no futuro.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “Como será a casa dos “centennials”? A geração que está a chegar e vai mudar o mercado”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/03/17/46627-como-sera-a-casa-dos-centennials-a-geracao-que-esta-a-chegar-e-vai-mudar-o-mercado

Calcular o custo da reconstrução de imóveis à distância de um clique: há um simulador e é gratuito!

O simulador permite calcular o valor que custaria erguer de raiz, depois de totalmente destruído, um imóvel ou fração com um padrão equivalente.

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) disponibilizou a partir desta segunda-feira (15 de março de 2021) um simulador para o cálculo de custo de reconstrução de imóveis. O SCRIM, uma ferramenta acessível de forma digital e gratuita, “tem como objetivo apoiar os tomadores de seguro na determinação do capital a segurar nas apólices de seguros de Incêndio e Elementos da Natureza e de Multirriscos de habitação, e que corresponde ao custo de reconstrução de imóveis”, refere a associação, em comunicado.

Tendo por base informações introduzidas pelo utilizador – correspondentes à área, qualidade, localização, arquitetura e outros elementos caracterizadores do imóvel – é calculado no momento um valor de referência do custo de reconstrução da habitação, ou seja, o valor que custaria erguer de raiz, depois de totalmente destruído, um imóvel ou fração com um padrão equivalente, explica a APS, adiantando que o valor obtido poderá e deverá ser sempre objeto de ajustamento por parte do tomador do seguro no caso da fração ou imóvel apresentar características específicas face a uma habitação padrão equivalente.

“É uma ferramenta transparente e de fácil utilização, concebida para ajudar o tomador do seguro a realizar, a partir de um nível de informação relativamente simples, a projeção do valor de reconstrução do imóvel, isto é, o valor do capital seguro”, lê-se no documento. A APS lembra ainda que os resultados obtidos através do simulador “são meramente indicativos”, pelo que os “tomadores não estão obrigados a aceitá-los, cabendo-lhes sempre a responsabilidade de indicar o valor, em concreto, pelo qual pretendem segurar o seu imóvel”. 

De referir, ainda, que o simulador foi desenvolvido com base numa fundamentação metodológica produzida de forma totalmente independente pela FUNDEC, Associação para a Formação e o Desenvolvimento em Engenharia Civil e Arquitetura, ligada ao Instituto Superior Técnico. 

“Uma necessidade há muito identificada”

De acordo com José Galamba de Oliveira, presidente da APS, “a disponibilização deste simulador vem responder a uma preocupação partilhada também pelo setor segurador, na medida em que o fim da publicação anual das Portarias com o valor de construção para o cálculo da renda condicionada, as quais serviam de referência, ainda que não vinculativa, para o cálculo do capital a segurar nas apólices de seguros de Incêndio e Elementos da Natureza e de Multirriscos de habitação, tornou premente a criação de um instrumento que servisse de referência para o referido cálculo”.

“O simulador do custo de reconstrução de imóveis permite apoiar o tomador de seguro na definição do valor a segurar, colmatando uma necessidade há muito identificada dos consumidores de seguros. O montante do capital a segurar, no contexto de um seguro de imóvel, deverá ser alvo de particular atenção, na medida em que um valor desfasado do valor de reconstrução, poderá resultar numa indemnização insuficiente para a recuperação do imóvel”, afirma José Galamba de Oliveira, citado na nota.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “Calcular o custo da reconstrução de imóveis à distância de um clique: há um simulador e é gratuito”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/03/15/46612-calcular-o-custo-da-reconstrucao-de-imoveis-a-distancia-de-um-clique-ha-um-simulador

Obras em terraços e varandas de prédios para ganhar mais espaço – como proceder?

Ganhar em casa novas zonas de lazer ou trabalho tornou-se prioritário na pandemia, mas estas reformas precisam do acordo do condomínio e talvez de licença.

A pandemia reforçou a necessidade de ter mais espaço em casa, seja interior ou exterior. E neste sentido, fechar uma varanda para ganhar uma zona de escritório ou, pelo contrário, aproveitar um terraço do prédio podem ser soluções interessantes. Mas para avançar com este tipo de obras ou novos usos num edifício é preciso o acordo do condomínio e, por vezes, licença camarária. Explicamos o que está em causa, com fundamento jurídico. 

Um apartamento pode ter apenas um proprietário, mas o prédio em que este se insere pertence à pluralidade de condóminos que o habitam e partilham entre si os deveres e responsabilidades relativos aos espaços comuns. Assim, a fachada do prédio é um assunto que diz respeito a todos os condóminos e questões como “Posso fechar a marquise da varanda sem uma autorização?” ou “Um aparelho de ar condicionado pode ser colocado na fachada do prédio?” devem ser abordadas com cautela sob pena de serem infringidos os direitos dos demais condóminos.

Cada condómino tem, com a propriedade exclusiva da sua fração autónoma, um direito de compropriedade, necessário e permanente, sobre as partes comuns do edifício. Ou seja, todos os condóminos são simultaneamente titulares do direito de propriedade sobre as partes comuns – tais como telhados, terraços de cobertura, escadas, telhados, elevadores, instalações gerais de água, eletricidade, aquecimento, ar condicionado, gás, fachada do prédio, etc…

Constituem igualmente partes comuns do prédio os alicerces, colunas, pilares, paredes mestras e todas as partes restantes que constituem a estrutura do prédio, prevendo expressamente a lei que se encontra especialmente vedada aos condóminos a prática de atos que possam prejudicar, quer com obras novas, quer por falta de reparação, a segurança, a linha arquitetónica ou o arranjo estético do edifício.

A jurisprudência tem entendido que a linha arquitetónica se reporta ao “conjunto dos elementos estruturais de construção que, integrados em unidade sistemática, lhe conferem a sua individualidade própria e específica” e o arranjo estético do edifício “ao conjunto de características visuais que conferem unidade sistemática ao conjunto”.

As obras que modifiquem a linha arquitetónica ou o arranjo estético do edifício apenas poderão ser realizadas se para tal for obtida prévia autorização da assembleia de condóminos, aprovada por maioria representativa de dois terços do valor total do prédio. Assim, se as alterações que o condómino pretende efetuar não tiverem sido autorizadas, forem visíveis do exterior do prédio e estas modificações alterarem as características visuais do edifício, o condomínio poderá instaurar uma ação judicial com vista à demolição das obras efetuadas.

Numa decisão do tribunal da relação de Lisboa foi decidido que a construção de uma pérgola no terraço do prédio, quando todas as restantes frações desse piso foram fechadas com marquises, alterava o estilo próprio do edifício, destoando da sua traça geral, tendo o tribunal confirmado a decisão tomada na primeira instância de demolição de toda edificação.

Por fim, importa ainda salientar que as obras de urbanização e de reconstrução em que não haja preservação da fachada exigem uma licença camarária, pelo que se a construção de uma marquise modificar a fachada do prédio, esta obra carecerá de licença. Apenas se encontram dispensadas da obtenção de uma licença as obras de reconstrução em que haja a preservação da fechada, estando, contudo, estas obras sujeitas a um dever de comunicação prévia à Câmara Municipal onde se localiza o imóvel.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “Obras em terraços e varandas de prédios para ganhar mais espaço – como proceder?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/03/08/46516-obras-em-terracos-e-varandas-de-predios-para-ganhar-mais-espaco-como-proceder

Os 27 fatores que dão ou tiram valor na avaliação de uma casa.

Perito avaliador identificou e analisou mais de vinte características com base na localização, tipo de imóvel, antiguidade e espaço interior.

Na opinião de muitos proprietários, a sua casa é única, ainda mais quando decidem colocá-la à venda. Essa paixão, quase obsessão, pela própria casa, pode ser um perigo quando se trata de valorizá-la, já que levá-la ao mercado por um sobre preço pode significar um atraso de meses – senão anos – até encontrar comprador. A solução para vender a casa mais depressa (e bem) é ter a opinião de um avaliador profissional e entender que existem fatores que acrescentam ou retiram valor na hora de avaliar um imóvel. 

De calculadora na mão, César Escobar, codiretor de Controlo de Avaliação da Tinsa, explica que a existência ou não de elevador pode modificar em até 30% o preço da casa, a altura também pode somar entre 3.000 e 6.000 euros por andar, e ter terraço, até 25%. De ressalvar que afirmações, como todas as que se fazem artigo, podem ser variáveis, já que cada venda é única.

No entanto, os avaliadores profissionais sabem diferenciar entre o valor da casa e a opinião do proprietário e do comprador. Também sabem que o mercado pressupõe normas e tendências não escritas válidas que apreciam ou depreciam, em muitos casos, entre 5% e 15% do valor total.

Com o objetivo de valorizar a casa de forma mais realista, este perito avaliador identificou e analisou até 27 características com base na sua localização, tipo de imóvel, antiguidade e espaço interior.

Sobre a localização da casa

Fatores que dão valor:

Transportes públicos. É um dos fatores que mais impactam o preço do imóvel e que terá grande peso no futuro. “Tudo parece indicar que as condições de acesso ao transporte privado para o centro da cidade vão ser mais restritivas, por isso procuram-se situações que permitam uma circulação confortável nos transportes públicos”, comenta Escobar.

Centro da cidade. A habitação no centro da cidade acarreta sempre um custo adicional, pois garante a proximidade de um maior número e variedade de serviços.

Zonas verdes próximas. Ter um parque num raio de 10 ou 15 minutos a pé é considerado positivo para a grande maioria dos compradores, de qualquer perfil.

Rua principal. As casas na rua ou ruas principais são sempre valorizadas acima das localizadas nas secundárias. Neste caso, as exceções são aquelas que são afetadas por elevado tráfego ou ruído.

Proximidade de infraestruturas e serviços. Entre os fatores que fazem aumentar o valor, destaca-se também a proximidade das zonas de serviços, sendo as escolas, hospitais, zonas comerciais e desportivas os mais valorizados.

Fatores que retiram valor:

Excesso de tráfego ou comércio. “O mais comum é que o comprador procure tranquilidade, o que quer dizer que o excesso de tráfego de veículos ou pedestres, por se tratar de uma área comercial, pode afetar negativamente a avaliação”, esclarece o especialista.

Falta de coerência socioeconómica. Talvez a mais subtil das condicionantes desta secção. “A falta de coerência socioeconómica não favorece as vendas, principalmente quando está acima do standard social do bairro. Pelo contrário, uma casa mais modesta localizada num bairro socialmente mais ambicioso, pode ser favorecida”, destaca Escobar.

Sobre a qualidade da construção e a idade

Fatores que dão valor:

Qualidade de construção. A opinião de Escobar não deixa dúvidas: “Quanto melhor for a qualidade do edifício e dos seus acabamentos na fachada e áreas como porta, elevador ou escada, mais valor terá.”

Garagem. É um fator que geralmente acrescenta valor, especialmente onde é mais difícil estacionar na rua. A melhor forma de avaliar é saber o preço de uma casa na zona.

Inspeção Técnica de Edifícios. Dependendo se é positiva ou negativa, o potencial comprador sabe o que é que lhe espera. E tendo em conta as deficiências apontadas no relatório, pode estimar-se o impacto no valor da casa.

Serviços comunitários. Um prédio que oferece serviços comunitários acima da média é sobrevalorizado. Por exemplo, uma comunidade com piscina no centro da cidade pode aumentar o preço entre 5% e 15%.

Edifícios com proteção especial. Normalmente é uma amostra de exclusividade e uma qualidade acima da média devido à sua arquitetura, antiguidade ou história, por isso pesa favoravelmente.

Certificação energética. Do ponto de vista da avaliação profissional, quanto maior a classificação, maior o valor.

Fatores que retiram valor:

Antiguidade. A regra diz que quanto maior a antiguidade, menor o valor. Mas claro que há exceções, nomeadamente quando o estado de conservação é bom.

Elevador. A sua falta é um dos fatores que mais pode desvalorizar o preço de um edifício, em percentagens tão significativas como 30% para os edifícios sem elevador.

Taxas comunitárias. “Num local com alto poder aquisitivo não é muito relevante”, esclarece Escobar, “mas nos demais segmentos imobiliários, quanto menos despesas fixas, melhor”.

Défice de serviços. Exemplo de uma casa cuja comunidade de proprietários oferece serviços abaixo da média dos oferecidos no seu bairro. Quer isto dizer que, num ambiente de urbanização, a casa localizada numa comunidade sem serviços desportivos vê o seu valor cair.

Comércio. Os imóveis localizados em zonas/áreas comerciais também podem influenciar o preço: o comprador rejeita negócios relacionados com ruído, movimentação de pessoas ou animação noturna.

Sobre o interior da casa

Fatores que dão valor:

Zona exterior. O normal é que uma casa com exterior seja sempre mais cara. Mas tudo depende de outros fatores: se se trata de uma rua com tráfego ou ruído excessivo ou quando a habitação interior está voltada para pátios de blocos amplos e claros. O interior com vista para um pátio, tem sempre desconto.

Qualidade dos acabamentos. Os avaliadores têm em conta um comprador médio e condições medianas. “Mesmo que alguém tenha colocado algumas torneiras de ouro ou que o design do interior seja realmente surpreendente, não vamos somente levar isso em consideração porque nem todos os compradores vão apreciar isso como uma melhoria.”

Casas mais pequenas. Algo que é importante lembrar é que comparar o valor do metro quadrado na zona pode ser um equívoco, desde que não sejam casas semelhantes. Por exemplo, o preço será sempre mais elevado num apartamento de 60 m2 do que 120 m2.

Varanda ou terraço. “Com a pandemia, existe uma verdadeira obsessão por casas com terraço”, destaca o especialista. “Quando a sua superfície é maior que 15 m2 pode agregar entre 20% e 25%”.

Terraço no sótão. Um tesouro imobiliário atualmente.

Fatores que retiram valor:

Planta. Muito importante: “Na construção nova, o preço de um mesmo apartamento sobe entre 3.000 e 6.000 euros por piso”. Desde a Tinsa explica-se que os mezaninos e primeiros andares estão sempre abaixo do restante do edifício, e as caves e semi-caves apresentam grandes problemas de comercialização.

Conservação. Uma reforma standard de uma casa de 90 metros quadrados (m2) pode custar cerca de 60.000 euros. Após entre 10 e 15 anos é considerado amortizado pelo avaliador, a menos que ofereça uma conservação muito cuidada ou os seus acabamentos sejam de qualidade especial.

Distribuição interior. O avaliador dá especial atenção aos metros quadrados úteis, “penalizam-se as zonas de passagem para ligação de divisões sem utilização, casas com estrutura tubular no seu grande corredor, tetos inclinados ou com dificuldades de ventilação”.

Falta de anexos. Num contexto de diminuição do espaço na casa, não ter este tipo de espaços, retira valor.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “Os 27 fatores que dão ou tiram valor na avaliação de uma casa”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/03/09/46532-os-27-fatores-que-dao-ou-tiram-valor-na-avaliacao-de-uma-casa