2021 arranca com juros do crédito à habitação em novos mínimos históricos

Em janeiro, a taxa de juro média do conjunto dos novos contratos de crédito à habitação fixou-se em 0,873%.

As taxas de juro implícitas do crédito à habitação caíram em janeiro, pelo quinto mês consecutivo, atingindo o novo mínimo histórico de 0,873%, segundo dados divulgados esta quarta-feira, 17 de fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata -se de um recuo de 2,4 pontos base face ao juro médio de 0,897% que tinha sido registado em dezembro.

Tendo em conta os contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 0,790% em dezembro de 2020 para 0,744% em janeiro de 2021, indica ainda o INE.

Para o destino de financiamento de aquisição de habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 0,892%, menos 2,3 pontos base face a dezembro. No que diz respeito aos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro para este destino de financiamento fixou-se em 0,741%.

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação manteve-se nos 227 euros. Deste valor, 41 euros (18%) correspondem a pagamento de juros e 186 euros (82%) a capital amortizado. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, indica o INE, o valor médio da prestação desceu nove euros, para 285 euros.

Em janeiro, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 199 euros face ao mês anterior, fixando-se nos 55.286 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida, de 113.233 mil euros, subiu 212 euros face a dezembro.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“2021 arranca com juros do crédito à habitação em novos mínimos históricos”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2021/02/18/46318-2021-arranca-com-juros-do-credito-a-habitacao-em-novos-minimos-historicos

Encontrar a casa ideal: 10 dicas para a conseguir

Como encontrar a casa ideal? Depende sempre do que anda à procura. No entanto, há pelo menos dez coisas que deve ter em conta.

Se está à espera que chegue o momento certo para encontrar a casa ideal, fique já a saber que esse dia não vai acontecer. É impossível prever o futuro e as flutuações do mercado e, se continuar sempre à espera, pode perder boas oportunidades e acabar de coração partido.

Não existe o tempo certo para fazer as coisas que queremos. Por isso, a melhor altura para comprar casa é quando encontrar a casa ideal para si e para a sua família. Vamos dar-lhe uma ajuda para perceber exatamente qual é com uma lista de 10 dicas para identificar facilmente a casa dos seus sonhos.

10 dicas para encontrar a casa ideal para si

1. Defina prioridades

Antes de começar a ver casas, defina aquilo que, para si e para a sua família, é fundamental numa casa. Será uma cozinha grande, lareira, muita luz, perto de transportes, chão de madeira, uma grande sala ou quartos enormes? Sem qualquer censura, coloque tudo na sua lista e depois reduza-a aos cinco essenciais. Leve esta lista sempre consigo!

2. Registe tudo

A determinada altura, quando já viu várias casas, perde noção de qual tem o quê, por isso, tenha um registo. Faça uma tabela ou uma checklist, na qual indica aquilo que a sua casa ideal deve ter (jardim, número de quartos, cozinha equipada, aquecimento, etc.) e, à medida que as visita, assinale quais são os requisitos cumpridos. Na hora de tomar a decisão, este registo vai ajudar.

3. Leve bloco e fita métrica

Não, não é cedo para começar a tirar medidas. Lembre-se que comprar uma casa é um grande investimento e pode não querer somar a esta quantia o montante para decorar de novo a sala, os quartos, o escritório e/ou a cozinha. Se já tem todo o mobiliário que precisa leve as medidas dos seus móveis e confirme se cabem.

4. Peça para tirar fotos

Mesmo quando se apaixona perdidamente por uma casa, é possível que acabe por esquecer alguns detalhes. Peça para tirar fotografias ou mesmo para fazer um vídeo para que, no momento da decisão, a sua memória não lhe falhe!

5. Veja tudo com detalhe

Não tenha pudor de analisar cada gaveta, armário, janela, teto, levantar tapetes e arrastar móveis. Veja, reveja, teste e volte a testar. Esta é, provavelmente, a maior compra da sua vida e não é uma decisão que quer tomar de ânimo leve. Por isso, tem de saber tudo sobre tudo. Abuse das perguntas, faça as visitas que entender necessárias e demore-se para ter a certeza que encontrou a sua casa ideal.

6. Visite a casa em horários diferentes

Procure visitar a casa em diferentes horários para perceber, não só as diferenças no interior, como também no exterior. Como é a rua à noite, sente-se confortável e seguro ou nota um ambiente estranho? De manhã, é muito barulhenta? É movimentada, tem muitas crianças e famílias? É tranquila ou um deserto? Lembre-se que é nesse local que vai viver.

7. Quantos anos pode viver aqui?

Um dos erros mais comuns dos compradores é adquirir uma casa que hoje cumpre as suas necessidades sem, no entanto, avaliar o futuro. Mais tarde, quando, por exemplo, tiver filhos, pode já não ser suficiente para toda a família. Se não tem orçamento para uma casa maior, considere alugar durante mais alguns anos ou procure habitação numa zona mais barata.

8. Avalie as distâncias

Quanto tempo vai demorar nas viagens de casa para o trabalho, de casa para a escola das crianças ou de casa para a casa dos seus pais? Com que frequência faz estas viagens? O dinheiro que vai poupar na compra da casa, será que não o vai gastar em tempo e combustível? Isto são tudo questões que devem ser analisadas no momento da decisão.

9. Confirme os dados

Não deixe de pedir todos os documentos do imóvel ao vendedor para que possa confirmar todos os dados nas finanças e no cartório do registo predial. Este pequeno cuidado pode evitar-lhe muitos problemas futuros. Com as dificuldades dos últimos anos, pode estar a comprar, sem saber, uma casa já penhorada pelo Banco ou pelo Estado.

10. Faça bem as contas

Pondere bem se o seu orçamento suporta o investimento. A casa ideal é aquela que não coloca em risco a sua subsistência. O valor do pagamento do empréstimo não deve ser superior a 20% do valor do seu orçamento mensal. E se já tem outros empréstimos, o valor total dos pagamentos mensais das dívidas (casa, carro, etc.) não pode ultrapassar os 20%, ou no máximo, 30%.

Como encontrar a casa ideal ainda mais rápido

Se quer encontrar a casa ideal e já decidiu iniciar a procura para que aconteça o mais rápido possível, comece logo nas primeiras buscas a afinar a sua pesquisa. Se precisa de três quartos, não vive sem elevador, tem de ter garagem, lareira e vista de mar, o melhor é definir todas estas características logo à partida.

Existem várias imobiliárias a que pode recorrer para o ajudar nesta procura, mas também vários portais online que o podem ajudar a descobrir a sua nova casa sem ter de sair do sofá. Existem vários e permitem fazer pesquisas exaustivas, visto que os critérios de pesquisa são muito alargados e os filtros são precisos.

Pode definir todas as características essenciais da casa dos seus sonhos, como a tipologia, a certificação energética, a condição (novo, usado, para recuperar, em construção), se tem aquecimento central, varanda, mobiliário, som ambiente, vista de mar, de campo ou de rio e, até, árvores de fruto.

É ainda possível escolher entre anúncios particulares, de imobiliárias, negociáveis ou permutas, entre muitas outras opções. Com a ajuda de todos estes filtros, obterá os resultados exatos do que existe disponível no mercado. E, assim, para além de poupar tempo e desilusões, estará mais perto de encontrar a casa ideal.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Encontrar a casa ideal: 10 dicas para a conseguir”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/dicas-para-encontrar-a-casa-ideal/

Fim da relação: e agora o crédito à habitação?

A possibilidade de retirar um dos titulares do empréstimo carece de aprovação de risco por partes das entidades bancárias.

O que fazer com o crédito à habitação, ou seja, com a obrigatoriedade de pagar a prestação da casa ao banco, numa situação de divórcio ou dissolução de união de facto? Uma coisa é certa, as responsabilidades assumidas enquanto casal mantém-se.  

Caso fique definido no divórcio que apenas um dos membros do casal assumirá o empréstimo da casa, deverão dirigir-se ao banco para tratarem da exoneração de um dos titulares do crédito à habitação. A possibilidade de retirar um dos titulares do empréstimo carece de aprovação de risco por partes das entidades bancárias, as quais muitas vezes exigem novas garantias que “compensem” a saída do referido mutuário.

Adicionalmente, pode ficar estabelecido entre o casal o pagamento de tornas a quem fica com a casa e assume o empréstimo, muitas vezes solucionado com um reforço de hipoteca sobre o imóvel, caso o valor da casa e a taxa de esforço de quem fica com o crédito suporte esse reforço. 

A retirada de um titular por motivo de divórcio é uma das situações em que os bancos não poderão agravar o spread do crédito à habitação. Contudo, pode ser o momento ideal para analisares o mercado e entenderes se consegues obter melhores condições para o teu crédito à habitação, principalmente caso tenhas de solicitar um empréstimo para o pagamento de tornas.

Com a ajuda de um intermediário de crédito poderás entender as condições do teu crédito à habitação e conseguir a melhor solução do mercado, de forma simples e sem custos.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Fim da relação: e agora o crédito à habitação?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2021/02/08/46209-credito-a-habitacao-no-divorcio-e-agora

Tipologia de habitações: Tudo o que precisa saber para construir ou comprar a sua moradia

Quando se fala em habitação, um dos temas principais é a tipologia. Seja um apartamento ou moradia, a tipologia é um dado importante a ter em conta quando se vai construir ou comprar uma habitação.

Mas o que é afinal a tipologia de uma habitação?

A tipologia é definida pela letra “T” sempre acompanhada de um número. O número é definido pela quantidade de quartos que a habitação tem. Como exemplo: uma moradia T3, é uma habitação com 3 quartos.

Muitas vezes se confunde a tipologia com as assoalhadas, há quem defina as habitações por assoalhadas, no entanto, o número de assoalhadas é diferente da tipologia, pois as assoalhadas contam também com a sala ou outros compartimentos excluindo a cozinha, casas de banho ou despensas. Como exemplo: uma moradia T3, é uma habitação com 3 quartos, mas contém 4 assoalhadas pois também dispõe de uma sala de estar.

Além da definição T0, T1 ou T2, por exemplo, surgem casos em que se definem habitações com tipologia T2+1. A designação “+1” aplica-se quando na habitação existe um escritório que pode, eventualmente, ser usado como futuro quarto, sendo geralmente de dimensões mais reduzidas.

As tipologias mais comuns no modo de habitar de Portugal

Uma tipologia T0, é uma habitação com zero quartos. Num caso generalizado, uma casa T0 é composta por uma casa de banho, uma cozinha (muitas vezes tipo kitchenette) e uma sala que pode, eventualmente, servir também de quarto (muitas vezes sendo utilizados sofás-cama). Esta tipologia também pode ser classificada como “estúdio”.

Uma tipologia T1, é uma habitação com 1 quarto e uma habitação T1+1 é composta por 1 quarto e um escritório, além da casa de banho, sala e cozinha.

Uma tipologia T2, é uma habitação composta por 2 quartos e uma habitação T2+1 é composta por 2 quartos e um escritório, além da casa de banho, sala e cozinha.

Uma tipologia T3, é uma habitação composta por 3 quartos e uma habitação T3+1 é composta por 3 quartos e um escritório, além da casa de banho, sala e cozinha.

Estas tipologias, de T0 a T3, são as mais comuns quando se fala em apartamentos. No caso das moradias, as tipologias geralmente contêm mais divisões e maior número de quartos, sendo mais comum as tipologias de T3, T4 e até T5 ou superior. Nas moradias, também designadas por “vivendas”, por vezes substitui-se a letra “T” pela letra “V” para se definir o número de quartos. Como exemplo: uma vivenda V4, é uma moradia composta por quatro quartos, além das restantes divisões como a sala, cozinha e casa de banho.

Vai comprar um imóvel?

No caso de uma compra de um imóvel, o número de quartos ou tipologia, tem bastante influência no preço e na avaliação da habitação. Além das questões de localização e valorização do imóvel pelas tendências do mercado imobiliário, uma tipologia superior, como um T5 ou T4,  tem, geralmente, um preço mais elevado, pois a área da casa também é maior, em comparação com uma habitação de tipologia inferior como um T1 ou T0, sendo a área um dos principais fatores de definição do valor do imóvel, sendo atribuído um preço por cada m2 de área útil.

Construção de casa do zero

No caso de uma nova construção, o número de quartos e tipologia é fundamental para controlar as questões orçamentais, sendo que a área da habitação poderá ser maior, estando associada ao número de quartos existentes.

Mas nem sempre uma habitação é mais cara por ter mais quartos. Uma moradia T3 poderá ter uma área maior (tendo divisões com mais espaço) do que um apartamento T4, tendo um valor de mercado superior. Noutros casos, como acontece nos centros urbanos, uma habitação de tipologia T2 ou T1, poderá ter mais procura, do que uma tipologia T4 ou T3, sendo assim o seu valor no mercado imobiliário mais elevado.

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo.“Tipologia de habitações: Tudo o que precisa saber para construir ou comprar a sua moradia”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/tipologia-de-habitacoes-tudo-o-que-precisa-saber-para-construir-ou-comprar-a-sua-moradia

Quais as casas mais procuradas na pandemia?

Para comprar, querem-se mais moradias. Mas para arrendar há mais interesse por apartamentos. Estudo do idealista analisa tipologias, áreas e preços em todo o país.

Que tipo de casa se quer comprar agora em Portugal? E para arrendar casa quais são as preferências do momento? Com que áreas e características? E onde se registam os preços mais altos e mais baixos? Um estudo responde a tudo isto, tendo por base a procura de moradias e apartamentos no mercado nacional. Analisámos as preferências de pesquisa dos utilizadores e mostramos quais são os imóveis mais procurados em plena pandemia, com dados detalhados.

As casas à venda que geram mais interesse 

Em termos gerais, a procura por moradias é maior do que por apartamentos. As cidades de Lisboa, Porto, Faro, Aveiro, Braga e os distritos de Lisboa, Porto e Setúbal, são onde os compradores têm preferência por apartamentos. A esmagadora maioria dos anúncios de apartamentos são de tipologia T2, com excepção da cidade de Braga, onde a preferência são apartamentos de tipologia T3. Nas restantes zonas do país as moradias são o tipo de imóvel mais procurado.

Em concreto, os compradores na cidade do Funchal são os que preferem as moradias com maior área (254 m2), seguidos da cidade de Vila Real (250 m2), cidade de Viseu (243m2), cidade de Leiria (241 m2), distrito de Braga (239 m2), cidade de Coimbra (230m2), distrito de Aveiro (229 m2), cidade de Viana do Castelo (228 m2) e o distrito de Faro (220 m2).

Em sentido contrário, no distrito de Setúbal verifica-se que os utilizadores concentram a sua pesquisa em apartamentos com áreas menores (79 m2), enquanto na cidade e no distrito de Lisboa sobe ligeiramente para 82m2 e 85m2 respetivamente. Seguem-se a cidade e o distrito do Porto com procura por apartamentos com áreas entre 88m2 e 91m2 respetivamente, a cidade de Aveiro (93 m2), cidade de Faro (102 m2) e a cidade de Braga (127 m2), a única cidade onde a procura é maior por apartamentos de tipologia T3.

O distrito de Faro é onde os compradores estão dispostos a pagar os valores mais altos, nomeadamente as moradias com áreas mínimas de 220m2, a atingir preços máximos de 642.501 euros. Segue-se a cidade de Lisboa, com a procura mais concentrada em apartamentos de tipologia T2 com valores máximos de 481.478 euros, e na cidade do Funchal com verifica-se uma preferência por moradias com preços máximos até 476.596 euros.

Em Portalegre, é onde os compradores preferem pagar menos, tanto na cidade de Portalegre (96.050 euros) como no distrito (101.739 euros), sendo as moradias o tipo de imóvel mais pretendido com áreas mínimas de 143m2. Seguem-se o distrito de Castelo Branco (moradias até 112.466 euros com área mínima de 149 m2), distrito de Beja (moradias até 116.261 euros com área mínima de 132 m2), cidade de Beja (moradias até 125.929 euros com área mínima de 133 m2) e o distrito da Guarda (moradias até 136.674 euros com área mínima de 173 m2). Estas são as cidades e distritos onde o orçamento máximo é inferior a 140.000 euros.

As casas para arrendar mais atraentes

Verifica-se que, no geral, para arrendamento a procura por apartamentos é maior do que para moradias, sendo a maioria dos anúncios de apartamentos visitados de tipologia T2, depois T1 e por último T3. A preferência de moradias é maior na cidade e no distrito de Beja, nos distritos de Évora, Portalegre e Guarda e na cidade de Vila Real.

Os utilizadores na cidade e no distrito de Viseu preferem apartamentos com as maiores áreas (140m2 e 137m2 respetivamente). Seguem-se o distrito e a cidade de Braga (129 m2 e 127 m2), distrito de Vila Real (121 m2), cidade e distrito de Castelo Branco (118 m2 e 117 m2), distrito de Santarém (112 m2), cidade e distrito de Faro (102 m2). Estas são as zonas onde os utilizadores têm preferência por casas maiores e, nomeadamente, são todos apartamentos de tipologia T3.

Pelo contrário, as zonas onde os utilizadores concentram a sua pesquisa em apartamentos com áreas menores são: cidade de Évora (42 m2), cidade do Porto (51 m2), cidade de Leiria (52 m2), distrito do Porto (53 m2), cidade de Aveiro (56 m2), distrito e cidade de Coimbra (57 m2 e 58 m2 respetivamente). Estas são as zonas onde há mais procura por apartamentos mais pequenos, sendo todos de tipologia T1 e abaixo dos 60m2.

O distrito de Beja é onde os interessados estão dispostos a pagar os valores mais altos, mais concretamente por moradias com preços máximos a atingir os 2393 euros com área mínima de 132 m2. Segue-se a cidade e o distrito de Lisboa, com a procura concentrada em apartamentos de tipologia T2 com áreas mínimas de 82 m2 e 85 m2 correspondente a valores máximos de 1312 euros e 1286 euros respetivamente. Estas são as zonas onde os utilizadores estão dispostos a pagar valores de rendas mensais acima dos 1000 euros.

Contrariamente, a zona onde os futuros inquilinos preferem pagar menos de renda mensal é na cidade Portalegre, onde a preferência é pagar um máximo de 299 euros/mês para apartamentos de tipologia T1 com área mínima de 61 m2. Segue-se a cidade de Guarda, com valores máximos pretendidos de 330 euros/mês para apartamentos de tipologia T2 com áreas mínimas de 81 m2 e ainda abaixo do orçamento de 400 euros mensais, tem-se o distrito de Bragança onde, os compradores preferem pagar até um máximo de 363 euros/mês por apartamentos de tipologia T2 com um mínimo de 91 m2.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Quais as casas mais procuradas na pandemia?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/01/07/45816-os-imoveis-mais-procurados-em-plena-pandemia

Taxa de juro média dos novos créditos à habitação cai para 0,84% – um novo mínimo histórico

Bancos mostram-se “disponíveis” para financiar a compra de casa, mesmo em tempos de pandemia da Covid-19.

A taxa de juro média dos novos créditos à habitação – empréstimos para a compra da casa concedidos pelos bancos a clientes particulares – fixou-se em 0,84% em novembro, menos três pontos base face a outubro. Estabeleceu-se, desta forma, “um novo mínimo histórico pelo quarto mês consecutivo”, segundo dados divulgados esta terça-feira (5 de janeiro de 2021) pelo Banco de Portugal (BdP).

Depois de um ano de 2019 atribulado, devido à Covid-19, o negócio do crédito à habitação parece estar, no entanto, a resistir à crise pandémica. Os números/dados mais recentes mostram isso mesmo: 

  • O total de empréstimos concedidos às famílias continuou a subir em novembro de 2020, atingindo máximos desde setembro de 2015, com os créditos à habitação a somarem o valor mais elevado desde outubro de 2016 (94.749,7 milhões de euros);
  • Em novembro de 2020, os novos financiamentos bancários para a compra de casa totalizaram 1.113 milhões de euros, mais que no mês anterior (976 milhões de euros) e no período homólogo (978 milhões de euros). Trata-se, de resto, do valor mais elevado desde dezembro de 2019, que já tinha sido o mais alto desde julho de 2008. 

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Taxa de juro média dos novos créditos à habitação cai para 0,84% – um novo mínimo histórico”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2021/01/07/45818-taxa-de-juro-media-dos-novos-creditos-a-habitacao-cai-para-0-84-em-novembro-um

Prestação da casa desce em janeiro para contratos com Euribor a 3 e 6 meses

Valor a pagar ao banco pelo crédito à habitação baixa este mês. Taxas que servem de base aos empréstimos estão negativas desde 2015.

A prestação paga pelos clientes ao banco pelo crédito à habitação vai descer em janeiro de 2021 nos contratos indexados à Euribor a três e seis meses face às últimas revisões, segundo a simulação Deco/Dinheiro&Direitos. As taxas Euribor estão em terreno negativo desde 2015 e, em dezembro de 2020, a média da taxa Euribor a seis meses foi de -0,519% e a média da taxa a três meses de -0,538%.

Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses e com um spread (a margem de lucro do banco) de 1%, paga a partir deste mês 447,54 euros, o que traduz uma descida de 19,71 euros face à última revisão em julho.

Já no caso de um empréstimo nas mesmas condições, mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passa a pagar 446,29 euros, menos 3,09 euros do que começou a pagar na última revisão, em outubro.

Desde abril que milhares de famílias não estão a pagar o crédito à habitação, fazendo uso do decreto-lei do Governo que permite moratórias nos créditos à habitação por seis meses, com suspensão dos pagamentos das prestações (juros e capital) até 30 de setembro, prazo que, entretanto, foi estendido até 31 de março de 2021.

Um diploma entretanto publicado e com produção de efeitos a 01 de janeiro de 2021 veio permitir a adesão às moratórias até 31 de março, não podendo o período de aplicação das medidas exceder os nove meses contados da data de comunicação da adesão.

Este limite dos nove meses contempla eventuais períodos que já tenham estado cobertos por moratória.

As Euribor estão em terreno negativo desde 2015 e a expectativa é que se mantenham negativas ou perto de 0% nos próximos anos devido sobretudo à política de estímulos monetários do Banco Central Europeu (BCE), o que tem impacto positivo nos créditos bancários, que estão mais baratos.

Estas taxas de juro são o principal indexante em Portugal nos contratos bancários que financiam a compra de casa. A Euribor a seis meses é a mais usada, seguida da taxa a três meses.

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Crédito à habitação ao rubro em plena pandemia

‘Stock’ dos empréstimos para a compra de casa subiu em novembro para 94.749,7 milhões de euros, o valor mais alto desde outubro de 2016.

O total de empréstimos concedidos pelos bancos às famílias continuou a subir em novembro de 2020, atingindo máximos desde setembro de 2015, com os créditos à habitação a somarem o valor mais elevado desde outubro de 2016. Segundo dados divulgados esta terça-feira (5 de janeiro de 2021) pelo Banco de Portugal (BdP), o ‘stock’ dos financiamentos aos particulares ascendia no final de novembro – em plena pandemia da Covid-19 – a 120.415,5 milhões de euros, mais que em outubro (120.041,5 milhões de euros) e que no período homólogo (118.836,1 milhões de euros).

É preciso recuar até setembro de 2015 para encontrar um ‘stock’ mais alto de empréstimos a particulares, sendo que nesse mês este valor atingiu os 120.603,8 milhões de euros.

Nos particulares, destacam-se os empréstimos à habitação, cujo valor aumentou para 94.749,7 milhões de euros em novembro passado, o valor mais alto desde outubro de 2016 (em que ascendeu a 94.907,3 milhões de euros) e acima dos 94.237,3 milhões de euros de outubro e dos 93.385,1 milhões de euros de novembro de 2019.

A tendência foi oposta no crédito ao consumo, com os valores de novembro a apontarem para um ‘stock’ de 19.059 milhões de euros, abaixo de outubro (19.277,5 milhões de euros), mas acima do mês homólogo de 2019 (18.499,3 milhões de euros).

Já os empréstimos para outros fins totalizavam 6.606,8 milhões de euros em novembro, mais 80,2 milhões de euros que em outubro, mas abaixo dos 6.951,7 milhões de euros de novembro do ano passado.

Quanto ao malparado, no crédito à habitação manteve-se em novembro nos 0,7%, o mesmo valor de outubro e abaixo dos 1,0% do mesmo mês do ano passado.

Já no crédito ao consumo e outros fins, o malparado representava 6,4% em novembro, tendo-se mantido estável face a outubro e abaixo dos 7,1% de novembro de 2019.

Ainda segundo os dados divulgados pelo BdP, os depósitos de particulares nos bancos residentes aumentaram dos 158,6 mil milhões de euros do final de outubro para 160,2 mil milhões de euros no final de novembro.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Crédito à habitação ao rubro em plena pandemia”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2021/01/05/45802-credito-a-habitacao-ao-rubro-em-plena-pandemia

Quando fazer e para que serve a avaliação antes de pedir um empréstimo para compra de casa?

Valor do crédito habitação, entre outros fatores, também está condicionado ao valor da avaliação. Especialistas esclarecem.

Uma vez escolhida a casa que pretendes comprar, chega o momento de avançares com o pedido de avaliação do imóvel junto do banco onde pretendes efetuar o crédito habitação. Mas para que serve afinal esta avaliação e de quem é a responsabilidade? Explicamos com a ajuda de especialistas.

A avaliação deve ser realizada por uma entidade externa ao banco, sujeita a contratação, não devendo ter qualquer diretriz ou condicionalismo por parte da entidade bancária.

O relatório de avaliação fornece o valor de mercado do imóvel e também o valor para seguro. “Recorda-te que o valor do financiamento também está condicionado ao valor da avaliação, pelo que poderá ter impacto na proposta inicial”.

E o que deves fazer caso não concordes com o valor de avaliação? Caso não concordes com o valor da avaliação, deves apresentar uma reclamação ao banco. “Após analisar a tua exposição, se a entidade financeira considerar que tens razão não pode exigir o pagamento de uma nova avaliação”, informam os especialistas.

Avaliação bancária das casas sobe para novo recorde 

Depois de uma travagem, os bancos voltaram a subir o valor mediano com que estão a avaliar os imóveis para efeitos de concessão de crédito.

Os dados mais recentes, revelados no início de dezembro, mostram que o valor mediano de avaliação bancária subiu três euros em outubro face ao mês anterior, para 1.131 euros por metro quadrado (m2), ultrapassando o recorde que tinha atingido em agosto. Segundo o Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, produzido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em termos homólogos, a taxa de variação manteve-se em 5,8%, tal como verificado em setembro.

Em comparação com o mesmo período do ano anterior, em termos regionais, a variação mais intensa registou-se no Algarve (7,5%) e a menor no Alentejo (2,4%), sinaliza o INE.

Já face ao mês anterior o maior aumento registou-se na Região Autónoma da Madeira (2,4%) e a única redução foi observada no Centro (-0,2%).

Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de outubro, foram consideradas 24.642 avaliações bancárias, mais 2,9% que no mesmo período do ano anterior.

Destas, acrescenta o INE, 15.610 foram de apartamentos e 9.032 de moradias.

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Comprar casa em 2021: dicas que valem ouro antes de dar o primeiro passo

Ano novo, casa nova. 2020 deixou marcas, mas nunca é tarde para comprar casa. Há, no entanto, cuidados a ter em conta antes de “mudar de ares”.

Ano Novo, vida nova. Uma frase que para muitas pessoas poderá servir de inspiração para outra: Ano novo, casa nova. Mas esta é uma decisão que deve ser bem ponderada, já que a qualquer momento a vida pode mudar. Um bom exemplo disso mesmo foi o ano de 2020, marcado pela chegada da pandemia da Covid-19. No artigo de hoje, damos algumas dicas que valem ouro antes de dar o primeiro passo, que é como quem diz, antes de comprar casa.

Se esta decisão faz parte da tua lista de decisões para o Ano Novo, começa por te informar bem sobre todos os passos e gastos que terás de assumir. Não penses só na tua situação atual. Como se verificou no ano que terminou a semana passada, nada é certo na nossa vida e tudo se poderá alterar: o emprego, o valor do vencimento, as despesas e necessidades do agregado, a saúde… 

Após esta reflexão, se a tua decisão final for efetivamente a de avançar para a compra da casa e necessitas de financiamento. Relembramos que deves pedir várias simulações junto das entidades bancárias. Deves compará-las e negociá-las. Caso já tenhas crédito, podes fazer também este exercício para averiguar se compensa negociares com o teu banco ou ponderar transferir o teu crédito à habitação para outra instituição. Não te esqueças que atualmente o mercado do crédito à habitação está em constante modificação, fruto da concorrência entre os bancos, sendo possível obter melhores condições num financiamento.

Portanto, conhecer o valor dos spreads apresentados pelos vários bancos e ter capacidade de negociação permitir-te-á poupanças anuais consideráveis. Não esqueças que as prestações com crédito não devem representar mensalmente mais de 35% do teu rendimento. 

Além dos juros, poderás ainda negociar todos os produtos que normalmente estão associados ao crédito à habitação, como é o caso dos seguros de vida e multirriscos habitação. 

Ao contratar um seguro de vida para o crédito à habitação podes ponderar a contratação de um seguro temporário anual e renovável. É válido por um ano e renova-se automaticamente por iguais períodos até que uma das partes o termine. Os prémios são calculados consoante o capital e a idade das pessoas seguras. A idade é aqui um fator de risco pelo que os prémios são crescentes: quanto mais velho, mais paga. Não há nada como fazer as contas: pede uma simulação da prestação com o seguro proposto pelo banco e outra sem incluir o valor do seguro. 

Precisas também de saber que, após a escritura, as despesas periódicas com o crédito incluem também: 

  • Os prémios de seguros;
  • As despesas com o condomínio; 
  • Os impostos e taxas, nomeadamente o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), sendo que a tua casa pode beneficiar de um período de isenção.

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