Preços das casas continuam a subir na pandemia – tanto nas novas como nas usadas.

Em 2020, apesar da Covid-19, “continuou a observar-se uma dinâmica de crescimento dos preços das habitações transacionadas”, conclui o INE.

“Em 2020, apesar do contexto desfavorável decorrente das restrições impostas no âmbito da pandemia da Covid-19, continuou a observar-se uma dinâmica de crescimento dos preços das habitações transacionadas”, indicou esta terça-feira (23 de março de 2021) o Instituto Nacional de Estatística (INE), revelando que os preços médios anuais aumentaram 8,4% no ano passado, menos 1,2% que no ano anterior (9,6%).

“A taxa de variação média anual do Índice de Preços da Habitação (IPHab) fixou-se em 8,4%, traduzindo uma redução face ao ritmo de crescimento dos preços observado em 2019 (9,6%). A trajetória de crescimento dos preços manifestou-se tanto nas habitações existentes (8,7%) como nas habitações novas (7,4%). À semelhança dos últimos anos, a diferença no ritmo de crescimento dos preços de habitações existentes e novas reduziu-se, tendo passado de 2,5 p.p. em 2019 para 1,3 p.p. em 2020”, conclui o INE.

Em termos trimestrais, os preços médios dispararam, no último trimestre de 2020, face ao período homólogo (8,6%) e face aos três meses anteriores (2,1%), o que comprova que o mercado imobiliário, nomeadamente o relativo ao segmento residencial, está a dar uma boa resposta à crise pandémica.

“No 4º trimestre de 2020, o IPHab registou uma taxa de variação homóloga de 8,6%, após dois trimestres consecutivos de redução no ritmo de crescimento do índice (7,8% no 2º trimestre de 2020 e 7,1% no 3º trimestre de 2020). Nos últimos três meses de 2020, os preços das habitações novas aumentaram 9% em termos homólogos, acima do observado nas habitações existentes (8,5%). Entre o 3º e o 4º trimestre de 2020, o IPHab cresceu 2,1% (0,5% no 3º trimestre de 2020 e 0,7% no 4º trimestre de 2019). Por categoria, o aumento dos preços foi mais intenso nas habitações existentes (2,3%) por comparação com as habitações novas (1,5%)”, refere o INE.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista. “Preços das casas continuam a subir na pandemia – tanto nas novas como nas usadas” A geração que está a chegar e vai mudar o mercado”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/03/23/46710-subida-dos-precos-das-casas-abranda-na-pandemia-aumenta-8-4-em-2020

Como será a casa dos “centennials”? A geração que está a chegar e vai mudar o mercado.

As preferências e gostos da Geração Z vão influenciar a procura da primeira casa e ser igualmente determinantes na oferta.

A pandemia e o confinamento da população deram impulso ao aparecimento de novas tendências no setor residencial. Numerosos estudos, realizados no último ano, referem como o terraço ou varanda, na falta de um espaço exterior, se tornaram num requisito fundamental na procura de uma nova habitação. Além disso, as áreas periféricas ganharam destaque em relação ao centro das cidades devido ao “boom” do teletrabalho, que agora também é determinante na procura de casa.

O efeito da Covid nas preferências dos portugueses não demorou a manifestar-se. No ano passado, recorde-se, as principais redes imobiliárias do país analisaram os comportamentos desde o rebentar da pandemia procurando avaliar as novas tendências de mercado e de que forma a procura de casa – mais orientada para espaços maiores, interiores e exteriores – estava a ter efeitos nos preços e negócios. Os compradores renderam-se à procura de casas com jardins e terraços, e piscina claro. O aumento do interesse em áreas periféricas também se evidenciou.

Num cenário de médio prazo, e depois dos millennials que estão agora a marcar posição, nomeadamente como compradores de casas de luxo, irão chegar ao mercado os “centennials”, também conhecidos como a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010), e as suas preferências vão influenciar a procura da primeira casa. Em muitos casos, coincidem com as novas tendências, mas a verdade é que os “centennials” têm outros gostos que irão determinar a oferta futura.

Leticia Pérez Márquez, diretora da Darya Homes, apresenta alguns pontos-chave que diferenciam esta geração das anteriores na escolha de uma casa:

• As redes e as plataformas (como o idealista) são a sua ferramenta de pesquisa preferida. Menos cartazes nas ruas e mais portais e sites;

• A localização é essencial: procuram espaços com oferta cultural, gastronómica, comercial. Procuram bairros onde se sintam integrados e que ofereçam uma oferta e serviços diversificados.

• Os “centennials” estão tão interessados ​​na vizinhança como na casa. Irão querer conhecer bem a zona a fundo, os serviços que ela oferece e preocupam-se muito com o significado e a vida em comunidade;

• Valorizam muito os espaços de coworking, especialmente após a pandemia: espaços onde é possível trabalhar e fazer reuniões fora de casa – mas sem ter de deslocar-se muito – tornaram-se uma opção muito valorizada;

• A maneira de se deslocaram também está a mudar: as áreas com estacionamento de bicicletas serão muito procuradas;

• Olham para primeira casa como um investimento, portanto não descartam a opção de comprar para dividir a casa durante vários anos. Em muitos casos, a idade da primeira aquisição é menor do que a da Geração Y (“millennials”), a geração anterior.

• Não querem que a primeira casa seja a definitiva, mas que possa ter valor no futuro.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “Como será a casa dos “centennials”? A geração que está a chegar e vai mudar o mercado”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/03/17/46627-como-sera-a-casa-dos-centennials-a-geracao-que-esta-a-chegar-e-vai-mudar-o-mercado

Calcular o custo da reconstrução de imóveis à distância de um clique: há um simulador e é gratuito!

O simulador permite calcular o valor que custaria erguer de raiz, depois de totalmente destruído, um imóvel ou fração com um padrão equivalente.

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) disponibilizou a partir desta segunda-feira (15 de março de 2021) um simulador para o cálculo de custo de reconstrução de imóveis. O SCRIM, uma ferramenta acessível de forma digital e gratuita, “tem como objetivo apoiar os tomadores de seguro na determinação do capital a segurar nas apólices de seguros de Incêndio e Elementos da Natureza e de Multirriscos de habitação, e que corresponde ao custo de reconstrução de imóveis”, refere a associação, em comunicado.

Tendo por base informações introduzidas pelo utilizador – correspondentes à área, qualidade, localização, arquitetura e outros elementos caracterizadores do imóvel – é calculado no momento um valor de referência do custo de reconstrução da habitação, ou seja, o valor que custaria erguer de raiz, depois de totalmente destruído, um imóvel ou fração com um padrão equivalente, explica a APS, adiantando que o valor obtido poderá e deverá ser sempre objeto de ajustamento por parte do tomador do seguro no caso da fração ou imóvel apresentar características específicas face a uma habitação padrão equivalente.

“É uma ferramenta transparente e de fácil utilização, concebida para ajudar o tomador do seguro a realizar, a partir de um nível de informação relativamente simples, a projeção do valor de reconstrução do imóvel, isto é, o valor do capital seguro”, lê-se no documento. A APS lembra ainda que os resultados obtidos através do simulador “são meramente indicativos”, pelo que os “tomadores não estão obrigados a aceitá-los, cabendo-lhes sempre a responsabilidade de indicar o valor, em concreto, pelo qual pretendem segurar o seu imóvel”. 

De referir, ainda, que o simulador foi desenvolvido com base numa fundamentação metodológica produzida de forma totalmente independente pela FUNDEC, Associação para a Formação e o Desenvolvimento em Engenharia Civil e Arquitetura, ligada ao Instituto Superior Técnico. 

“Uma necessidade há muito identificada”

De acordo com José Galamba de Oliveira, presidente da APS, “a disponibilização deste simulador vem responder a uma preocupação partilhada também pelo setor segurador, na medida em que o fim da publicação anual das Portarias com o valor de construção para o cálculo da renda condicionada, as quais serviam de referência, ainda que não vinculativa, para o cálculo do capital a segurar nas apólices de seguros de Incêndio e Elementos da Natureza e de Multirriscos de habitação, tornou premente a criação de um instrumento que servisse de referência para o referido cálculo”.

“O simulador do custo de reconstrução de imóveis permite apoiar o tomador de seguro na definição do valor a segurar, colmatando uma necessidade há muito identificada dos consumidores de seguros. O montante do capital a segurar, no contexto de um seguro de imóvel, deverá ser alvo de particular atenção, na medida em que um valor desfasado do valor de reconstrução, poderá resultar numa indemnização insuficiente para a recuperação do imóvel”, afirma José Galamba de Oliveira, citado na nota.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “Calcular o custo da reconstrução de imóveis à distância de um clique: há um simulador e é gratuito”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/03/15/46612-calcular-o-custo-da-reconstrucao-de-imoveis-a-distancia-de-um-clique-ha-um-simulador

Taxa fixa ou variável? O que compensa agora que a Euribor está em mínimos históricos.

É preciso ter em conta vários fatores, nomeadamente a situação económico-financeira de cada cliente. Comparar ofertas e negociar é outro dos aspetos importantes.

O que é melhor, um crédito à habitação com taxa fixa ou variável? É a pergunta de milhões que volta a estar em cima da mesa numa altura em que a Euribor a 12 meses se encontra em mínimos históricos há vários meses, tendo estado abaixo de -0,50%.

A situação económica da zona euro na atual conjuntura de pandemia conduziu a que o Banco Central Europeu (BCE) mantivesse as medidas extraordinárias para evitar a instabilidade financeira, entre as quais a compra de dívida dos estados, congelar o preço do dinheiro em 0,0% e também considerar uma redução na taxa de depósito (taxa que cobra aos bancos pela sua liquidez).

Nos últimos meses, milhares de créditos hipotecários viram reduzida a prestação que pagam ao banco pelo seu empréstimo, o que coloca várias dúvidas a quem está prestes a contratar um crédito à habitação. Devo esquecer a taxa fixa e apostar na taxa variável para aproveitar o momento?

Apesar da maioria dos créditos à habitação celebrados em Portugal serem com taxa variável, as soluções no mercado de empréstimos com taxa fixa estão bastante atrativas. À primeira vista, os empréstimos com taxa variável parecem mais atrativos, mas não podemos esquecer que a Euribor já esteve próxima de 5% há uma dezena de anos e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por subir, e consequentemente subirão as prestações dos créditos à habitação com taxa variável. Por outro lado, a taxa fixa dá uma tranquilidade ao cliente, uma vez que a sua prestação não sofrerá qualquer alteração ao longo de todo o empréstimo, independentemente da situação económica e das decisões políticas que venham a ser tomadas.

Finalmente, importante realçar a importância de comparar diferentes ofertas e negociar com o banco as condições finais do empréstimo. Para tal, nada melhor que procurar a ajuda de um intermediário de crédito, que fará este trabalho de forma gratuita e sem compromisso, ajudando na toma das melhores decisões e a negociar as melhores condições.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News. “Taxa fixa ou variável? O que compensa agora que a Euribor está em mínimos históricos.”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2021/03/10/46546-taxa-fixa-ou-variavel-o-que-compensa-agora-que-a-euribor-esta-em-minimos

‘Stock’ do crédito às famílias em máximos de junho de 2015 – empréstimos para a casa em alta

Total de financiamentos para a compra de casa atinge 95.278,6 milhões de euros em janeiro, mais que no mês anterior e no período homólogo.

O total de empréstimos às famílias voltou a aumentar em janeiro de 2021, situando-se nos 120.793,2 milhões de euros, o valor mais alto desde junho de 2015 (121.033,5 milhões) e acima dos 120.751,9 milhões do mês anterior e dos 118.865,4 milhões de janeiro de 2020, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP) esta quinta-feira (25 de fevereiro de 2021). Destaque para o ‘stock’ do crédito à habitação, que aumentou em janeiro para 95.278,6 milhões de euros, mais que no mês anterior (95.041,5 milhões) e no período homólogo (92.997,6 milhões).

Em janeiro, a taxa de variação dos empréstimos a particulares para habitação foi de 2,5%, refletindo um aumento de 0,2 pontos percentuais face a dezembro.

Já nos empréstimos para consumo, a taxa de variação anual desceu 1,0 ponto percentual relativamente ao mês anterior, para -0,5% com o montante total de crédito ao consumo a fixar-se em 19.099,1 milhões de euros, recuando face aos 19.166 milhões de euros de dezembro.

Já os empréstimos para outros fins totalizavam 6.505,5 milhões de euros em janeiro, menos 38,9 milhões de euros do que em dezembro e abaixo dos 6.754,7 milhões de euros de janeiro de 2020.

Quanto ao malparado, no crédito à habitação manteve-se em janeiro nos 0,6%, o mesmo valor de dezembro de 2020 e abaixo dos 0,8% do mês homólogo.

Já no crédito ao consumo e outros fins, o malparado representava 6,4% em janeiro, tendo-se mantido estável face a dezembro e abaixo dos 6,6% de janeiro de 2020.

Os dados revelados pelo banco central apontam ainda que os depósitos de particulares nos bancos residentes atingiram “o valor mais elevado de sempre”, totalizando 162.800 milhões de euros no final de janeiro, tendo a respectiva taxa de variação anual sido de 7,8%, valor 0,3 pontos percentuais abaixo do registado em dezembro.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“‘Stock’ do crédito às famílias em máximos de junho de 2015 – empréstimos para a casa em alta”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2021/02/26/46424-stock-do-credito-as-familias-em-maximos-de-junho-de-2015-emprestimos-para-a

Empréstimo para compra de terreno mais construção da casa: como funciona?

Há soluções no mercado que contabilizam o valor do terreno como capitais próprios de “entrada” do processo de crédito.

Com a decisão de comprar ou trocar de casa, também surge a ideia de adquirir um terreno para lá se construir a casa que se idealiza. Um processo que pode ser complexo, conforme escrevemos neste artigo, até porque acarreta vários custos. Importa, por isso, saber como funciona o processo de financiamento bancário nestas situações, ou seja, quais são as condições do crédito à habitação para este tipo de operações.

Caso já tenhas adquirido o terreno ou tenhas dinheiro suficiente para o adquirir por tua conta, deves saber que há soluções no mercado que contabilizam o valor do terreno como capitais próprios de “entrada” do processo de crédito, no qual os bancos te emprestam no máximo 90% da totalidade do projeto, isto é, terreno e obras.

Por outro lado, se ainda necessitares de financiar parte do terreno, deves ter em consideração que a maioria das entidades não te financiará mais que 50% do valor do mesmo e, normalmente, é necessário que já tenhas projeto aprovado, entre outros documentos.

Desta forma, o ideal será pensares em adquirir o terreno por tua conta, diligenciar o necessário para obter as licenças e contares com o financiamento apenas para a construção do imóvel.

Exceto algumas exceções, o crédito à construção é disponibilizado por tranches à medida que a obra vai evoluindo, sendo que é possível conseguires um período de carência de capital, ou seja, um período em que apenas pagas juros sobre o montante que libertaste, o que permite algum alívio financeiro no momento inicial do processo.

Procura um intermediário de crédito para obteres ajuda a conseguires a melhor solução de financiamento e esclareceres todas as dúvidas sobre o processo.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Comprar terreno para construir casa: investir no futuro”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2021/02/23/46380-emprestimo-para-compra-de-terreno-mais-construcao-da-casa-como-funciona

Preço das casas arrefece na Europa com a pandemia: S&P prevê subida de 2,6% para Portugal em 2021

Mercados imobiliários europeus devem recuperar alguma força em 2022 e 2023, à medida se aliviem as restrições por causa da Covid-19, antecipa a Standard & Poor’s.

O preço da habitação vai arrefecer na maioria dos principais mercados europeus em 2021, segundo o relatório divulgado esta terça-feira, 23 de fevereiro de 2021, pela Standard & Poor’s (S&P). A agência de rating estima que os preços em Portugal cresçam 2,6% este ano, e que recuperem 4,7% em 2022. Além disso, refere ainda que os mercados onde os alojamentos de férias são um importante motor do setor residencial – como Espanha e Portugal – provavelmente terão uma procura mais fraca este ano, por causa das viagens internacionais ainda limitadas.

Os dados do relatório mostram que os preços das casas na Europa devem crescer mais lentamente este ano, estando previstas quedas apenas no Reino Unido (-2,3%) e Itália (-0,5%). Espanha é o país onde menos subirá o preço. A agência de rating espera, ainda assim, uma revitalização da procura e crescimento de preços após 2021, depois de um provável alívio das restrições impostas por causa da pandemia da Covid-19 no final do ano, abrindo-se caminho para uma recuperação sustentada da economia e emprego.

De acordo com a S&P, os preços em 2020 foram mais dinâmicos que em 2019 devido à forte procura e ao agravamento das restrições de oferta – apesar de se ter registado a maior contração económica em décadas. “As medidas políticas implementadas pelos Governos para combater a pandemia foram provavelmente as mais eficazes para manter a procura no mercado imobiliário” e, por esse motivo, os preços das casas cresceram “vigorosamente” no ano passado, explica.

A agência de rating lembra ainda que houve vários países a implementar medidas direcionadas ao mercado imobiliário, nomeadamente o Reino Unido, que aumentou temporariamente, mas significativamente, o limite acima do qual os compradores deveriam pagar imposto de selo, mas também a Suécia, onde a exigência de amortização de hipotecas foi suspensa para a maioria dos compradores. “Ambas as medidas impulsionaram o crescimento dos preços da habitação no segundo semestre de 2020, mas também vão provocar uma correção quando forem removidas este ano (em abril e setembro, respetivamente)”, refere no relatório.

“Embora as taxas de juro para novos empréstimos não tenham diminuído muito em relação aos níveis anteriores à crise, recuaram para os empréstimos pendentes. Isso sugere que muitas famílias optaram por refinanciar. Portanto, melhoraram a capacidade de liquidar as suas dívidas, reduzindo a probabilidade de vendas forçadas que reduziriam os preços”, aponta ainda.  

Intenção de compra de casa no nível mais alto desde 2003

A agência de rating considera que, passando a maior parte do tempo em casa, as pessoas começaram aparentemente a dar-lhe mais valor. Os dados do estudo sugerem que a intenção de compra de uma casa está no nível mais alto desde 2003 na zona do euro.

Enquanto isso, refere a agência de rating, os bloqueios de 2020 “exacerbaram as restrições de oferta na maioria dos países, outra fonte de pressão sobre os preços”. Na maioria dos locais, a atividade de construção foi inicialmente suspensa como uma das medidas para reduzir a transmissão do Covid-19 – algo que, recorde-se, não se verificou em Portugal, país onde o setor conseguiu continuar a trabalhar normalmente. Ainda assim, a atividade de construção na zona do euro caiu 30% ao ano em abril de 2020 e ainda não recuperou totalmente.

Falta de oferta ajudou a sustentar aumento de preços em 2020

“Como as novas casas não conseguiam dar resposta às necessidades crescentes, a falta de oferta também ajudou a sustentar os aumentos de preços relativamente altos – principalmente nas grandes cidades europeias e em países como Alemanha, Suécia e Holanda”, diz a S&P.

Ainda assim, e à medida que o impacto da pandemia nas economias europeias começar a diminuir, alguns dos apoios ao mercado imobiliário vão desaparecer, e é provável, também por isso, que os preços cresçam mais lentamente em 2021.

“Para começar, é provável que o mercado absorva grande parte da procura reprimida por imóveis gerada pelos bloqueios do início de 2020. Em segundo lugar, a acessibilidade irá tornar-se mais uma preocupação para os compradores. Isto porque as economias dificilmente atingirão os níveis pré-Covid-19 até meados de 2022, o que não levará a uma recuperação total do emprego antes de 2023. O rendimento das famílias, portanto, aumentará lentamente”, diz ainda.

Mercados recuperam força em 2022 e 2023

A agência de rating acredita que os mercados imobiliários europeus devem recuperar alguma força em 2022 e 2023, à medida que os países comecem a relaxar as restrições impostas por causa da pandemia. “Os mercados de trabalho vão reestabelecer-se com a recuperação da economia, apoiando o rendimento familiar e as perspetivas de emprego. Enquanto isso, o regresso do turismo também deve fazer subir os preços nos países dependentes do setor”, lê-se ainda no documento.

É também “improvável”, diz a S&P, que os bancos centrais apertem a sua política monetária nos próximos três anos, o que quer dizer que procura de rendimento continuará a alimentar as cidades e mercados dependentes de investidores.

Além disso, e apesar das mudanças estruturais no mundo habitacional pós-pandémico serem possíveis, a agência prevê que as cidades continuem atraentes para os proprietários. “Mesmo que o teletrabalho seja mais disseminado, as grandes cidades ainda são o centro da atividade económica, com melhores perspetivas de emprego e infraestruturas – especialmente na saúde e lazer – todos determinantes para a procura de casa”, lembra.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Preço das casas arrefece na Europa com a pandemia: S&P prevê subida de 2,6% para Portugal em 2021″. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/02/24/46386-preco-das-casas-arrefece-na-europa-com-a-pandemia-sp-preve-subida-de-2-6-para

Comprar terreno para construir casa: investir no futuro

Está a pensar em comprar terreno para construir casa? Saiba o que deve ter em conta no momento da compra, cuidados a ter e os custos implicados.

Comprar terreno para construir casa exige tempo, pesquisa e conhecimento de tudo aquilo que implica. É um processo complexo que envolve custos além dos da aquisição, seja de elaboração de projeto e sua implementação, seja com impostos e taxas. Para que não tenha surpresas na hora de avançar é importante que esteja a par de todos os pormenores.

Este grande passo para conseguir a casa dos seus sonhos não pode ser dado em falso. Há muita burocracia envolvida, desde a ida a banco, conservatória e finanças, além da escolha de um arquiteto, um engenheiro e empreiteiro. Todo o processo pode deixar-nos de cabelos brancos e em pé, mas pense que no final terá tudo a seu gosto e valerá a pena.

Não se esqueça de verificar se o terreno que pretende adquirir se encontra numa zona com autorização para construção, identificando se poderá aceder facilmente a infraestruturas de saneamento básico, fornecimento de água, linhas de energia elétrica e iluminação pública.

Às vezes, pode parecer um grande negócio dado o preço indicado, mas, na verdade, não corresponde àquilo que se procura. Isto tanto pode acontecer seja pela impossibilidade de construção, podendo o terreno encontrar-se numa área protegida, ou porque não tem acesso fácil às infraestruturas mencionadas.

O que deve ter em conta no momento de comprar terreno?

Comprar terreno exige uma decisão bem ponderada e sustentada. Queremos ser uma boa fonte nessa decisão e, por isso, reunimos alguns fatores que deve ter em conta no momento determinante de comprar terreno.

Vamos iniciar a viagem pelo processo de comprar terreno?

  • Documentos essenciais

Antes de assinar um contrato de promessa compra e venda, peça acesso à certidão de registo predial e à caderneta predial atualizadas. Ambos os documentos são essenciais para saber se está realmente a falar com o dono do terreno, bem como se o terreno tem encargos que prejudiquem a decisão de compra.

É também importante que consulte o Plano Diretor Municipal (PDM) junto da Câmara Municipal (CM) da área do local do terreno. Neste documento poderá encontrar o regulamento com as regras de uso, transformação e ocupação do solo; a planta de ordenamento; e a planta de condicionantes, onde são estabelecidas as restrições de utilidade pública que possam limitar ou impedir o aproveitamento do solo. Desta forma, ficará a saber se é possível construir uma casa no terreno e quais as suas condicionantes.

Deve, igualmente, verificar se o terreno já está integrado em loteamento. Caso não esteja, é necessário apresentar um projeto de licenciamento (projeto base de arquitetura de uma nova construção) junto da CM, e pedir, posteriormente, o alvará de construção e licença de habitabilidade.

Caso o terreno já esteja integrado em loteamento, é importante consultar a última versão do alvará de loteamento e eventuais planos de pormenor que possam existir. Estes planos de pormenor definem as características de uma futura construção (área, número de pisos, altura dos muros, etc.).

Questione a autarquia relativamente aos custos totais deste processo para que não fique surpreendido. A autarquia é o melhor local para se informar, uma vez que eles terão acesso a todo o processo e podem ajudá-lo a descobrir quais as taxas aplicáveis, isenções e possíveis reduções.

  • Localização do terreno

Este ponto é dos mais importantes a ter em conta na hora de comprar terreno para construir uma casa.  Conheça a vizinhança e verifique os acessos e a proximidade de centro urbano e serviços essenciais. Além disso, garanta que não existe a possibilidade de vir a passar uma autoestrada perto, ou a construção de futuros empreendimentos que prejudiquem aquilo que lhe agradou no terreno.

Uma boa tática antes de comprar terreno é visitá-lo em dias e horários diferentes. Assim não só perceberá qual a dinâmica da localização e vizinhança, como também poderá conhecer a exposição solar. 

  • Topografia e áreas

Apostamos que está a questionar o porquê de ter em consideração estes fatores quando comprar terreno. A resposta é muito simples! Pela facilidade de planeamento e construção da obra. Quanto mais plano for o terreno, menos movimentações de terreno terá de fazer, simplificando e baixando os custos na fase de construção da habitação. Declives acentuados, solos rochosos ou argilosos, são pontos que podem tornar toda a construção mais dispendiosa.

Além disso, como já mencionámos em cima, é importante saber os parâmetros urbanísticos existentes: qual a área máxima de implantação, a área de construção permitida, limites do lote, etc.

Para poder planear a construção da sua casa é essencial cruzar estes fatores com as suas necessidades, e perceber se o terreno permite a construção dos espaços que idealiza para a vivência da sua família.

  • Exposição solar

Porquê? Antes de comprar terreno desloque-se até ao local e observe bem. Certifique-se qual a exposição solar do terreno para poder planear da melhor forma a sua construção. De igual modo, garanta que a vista não está nem poderá ser obstruída, bem como não existe edificação que crie zonas de sombra.

  • Impostos

Se pretende comprar terreno não se pode esquecer de algumas obrigações fiscais, além das taxas aplicáveis a nível municipal. Assim, deverá consultar o Regulamento Municipal de Taxas relacionadas com a atividade urbanística e operações conexas do município para saber quais as taxas aplicáveis e possíveis isenções e reduções.

Existem dois tipos de taxas aplicáveis a nível municipal: taxas urbanísticas e taxa de compensação urbanística. Além disso, deverá ter em conta que comprar terreno implica também o pagamento de Imposto Municipal sobre Transmissões (IMT), Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e Adicional do IMI (AIMI).

O ato de comprar terreno é um investimento no futuro e no da sua família, criando riqueza patrimonial. No entanto, lembre-se que tem de ser uma decisão ponderada e informada. Não se precipite, e se tiver dúvidas poderá sempre consultar um técnico para avaliar todos os parâmetros necessários. Ah, e não se esqueça de tomar uma grande dose de paciência quando avançar para o processo de construção.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Comprar terreno para construir casa: investir no futuro”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/comprar-terreno-para-construir-casa/

Preço das casas: “É natural que se verifiquem algumas correções dos valores praticados”

As conclusões são de um inquérito realizado pela APEMIP junto de cerca de quatro mil profissionais imobiliários a operar em Portugal.

Num inquérito realizado junto de quatro mil profissionais a operar em Portugal, entre 2 e 11 de fevereiro de 2021, a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) aferiu as consequências da pandemia e do novo confinamento junto do setor. No que diz respeito aos preços da oferta disponível, 62,5% dos profissionais apontaram para a sua manutenção, em janeiro, 31,4% para a sua quebra, e 6,1% registaram um aumento face ao mês anterior. Já em comparação com o período homólogo, 44,9% dos inquiridos afirmam que os preços se mantiveram, 37,5% que diminuíram e 17,6% que terão aumentado.

Para o presidente da APEMIP, Luís Lima, é “natural que os preços comecem a refletir os efeitos da quebra da procura e que se verifiquem algumas correções dos valores praticados”, considerando ainda que este fenómeno será particularmente notório no segmento habitacional mais alto/luxo, que se “ressente pela quebra da procura estrangeira” (62,6% dos inquiridos confirmam uma quebra deste negócio), uma vez que o mercado interno não tem tanta capacidade para absorver este tipo de ativos.

Quebra nas transações em janeiro

Segundo o inquérito realizado pela APEMIP, comparando a venda de imóveis no mês de janeiro com o mês anterior, 77,4% dos inquiridos confirmam uma quebra nas transações, contra 18% que indicam que o negócio se manteve, e 4,6% que declaram que terá aumentado.  Já em comparação com o período homólogo (janeiro de 2020), 82,4% apontam para uma quebra no negócio, 13% referem a sua manutenção e 4,6% o seu aumento.

Também a procura reflete já o impacto da situação pandémica, com 71% dos profissionais a assinalar o seu decréscimo face ao mês anterior, que sobre para 84,8% quando a comparação é efetuada com igual período do ano anterior. Para o presidente da APEMIP, estes números são desanimadores, e retratam as consequências do confinamento que entrou em vigor a 15 de janeiro, impedindo as empresas de mediação imobiliária de desenvolver a sua atividade normalmente, por não poderem realizar visitas presenciais, lê-se ainda no comunicado.

“Se no ano passado as empresas demonstravam algum otimismo apesar das circunstâncias, em 2021 a fadiga e as dificuldades que enfrentam é espelhada nos resultados deste Barómetro: por um lado, a quebra da procura começa a ser notória, por outro, as empresas continuam impedidas de fazer visitas e de desenvolver a sua atividade, o que se reflete no seu grau de otimismo para o desempenho do presente ano”, declara ainda o responsável, citado em comunicado.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Preço das casas: “É natural que se verifiquem algumas correções dos valores praticados””. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/02/23/46371-preco-das-casas-e-natural-que-se-verifiquem-algumas-correcoes-dos-valores-praticados

LTV (Loan-To-Value), uma sigla a ter em conta no crédito à habitação

Nenhuma instituição emprestará a totalidade do valor da casa, ou seja, não se conseguirá um financiamento com LTV de 100%, excepto para imóveis da banca.

Quando decidimos avançar para a compra de uma casa, uma das primeiras questões que colocamos é quanto necessitarei ter de poupanças para obter um crédito à habitação. Uma das siglas que importa conhecer neste processo é o LTV (Loan-to-Value), vulgarmente conhecido pelo rácio entre o financiamento e a garantia.

Basicamente é uma percentagem que resulta da divisão do montante que necessitamos que o banco nos empreste face ao valor do imóvel, explicam os especialistas, adiantando que, atualmente, nenhuma instituição emprestará a totalidade do valor da casa. Ou seja, não conseguirás um financiamento com LTV de 100% (excepto para imóveis da banca).

Tem em consideração que quanto maior o empréstimo maior é o risco para o banco, pelo que com um LTV mais baixo (menos montante de financiamento) terás maior facilidade em obter boas condições no teu crédito à habitação.

Por recomendação do Banco de Portugal (BdP), o LTV não deve ser superior a 90%, pelo que várias instituições não ultrapassam os 80% de empréstimo face ao valor da avaliação. 

Estes limites também alteram caso estejas à procura de um empréstimo para aquisição de habitação principal ou secundária.

Procura um intermediário de crédito para te ajudar a entender as condições do crédito à habitação e conseguires, assim, a melhor solução do mercado.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“LTV (Loan-To-Value), uma sigla a ter em conta no crédito à habitação”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2021/02/15/46291-ltv-loan-to-value-uma-sigla-a-ter-em-conta-no-credito-a-habitacao