Preço das casas em Portugal vai cair no curto prazo, antecipa Bruxelas

Aumento da oferta de obra nova na área residencial, a par da crise no Alojamento Local, explicam o ajustamento no custo da habitação previsto pela Comissão Europeia.

Depois da escalada dos últimos anos, os preços das casas em Portugal começaram a desacelerar no segundo trimestre de 2020. E a expetativa da Comissão Europeia (CE) é que venham a cair mais, no curto prazo. Sem apontar estimativas em forma de número, Bruxelas antecipa uma tendência de baixa dos preços da habitação no mercado português, atribuindo “culpas” à pandemia, mas dizendo que também o reforço da oferta de nova construção residencial deverá contribuir para este fenómeno de ajustamento. Por outro lado, o relatório da 12ª missão de avaliação pós-programa de ajustamento económico destaca a resiliência que o setor imobiliário tem mostrado nesta crise.

“Vários fatores apontam para uma nova desaceleração do crescimento dos preços da habitação, no curto prazo. O investimento na construção residencial continuou a aumentar no primeiro semestre de 2020 e é expectável que a oferta do mercado gradualmente se ajuste à procura. Além disso, a queda na atividade turística vai colocar mais pressão descendente sobre os preços, uma vez que o mercado de arrendamentos de curto prazo (Alojamento Local) provavelmente não retornará aos níveis pré-pandémicos em breve”, pode ler-se no documento publicado pela Comissão Europeia, esta quarta-feira, dia 18 de novembro de 2020.

Apesar do travão registado no ritmo de crescimento do valor das casas, no terceiro semestre deste ano, em plena pandemia da Covid-19, os preços ainda subiram em Portugal: 1% entre julho e setembro face aos três meses anteriores, para 2.090 euros por metro quadrado (m2). Em termos anuais, ou seja, comparativamente com o terceiro trimestre de 2019, o aumento foi de 5,5%.

Moratórias no crédito à habitação e outras positivas, mas com riscos

Bruxelas diz, por outro lado, que as medidas adotadas pelas autoridades portuguesas e comunitárias, a par das moratórias dos bancos nacionais (nomeadamente na área do crédito à habitação), ajudaram a suavizar o impacto negativo da pandemia para as famílias e as empresas nesta primeira fase da crise – assegurando a cobertura das necessidades de liquidez -, mostrando, porém, ressalvas quanto ao que aí vem, com receios sobre como vão reagir o sistema financeiro e a economia real, quando este ciclo de ajudas acabar.

“A incerteza em torno do materialização e magnitude para a economia real, e o subsequente impacto sobre o sistema financeiro, permanecem altos”, diz Bruxelas, afirmando que “o sistema bancário português é mais resiliente agora do que no início do mundo crise financeira há uma década, mas também há novas vulnerabilidades”.

No final de setembro existiam mais de 751 mil contratos abrangidos por moratórias, sendo que 42% diziam respeito a créditos à habitação, 29% a contratos de crédito ao consumo e os restantes 29% a contratos de créditos a empresas, segundo os dados mais recentes do Banco de Portugal. “Em junho de 2020, cerca de 17% do total do crédito à habitação e 30% do crédito às empresas beneficiavam de diferimentos de empréstimos, concentrados principalmente em micro e pequenas empresas”, recorda a Comissão.

Perante isto “os bancos enfrentam riscos de deterioração da qualidade dos ativos, uma vez que os rácios de crédito malparado (NPL, na designação inglesa) são suscetíveis de aumentar no momento em que as moratórias dos empréstimos expirarem”. Atendendo a este cenário de risco, a CE recomenda que “os bancos olhem para lá da suspensão temporária dos pagamentos e se preparem para um aumento dos incumprimentos”, montando uma estratégia “atempada com os acionistas e clientes e aumentando as provisões de perdas”.

E deixa também uma mensagem ao Governo: “neste contexto, o papel das autoridades é primordial para assegurar uma saída gradual das moratórias e de outras medidas”.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Preço das casas em Portugal vai cair no curto prazo, antecipa Bruxelas”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2020/11/19/45335-preco-das-casas-em-portugal-vai-cair-no-curto-prazo-antecipa-bruxelas

Taxa de juro do crédito à habitação desce em outubro – capital em dívida e prestação sobem

Dados do INE mostram que a prestação média vencida aumentou um euro e que o capital médio em dívida disparou 161 euros.

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação foi 0,932% em outubro, menos 3,4 pontos base que no mês anterior (0,966%). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 0,966% em setembro para 0,914% em outubro. Em causa estão dados divulgados esta segunda-feira (23 de novembro de 2020) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Para o destino de financiamento Aquisição de Habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 0,951% (-3,4 pontos base face a setembro). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro para este destino de financiamento fixou-se em 0,911%”.

O que é a taxa de juro implícita no crédito à habitação? “Reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização)”, explica o INE.

No que diz respeito ao valor médio da prestação, subiu um euro em outubro, para 227 euros. Deste valor, 43 euros (19%) correspondem a pagamento de juros e 184 euros (81%) a capital amortizado. Já contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação subiu sete euros, para 290 euros.

Já o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 161 euros face ao mês anterior, fixando-se nos 54.645 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi 109.727 euros, mais 1.478 euros que no mês anterior.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Taxa de juro do crédito à habitação desce em outubro – capital em dívida e prestação sobem”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/11/23/45367-taxa-de-juro-do-credito-a-habitacao-desce-em-outubro-capital-em-divida-e

Quais os fatores a ter em conta na hora de escolher uma casa para comprar?

Antes de tomar uma decisão, será importante avaliar vários aspetos, dentro e fora do imóvel. Especialistas explicam aquilo a que se deve prestar atenção.

O momento que antecede a contratação de um crédito à habitação é a escolha da casa. E para que não sejas surpreendido com a avaliação bancária do imóvel, é importante teres em consideração diversos fatores quando tomares essa decisão. Será fundamental, por exemplo, obter informações sobre o desenvolvimento de projetos urbanísticos na zona, tráfego e acessibilidade por vários meios de transporte. Mas há outros. A pensar nisso, preparámos uma lista de pormenores aos quais deves prestar atenção.

É igualmente relevante olhar para os serviços disponíveis na envolvente, nomeadamente comércio (farmácia, restauração, mercearia), espaços públicos (jardins, ciclovias), mas também ao nível da educação e saúde. A vizinhança é outro dos elementos essenciais na tomada de decisão, pelo que deves conhecer a vida envolvente, não só pelos hábitos locais, mas também por razões de segurança. 

“Após validares que os fatores exteriores te agradam, será hora de olhares para o imóvel. No exterior, é importante aferires o estado de conservação do prédio (verificar fissuras, rachas, etc.), bem como a sua exposição solar (exposição solar o dia todo, só da parte da manhã, etc.)”, recomendam os especialistas.

Quando estiveres dentro do imóvel, tem atenção aos isolamentos. Deverás reparar em focos de humidade, calafetagem das janelas, se tem vidros duplos, etc. Não deves descurar a qualidade dos materiais utilizados, uma vez que os acabamentos fazem grande diferença em questões de manutenção, bem como o espaço de arrumação. 

Finalmente, informa-te sobre as questões do condomínio, nomeadamente qual a contribuição afeta àquela fração, bem como se está prevista alguma obra de conservação que necessite de uma quotização extra. 

“Dada a dificuldade de encontrar o imóvel perfeito, deves ponderar os fatores no seu todo e decidir de acordo com o verdadeiro valor da habitação”, aconselham.

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O seguro de vida para o crédito habitação é obrigatório?

Acha que seguro de vida para o crédito habitação é obrigatório? Não é, mas dificilmente consegue um empréstimo sem ele. Saiba o que é ou não legal.

O seguro de vida para o crédito habitação não é obrigatório, mas não será fácil encontrar um banco que lhe dê essa escolha. Ainda assim, a lei estabelece uma série de condições para que o consumidor tenha o máximo de informação antes de aderir a um seguro.

A contratação de um seguro de vida quando se faz um crédito habitação é tão comum que muitas pessoas partem do princípio que é obrigatório. No entanto, e segundo a lei, o único seguro realmente obrigatório é o seguro de incêndio, muitas vezes contratado como multirriscos.

Se o seguro de vida para o crédito habitação não é obrigatório, o que explica que seja tão comum? A própria natureza deste seguro ajuda a perceber.

É visto pelos bancos como uma forma de garantir que a hipoteca é paga em caso de morte ou invalidez do cliente. Para quem contrata, acaba por ser também uma forma de assegurar que, numa destas situações a dívida fica saldada e a família não perde a casa.

Seguro de vida para o crédito habitação? Conheça a lei

A lei que define as condições para que os bancos possam propor seguros de vida associados ao crédito à habitação surgiu justamente porque “é generalizada a prática de as instituições de crédito exigirem, como condição sine qua non da concessão de crédito à habitação, a contratação de um contrato de seguro de vida”.

Embora considere “legítima a preocupação das instituições de crédito em obter a celebração de tais seguros”, a lei pretende assegurar que os consumidores não são prejudicados.

Assim, os bancos podem solicitar este seguro, mas são instituídas “regras mínimas de funcionamento” que garantam que a relação entre banco/cliente/seguradora assegure os direitos do consumidor.

Estas regras têm como objetivo não só garantir que a informação prestada é transparente, como assegurar que os clientes têm, efetivamente, liberdade de contratar. Isto é, que os bancos não obrigam a que seja feito determinado seguro.

A lei refere-se aos contratos de seguro de vida feito como reforço de garantia dos contratos de crédito à habitação, quer sejam impostos pelos bancos quer sejam feitos por opção do consumidor.

Regras do seguro de vida para o crédito habitação

Se o banco lhe quiser propor um seguro de vida – seja como condição essencial para lhe conceder o empréstimo ou apenas como um seguro facultativo – este tem de incluir um conteúdo mínimo e respeitar algumas regras.

Um dos aspetos mais importantes é que o capital seguro deve ser atualizado à medida que a dívida vai sendo paga, o que tem de se refletir no valor do prémio a pagar.

Outra regra é que o contrato de seguro começa ao mesmo tempo do que o crédito à habitação e, exceto em caso de sinistro, termina quando o crédito estiver pago. E isto é válido tanto para os empréstimos pagos no prazo contratado como nos casos em que haja uma amortização antecipada.

A lei proíbe também que existam cláusulas de penalização caso desista do seguro devido a amortização antecipada.

Quando o seguro de vida para o crédito habitação é feito a dois

O valor do seguro de vida deve ser igual ao capital em dívida. No entanto, e como veremos, esta questão está a ser contornada quando o crédito à habitação é pedido, por exemplo, por um casal.

A lei diz que, caso exista mais do que uma pessoa segura, o contrato pode determinar que o seguro é acionado em caso de sinistro envolvendo qualquer um deles, ou apenas um deles. Isto é, pode estipular que a casa fique paga apenas se o sinistro afetar, por exemplo, um dos elementos do casal; ou que a dívida fique saldada independentemente do elemento que sofra invalidez ou morte.

Ainda assim, não pode ser pedido um contrato de seguro de vida por cada um dos mutuários, exceto se os contratos “não desonerem por inteiro os segurados da dívida”.

Seguro pela metade? Tenha cuidado

Ainda assim, e apesar da lei estipular várias condições que visam informar e proteger o consumidor, nunca é demais ler analisar com muita atenção e esclarecer todas as dúvidas antes de assinar o contrato.

Uma das condições a que deve ter atenção é se o capital seguro corresponde ao valor em dívida ao banco. Se for inferior, em caso de morte ou invalidez, a casa não fica paga.

Há modalidades de seguros de vida para o crédito habitação em que apenas 50 por cento do capital em dívida está coberto. São geralmente propostos quando o crédito é pedido por duas pessoas e são mais baratos do que os que cobrem a totalidade do capital em dívida.

Pode escolher esta opção, mas não se esqueça que, em caso de morte, acidente ou doença, não ficará com o crédito saldado.

Informação a prestar ao consumidor

Bancos e seguradoras estão já obrigados por lei a cumprir uma série de regras, incluindo os deveres de informação. No caso do seguro de vida para o crédito habitação, este dever é reforçado.

Assim, e ainda antes da assinatura do contrato, o banco tem o dever de informar os clientes e de responder a todas as suas dúvidas em relação ao seguro.

A lei refere claramente que esta informação deve incluir as exclusões do contrato de seguro, incluindo doenças e patologias pré-existentes, períodos de carência e consequências jurídicas destas duas condições contratuais.

O consumidor deve também ser informado sobre o pagamento dos prémios de seguro e vinculação contratual à anuidade do contrato.

O seguro é obrigatório? Eis o que lhe devem dizer antes de assinar

Se o seguro de vida for condição obrigatória para que lhe seja concedido o crédito habitação o banco tem algumas obrigações durante a fase pré-contratual.

É obrigado a declarar que a celebração do contrato de crédito à habitação está dependente da contratação de um seguro de vida.

Deve também informar que, caso ocorra a morte ou invalidez (de acordo com as coberturas contratadas) a indemnização é paga ao banco.

O cliente deve igualmente ser informado sobre as coberturas e demais requisitos mínimos a que um seguro de vida deve obedecer.

Ao informar os clientes da necessidade de fazer seguro de vida para o crédito habitação o banco deve declarar que estes têm o direito escolher a seguradora que preferem. E caso já possuam um seguro de vida, este pode ser usado como garantia no empréstimo.

Outra informação obrigatória diz respeito à transferência de seguro. Isto é, o banco deve informar o cliente que este pode transferir o empréstimo para outra entidade bancária usando o mesmo seguro de vida. Ou que, mesmo mantendo o empréstimo no mesmo banco, podem fazer novo contrato de seguro de vida.

A informação a prestar deve incluir também a simulação dos custos associados à subscrição do crédito à habitação. O cliente tem também de saber o valor dos prémios a pagar.

Vai fazer o seguro? Tudo o que lhe devem dizer

Se as condições apresentadas pelo banco para o seguro de vida para o crédito habitação lhe agradarem, e mesmo que decida aceitar a proposta, mantêm-se os deveres de informação.

Caso decida avançar para o contrato, o valor do prémio deve ser incluído na simulação dos custos associados ao crédito à habitação que o banco lhe vai fornecer.

Ainda antes de assinar o contrato, deve receber uma cópia para analisar. Este documento deve conter dados como:

  • Identificação da seguradora;
  • Designação comercial do produto;
  • Forma de atualização do contrato;
  • Valor global e periodicidade de pagamento do prémio;
  • Outros custos de contratação, incluindo custos administrativos.

O contrato de seguro de vida deve ser entregue aos clientes juntamente com o contrato de crédito à habitação. As informações relativas ao seguro de vida devem constar da FINE.

Atualização do valor em dívida: como funciona

As regras para o seguro de vida para o crédito habitação abrangem também a atualização automática do montante em dívida.

Assim, o banco deve informar a seguradora sobre a evolução do montante em dívida no contrato de crédito à habitação. Esta informação deve ser feita em tempo útil para que a empresa possa atualizar o capital seguro e, consequentemente o prémio.

A atualização é obrigatória quer o contrato de seguro tenha sido celebrado através do banco ou numa seguradora escolhida pelo cliente.

Se o seu seguro de vida para o crédito habitação foi feito antes da entrada em vigor desta lei (dezembro de 2009), a atualização pode não estar a ser feita de forma automática.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“O seguro de vida para o crédito habitação é obrigatório?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/seguro-de-vida-para-o-credito-habitacao-e-obrigatorio/

Dicas para comprar o terreno perfeito para construir a sua casa

O efeito da pandemia no mercado imobiliário veio acentuar uma tendência de negócio que se tem vindo a verificar no sector do imobiliário nos últimos anos devido à valorização económica dos imóveis, criando uma série de oportunidades no que diz respeito à sua venda.

Aliado à valorização dos imóveis, principalmente os imóveis destinados a habitação, está o acesso ao crédito bancário que tem sido cada vez mais acessível devido às taxas de juro estarem em baixa a ao poder de compra e baixas taxas de esforço dos proprietários ou futuros proprietários.

A verdade é que quem possui um imóvel, seja um apartamento ou moradia, atravessa, nesta fase, um bom período para concretizar a sua venda com a certeza de que conseguirá uma quantia interessante e certamente com uma valorização significativa.

Outra questão relevante é que, embora se consiga vender um imóvel, em alguns casos de forma inflacionada, existe também uma dificuldade na compra pois quem vende pensa duas vezes se quer comprar ou construir.

A procura por terrenos

A procura por terrenos para a construção, seja em zonas urbanas, ou zonas mais descentralizadas, aumentou de forma considerável, mesmo durante a pandemia. O principal ponto a ter em conta nesta situação é a questão com que todos os proprietários se debatem quando querem vender a sua habitação. Ou se compra uma nova habitação ou se compra um terreno e constrói-se algo novo e personalizado, como se fosse a casa de sonho.

De facto, em muitos casos, o valor conseguido com a venda de apartamentos ou moradias é suficiente para se conseguir comprar um terreno e construir uma nova habitação, podendo ainda haver acesso ao crédito bancário para compensar algum valor. Esta tem sido a tendência verificada nos últimos tempos, tendo existido muitas transações, compras e vendas, de imóveis, terrenos e até mesmo herdades e montes rurais.

Quem procura um terreno deve ter em conta várias situações como por exemplo

Localização do terreno

A localização do terreno é muito importante, principalmente se for um terreno destinado à construção de uma habitação para uso diário. Na localização do terreno devem ser verificados os acessos e a proximidade com os centros urbanos, locais de trabalho, escolas, farmácias e centros de saúde, espaços comerciais e espaços de lazer, caso seja este o objectivo. Um terreno localizado em zonas de difícil acesso ou longe de certos serviços podem dificultar a vida diária e dinâmica de uma família.

Infraestruturas e legalização

Outra grande questão a ter em conta é se o terreno está dotado de todas as infraestruturas e se está devidamente apto para a construção. Esta situação terá de ser verificada junto do departamento de urbanismo da câmara municipal correspondente à localização do terreno. Podem existir grandes negócios, mas que devem ser analisados pois em muitos casos existe impossibilidade de construção, nomeadamente quando se trata de terrenos em áreas protegidas, zonas agrícolas ou áreas não destinadas à construção, conforme está indicado no Plano Director Municipal e Regulamentos Urbanos.

Topografia, áreas e orientação solar

A topografia do terreno também é um factor a ter em consideração quando se adquirir um terreno. Num terreno com uma topografia de nível, ou seja, um terreno plano, a construção acaba por ser mais simplificada e não existe lugar a grandes movimentações de terreno, baixando assim os custos na fase de construção. Um terreno com uma topografia acentuada, em declive, ou com muitas variações topográficas, pode ser um desafio interessante em termos arquitectónicos, no entanto exige um trabalho de modelação mais complexo e certamente um aumento de custos de construção.

A área do terreno deve ser bem analisada, assim como os parâmetros urbanísticos existentes, como a área máxima de implantação, área de construção permitida, limites do lote e os afastamentos aos seus limites. As áreas permitidas devem ser de acordo com os objetivos de quem irá construir.

A orientação solar do terreno é importante para definir o projecto de arquitectura aproveitando assim o melhor de cada espaço e vivência, otimizando assim a habitação com a exposição solar evitando assim situações como por exemplo a localização de piscinas em zonas de mais sombra, caso o objectivo seja uma piscina com bastante exposição solar.

Recorra a profissionais

Em termos de conclusão, para a venda do imóvel, é sempre recomendável recorrer a profissionais do mercado imobiliário, que irão certamente conseguir o melhor negócio e comprador ideal para casa caso, já a escolha de um terreno para construção deve ser analisada por profissionais do ramo da construção como por exemplo um arquiteto, que irá ajudar a avaliar todas as questões legais acerca do imóvel e fundamentar uma opinião acerca da localização, orientação solar e qual será a melhor opção em termos de arquitectura, projecto e construção para casa situação. 

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo.“Dicas para comprar o terreno perfeito para construir a sua casa”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/dicas-para-comprar-o-terreno-perfeito-para-construir-a-sua-casa

Agravamento do spread da casa: em que situações não pode acontecer?

Existem várias situações protegidas por lei, nas quais os bancos não podem agravar o spread do empréstimo da casa. Especialistas explicam quais.

São vários os motivos que te podem levar a alterar as características ou condições do teu crédito à habitação, tais como redução de vinculação, divórcio ou dissolução de união de facto, mudança de local de trabalho, troca de casa, substituição de fiadores, entre outros. Mas será que isso se pode traduzir num agravamento das condições? Nem sempre.

Se em alguns casos passa pela exoneração de um mutuário do crédito, noutros trata-se de alteração de finalidade do empréstimo, por exemplo, de habitação permanente para habitação secundária ou rendimento, tal como explicamos.

Quer isto dizer que existem várias situações protegidas por lei, nas quais os bancos não podem agravar o spread do teu empréstimo. São elas:

  • A celebração de um contrato de arrendamento com um terceiro, desde que fique mencionado a existência de uma hipoteca sobre o imóvel e a renda seja depositada na conta bancária associada ao empréstimo; 
  • Mudança de local de trabalho para uma distância superior a 50km; 
  • Situação de desemprego; 
  • Renegociação decorrente do divórcio, separação judicial de pessoas e bens, dissolução de união de facto ou falecimento de um dos cônjuges, quando o empréstimo fique titulado por um mutuário que comprove que a taxa de esforço ficará inferior a 50%, ou 60% no caso de agregados familiares com dois ou mais dependentes. 

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Agravamento do spread da casa: em que situações não pode acontecer?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/11/10/45228-agravamento-do-spread-da-casa-em-que-situacoes-nao-pode-acontecer

O que é o certificado energético? É preciso ter um para vender a casa?

São vários os fatores que influenciam a eficácia energética de um imóvel, que varia entre A+ (muito eficiente) e F (pouco eficiente).

O certificado energético é um documento que avalia a eficácia energética de um imóvel numa escala de A+ (muito eficiente) a F (pouco eficiente). É essencial e obrigatório, por isso, quando um proprietário quer vender ou arrendar um imóvel, independentemente da “idade” do mesmo. Contamos-te tudo sobre este assunto no artigo de hoje.
 
O certificado energético é obrigatório em casas novas e antigas a partir do momento em que são colocadas à venda ou para arrendar, pelos proprietários ou pelos mediadores imobiliários. 

Este certificado tem de ser apresentado aquando da celebração do contrato de compra/venda ou arrendamento, atestando, assim, a informação divulgada de início sobre a classe energética a que o imóvel pertence. Também os edifícios que sejam alvo de intervenções superiores a 25% do seu valor são obrigados a solicitar a emissão do certificado energético.

O que é o certificado energético, se trata de um documento que avalia a eficácia energética de um imóvel numa escala de A+ (muito eficiente) a F (pouco eficiente). Este certificado é emitido por técnicos autorizados pela Agência para a Energia (ADENE). 

O documento indica medidas de melhoria para reduzir o consumo, como a instalação de vidros duplos ou o reforço do isolamento, entre outras. Contém informação sobre as características de consumo energético relativas a climatização e águas quentes sanitárias. 

A classe energética do certificado é determinada pela localização do imóvel, o ano de construção, se se trata de um prédio ou de uma moradia, o piso e a área, assim como a constituição das suas envolventes (paredes, coberturas, pavimentos e envidraçados). Os equipamentos associados à climatização (ventilação, aquecimento e arrefecimento) e à produção de águas quentes sanitárias também influenciam. O certificado energético é válido por 10 anos para casas de habitação. 

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“O que é o certificado energético? É preciso ter um para vender a casa?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2020/11/09/45207-o-que-e-o-certificado-energetico-e-preciso-ter-um-para-vender-a-casa

Como poupar nos seguros associados ao crédito à habitação

Informação e negociação são essenciais para poupar nos seguros associados ao crédito à habitação. Saiba o que pode fazer para reduzir a despesa.

Quando se fala em seguros, fala-se muito nas “letras pequeninas”, ou seja, em condições a que não se presta muita atenção quando se assina o contrato. No entanto, o segredo para poupar nos seguros associados ao crédito à habitação, ou noutros, pode estar justamente aí.

Ao pensar em comprar casa recorrendo a um empréstimo bancário há que deixar margem no orçamento para esta despesa. Geralmente, e até porque o banco diz oferecer melhores condições se adquirir estes produtos nas seguradoras associadas, muitas pessoas nem pensam duas vezes e escolhem logo essa opção.

E aqui pode estar um erro. Por um lado, nem sempre é verdade que a opção oferecida pelo banco seja a melhor. Por outro, não tem obrigação de subscrever os seguros da casa na mesma instituição onde tem ou vai fazer o crédito habitação.

Assim, o primeiro conselho é não decidir nada sem se informar e comparar. E se perceber que existem opções melhores no mercado, pode tentar negociar com o seu banco.

Quais são os seguros associados ao crédito à habitação?

Outro ponto importante para poupar nos seguros associados ao crédito é saber quais os seguros que tem mesmo de fazer. Ou seja, há seguros obrigatórios por lei e outros que só fará se quiser.

Seguro de vida

Ao contrário do que se pensa, a obrigatoriedade de subscrever um seguro de vida não está na lei. O que acontece é que os bancos geralmente não concedem crédito sem este seguro.

Por um lado, acaba por ser uma forma de garantir que, em caso de morte ou incapacidade, a família não fica desprotegida. Por outro, os bancos asseguram que o crédito fica pago.

Como poupar

Nos seguros de vida associados ao crédito habitação existem dois tipos de coberturas. E embora uma seja mais dispendiosa do que a outra, este é daqueles casos em que o barato pode sair muito caro.

A cobertura por Invalidez Absoluta e Definitiva (IAD) pode ser mais barata, mas para que possa acionar o seguro terá de ter uma incapacidade superior a 80%. Ou seja, se tiver um acidente ou uma doença grave, mas não ficar totalmente invalido, de pouco ou nada lhe vai valer o seguro.

Já com a cobertura por Invalidez Total e Permanente (ITP), o seguro pode ser acionado se de uma doença ou acidente resultar uma incapacidade de 66,6%. E, nessa situação, a casa fica paga, o que faz toda a diferença.

Além deste aspeto, e sobretudo se fez ou vai fazer o seguro de vida junto do seu banco, é importante verificar se uma eventual mudança de seguradora lhe vai ou não agravar a prestação do crédito.

É que, para oferecer um spread mais baixo, os bancos costumam propor ao cliente a contratação de outros produtos. E ao desistir de um deles pode perder essa bonificação. Ainda assim, a penalização pode compensar a mudança. É tudo uma questão de fazer as contas.

Seguro de incêndio

Dos seguros da casa, o único realmente obrigatório é o seguro de incêndio e apenas para os edifícios em regime de propriedade horizontal, ou seja, os chamados condomínios. Este seguro deve cobrir não só a sua casa, mas também as partes comuns do edifício, como escadas, telhado, elevadores ou garagem, por exemplo.

O seguro de incêndio cobre os danos diretamente causados aos bens seguros na sequência do incêndio. Se a apólice não disser o contrário, podem estar também incluídos danos causados por queda de raio, explosão ou outro acidente semelhante, mesmo que não seja acompanhado de incêndio.

Como poupar

Este seguro é tão importante que se não o fizer dentro do prazo previsto ou no valor determinado na assembleia de condóminos, o administrador do condomínio deve fazê-lo, cobrando-lhe depois esse valor.

Assim, e para garantir que não vai pagar mais por um seguro que não foi escolhido por si, certifique-se que tem esta apólice em dia.

Pode escolher duas modalidades: Incêndio e Elementos da Natureza ou ter esta opção incluída num seguro multirriscos. Se está a ponderar outras coberturas além do risco de incêndio, esta última opção pode compensar.

Seguro multirriscos habitação

Embora não sendo obrigatório, os bancos normalmente propõem a contratação de um seguro multirriscos que, por regra, inclui a cobertura de incêndio.

No entanto o seguro multirriscos é mais abrangente, uma vez que oferece um conjunto de coberturas facultativas de danos no imóvel ou no seu recheio. Além do risco de incêndio pode cobrir, por exemplo, inundações, tempestades, furto ou roubo.

Como poupar

No momento de contratar o crédito habitação, pondere bem quais as coberturas de que necessita. Vai proteger apenas as paredes da casa ou todo o investimento que nela fizer?

O seguro multirriscos tem normalmente um conjunto de coberturas pré-determinadas, mas é possível adicionar outras coberturas complementares. O prémio é calculado, por isso, em função das coberturas contratadas.

Dependendo do que quiser segurar, esta opção pode ser mais vantajosa do que somar vários seguros, muitas vezes com coberturas duplicadas. Mais uma vez, vale a pena fazer bem as contas antes.

Seguro do recheio da casa

Esta cobertura não é obrigatória e tanto pode estar incluída num seguro multirriscos, como ser adquirida separadamente.

Não se esqueça que o chamado “seguro de paredes” não inclui o recheio da casa, ou seja, móveis, eletrodomésticos e artigos de valor ficam de fora. Assim, se quer ter a certeza de que a proteção é mais abrangente, pode segurar o recheio.

Mas primeiro verifique as coberturas que já possa ter noutros contratos de seguro, nomeadamente se já tem ou vai fazer um multirriscos. Não vale a pena estar a pagar duas vezes pela mesma coisa.

Como poupar

Calcule quanto teria de gastar para substituir tudo o que tem em casa. Não só os móveis e eletrodomésticos, mas também a roupa, sapatos, livros, discos, etc.

Fotografe os artigos mais raros e valiosos, como obras de arte, jóias ou moedas antigas, por exemplo. Estes devem ser discriminados e valorizados individualmente na apólice, caso contrário, a seguradora só paga um determinado montante em caso de sinistro, normalmente 1.500 euros. Além disso, deve guardar sempre os recibos que comprovem a aquisição dos bens.

Para minimizar o prejuízo em caso de sinistro, é importante que o valor do prémio reflita o valor dos artigos que fazem parte do recheio.

Mais conselhos para poupar nos seguros da casa

Para poupar nos seguros associados ao crédito da casa, o fundamental é saber quais as coberturas que já tem ou que quer ter. Até porque só pode comparar valores depois de saber o que inclui cada um deles.

Um seguro mais barato pode cobrir menos riscos e, caso algo aconteça, pode perceber que o barato sai caro.

Juntar seguros

Por outro lado, pode fazer sentido contratar um seguro multirriscos que inclua seguro de incêndio e o de recheio em vez de os fazer separadamente.

Ter todos os seguros na mesma companhia também pode ou não compensar. Por isso, nada como comparar preços, tendo sempre em conta coberturas e exclusões.

Seguros no banco ou na concorrência

Também é importante perceber se compensa fazer os seguros da casa na seguradora indicada pelo banco ou procurar outra opção.

Muitas vezes, o banco oferece um spread mais baixo se fizer o seguro que sugerem, como por exemplo o seguro de vida ou o seguro multirriscos, mas é preciso ver se essa poupança é efetiva. E se ao mudar de seguradora não perde essa bonificação.

Peça simulações a outras seguradoras e faça as contas. Mesmo que fique a pagar mais pela prestação do crédito, pode continuar a compensar fazer (ou transferir) o contrato de seguro para uma seguradora diferente.

Se for esse o caso, fale com o seu banco e tente negociar. Não raras vezes a seguradora do próprio banco acaba por acompanhar os preços da concorrência para não perder o cliente.

Atenção às franquias

Preste também atenção às franquias, ou seja, ao valor até ao qual o segurador não se responsabiliza pelo prejuízo.

Para conseguir ter os seguros da casa com um prémio anual mais baixo, pode haver a tentação de aceitar franquias mais elevadas em algumas coberturas. Mas isso significa que em caso de sinistro, terá de pagar uma parte maior dos prejuízos.

Imagine por exemplo, que a franquia são 200 euros e os danos sofridos foram avaliados em 150 euros. Nesse caso, não terá sequer direito a receber qualquer indemnização.

Atualizar o capital seguro

Por fim é importante ir atualizando o capital seguro, até para saber com o que pode contar caso algo corra mal. O capital seguro é o valor máximo que a seguradora pagará em caso de sinistro, mesmo que o prejuízo seja superior.

A atualização do capital seguro deve ser feita pelo segurado, que tem duas opções:

  • atualização convencionada, feita anualmente com base numa percentagem indicada pelo tomador do seguro, que pode decidir uma atualização fixa; ou
  • atualização indexada, feita anualmente segundo as variações dos índices IE (edifícios), IRH (recheio) ou IRHE (recheio e edifício). Estes índices são determinados trimestralmente pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e publicados no Diário da República.

Informação, comparação e negociação são, assim, as três palavras-chave quando se trata de poupar nos seguros associados ao crédito. O processo pode levar-lhe algum tempo, mas a verdade é que vai acabar por poupar dinheiro.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Como poupar nos seguros associados ao crédito à habitação”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/como-poupar-nos-seguros-da-casa/

Pagar a prestação da casa com o PPR? Sim, é possível

A possibilidade de resgate do PPR, sem penalizações, apenas se aplica ao pagamento de prestações vencidas. Especialistas explicam tudo sobre o tema.

Os Planos Poupança Reforma (PPR) foram criados para incentivar a poupança e são especialmente atrativos pelos benefícios fiscais que proporcionam. A perspetiva de investimento nestas soluções de poupança é de longo prazo, mas, ainda assim, existem várias circunstâncias que te podem levar a optar pelo resgate das mesmas, nomeadamente para o pagamento de prestações do crédito à habitação.

Caso tenhas obtido benefícios fiscais, o resgate de PPR’s exige a devolução dos respetivos benefícios, majorados percentualmente por cada ano em que foi exercido o benefício fiscal. De qualquer modo, existem motivos previstos na lei para poderes resgatar o teu PPR sem penalização, tais como desemprego, doença grave, incapacidade permanente, reforma, mais de 60 anos de idade e pagamento de prestação do crédito à habitação. 

“A possibilidade de resgate do PPR para pagamento de prestação do crédito habitação, sem devolução de benefícios fiscais, apenas se aplica ao pagamento de prestações vencidas, não se aplica a amortização do empréstimo, isto é, não podes utilizar o PPR para reduzir a dívida ao banco”.

Existem ainda outras condições para não seres penalizado, entre elas, ter decorrido mais do que cinco anos desde a subscrição do montante a resgatar do PPR e que o valor das entregas na primeira metade do contrato represente mais do que 35% da totalidade das mesmas. 

“Independentemente das possibilidades de resgate destas soluções de poupança, o recomendável é que apenas resgates as mesmas para a finalidade que as subscreveste, ou seja, uma poupança para a reforma”, alertam ainda os especialistas.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Pagar a prestação da casa com o PPR? Sim, é possível”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/11/03/45150-pagar-a-prestacao-da-casa-com-o-ppr-sim-e-possivel

Avaliação bancária das casas ainda em máximos históricos – 1.128 euros por m2 em setembro

Valor mediano a que os bancos estão a avaliar os imóveis para efeitos de concessão de crédito subiu 12 euros em julho e um euro em agosto.

Em setembro, o valor mediano de avaliação bancária em Portugal, realizada no âmbito de pedidos de crédito à habitação, manteve-se nos 1.128 euros por metro quadrado (m2) registados em agosto, mês em que atingiu um novo recorde – tinha subido um euro face a julho, segundo dados divulgados esta quarta-feira (28 de outubro de 2020) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

De acordo com o INE, este valor (1.128 euros por m2) “representou uma desaceleração em termos homólogos, tendo a taxa de variação abrandado de 7% em agosto para 5,8% em setembro”. 

De referir que no mês em causa, setembro, foram realizadas 23.711 avaliações bancárias, mais 3% que no mesmo mês do ano passado. Destas, 14.837 foram de apartamentos e 8.874 de moradias. Em comparação com o mês de agosto realizaram-se mais 2.052 avaliações bancárias, revela o INE.

“Em setembro (…), o maior aumento face ao mês anterior registou-se na Região Autónoma da Madeira (3,2%). A maior redução foi observada no Centro (-1,4%). Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o valor mediano das avaliações cresceu 5,8%, registando-se a variação mais intensa no Norte (7,4%) e uma única diminuição, na Região Autónoma da Madeira (-0,2%)”, lê-se na nota.

No caso dos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária em setembro foi 1.233 euros por m2, mais 7,1% que no mesmo mês do ano passado. O valor mais elevado foi observado no Algarve (1.507 euros por m2) e o mais baixo no Alentejo (842 euros por m2). Face ao mês anterior, agosto, o valor desceu 0,1%, tendo a Região Autónoma da Madeira apresentado a maior subida (3,4%) e a Região Autónoma dos Açores a maior descida (-4,5%). 

“O valor mediano da avaliação para apartamentos T2 subiu um euro, para 1.253 euros/m2, tendo os T3 descido quatro euros, para 1.120 euros por m2”, conclui o INE, frisando que estas tipologias representaram 81% das avaliações de apartamentos realizadas em setembro. 

Relativamente às moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 953 euros por m2 em setembro, mais 4,3% que no período homólogo. Os valores mais elevados observaram-se no Algarve (1.548 euros por m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.528 euros por m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (797 euros por m2). 

“Comparativamente com o mês anterior, a Região Autónoma da Madeira apresentou o maior aumento (3,3%) tendo-se verificado a descida mais acentuada no Algarve (-1,8%). Comparando com agosto, os valores das moradias T2, T3 e T4, tipologias responsáveis por 58,4% das avaliações, atingiram os 815 euros por m2 (menos oito euros), 856 euros por m2 (menos seis euros) e 952 euros por m2 (mais seis euros)”, revela o INE.

Em termos geográficos, a Área Metropolitana de Lisboa, o Algarve, a Região Autónoma da Madeira e o Alentejo Litoral apresentaram, em setembro, valores de avaliação superiores à mediana do país: 35%, 32%, 5% e 1%, respetivamente. Já a região da Beira Baixa foi a que apresentou o valor mais baixo em relação à mediana do país (-41%).

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Avaliação bancária das casas ainda em máximos históricos – 1.128 euros por m2 em setembro”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/10/28/45077-avaliacao-bancaria-das-casas-mantem-se-em-maximos-historicos-1-128-euros-por