Prestação da casa desce em agosto para Euribor a 3 e 6 meses – e há novo um mínimo histórico

Os créditos associados à Euribor a três meses verão a prestação baixar 2,73%. Os encargos mensais baixam cerca de 8,5 euros, fixando-se nos 301,65 euros.

Agosto traz boas notícias para quem pediu dinheiro emprestado ao banco para comprar casa. A maioria das famílias vai sentir um alívio com os encargos da prestação, nomeadamente os clientes com crédito à habitação indexado às taxas Euribor a três e a seis meses, que vão cair 2,73% e 0,72%, respetivamente. A Euribor a três meses regista, de resto, aquela que é a maior queda em quase oito anos, atingindo um mínimo histórico. Já nos créditos a 12 meses os encargos ficam quase inalterados.

Um cliente com um empréstimo no valor de 100 mil euros a 30 anos, indexado à Euribor a três meses com um spread de 1%, verá a prestação baixar 2,73%, segundo os cálculos feitos pelo jornal ECO. Na prática, os encargos mensais baixam cerca de 8,5 euros face à prestação fixada há três meses, para se fixarem nos 301,65 euros.

No caso de um financiamento nas mesmas condições, mas indexado à taxa Euribor a seis meses, o cliente passará a pagar 305,99 euros de prestação da casa, isto é, menos 72 cêntimos. Relativamente à Euribor a 12 meses, e perante o mesmo cenário, o valor da prestação fica quase inalterado (+0,1%), próximo dos 309 euros.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Prestação da casa desce em agosto para Euribor a 3 e 6 meses – e há novo um mínimo histórico”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/08/04/44183-prestacao-da-casa-desce-em-agosto-para-euribor-a-3-e-6-meses-e-ha-novo-minimo

Pandemia abranda crédito da casa no 2º trimestre: bancos emprestaram 833 milhões em junho

Foram concedidos 2.494 milhões de euros no segundo trimestre de 2020 – em plena pandemia –, menos que no período homólogo (2.577 milhões).

O negócio do crédito à habitação esteve ao rubro durante o início do ano, tendo a concessão abrandado a partir de abril, mês já marcado pela pandemia da Covid-19. Em junho, os bancos emprestaram 833 milhões de euros para a compra de casa, ligeiramente mais que em maio (830 milhões) e em abril (831 milhões), segundo dados do Banco de Portugal (BdP). Um montante, portanto, bem inferior ao registado em janeiro (977 milhões), fevereiro (919 milhões) e março (952 milhões).

Trata-se, também, de um valor inferior ao verificado no período homólogo, já que em junho de 2019 os bancos concederam 848 milhões de euros em crédito à habitação. O ano passado fica, no entanto, marcado por um número record, visto que em dezembro foram concedidos 1.113 milhões de euros para a compra de casa, sendo preciso recuar mais de 11 anos, até julho de 2008, para encontrar um montante mensal superior (1.205 milhões de euros).

Em termos semestrais, os bancos emprestaram este ano, entre janeiro e junho, 5.342 milhões de euros para a compra de casa, mais 8,4% que os 4.926 milhões financiados nos mesmos seis meses de 2019. 

De referir, ainda, que o valor concedido pelos bancos no primeiro trimestre do ano (2.848 milhões de euros) é bem superior (+21%) ao emprestado nos mesmos três meses de 2019. Ou seja, até março, o crédito à habitação ainda não refletia o impacto da pandemia. O mesmo não se pode dizer dos dados relativos ao segundo trimestre de 2020, que já sentiu os danos colaterais da Covid-19: foram emprestados 2.494 milhões de euros, menos que no período homólogo (2.577 milhões de euros).

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Pandemia abranda crédito da casa no 2º trimestre: bancos emprestaram 833 milhões em junho”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/08/04/44180-pandemia-abranda-credito-da-casa-no-segundo-trimestre-bancos-emprestaram-833

Mudar de casa durante a pandemia

Sabemos que a mudança de casa nunca é um processo fácil, e que nos deixa muitas vezes sob um enorme stress, entre contratar um serviço de mudanças a embalar tudo é importante que exista um planeamento prévio. Ainda para mais, se esta mudança se realizar durante a pandemia. É por esse motivo, que vamos dar-te algumas dicas para ajudar a realizar esta mudança.

A visita da nova casa

Atualmente as visitas a imóveis também têm algumas limitações impostas pelas exigências e cuidados contra a propagação do coronavírus. Apesar de atualmente existir uma parte das visitas que são realizadas virtualmente, quando o visitante tem realmente interesse no imóvel este passará a uma visita presencial. 

Nas visitas presenciais os consultores imobiliários encontram-se previamente prevenidos com um kit composto por luvas, gel desinfectante e proteção para os sapatos, que apesar de tudo deverás sempre levar a tua máscara. Aqui a comunicação entre consultor imobiliário e visitante também se realiza sempre em ambiente aberto – na rua – e com a distância social recomendada de aproximadamente 2 metros. Assim sendo, a visita ao interior do imóvel realiza-se apenas pelo visitante.

Durante a mudança

Para a mudança de imóvel pode contratar um profissional que o ajude neste processo, sem receios uma vez que estes profissionais também adaptaram a forma como operam e muitas vezes a nível económico acaba por compensar mais do que realizar toda a mudança sozinho. No entanto é importante que evite ao máximo qualquer contato físico que possa eventualmente existir, tal como o habitualmente cumprimento com um aperto de mão. 

Certifique-se ainda que todos os intervenientes utilizam o material adequado como as máscaras, luvas e fazem-se acompanhar de um produto desinfectante como o álcool gel. Sendo que deve sempre disponibilizar um sabonete e pano para os profissionais poderem lavar as mãos.

Após a mudança

Finalmente quando todos os seus pertences encontram-se no imóvel novo, desinfecte todas as superfícies que habitualmente são tocadas com uma maior frequência tais como os interruptores da luz, torneiras ou maçanetas. 

Também deve ter um cuidado extra com as suas caixas onde tem todos os seus pertences. Recomendamos que após a mudança desinfecte todas as caixas com álcool e as deixe repousar durante pelo menos 24 horas e no dia seguinte com luvas comece a desembalar todos os artigos. 

Por fim e se assim pretender um cuidado extra, desinfecte também todos os objetos de forma individual, de forma a garantir um ambiente limpo.

Estes são alguns dos cuidados essenciais para um ambiente interior limpo e desinfectado de forma evitar o contágio e propagação do novo coronavírus, durante a mudança de casa. Lembre-se sempre, que se em caso algum sentir algum sintoma deste vírus é importante que adie a mudança de casa durante alguns dias de modo a garantir a segurança de todos os intervenientes. 

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo.“Mudar de casa durante a pandemia”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/mudar-de-casa-durante-a-pandemia

O que é a FINE e qual a sua importância no crédito à habitação?

Trata-se de um documento que é entregue obrigatoriamente pelo banco ao cliente. Especialistas explicam o que é e porque é tão importante.

A Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) é um documento pré-contratual de caráter informativo onde estão especificadas as condições financeiras e as despesas imputadas ao cliente nos produtos bancários ou financeiros, nomeadamente no crédito habitação ou outros créditos com garantia hipotecária.

A apresentação da FINE é obrigatória em todas as simulações de crédito habitação, com informação organizada de forma idêntica por todas as instituições financeiras.

As FINE’s apresentam as condições financeiras do crédito habitação, nomeadamente características do crédito, comissões aplicadas e condições de bonificação, caso existam. Neste documento também encontras os planos financeiros do empréstimo, os quais apresentam a evolução do empréstimo durante o prazo de financiamento, parcela de capital e juros de cada prestação, seguros, comissões e outros custos. 

Na secção dos planos financeiros, encontras o plano financeiro do crédito e o mesmo plano com acréscimo de TAN para o máximo valor registado nos últimos 20 anos. O plano com acréscimo de TAN apenas é apresentado nos créditos habitação com modalidade de taxa variável. 

Em suma, “a FINE ajuda-te a comparar as diversas ofertas do mercado e tomar uma decisão informada”.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“O que é a FINE e qual a sua importância no crédito à habitação?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/07/28/44108-o-que-e-a-fine-e-qual-a-sua-importancia-no-credito-a-habitacao

Avaliação das casas volta a subir em junho e atinge recorde: está nos 1.115 euros por m2

Valor mediano a que os bancos estão a avaliar os imóveis para efeitos de concessão de crédito subiu um euro em junho, revela o INE.

Os bancos voltaram a aumentar o valor da avaliação bancária realizada no âmbito da concessão de crédito à habitação. Em junho, o valor mediano de avaliação bancária subiu um euro, para 1.115 euros por metro quadrado (m2), face ao mês anterior, ultrapassando o recorde que tinha atingido em maio, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O número de avaliações, contudo, caiu 27,5% face ao mesmo mês do ano passado.

“O valor mediano de avaliação bancária foi 1.115 euros em junho, mais um euro que o observado no mês precedente. Este valor representou uma desaceleração em termos homólogos, tendo a taxa de variação passado de 8,9% em maio para 8,3% em junho”, lê-se ainda na nota divulgada pelo gabinete público de estatística.

A nível regional, o maior aumento face ao mês anterior registou-se no Alentejo (3,9%), e a única redução foi observada na Área Metropolitana de Lisboa (-0,5%). A taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se na Região Autónoma dos Açores (12,9%) e a menor no Alentejo (5,8%), sublinha ainda o INE.

No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1.209 euros por m2, aumentando 8,4% relativamente ao mês homólogo. O valor mais elevado foi registado no Algarve (1.519 euros por m2) e o mais baixo no Alentejo (867 euros por m2).

O valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 971 euros por m2 em junho, o que representa um acréscimo de 9,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Neste caso, os valores mais elevados observaram-se no Algarve (1.612 euros por m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1.483 euros por m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (844 euros por m2).

O número de avaliações bancárias, segundo o INE, diminuiu de forma acentuada, ascendendo a cerca de 16 mil em junho, menos 27,5% do que no mesmo período do ano passado.

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Leasing imobiliário: o que é e como funciona?

Modalidade de financiamento para a compra de casa tem vantagens, mas também inconvenientes. Explicamos tudo com a ajuda de especialistas..

Muitas famílias procuram sair do mercado de arrendamento, optando pela aquisição de um imóvel, o que por vezes se torna menos oneroso na taxa de esforço mensal do agregado familiar. A questão é, no entanto, como conseguir o montante necessário para dar entrada para o crédito à habitação e pagar despesas e impostos inerentes à compra de uma casa, quando o cliente não tem poupanças suficientes, havendo como solução apenas o financiamento a 100% do valor de compra do imóvel.

As opções passam por escolher entre um arrendamento com opção de compra e a aquisição de um imóvel dos bancos, os quais não exigem tanto valor de entrada por parte dos clientes, chegando mesmo a 100% de financiamento.

“Nos casos em que não haja praticamente nenhum capital para fazer face a este tipo de negócio, uma das alternativas de financiamento existentes no mercado é o Leasing Imobiliário”.

Nesta modalidade de financiamento a médio/longo prazo, é possível incluir os custos do processo e impostos (ex: IMT; escritura; etc), pelo que os clientes poderão não só obter o financiamento a 100% como incluir as despesas no financiamento (desde que a avaliação do imóvel suporte todo o montante), não havendo lugar ao pagamento de imposto de selo.

Na verdade, no Leasing Imobiliário o locador cobra uma renda ao locatário (cliente), o qual fica com a opção de compra do imóvel no final do contrato por um valor pré-definido (valor residual).

Contudo, o Leasing Imobiliário aplica-se sobretudo a imóveis dos bancos, pelo que a escolha fica limitada. O prazo de financiamento na modalidade de leasing imobiliário não ultrapassa os 30 anos, nem os 75 anos de idade dos locatários. 

“Esta como outras questões podem ser clarificadas com a ajuda de um intermediário de crédito, o qual efetuará um enquadramento das necessidades do cliente com as alternativas existentes no mercado”.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Leasing imobiliário: o que é e como funciona?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/07/21/44050-leasing-imobiliario-o-que-e-e-como-funciona

Taxa de juro do empréstimo da casa interrompe queda e começa a subir

Capital médio em dívida disparou, devido às moratórias de crédito concedidas no âmbito da pandemia.

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos à habitação subiu para 0,932% em junho, valor superior em 2,9 pontos base face a maio (0,903%), de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esta segunda-feira, dia 20 de julho de 2020. Para o destino de financiamento de ‘aquisição de habitação’, considerado o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, “a taxa de juro implícita para o total dos contratos subiu para 0,946% (+2,8 pontos base face a maio)”.

Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro para a ‘aquisição de habitação’ “fixou-se em 0,887%”, acrescenta o INE. Tendo em conta a totalidade dos contratos, “o valor médio da prestação vencida subiu um euro, para 228 euros. Deste valor, 42 euros (18%) correspondem a pagamento de juros e 186 euros (82%) a capital amortizado”, salienta. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação subiu para 275 euros.

No mês passado, “o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 116 euros face ao mês anterior, fixando-se nos 54.126 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi 108.460 euros, mais 271 euros que em maio”, refere o INE.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização). As taxas tinham registado reduções em abril e maio, tendo o INE justificado com a associação a alterações decorrentes do regime de moratória, estabelecido no Decreto-Lei nº10-J/2020.

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Banca aperta concessão de crédito ao imobiliário e construção devido à pandemia

No crédito à habitação, bancos aumentam a restritividade no rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia.

A atual pandemia Covid-19 está a ter “um impacto de elevada magnitude na atividade económica”, ainda que o impacto não tenha sido homogéneo entre os vários setores. Tendo como pano de fundo a perspetiva de que esta venha a ser a maior recessão económica dos últimos 100 anos, os bancos estão a apertar os critérios de concessão de crédito, tanto a empresas como particulares. E pretendem reforçar ainda mais esta tendência de uma forma global. O imobiliário e construção – apesar de serem os que mais têm ajudado a evitar que a crise seja mais grave a nível nacional – fazem parte do lote de setores empresariais em que as instituições antecipam ser mais restritivas, atendendo que foram dos que mais pesaram com carga negativa no sistema financeiro nacional, na última crise, deixando um lastro de malparado nos balanços da banca portuguesa.

Este cenário é traçado a partir da análise do ultimo inquérito trimestral à banca sobre o mercado de crédito divulgado, esta terça-feira (dia 14 de julho de 2020), pelo Banco de Portugal e no qual é referido que os critérios de concessão de crédito a empresas e particulares tornaram-se mais restritivos no segundo trimestre, face aos três meses anteriores e que “os bancos antecipam critérios mais restritivos no crédito a empresas, sobretudo PME” para o terceiro trimestre deste ano.

“A contribuir para esta evolução terão estado a tolerância face aos riscos e a perceção de riscos associada à situação e perspetivas económicas gerais, à qualidade creditícia do mutuário e, ainda, os riscos associados às garantias exigidas, no caso do crédito a empresas”.

Registou-se “um aumento da restritividade nas garantias exigidas a empresas e no ‘spread’ aplicado a empréstimos a PME (pequenas e médias empresas] de maior risco, e um ligeiro aumento da restritividade no rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia, no crédito à habitação”, pode ler-se, na análise do inquérito enviado aos bancos no dia 05 de junho de 2020 e o envio das respostas ocorreu até 23 de junho de 2020.

“A proporção de pedidos de empréstimo rejeitados aumentou, em ambos os segmentos de crédito, mas especialmente no caso dos particulares, tanto para habitação como para consumo”, acrescenta.

Como vai ser dado financiamento a partir de agora

Em concreto, as instituições indicam ao Banco de Portugal que, a partir de agora, haverá maior restritividade no que respeita aos critérios de concessão de crédito e condições a adotar nos novos empréstimos ao longo da segunda metade do ano, reforçando os procedimentos que se estavam a aplicar no primeiro semestre de 2020.

“As instituições esperam aplicar critérios ligeiramente mais restritivos nos setores dos serviços e construção de edifícios e atividades imobiliárias, assim como termos e condições ligeiramente mais restritivos na generalidade do setor da construção.”

De acordo com as respostas dos bancos, os critérios tornaram-se já mais apertados em todos os setores considerados pelo Banco de Portugal, mas “a restritividade aumentou mais no setor da construção, seguindo-se os setores dos serviços (exceto serviços financeiros e imobiliários) e do comércio por grosso e a retalho”, pode ler-se no documento de análise divulgado pelo regulador.

Já para os próximos seis meses, o inquérito revela que “as instituições esperam aplicar critérios ligeiramente mais restritivos nos setores dos serviços e construção de edifícios e atividades imobiliárias, assim como termos e condições ligeiramente mais restritivos na generalidade do setor da construção“.

Um dos cinco bancos inquiridos antevê seguir critérios “consideravelmente mais restritivos” na concessão de crédito ao segmento de construção de edifícios e atividades imobiliárias, havendo ainda um outro banco a prever seguir critérios “ligeiramente mais restritivos” no financiamento em concreto da construção de imobiliário comercial.

No que respeita a novos empréstimos, há dois bancos que indicam pretender tornar-se “ligeiramente mais restritivos” no financiamento ao setor da construção (excluindo construção de edifícios). Já para a construção de edifícios e atividades imobiliárias, há uma instituição financeira a revelar que vai aplicar termos e condições “consideravelmente mais restritivos” e outra admite critérios “ligeiramente mais restritivos”.

Procura subiu por parte de empresas e caiu nos particulares

No segundo trimestre, a procura de empréstimos por parte das empresas “aumentou fortemente”, nomeadamente nas PME e em empréstimos de longo prazo. No sentido inverso, assistiu-se a uma forte diminuição no caso dos particulares, em todos os tipos de crédito, com especial destaque no crédito ao consumo.

“O aumento da procura por parte das empresas terá sido motivado pelo financiamento de existências e de necessidades de fundo de maneio e, em menor grau, pelo refinanciamento ou renegociação da dívida e pela necessidade de financiamento criada pela situação atual quanto à geração interna de fundos”, refere o inquérito do BdP.

“Por sua vez, o financiamento do investimento terá contribuído para uma redução da procura”, salienta.

No caso dos particulares, “a confiança dos consumidores foi o principal fator indicado para a redução da procura, além de despesas de consumo relativas a bens duradouros, no caso do crédito ao consumo, e as perspetivas do mercado da habitação, no caso do crédito à habitação”.

No terceiro trimestre, que arrancou em julho, “os bancos anteveem um aumento da procura de crédito por parte das empresas, transversal ao tipo de empresa e maturidade do empréstimo, e uma virtual estabilização, no caso dos particulares”.

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O que é uma hipoteca? E uma garantia hipotecária num crédito habitação?

Especialistas explicam a importância destes termos na hora de pedir um empréstimo para a compra de casa.

Uma hipoteca é a garantia que o proprietário do imóvel apresenta como um compromisso da sua obrigação de reembolsar o empréstimo. Desta forma, quando nos dirigimos a uma entidade bancária, o que pedimos não é uma hipoteca, mas sim um empréstimo. E, quando recebemos o dinheiro, o que pagamos todos os meses são as prestações de reembolso do empréstimo, e não da hipoteca.

A hipoteca é a garantia que o banco recebe da nossa parte e que é constituída com a escritura pública. Quando hipotecamos os nossos bens continuamos a ser os seus proprietários, razão pela qual podemos vendê-los, arrendá-los ou hipotecá-los novamente, embora na maioria dos casos a entidade nos imponha o dever de consultá-la antes de realizarmos estes atos. 

O crédito hipotecário para pessoas singulares é comummente designado como crédito habitação.

O que é uma garantia hipotecária num crédito habitação?

A garantia hipotecária é a caução apresentada pelo proprietário do imóvel como compromisso com a sua obrigação de reembolsar o empréstimo. Assim sendo, o que pedimos quando vamos a uma entidade não é uma hipoteca, mas sim um empréstimo. E uma vez que o dinheiro é recebido, todos os meses pagamos as parcelas de reembolso do empréstimo, e não a hipoteca. A hipoteca é a garantia que o banco recebe da nossa parte, enquanto proprietários, constituída com a escritura pública.

Quando hipotecamos os nossos ativos, ainda os possuímos, pelo que os podemos vender, arrendar ou hipotecar novamente. No entanto, na maioria dos casos a entidade impõe a obrigação de ser consultada antes de realizar qualquer uma dessas ações.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“O que é uma hipoteca? E uma garantia hipotecária num crédito habitação?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/07/14/43966-o-que-e-uma-hipoteca-e-uma-garantia-hipotecaria-num-credito-habitacao

Quanto custa comprar casa em Portugal? Rx aos preços em todo o país

Lisboa é o município mais caro: 3.333 euros por metro quadrado. Análise nacional com base nos dados do INE.

Comprar casa em Portugal continua a ser cada vez mais caro. No primeiro trimestre de 2020, o preço mediano de alojamentos familiares foi 1.117 euros por metro quadrado (€/m2), mais 3,3% que no trimestre anterior e mais 10,5% que no mesmo período do ano passado, revelou esta quinta-feira (9 de julho de 2020) o Instituto Nacional de Estatístia (INE), frisando que os números não traduzem ainda o impacto da pandemia da Covid-19 no mercado habitacional, pelo que podem “distanciar-se das condições e tendências mais atuais do mercado”.

Segundo o INE, o preço mediano da habitação manteve-se acima do valor nacional – os referidos 1.117 €/m2 – nas regiões do Algarve (1.668 €/m2), Área Metropolitana de Lisboa (1.515 €/m2), Região Autónoma da Madeira (1.250 €/m2) e a Área Metropolitana do Porto (1.136 €/m2). 
 
“No período em análise, 46 municípios apresentaram um preço mediano superior ao valor nacional, localizados maioritariamente nas sub-regiões Algarve (14 em 16 municípios) e Área Metropolitana de Lisboa (15 em 18)”, conclui o INE, acrescentando que o município de Lisboa registou o preço mais elevado do país (3.333 €/m2), ou seja, uma casa com 100 m2 custará cerca de 333.000 euros.

“Verificaram-se também valores superiores a 1.500 €/m2 em Cascais (2.681 €/m2), Oeiras (2.257 €/m2), Loulé (2.221 €/m2), Lagos (1.967 €/m2), Albufeira (1.939 €/m2), Porto (1.873 €/m2), Tavira (1.864 €/m2), Odivelas (1.847 €/m2), Loures (1.672 €/m2), Faro (1.663 €/m2), Funchal (1.621 €/m2), Vila Real de Santo António (1.594 €/m2), Aljezur (1.592 €/m2), Lagoa (1.591 €/m2), Almada (1.576 €/m2), Amadora (1.563 €/m2), Silves (1.528 €/m2) e Matosinhos (1.520 €/m2), mais dois municípios que no trimestre anterior”, acrescenta o INE.

De realçar o facto da maior subida homóloga se ter verificado na cidade de Vila Nova de Gaia, que viu os preços medianos das casas acelerarem 20,1% (10,5% a nível nacional), para 1.125 €/m2. Já o Funchal (Madeira) registou o maior crescimento face ao trimestre anterior (+5% face a +3,3% em Portugal), para 1.621 €/m2.

Preços de casas novas Vs usadas

Os dados divulgados pelo INE mostram que, entre janeiro e março de 2020, o preço mediano de alojamentos novos no país foi 1.209 €/m2, um valor ligeiramente superior ao verificado nos alojamentos existentes: 1.102 €/m2.

“A Área Metropolitana de Lisboa (1.950 €/m2), o Algarve (1.877 €/m2), a Região Autónoma da Madeira (1.377 €/m2) e a Área Metropolitana do Porto (1.336 €/m2) apresentaram um preço mediano de alojamentos novos acima do valor nacional. No caso dos alojamentos existentes as mesmas sub-regiões superaram o referencial nacional: o preço mais elevado registou-se no Algarve (1.627 €/m2), seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (1.473 €/m2), a Região Autónoma da Madeira (1.211 €/m2), e a Área Metropolitana do Porto (1.111 €/m2)”, concluiu o instituto, acrescentando que à semelhança do que aconteceu nos trimestres anteriores, a Área Metropolitana de Lisboa apresentou a maior diferença entre o preço de alojamentos novos e o de alojamentos existentes (477 €/m2).

De referir ainda que a cidade de Lisboa registou a maior diferença entre os preços de alojamentos novos (4.379 €/m2) e de alojamentos existentes (3.231 €/m2), ou seja, 1.148 €/m2.

Freguesias de Lisboa à lupa

Três das 24 freguesias de Lisboa registaram preços medianos de venda de alojamentos superiores a 4.500 €/m2, bem acima, portanto, da mediana nacional (1.117 €/m2) e da própria cidade de Lisboa (3.333 €/m2). São elas Santo António (5.340 €/m2), que inclui a Avenida da Liberdade e áreas adjacentes, Misericórdia (5.112 €/m2), que inclui a área do Bairro Alto e do Cais do Sodré, e Santa Maria Maior (4.807 €/m2), que inclui a área do Castelo e Baixa/Chiado, conta o INE.

“As freguesias Parque das Nações, Misericórdia, Estrela, Santo António, São Domingos de Benfica, Alvalade, Santa Maria Maior e Campo de Ourique registaram, simultaneamente, um preço mediano acima do valor da cidade de Lisboa (3.333 €/m2) e taxas de variação, face ao período homólogo, mais expressivas que a verificada na cidade (+7,1%). As freguesias de Marvila, Carnide, Campolide, Alcântara, Ajuda e Arroios registaram preços e taxas de variação inferiores aos da cidade de Lisboa. As freguesias de Santa Clara (2.393 €/m2) e Olivais (2.463 €/m2) apresentaram valores inferiores a 2.500 €/m2. As freguesias de São Vicente, Carnide e Campolide foram as únicas com uma evolução negativa do preço”, lê-se no documento.

Freguesias do Porto à lupa

No caso do Porto, destaque para as freguesias do Bonfim, União de freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos e União de freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, que apresentaram um preço mediano acima do valor da cidade do Porto (1.873 €/m2): 1.934 €/m2, 2.241 €/m2 e 2.593 €/m2, respetivamente. Trata-se, também, de uma taxa de variação homóloga (+16,9%, +16,2% e +11,6%, respetivamente) superior à observada na cidade (+11,4%). 

“A União de freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória destacou-se por apresentar, simultaneamente, um preço mediano de alojamentos vendidos (2.169 €/m2) acima do valor da cidade do Porto e taxa de variação, face ao período homólogo (+9,8%), inferior à registada na cidade do Porto. As freguesias de Ramalde e Campanhã registaram, simultaneamente, um preço mediano (1.637 €/m2 e 1.208 €/m2, respetivamente) e uma variação homóloga (+4,6% e +9%, respetivamente) inferiores aos valores verificados na cidade do Porto”, refere o INE, concluindo que a freguesia da Campanhã registou o menor preço mediano (1.208 €/m2) e a freguesia de Paranhos a maior taxa de variação face ao período homólogo (+19,3%).

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