Tendências de decoração de cozinhas para 2021

Materiais como o mármore e o granito continuam em alta na decoração destes ambientes, porque são duráveis, resistentes e fáceis de manter.

A cozinha é uma daquelas divisões que mais foi alterando o seu papel numa casa ao longo do tempo. Se antes servia apenas para cozinhar, agora é um dos centros de tudo, onde se fazem algumas refeições e se recebem os amigos, enquanto preparamos uma saborosa refeição. Se vai remodelar a tua este ano, ou se apenas gosta de estar por dentro do mundo da decoração, deixamos-te aqui algumas das tendências para 2021.

Uso de cores e materiais intemporais

Apesar de as cozinhas estarem mais modernas, prezando as linhas mais simples e os armários mais funcionais e menos elaborados, a verdade é que as tendências estão sempre a mudar, e a cozinha não é daquelas divisões que se estejam sempre a remodelar. Por isso, a aposta este ano passa muito por ambientes de linhas modernas, em cores e materiais clássicos e que trazem sempre elegância à cozinha, quer seja hoje, quer seja daqui a dez anos. Materiais como o mármore e o granito continuam em alta na decoração destes ambientes, porque são duráveis, resistentes e fáceis de manter. Nas cores, o branco, o bege e o preto ainda são as mais utilizadas, porque são as que permitem maiores liberdades na decoração, seja qual for a altura.

Aproveitamento do espaço

Longe vão os tempos em que se deixavam espaços mortos em casa. A criação de soluções de arrumação em recantos menos aproveitados da cozinha permite tirar o máximo partido da divisão, criando-se mais espaço de arrumação (ou até mesmo uma despensa). Uma das grandes tendências deste ano é precisamente essa: olhar para as cozinhas como um espaço que deve estar perfeitamente integrado na divisão e ser o mais funcional possível, e criando-se soluções à medida para a família. Nesse sentido, aproveitar os espaços ao máximo torna-se fundamental; por vezes, até a adição de umas prateleiras num recanto pode fazer a diferença na decoração e no dia a dia da família.

Iluminação bem pensada

A decoração pensa também na forma como a iluminação artificial pode potenciar um ambiente e torná-lo mais prático. Se antes apenas se colocava iluminação geral numa cozinha, sem muito cuidado sobre o sítio onde a luz incidiria, hoje a iluminação é bem planeada e pensada, antes de se escolherem os candeeiros e focos de luz. Assim, para além da iluminação geral, aposta-se muito na iluminação pontual, com candeeiros a darem destaque à ilha de cozinha (que atua muitas vezes como zona de refeições), iluminação embutida em armários para tornar a preparação de alimentos mais fácil à noite, e até a instalação de trilhos de luz para realçar certos objetos decorativos, como quadros.

Apostar numa ilha de cozinha

As ilhas de cozinha têm sido um grande destaque ao longo dos últimos anos, mas em 2021, essa aposta vai ainda mais longe. Não se pretende ter apenas um espaço de arrumação extra; a ideia é que as ilhas de cozinha funcionem como um elemento agregador da família e de eventuais convidados, e por isso, tornaram-se um dos grandes destaques da divisão. O uso de uma cor ou material de destaque nas ilhas está-se a tornar cada vez mais comum, bem como iluminação específica para aquela zona. Por isso, ilhas de cozinha em mármore, com um tampo diferente da restante bancada ou até com armários noutra cor são cada vez mais utilizados. Tudo para que o destaque visual seja para a ilha, que irá servir de complemento aos armários e restante decoração do espaço.

Estilo industrial

O estilo industrial está a entrar em força nas nossas casas, e a cozinha não é exceção. A aposta em bancadas de aço inoxidável, instalação elétrica à vista, paredes em tijolo e piso em cimento queimado. O cimento queimado é também cada vez mais utilizado em bancadas de cozinha. Mas não precisas de fazer uma remodelação completa para aderir a esta tendência. Pequenos retoques, como um candeeiro de linhas mais industriais, ou o uso de cores como o cinzento e o preto podem ajudar a dar alguns toques deste estilo na tua cozinha. Se gostas do aspeto visual do cimento queimado, sabe que este pode ser aplicado por cima do piso que já tens, é muito resistente, fácil de limpar e duradouro. Por isso, podes apostar neste material para uma cozinha industrial e ao mesmo tempo intemporal.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Tendências de decoração de cozinhas para 2021″. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/decoracao/conselhos/2021/02/18/46234-tendencias-de-decoracao-de-cozinhas-para-2021

2021 arranca com juros do crédito à habitação em novos mínimos históricos

Em janeiro, a taxa de juro média do conjunto dos novos contratos de crédito à habitação fixou-se em 0,873%.

As taxas de juro implícitas do crédito à habitação caíram em janeiro, pelo quinto mês consecutivo, atingindo o novo mínimo histórico de 0,873%, segundo dados divulgados esta quarta-feira, 17 de fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata -se de um recuo de 2,4 pontos base face ao juro médio de 0,897% que tinha sido registado em dezembro.

Tendo em conta os contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 0,790% em dezembro de 2020 para 0,744% em janeiro de 2021, indica ainda o INE.

Para o destino de financiamento de aquisição de habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 0,892%, menos 2,3 pontos base face a dezembro. No que diz respeito aos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro para este destino de financiamento fixou-se em 0,741%.

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação manteve-se nos 227 euros. Deste valor, 41 euros (18%) correspondem a pagamento de juros e 186 euros (82%) a capital amortizado. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, indica o INE, o valor médio da prestação desceu nove euros, para 285 euros.

Em janeiro, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 199 euros face ao mês anterior, fixando-se nos 55.286 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida, de 113.233 mil euros, subiu 212 euros face a dezembro.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“2021 arranca com juros do crédito à habitação em novos mínimos históricos”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2021/02/18/46318-2021-arranca-com-juros-do-credito-a-habitacao-em-novos-minimos-historicos

Encontrar a casa ideal: 10 dicas para a conseguir

Como encontrar a casa ideal? Depende sempre do que anda à procura. No entanto, há pelo menos dez coisas que deve ter em conta.

Se está à espera que chegue o momento certo para encontrar a casa ideal, fique já a saber que esse dia não vai acontecer. É impossível prever o futuro e as flutuações do mercado e, se continuar sempre à espera, pode perder boas oportunidades e acabar de coração partido.

Não existe o tempo certo para fazer as coisas que queremos. Por isso, a melhor altura para comprar casa é quando encontrar a casa ideal para si e para a sua família. Vamos dar-lhe uma ajuda para perceber exatamente qual é com uma lista de 10 dicas para identificar facilmente a casa dos seus sonhos.

10 dicas para encontrar a casa ideal para si

1. Defina prioridades

Antes de começar a ver casas, defina aquilo que, para si e para a sua família, é fundamental numa casa. Será uma cozinha grande, lareira, muita luz, perto de transportes, chão de madeira, uma grande sala ou quartos enormes? Sem qualquer censura, coloque tudo na sua lista e depois reduza-a aos cinco essenciais. Leve esta lista sempre consigo!

2. Registe tudo

A determinada altura, quando já viu várias casas, perde noção de qual tem o quê, por isso, tenha um registo. Faça uma tabela ou uma checklist, na qual indica aquilo que a sua casa ideal deve ter (jardim, número de quartos, cozinha equipada, aquecimento, etc.) e, à medida que as visita, assinale quais são os requisitos cumpridos. Na hora de tomar a decisão, este registo vai ajudar.

3. Leve bloco e fita métrica

Não, não é cedo para começar a tirar medidas. Lembre-se que comprar uma casa é um grande investimento e pode não querer somar a esta quantia o montante para decorar de novo a sala, os quartos, o escritório e/ou a cozinha. Se já tem todo o mobiliário que precisa leve as medidas dos seus móveis e confirme se cabem.

4. Peça para tirar fotos

Mesmo quando se apaixona perdidamente por uma casa, é possível que acabe por esquecer alguns detalhes. Peça para tirar fotografias ou mesmo para fazer um vídeo para que, no momento da decisão, a sua memória não lhe falhe!

5. Veja tudo com detalhe

Não tenha pudor de analisar cada gaveta, armário, janela, teto, levantar tapetes e arrastar móveis. Veja, reveja, teste e volte a testar. Esta é, provavelmente, a maior compra da sua vida e não é uma decisão que quer tomar de ânimo leve. Por isso, tem de saber tudo sobre tudo. Abuse das perguntas, faça as visitas que entender necessárias e demore-se para ter a certeza que encontrou a sua casa ideal.

6. Visite a casa em horários diferentes

Procure visitar a casa em diferentes horários para perceber, não só as diferenças no interior, como também no exterior. Como é a rua à noite, sente-se confortável e seguro ou nota um ambiente estranho? De manhã, é muito barulhenta? É movimentada, tem muitas crianças e famílias? É tranquila ou um deserto? Lembre-se que é nesse local que vai viver.

7. Quantos anos pode viver aqui?

Um dos erros mais comuns dos compradores é adquirir uma casa que hoje cumpre as suas necessidades sem, no entanto, avaliar o futuro. Mais tarde, quando, por exemplo, tiver filhos, pode já não ser suficiente para toda a família. Se não tem orçamento para uma casa maior, considere alugar durante mais alguns anos ou procure habitação numa zona mais barata.

8. Avalie as distâncias

Quanto tempo vai demorar nas viagens de casa para o trabalho, de casa para a escola das crianças ou de casa para a casa dos seus pais? Com que frequência faz estas viagens? O dinheiro que vai poupar na compra da casa, será que não o vai gastar em tempo e combustível? Isto são tudo questões que devem ser analisadas no momento da decisão.

9. Confirme os dados

Não deixe de pedir todos os documentos do imóvel ao vendedor para que possa confirmar todos os dados nas finanças e no cartório do registo predial. Este pequeno cuidado pode evitar-lhe muitos problemas futuros. Com as dificuldades dos últimos anos, pode estar a comprar, sem saber, uma casa já penhorada pelo Banco ou pelo Estado.

10. Faça bem as contas

Pondere bem se o seu orçamento suporta o investimento. A casa ideal é aquela que não coloca em risco a sua subsistência. O valor do pagamento do empréstimo não deve ser superior a 20% do valor do seu orçamento mensal. E se já tem outros empréstimos, o valor total dos pagamentos mensais das dívidas (casa, carro, etc.) não pode ultrapassar os 20%, ou no máximo, 30%.

Como encontrar a casa ideal ainda mais rápido

Se quer encontrar a casa ideal e já decidiu iniciar a procura para que aconteça o mais rápido possível, comece logo nas primeiras buscas a afinar a sua pesquisa. Se precisa de três quartos, não vive sem elevador, tem de ter garagem, lareira e vista de mar, o melhor é definir todas estas características logo à partida.

Existem várias imobiliárias a que pode recorrer para o ajudar nesta procura, mas também vários portais online que o podem ajudar a descobrir a sua nova casa sem ter de sair do sofá. Existem vários e permitem fazer pesquisas exaustivas, visto que os critérios de pesquisa são muito alargados e os filtros são precisos.

Pode definir todas as características essenciais da casa dos seus sonhos, como a tipologia, a certificação energética, a condição (novo, usado, para recuperar, em construção), se tem aquecimento central, varanda, mobiliário, som ambiente, vista de mar, de campo ou de rio e, até, árvores de fruto.

É ainda possível escolher entre anúncios particulares, de imobiliárias, negociáveis ou permutas, entre muitas outras opções. Com a ajuda de todos estes filtros, obterá os resultados exatos do que existe disponível no mercado. E, assim, para além de poupar tempo e desilusões, estará mais perto de encontrar a casa ideal.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Encontrar a casa ideal: 10 dicas para a conseguir”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/dicas-para-encontrar-a-casa-ideal/

O melhor tipo de tinta para cada divisão da casa

Saber qual é o melhor tipo de tinta para cada divisão da casa é essencial e vai muito além da cor. A escolha certa do tipo de tinta pode-lhe poupar várias dores de cabeça, quer em trabalhos de manutenção futuros, quer na durabilidade e protecção do espaço. Neste artigo, vamos de divisão em divisão e dizemos-lhe qual o melhor tipo de tinta para a casa, tendo em conta estes 5 factores:

  • Rendimento
  • Poder de cobertura
  • Resistência à lavagem
  • Tempo de secagem
  • Durabilidade

Melhor tipo de tinta para o hall de entrada

Mais do que a porta e o cartão de visita da sua casa, o hall é a porta por onde tudo entra, desde os sapatos sujos, aos guarda-chuvas molhados, às patas do cão cheias de terra, … Logo – e apesar de ser uma pintura de interior – é importante escolher para a entrada uma tinta que seja resistente.

A nossa dica é que opte pelas tintas acrílicas, sendo que pode escolher entre os acabamentos:

  • Fosco: Apesar de menos resistente à limpeza, disfarça bem as imperfeições
  • Acetinada: Apresenta um brilho discreto 
  • Semibrilhante: É muito brilhante. Por isso, antes de pintar a parede, esta tem de estar impecável e sem qualquer imperfeição. Caso contrário, este tipo de tinta acabará por as deixar em evidência

Solúvel em água, as tintas acrílicas podem ser usadas em camadas finas e grossas. Fáceis de aplicar, secam rapidamente e têm um cheiro pouco intenso. Além disso, são muito fáceis de limpar: só precisa de usar um sabão neutro!

Melhor tipo de tinta para a sala

Também aqui lhe recomendamos o uso de tintas acrílicas. Aproveite o facto de existirem tintas de diversas cores para dar o ambiente que procura à sua sala, tornando-a num espaço aconchegante, mas também ideal para receber as visitas. 

E já agora, por que não? conjugar diferentes cores, criando uma parede de destaque ou até recorrer ao papel de parede ou à decoração do tecto? Além disso, não se esqueça que pintar a sala se resume às paredes! Estenda a sua criatividade aos tetos, ao chão da sala e até à pintura de móveis!

Melhor tipo de tinta para a cozinha

Como deve imaginar, de todas as divisões da casa, a cozinha é a que mais apresenta desafios na hora de escolher o tipo de tinta. Por um lado, porque há uma diversidade de materiais na cozinha (tampos de madeira, bancas de mármore, etc.); depois, porque devido à sua funcionalidade precisa de algo resistente (também aos cheiros), fácil de higienizar e que lhe permita remover as gorduras facilmente. 

Assim sendo, aconselhamos-lhe a optar pela tinta epóxi. Este tipo de tinta foi criada especialmente para cobrir superfícies, como pisos e azulejos. Bastante resistente, a tinta epóxi pode ser lavada facilmente e tolera bem o uso de produtos químicos. Por esta razão, esta é das tintas mais usadas para pintar cozinhas e casas de banho.

Melhor tipo de tinta para a casa de banho

Devido à humidade, a casa de banho é uma divisão propícia para o aparecimento de fungos e de manchas de humidade. Logo, é importante prevenir. Isso significa investir numa tinta mais potente e resistente, como a epóxi. Não se esqueça que o barato sai caro. Por vezes, vale a pena gastar um pouco mais para poupar a longo prazo!

A nossa dica é que para pintar a casa de banho, opte por tintas antifungos e antihumidade. Hoje em dia tem inclusive opções de tintas em acetinado e mate, que são facilmente laváveis e funcionam bem no combate aos fungos e ao bolor na casa de banho.

Melhor tipo de tinta para o quarto

Para pintar o quarto, pode optar por tintas látex. Fáceis de aplicar, este tipo de tinta funciona bem em paredes interiores, pois não estão expostas a agressões do exterior. 

Contudo, se tiver imperfeições na parede, não use tintas brilhantes. Caso contrário, em vez de disfarçar os defeitos, acabará por realçá-los. Aliás, tenha isto sempre em conta: se a divisão que pretende pintar apresenta estragos, como fissuras ou rachas, pintar por cima não vai resolver o problema. Pelo contrário, pode até evidenciá-lo. Assim sendo, confira sempre se não precisa de fazer outros trabalhos de reparação.

Assegure-se também que a tinta para o quarto não apresenta um odor forte e que seca rapidamente.

Melhor tipo de tinta para exteriores

Para a pintura de exterior, é essencial que escolha uma tinta adequada às condições climatéricas do local onde vive. Assim sendo, para o exterior o melhor é comprar tintas 100% acrílicas, pois duram mais e resistem bem ao sol e às chuvas. 

Atualmente, existem mesmo tintas criadas especialmente para ambientes exteriores, podendo até optar por tintas reparadoras – como as tintas Elásticas – que permitem recuperar e reparar fendas nas fachadas exteriores.

Este conteúdo é uma reprodução do Habitissimo.“O melhor tipo de tinta para cada divisão da casa”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/o-melhor-tipo-de-tinta-para-cada-divisao-da-casa

Como preparar a compra de um terreno para construir uma casa

Desde os custos, à documentação, projetos e fiscalidade, este é um processo complexo. Resumimos pontos fundamentais para que seja uma operação de sucesso.

Comprar um terreno para construir casa é um processo complexo, com custos na aquisição, na elaboração dos projetos, na construção, assim como nos impostos e taxas adjacentes. Para que a compra de um terreno seja uma decisão bem-sucedida, neste artigo sintetizamos alguns aspetos que podem ajudar nesta decisão.

Antes de celebrar um contrato de promessa de compra e venda, deve solicitar ao vendedor os documentos referentes ao imóvel, frisando que a certidão de registo predial e a caderneta predial atualizadas são fundamentais para saber se o terreno tem ónus ou encargos que impeçam ou prejudiquem a sua decisão de avançar com a aquisição do bem imóvel.

Caso o terreno se destine a construção deverá consultar também o PDM – Plano Diretor Municipal junto da Câmara Municipal da área onde este se encontra localizado. No PDM poderá encontrar:

  1. O regulamento, no qual se encontram estabelecidas as regras que se aplicam ao uso, transformação e ocupação do solo, com carácter vinculativo perante as entidades públicas e particulares;
  2. A planta de ordenamento, na qual é possível verificar a organização do espaço presente no território municipal;
  3. A planta de condicionantes, onde são identificadas zonas de servidão administrativa, e quaisquer restrições de utilidade pública que possam limitar ou impedir de qualquer forma específica o aproveitamento do solo para outros fins.

A consulta destes documentos irá permitir saber se é possível construir no terreno que pretende adquirir, e que condicionantes poderão ser aplicáveis.

O ideal é que o terreno esteja já inserido numa zona com autorização para construção e que as infraestruturas básicas, tais como saneamento básico e linhas de tensão elétrica, se encontrem facilmente acessíveis.

Para além da consulta do PDM, em terrenos não integrados em loteamentos é necessário apresentar um projeto de licenciamento junto da câmara municipal. Trata-se de um projeto base de arquitetura de uma nova construção. Após o deferimento deste projeto de licenciamento, será necessário pedir ainda o alvará de construção e, mais tarde, a licença de habitação.

Em terrenos já integrados em loteamentos, importa ainda consultar a última versão do alvará de loteamento deferido e eventuais planos de pormenor que possam existir e que regem a construção nesse terreno. Esta caracterização requer que seja feita uma consulta à autarquia. É deste plano que resultam as características da possível construção (polígono de implantação, áreas, número de pisos, caves, altura de muros etc.).

Por último, deverá verificar no Regulamento Municipal de Taxas Relacionadas com a Atividade Urbanística e Operações Conexas do Município toda a informação sobre as taxas aplicáveis e também as isenções e reduções disponíveis.

Existem dois tipos de taxas a que o processo de licenciamento estará sujeito, sendo elas:

  • Taxas Urbanísticas
  • Taxa de Compensação Urbanística

Por fim, importa ter em conta que, para além das taxas aplicáveis a nível municipal no processo de licenciamento, a compra de um terreno para construção encontra-se igualmente sujeita ao pagamento de IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões) e o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) no momento da aquisição do mesmo.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Como preparar a compra de um terreno para construir uma casa”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/construcao/2021/02/17/46302-como-preparar-a-compra-de-um-terreno-para-construir-uma-casa

Se pensar vender uma casa tenha cuidado com as mais-valias

Fazer um esforço para perceber como funciona este imposto antes de pôr uma casa à venda é importante para não ter prejuízo pensando que está a ter lucro.

As mais-valias são um bom exemplo da nossa dificuldade, enquanto portugueses, em lidarmos com os impostos.

“Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos”. Esta frase foi popularizada por Benjamin Franklin e reflete bem a nossa relação com os impostos. Ninguém gosta de pagar impostos, mas a verdade é que não conseguimos escapar-lhes (pelo menos à maior parte deles). Para termos umas finanças pessoais saudáveis é muito importante contarmos com os impostos, da mesma forma como contamos com a certeza da conta da luz, da água, do gás e das telecomunicações ou dos seguros. Mas quase ninguém faz isso.

Assim, muitas vezes somos surpreendidos por despesas – muitas avultadas – simplesmente porque preferimos ignorar ou fazer de conta que os impostos não existem.

Por exemplo, quem passa recibos verdes muitas vezes cobra o IVA e acha que o dinheiro que lhe entrou na conta é todo para gastar. E quando tem de fazer o IVA trimestral descobre sempre com surpresa que lhe falta dinheiro para pagar o imposto. Esquece – ou prefere esquecer – que o IVA que recebe nunca é dele, é do Estado. E que é para devolver. 

No caso das mais-valias na venda de uma casa a situação é mais difícil de prever e ao mesmo tempo mais grave porque quando aparece a fatura para pagar, é sempre na ordem dos milhares de euros, às vezes dezenas de milhares de euros. E porquê? Porque só vendemos uma casa de muitos em muitos anos e só queremos saber quando nos custou e por quanto a vendemos. E o lucro que vamos ter. E não nos lembramos que o Estado normalmente quer uma parte. E que isso está claramente na lei, concorde ou não.  

Esta dica é para as pessoas que vendem uma casa que NÃO É habitação própria e permanente ou que a seguir não investem a totalidade do que ganharam numa nova casa de habitação também própria e permanente. Nesses casos, estão isentos. Ou se adquiriu ou herdou a casa antes de 1989. Mas praticamente em todas as outras situações não.

Milhares de portugueses vendem uma casa, pensam que lucraram milhares de euros e um ano depois aparece um imposto para pagar de 10 mil, 50 mil ou até mais de 100 mil euros de mais-valias. Alguns até gastaram o dinheiro noutras coisas e ficaram anos a fio a pagar a dívida às Finanças. É isso que não quero que aconteça consigo por ignorância ou distração.

Normalmente, quando pensamos em vender uma casa só pensamos no preço final e esquecemos a questão das mais-valias. Há muitos detalhes que deve levar em conta: Vai comprar a seguir uma outra casa de habitação permanente? É uma casa de férias? Foi uma herança? Em que ano foi comprada? Em qualquer um destes casos a fatura a pagar em impostos é muito diferente. E normalmente a fatura não é pequena.

Cuidado com as mais-valias

Por exemplo, um dos erros mais comuns é achar que quando se vende uma casa que foi herdada não têm de pagar mais valias porque não foram eles que a compraram. Não é assim. Há heranças envenenadas. Quando a herdou é como se a tivesse comprado. Consulte sempre um contabilista ou outro profissional da área antes de colocar a casa à venda.

Lembre-se sempre que o estado quer metade de metade do seu lucro da venda.

Perca o amor a umas dezenas ou centenas de euros e consulte um contabilista, um advogado ou solicitador e apresente-lhe todos os detalhes sobre o seu caso ou da sua família, no caso de herdeiros. Um detalhe pode fazer toda a diferença. Por favor, não faça a olho. Conheço casos de pessoas que tiveram de pagar 50 mil euros de mais-valias sem estar à espera. Se soubessem, tinham vendido a casa por outro preço ou tinham reservado o dinheiro para pagar essa despesa “certa”. 

De uma forma hiper resumida, deve contar no máximo em pagar ao Estado 25% de todo o seu lucro ao vender uma casa, mesmo que seja de herança. Claro que pode ser menos, mas se pensar nesse valor nunca será enganado.

Como baixar o valor a pagar de mais-valias

Há algumas formas de pagar menos imposto sobre as mais-valias. Não é muito, mas sempre pode poupar algumas centenas ou milhares de euros.

Pode abater no cálculo das mais-valias – ao entregar o IRS, no Anexo G – todas as faturas de obras de melhoria e manutenção da casa (pinturas, isolamento, etc.) e até alguns eletrodomésticos desde que fiquem na casa como exaustores, ar condicionado, etc.

Obviamente tem de ter fatura com NIF de tudo isso e com a morada da casa que vai vender. Pode apresentar essas despesas até os últimos 12 anos. Mais antigo do que isso não é aceite. E pode abater a comissão que pagar à imobiliária e o Certificado energético. Peça ajuda a um contabilista para fazer o IRS desse ano. É mais seguro para não pagar mais do que deveria pagar.

Como lhe disse, não é minha intenção listar aqui todos os pormenores técnicos. Quero é abrir-lhe os olhos para a necessidade de fixar que tem de levar em conta este imposto sempre que vender uma casa. E que consulte profissionais da área.

Há circunstâncias em que lhe sugiro que faça você mesmo em vez de contratar alguém para o fazer, mas neste caso, digo-lhe francamente que não deve fazê-lo. A menos que conheça profundamente a lei. 

Neste caso não é uma dica de poupança nem de investimento, é uma dica para não ter prejuízo pensando que está a ter lucro. Também é importante. Um dia vai lembrar-se desta crónica. Espero que a tempo.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Se pensar vender uma casa tenha cuidado com as mais-valias”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/vender-casa-cuidado-mais-valias/

Fim da relação: e agora o crédito à habitação?

A possibilidade de retirar um dos titulares do empréstimo carece de aprovação de risco por partes das entidades bancárias.

O que fazer com o crédito à habitação, ou seja, com a obrigatoriedade de pagar a prestação da casa ao banco, numa situação de divórcio ou dissolução de união de facto? Uma coisa é certa, as responsabilidades assumidas enquanto casal mantém-se.  

Caso fique definido no divórcio que apenas um dos membros do casal assumirá o empréstimo da casa, deverão dirigir-se ao banco para tratarem da exoneração de um dos titulares do crédito à habitação. A possibilidade de retirar um dos titulares do empréstimo carece de aprovação de risco por partes das entidades bancárias, as quais muitas vezes exigem novas garantias que “compensem” a saída do referido mutuário.

Adicionalmente, pode ficar estabelecido entre o casal o pagamento de tornas a quem fica com a casa e assume o empréstimo, muitas vezes solucionado com um reforço de hipoteca sobre o imóvel, caso o valor da casa e a taxa de esforço de quem fica com o crédito suporte esse reforço. 

A retirada de um titular por motivo de divórcio é uma das situações em que os bancos não poderão agravar o spread do crédito à habitação. Contudo, pode ser o momento ideal para analisares o mercado e entenderes se consegues obter melhores condições para o teu crédito à habitação, principalmente caso tenhas de solicitar um empréstimo para o pagamento de tornas.

Com a ajuda de um intermediário de crédito poderás entender as condições do teu crédito à habitação e conseguir a melhor solução do mercado, de forma simples e sem custos.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Fim da relação: e agora o crédito à habitação?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2021/02/08/46209-credito-a-habitacao-no-divorcio-e-agora

Como reformar cozinhas e casas de banho sem obras de fundo

Hoje em dia é possível mudar uma divisão da casa através de revestimentos, pinturas, papel de parede, ou até mobiliário e acessórios de decoração. 

O processo de renovação de uma casa, sendo demorado e sujo, nem sempre é encarado da melhor maneira por grande parte de nós. Mas muitas vezes, na verdade, não são necessárias obras de fundo para dar uma nova identidade a um determinado espaço. Hoje em dia é possível (e mais fácil) mudar uma divisão da casa, seja através de revestimentos, pinturas, papel de parede, ou até mobiliário e acessórios de decoração. 

Existem soluções rápidas, simples, mais económicas e eficazes para se devolver uma nova vida às cozinhas e casas de banho, por exemplo. 

 Sobreposição de revestimentos

Tanto para os pavimentos, como paredes, esta é uma solução bastante viável para os revestimentos já existentes, encontrando-se bastantes materiais de fácil aplicação no mercado. Destacam-se os vinílicos, para pavimentos e paredes, cuja aplicação é realizada em dois dias, sem sujar, e sobre qualquer tipo de pavimento, com exceção da madeira, pois poderá apodrecer e danificar o vinílico.

Podemos ainda optar pela sobreposição de novos revestimentos cerâmicos, se for possível e /ou a aplicação de monomassas como o microcimento, próprio para zonas húmidas e resistente, incluindo para bases de duche.

É importante referir que, para esta solução de sobreposição, é necessária uma verificação do estado das superfícies a sobrepor, pois caso haja presença de infiltrações, deve ser feito tratamento próprio anteriormente. Igualmente importante é o correto nivelamento do novo pavimento, pois poderá interferir com ralos, portas, ou outros elementos, impedindo o seu funcionamento.

Pinturas de superfícies

Igualmente executável de forma rápida e que confere um toque original são as pinturas. Existe uma panóplia de tintas para os mais diversos tipos de superfícies, como azulejos, pisos, madeiras e metais, abrindo portas à criatividade na hora de decidir o ambiente que se pretende criar. Não descurar, ainda assim, do esclarecimento, junto do respetivo fornecedor, relativamente aos cuidados de preparação a seguir, antes da execução da mesma, assim como a tinta a escolher já que se são zonas húmidas que requerem atenção.

Podem ser aplicadas cor lisas, dois tons para criar sombras, ou com desenhos/padrões de forma a tornar o ambiente mais acolhedor e original.

Papel de parede, adesivos e vinil autocolante

Trata-se de soluções de fácil aplicação, limpeza que criam um espetacular impacto visual no espaço. A variedade de padrões e texturas é grande, contudo a imagem poderá ser personalizada, já que grande parte das empresas assim o permitem, tornando-se um grande fomento à criatividade do próprio cliente.

No caso especial do vinil autocolante, destaca-se a sua forte resistência ao calor e às humidades, para além da sua forte utilização para o cobrimento de azulejos existentes, com a disponibilidade de tamanhos, concedida pelas empresas, podendo, ainda assim, serem fabricados à medida.

Para qualquer das anteriores soluções, é obrigatória a respetiva limpeza das superfícies a aplicar, para a correta aderência, com especial atenção aos espaços das cozinhas, devido à acumulação de gordura nas paredes proveniente do cozinhar.

Mobiliário com cor e detalhes

Optando-se por uma solução mais neutra no caso de paredes e pavimentos, o jogo de cor poderá ser utilizado no mobiliário. Caso seja ele novo, ou existente. Escolhendo esta última opção, sempre benéfica do ponto de vista ambiental e criativo, deverá ser realizado a respetiva preparação, pintura e acabamento, ou apenas a substituição das portas adaptadas ao mobiliário existente, conferindo-lhe um novo visual e intemporalidade. Por vezes a simples mudança de puxadores, torneiras, ou a aplicação de autocolantes nas portas dos armários das cozinhas a formar molduras, dá uma nova identidade ao mobiliário e ao espaço.

Peças sanitárias neutras e simples

A escolha certa das peças sanitárias é um ponto importante a ter em conta já que possuem um tempo de vida útil bastante prolongado, não sendo fundamental a substituição constante das mesmas. Como tal, a escolha de modelos neutros, simples e de cores lisas é importante para que seja possível a renovação dos espaços por via de outros elementos, sem que haja a necessidade de investir em novos sanitários e móveis, pois estes tornam-se intemporais se forem bem escolhidos.

Por outro lado, a manutenção das torneiras e tubos deverá ser realizado, evitando possíveis ruturas e substituição desnecessária dos materiais envolvidos.

Personalidade do espaço através da decoração

Os diversos apontamentos decorativos poderão transformar-se igualmente em elementos-chave na obtenção de criatividade e personalidade dos espaços.

A iluminação, a decoração das paredes, como aplicação de pratos nas cozinhas e aplicação de espelhos decorativos e gravuras nas casas de banho, a utilização de plantas que se adequem à atmosfera do espaço, pequenas peças decorativas, têxteis como as toalhas, entre outros, são alguns dos exemplos que farão a diferença na hora de conferir conforto àqueles espaços Sempre que possível, promove-se a reutilização de peças existentes através por exemplo de uma nova pintura, conferindo nova vida e propósito ao objeto que está numa sala perdido e que não tem qualquer impacto nesse ambiente, pode ser diferenciador numa cozinha ou no WC, tais como, um espelho em talha dourada, um quadro ou mesmo um candelabro de cristal.

A diferença está no detalhe e na identidade que pomos bem como no que queremos vivenciar no nosso espaço no dia a dia.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Como reformar cozinhas e casas de banho sem obras de fundo”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/decoracao/espacos/2021/02/11/46249-como-reformar-cozinhas-e-casas-de-banho-sem-obras-de-fundo

Rendas sobem 2,6% em ano de pandemia

Instituto Nacional de Estatística conclui que a taxa de variação homóloga das rendas foi 1,9% em dezembro.

A renda da casa ficou mais cara em 2020, um ano marcado pela pandemia da Covid-19, segundo a informação que consta no Índice de Preços no Consumidor (IPC), divulgado esta quarta-feira (13 de janeiro de 2021) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). “Tomando o conjunto do ano 2020, a variação média anual do valor das rendas de habitação por metro quadrado (m2) de área útil fixou-se em 2,6% (3,2% em 2019)”, lê-se no documento.

Segundo o INE, “a taxa de variação homóloga das rendas de habitação foi 1,9% em dezembro, valor inferior em 0,1% ao apurado no mês anterior”. “Todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas das rendas de habitação, tendo a região do Norte registado o aumento mais intenso (2,1%)”, refere o documento.

O INE adianta ainda que, no último mês do ano passado, o valor médio das rendas de habitação por m2 registou uma variação mensal de 0,1%, um valor idêntico ao registado em novembro.

“A região com a variação mensal mais elevada foi registada na Região Autónoma da Madeira (0,2%), tendo as restantes regiões apresentado variações positivas com a exceção do Norte e Algarve que apresentaram uma variação mensal nula”, conclui o INE.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Rendas sobem 2,6% em ano de pandemia”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2021/01/14/45909-rendas-sobem-2-6-em-ano-de-pandemia

Tipologia de habitações: Tudo o que precisa saber para construir ou comprar a sua moradia

Quando se fala em habitação, um dos temas principais é a tipologia. Seja um apartamento ou moradia, a tipologia é um dado importante a ter em conta quando se vai construir ou comprar uma habitação.

Mas o que é afinal a tipologia de uma habitação?

A tipologia é definida pela letra “T” sempre acompanhada de um número. O número é definido pela quantidade de quartos que a habitação tem. Como exemplo: uma moradia T3, é uma habitação com 3 quartos.

Muitas vezes se confunde a tipologia com as assoalhadas, há quem defina as habitações por assoalhadas, no entanto, o número de assoalhadas é diferente da tipologia, pois as assoalhadas contam também com a sala ou outros compartimentos excluindo a cozinha, casas de banho ou despensas. Como exemplo: uma moradia T3, é uma habitação com 3 quartos, mas contém 4 assoalhadas pois também dispõe de uma sala de estar.

Além da definição T0, T1 ou T2, por exemplo, surgem casos em que se definem habitações com tipologia T2+1. A designação “+1” aplica-se quando na habitação existe um escritório que pode, eventualmente, ser usado como futuro quarto, sendo geralmente de dimensões mais reduzidas.

As tipologias mais comuns no modo de habitar de Portugal

Uma tipologia T0, é uma habitação com zero quartos. Num caso generalizado, uma casa T0 é composta por uma casa de banho, uma cozinha (muitas vezes tipo kitchenette) e uma sala que pode, eventualmente, servir também de quarto (muitas vezes sendo utilizados sofás-cama). Esta tipologia também pode ser classificada como “estúdio”.

Uma tipologia T1, é uma habitação com 1 quarto e uma habitação T1+1 é composta por 1 quarto e um escritório, além da casa de banho, sala e cozinha.

Uma tipologia T2, é uma habitação composta por 2 quartos e uma habitação T2+1 é composta por 2 quartos e um escritório, além da casa de banho, sala e cozinha.

Uma tipologia T3, é uma habitação composta por 3 quartos e uma habitação T3+1 é composta por 3 quartos e um escritório, além da casa de banho, sala e cozinha.

Estas tipologias, de T0 a T3, são as mais comuns quando se fala em apartamentos. No caso das moradias, as tipologias geralmente contêm mais divisões e maior número de quartos, sendo mais comum as tipologias de T3, T4 e até T5 ou superior. Nas moradias, também designadas por “vivendas”, por vezes substitui-se a letra “T” pela letra “V” para se definir o número de quartos. Como exemplo: uma vivenda V4, é uma moradia composta por quatro quartos, além das restantes divisões como a sala, cozinha e casa de banho.

Vai comprar um imóvel?

No caso de uma compra de um imóvel, o número de quartos ou tipologia, tem bastante influência no preço e na avaliação da habitação. Além das questões de localização e valorização do imóvel pelas tendências do mercado imobiliário, uma tipologia superior, como um T5 ou T4,  tem, geralmente, um preço mais elevado, pois a área da casa também é maior, em comparação com uma habitação de tipologia inferior como um T1 ou T0, sendo a área um dos principais fatores de definição do valor do imóvel, sendo atribuído um preço por cada m2 de área útil.

Construção de casa do zero

No caso de uma nova construção, o número de quartos e tipologia é fundamental para controlar as questões orçamentais, sendo que a área da habitação poderá ser maior, estando associada ao número de quartos existentes.

Mas nem sempre uma habitação é mais cara por ter mais quartos. Uma moradia T3 poderá ter uma área maior (tendo divisões com mais espaço) do que um apartamento T4, tendo um valor de mercado superior. Noutros casos, como acontece nos centros urbanos, uma habitação de tipologia T2 ou T1, poderá ter mais procura, do que uma tipologia T4 ou T3, sendo assim o seu valor no mercado imobiliário mais elevado.

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo.“Tipologia de habitações: Tudo o que precisa saber para construir ou comprar a sua moradia”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/tipologia-de-habitacoes-tudo-o-que-precisa-saber-para-construir-ou-comprar-a-sua-moradia