Preço das casas em Portugal vai cair no curto prazo, antecipa Bruxelas

Aumento da oferta de obra nova na área residencial, a par da crise no Alojamento Local, explicam o ajustamento no custo da habitação previsto pela Comissão Europeia.

Depois da escalada dos últimos anos, os preços das casas em Portugal começaram a desacelerar no segundo trimestre de 2020. E a expetativa da Comissão Europeia (CE) é que venham a cair mais, no curto prazo. Sem apontar estimativas em forma de número, Bruxelas antecipa uma tendência de baixa dos preços da habitação no mercado português, atribuindo “culpas” à pandemia, mas dizendo que também o reforço da oferta de nova construção residencial deverá contribuir para este fenómeno de ajustamento. Por outro lado, o relatório da 12ª missão de avaliação pós-programa de ajustamento económico destaca a resiliência que o setor imobiliário tem mostrado nesta crise.

“Vários fatores apontam para uma nova desaceleração do crescimento dos preços da habitação, no curto prazo. O investimento na construção residencial continuou a aumentar no primeiro semestre de 2020 e é expectável que a oferta do mercado gradualmente se ajuste à procura. Além disso, a queda na atividade turística vai colocar mais pressão descendente sobre os preços, uma vez que o mercado de arrendamentos de curto prazo (Alojamento Local) provavelmente não retornará aos níveis pré-pandémicos em breve”, pode ler-se no documento publicado pela Comissão Europeia, esta quarta-feira, dia 18 de novembro de 2020.

Apesar do travão registado no ritmo de crescimento do valor das casas, no terceiro semestre deste ano, em plena pandemia da Covid-19, os preços ainda subiram em Portugal: 1% entre julho e setembro face aos três meses anteriores, para 2.090 euros por metro quadrado (m2). Em termos anuais, ou seja, comparativamente com o terceiro trimestre de 2019, o aumento foi de 5,5%.

Moratórias no crédito à habitação e outras positivas, mas com riscos

Bruxelas diz, por outro lado, que as medidas adotadas pelas autoridades portuguesas e comunitárias, a par das moratórias dos bancos nacionais (nomeadamente na área do crédito à habitação), ajudaram a suavizar o impacto negativo da pandemia para as famílias e as empresas nesta primeira fase da crise – assegurando a cobertura das necessidades de liquidez -, mostrando, porém, ressalvas quanto ao que aí vem, com receios sobre como vão reagir o sistema financeiro e a economia real, quando este ciclo de ajudas acabar.

“A incerteza em torno do materialização e magnitude para a economia real, e o subsequente impacto sobre o sistema financeiro, permanecem altos”, diz Bruxelas, afirmando que “o sistema bancário português é mais resiliente agora do que no início do mundo crise financeira há uma década, mas também há novas vulnerabilidades”.

No final de setembro existiam mais de 751 mil contratos abrangidos por moratórias, sendo que 42% diziam respeito a créditos à habitação, 29% a contratos de crédito ao consumo e os restantes 29% a contratos de créditos a empresas, segundo os dados mais recentes do Banco de Portugal. “Em junho de 2020, cerca de 17% do total do crédito à habitação e 30% do crédito às empresas beneficiavam de diferimentos de empréstimos, concentrados principalmente em micro e pequenas empresas”, recorda a Comissão.

Perante isto “os bancos enfrentam riscos de deterioração da qualidade dos ativos, uma vez que os rácios de crédito malparado (NPL, na designação inglesa) são suscetíveis de aumentar no momento em que as moratórias dos empréstimos expirarem”. Atendendo a este cenário de risco, a CE recomenda que “os bancos olhem para lá da suspensão temporária dos pagamentos e se preparem para um aumento dos incumprimentos”, montando uma estratégia “atempada com os acionistas e clientes e aumentando as provisões de perdas”.

E deixa também uma mensagem ao Governo: “neste contexto, o papel das autoridades é primordial para assegurar uma saída gradual das moratórias e de outras medidas”.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Preço das casas em Portugal vai cair no curto prazo, antecipa Bruxelas”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2020/11/19/45335-preco-das-casas-em-portugal-vai-cair-no-curto-prazo-antecipa-bruxelas

Contrato-promessa de arrendamento: que garantias traz aos arrendatários?

Já ouviu falar no contrato-promessa de arrendamento? Então, tome bem nota e descubra o que é, quando se aplica e quais os direitos e obrigações envolvidos.

Se está à procura de casa e se lhe propuseram um contrato-promessa de arrendamento não pense que estão a tentar enganá-lo. É certo que com a saturação do mercado imobiliário e com a escassez de casas para arrendar surgem muitos esquemas duvidosos, mas esta medida foi criada para, precisamente, proteger o inquilino.

Com esta medida, um imóvel fica disponibilizado para determinada pessoa, independentemente de o senhorio vir a receber uma proposta melhor proposta ou acontecer algo que pode levar a que desista do negócio.  

Assim, o contrato-promessa de arrendamento é um documento no qual o proprietário se compromete a arrendar o imóvel a um inquilino específico e este, por conseguinte, compromete-se também a ficar nessa casa.

Recorre-se a este documento quando o imóvel para arrendar não possui ainda condições de ser habitado, como por exemplo por ainda estar em fase de construção ou a ser alvo de obras, ou quando o arrendatário se encontra à espera de ser aprovado num programa de incentivo ao arrendamento.

O que é um contrato-promessa de arrendamento?

Esta é uma prática comum e com valor legal, na qual o dono de um imóvel promete o arrendamento de um imóvel específico ao inquilino. Dessa forma, nesse mesmo contrato o inquilino também promete arrendar o imóvel ao respetivo dono.

Para conferir legalidade ao processo, o contrato-promessa de arrendamento tem de ser sempre celebrado por escrito e deverá ser revisto por um jurista. A validade de qualquer contrato-promessa de arrendamento é garantida enquanto as condições escritas sejam cumpridas por ambas as partes.

Este tipo de contratos permite a ocupação de um imóvel antes da celebração do contrato, desde que assim esteja definido no contrato-promessa, mas não obriga à celebração de um contrato de arrendamento se o período de vigência do documento terminar ou se o inquilino desistir de avançar com o arrendamento do imóvel no final desse período. Mas atenção: o contrato-promessa de arrendamento não substitui o contrato de arrendamento em si.

Como em qualquer contrato-promessa, existem penalizações previstas em caso de incumprimento. Ao elaborar este tipo de contrato, tenha sempre em conta essas penalizações e evite entrar em incumprimento.

Que informação deve conter o contrato-promessa de arrendamento?

A celebração de um contrato-promessa de arrendamento não é obrigatória, mas é essencial quando pretende garantir a celebração em definitivo do respetivo contrato de arrendamento a partir do momento em que estão reunidas as condições necessárias para a sua efetivação.

Assim sendo, devem constar no contrato-promessa de arrendamento diversas informações. Tome nota:

  • Identificação de ambas as partes e do objeto do contrato-promessa de arrendamento;
  • A localização do imóvel (designado por “locado”);
  • Prazo para a efetivação do contrato, isto é, uma data concreta para a concretização do contrato de arrendamento definitivo;
  • Montante do sinal (se existir) como adiantamento parcial do preço a pagar;
  • Valor dos reforços do sinal (se existir) e a indicação da data do pagamento;
  • Deve constar ainda a finalidade do arrendamento: se é para habitação permanente do agregado familiar, se está permitido o subarrendamento para alojamento local, por exemplo;
  • Valor da renda que será pago;
  • Todas as penalizações em caso de desistência do arrendamento ou de incumprimento de alguma das cláusulas do contrato.

Obrigações do senhorio num contrato-promessa de arrendamento

Desde o Orçamento do Estado de 2015 que passou também a ser obrigatória a comunicação dos contratos-promessa de arrendamento, algo que fica a cargo do senhorio.

Dessa forma, a comunicação deve ser feita à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), numa medida que abrange contratos de arrendamento, subarrendamento e respetivas promessas. De igual modo, se houver alguma alteração ou cessação de contratos em vigor, estas também devem ser comunicadas.

Além disso, na sequência da reforma da tributação das pessoas singulares, os titulares de rendimentos prediais passam a ter de emitir recibo de quitação eletrónico, em modelo oficial, onde constem todas as importâncias recebidas dos seus inquilinos, pelo pagamento das rendas.

Mesmo que o valor seja referente a caução ou adiantamento, deve ser feita a comunicação à AT, com a discriminação dos rendimentos em causa, até ao fim do mês de janeiro de cada ano, em referência aos rendimentos do ano anterior.

Minuta de contrato-promessa de arrendamento

Deixamos-lhe a minuta de um contrato-promessa de arrendamento, de acordo com as indicações do Portal da Habitação, que poderá utilizar e alterar consoante as necessidades.

Faça o download desta minuta aqui.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“Contrato-promessa de arrendamento: que garantias traz aos arrendatários?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/contrato-promessa-arrendamento/

Posso vender um imóvel com crédito à habitação? Como tenho de proceder?

Quando o empréstimo da casa é pago na totalidade há um documento que é preciso pedir ao banco: o distrate da hipoteca.

O processo de colocar a casa à venda, receber uma proposta que agrade (ao proprietário) e acabar por fechar negócio culmina com a formalização da venda do imóvel livre de ónus ou encargos, uma vez que, em situações normais, ninguém comprará uma casa com uma hipoteca incluída. Preparámos um artigo que ajuda a explicar como é preciso proceder e o que é preciso fazer quando se quer vender uma casa, que tem um crédito à habitação. 

De modo a que o imóvel fique livre da hipoteca, deves informar o banco que irás efetuar a respetiva venda e identificar o dia, hora e local da escritura de venda, com pelo menos duas semanas de antecedência.

A materialização deste processo denomina-se distrate da hipoteca. O distrate é o documento onde a entidade renuncia a hipoteca do imóvel e declara a extinção da dívida. Com este documento, a Conservatória do Registo Predial cancela o registo da hipoteca. 

De modo a obteres esse documento por parte do banco, deves garantir a liquidação do teu empréstimo. Habitualmente, é efetuada uma troca no momento da escritura, onde o banco entrega o distrate da hipoteca e recebe um cheque bancário de valor igual ou superior à dívida atual.

Lembra-te que é possível que o teu crédito inclua uma comissão de cancelamento antecipado.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Posso vender um imóvel com crédito à habitação? Como tenho de proceder?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/11/24/45379-posso-vender-imovel-com-hipoteca-como-tenho-de-proceder

Taxa de juro do crédito à habitação desce em outubro – capital em dívida e prestação sobem

Dados do INE mostram que a prestação média vencida aumentou um euro e que o capital médio em dívida disparou 161 euros.

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação foi 0,932% em outubro, menos 3,4 pontos base que no mês anterior (0,966%). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 0,966% em setembro para 0,914% em outubro. Em causa estão dados divulgados esta segunda-feira (23 de novembro de 2020) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Para o destino de financiamento Aquisição de Habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 0,951% (-3,4 pontos base face a setembro). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro para este destino de financiamento fixou-se em 0,911%”.

O que é a taxa de juro implícita no crédito à habitação? “Reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização)”, explica o INE.

No que diz respeito ao valor médio da prestação, subiu um euro em outubro, para 227 euros. Deste valor, 43 euros (19%) correspondem a pagamento de juros e 184 euros (81%) a capital amortizado. Já contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação subiu sete euros, para 290 euros.

Já o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 161 euros face ao mês anterior, fixando-se nos 54.645 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi 109.727 euros, mais 1.478 euros que no mês anterior.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Taxa de juro do crédito à habitação desce em outubro – capital em dívida e prestação sobem”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/11/23/45367-taxa-de-juro-do-credito-a-habitacao-desce-em-outubro-capital-em-divida-e

Vender a casa sozinho? 6 motivos para que corra mal

O impacto deixado pela pandemia da Covid-19 teima em deixar rasto, mas o setor imobiliário, nomeadamente o segmento residencial, parece estar a resistir com “unhas e dentes” à conjuntura atual. E mesmo quando o mercado está aparentemente fácil para vender, a decisão de alienar a casa por conta própria – à “moda” do DIY (Do It Youself/Faz Tu Mesmo) – pode ser um plano furado.

1 – Falta de informação sobre o preço certo

Talvez o primeiro erro crasso que muitos proprietários e até agentes Imobiliários cometem. Queremos explorar o máximo valor para ganho ou usamos a base de comparação com o vizinho que vendeu a casa recentemente (e claro a nossa casa é sempre melhor que a do vizinho e, por isso, o preço tem de ser mais alto), ou ainda, porque temos uma relação emocional com a casa que estamos a vender, o que acaba por criar uma perceção distorcida da realidade dos factos. Estas são as principais razões que levam à frequente análise errada de preço, colocando a casa no mercado com um valor muito acima do que o mercado está realmente disposto a pagar. Na verdade, e na maior parte das vezes, é o comprador quem faz o preço, mesmo num mercado em alta e, por isso, quanto mais alto for o preço, possivelmente, mais tempo vai demorar a vender ou até a obter qualquer interesse, obrigando à baixa de preço e perdendo, assim, a oportunidade de captar verdadeiros interessados que se podem tornar potenciais compradores simplesmente porque acabam por comprar outros imóveis similares, ao preço que consideram, após várias comparações, ser um melhor preço de mercado.

2 – Falta de promoção

A maior parte das pessoas pensa que a divulgação e promoção de venda de uma casa baseia-se apenas na colocação do seu imóvel nos portais imobiliários, muitas vezes com informação e fotos de má qualidade (por vezes sem fotos), ou com um posicionamento de produto que não reflete a realidade do imóvel nem se adequa à procura. Este tipo de promoção passiva não capta compradores A importância do posicionamento do anúncio face ao target, no sentido de escolherem o portal adequado, mas sobretudo, o texto certo para o comunicar, sobretudo nas redes sociais em que a segmentação tem de ser mais exata é crucial e a maior parte das pessoas não a sabe fazer de forma eficaz. Este tipo a erros vai gerar uma perda de tempo na venda e vai gerar gastos sem retorno, mas o pior é que vai, como se diz na gíria, “queimar a casa”, ou seja vai torná-la pouco apetecível para o público em geral, pois ficam a conhecer o imóvel pelas piores razões (preço desenquadrado ou realidade vs expectativa gerada).

3 – Falta de disponibilidade para mostrar o imóvel

A maioria das pessoas esquece-se que para vender uma casa, é preciso mostrá-la por vezes, dezenas de vezes até se conseguir um interessado. Requer disponibilidade, ou seja, ter tempo para executar esta tarefa on time porque este contacto pode surgir a qualquer momento e todos nós sabemos que expectativas temos quando estamos interessados – queremos ver já. Com a pandemia em plena segunda vaga e principalmente durante o confinamento, todos percebemos que o mercado imobiliário parou, não porque as pessoas não conseguiam ver as casas, mas porque as casas não eram mostradas. A visita física neste mercado é essencial para a tomada de decisão compra e a visita virtual é extremamente útil para facilitar a decisão de visita. Logo após a abertura do confinamento, o mercado retomou quase de forma normal, mas mostrar não é vender, não basta abrir a porta e deixar o interessado passear pelo seu imóvel fazendo-lhe todas as perguntas e mais algumas para depois não comprar nada: vai ter de saber como liderar a visita realçando os pontos positivos da casa e fazendo perguntas que lhe permitam perceber o verdadeiro interesse do potencial comprador porque não sei se sabe, mas o mercado está cheio de curiosos, aqueles que vêm milhares de casas mas que acabam sempre por não comprar nada. Tendo em conta que a segurança sanitária é cada vez mais importante, a gestão das visitas é obrigatória e isto quer dizer que tem de saber como qualificar antes.

4 – Falta de habilidade para negociação e argumentação

Para além dos anúncios nos sites dedicados, os proprietários também colocam a sua placa, normalmente com a célebre frase: “do próprio ao próprio” com a intenção clara de afastar os profissionais da mediação imobiliária, atraindo potenciais clientes que gostariam de comprar direto. Será importante referir que um potencial comprador quando vê esta possibilidade na placa de venda, a primeira coisa que faz é esfregar as mãos porque perceciona uma vantagem para obter um preço melhor, pois não existindo pagamento de honorários ao agente imobiliário, há maior margem de manobra para baixar preço – lembre-se que a expetativa do comprador é comprar o melhor pelo menor preço possível, é achar uma “pechincha”! Será que está preparado para negociar e responder às perguntas mais pertinentes dos potenciais interessados, levando a negociação a bom porto? Será que tem uma informação sólida de preços e oferta no seu mercado? Será que sabe a diferença entre o preço anunciado e realmente vendido dos imóveis na sua zona? De uma forma generalizada, a incapacidade que a maior parte dos proprietários tem de reunir esta informação, de fazer as perguntas certas e de muitas vezes ficar calado para verificar o real interesse do potencial comprador é escassa e a sua capacidade de reação para conseguir responder às objeções levantadas perante os defeitos do seu imóvel e, ainda, a falta de paciência para fazer seguimento levam a grandes erros na negociação, erros que podem ditar a diferença entre uma má venda ou um excelente negócio, ou até mesmo, de uma não venda.

5 – Expetativas irreais

A maior parte das pessoas que vende os seus imóveis sozinha tem a convicção clara que domina a informação e sabe como fazer a venda imobiliária, possivelmente tem uma visão pouco realística do que é este processo de venda, não apenas do fecho, mas também de todo o processo até a realização da escritura. Muitas delas pensam que o mercado vai sempre subir e que a sua casa, dentro do género, é a melhor da zona ou da cidade e admiram-se quando anunciam e não obtêm contactos realmente interessantes. Não tendo a hipótese de fazer parcerias com agentes imobiliários que têm o comprador na sua base de dados, quando estes agentes imobiliários aparecem com um cliente qualificado e até mesmo contratualmente fidelizado, terão de negociar com o agente com quem não desejam cooperar para chegarem à tão desejada venda.

6 – A impossibilidade de cooperação com profissionais

Por fim e voltando à impossibilidade de trabalharem em cooperação com agentes imobiliários, criando até uma barreira de comunicação e evitando-os o mais possível, podem perder diversas oportunidades. Se pensarmos que as agências imobiliárias estão repletas de base de dados qualificadas de potencias compradores e que todos os dias recebem contactos de pessoas que pretendem comprar, porque haveríamos de perder esta oportunidade? Só e apenas se não houver urgência em vender.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Vender a casa sozinho? 6 motivos para que corra mal”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2020/11/17/45311-quando-vender-a-casa-sozinho-sem-a-ajuda-de-um-agente-imobiliario-se-revela-uma-ma

Ideias de decoração: os têxteis que não podem faltar em casa neste outono-inverno

O ideal será escolher tecidos laváveis, resistentes e que sejam quentes e confortáveis.

Queres decorar a casa e torná-la mais acolhedora nas estações frias, sem teres de gastar muito dinheiro? A solução está nos têxteis. Desde almofadas, tapetes, cobertores ou mantas, mas também cortinados ou lençóis. A oferta é muita, e por isso é preciso prestar atenção a alguns pormenores na hora de escolher este tipo de artigos para decorar a sala de estar, o quarto ou até a casa de banho.

Hoje trazemos-te algumas dicas sobre os têxteis indispensáveis para a tua casa durante o tempo frio e o que deves ter em conta na hora de escolhê-los.

Quais são os têxteis indispensáveis nesta altura do ano?

Com o tempo mais frio, a aposta em têxteis vai tornar a tua casa mais acolhedora e calorosa. E só irás precisar de recorrer a alguns têxteis-chave. São eles:

Cortinas: usa cortinas de tecidos mais grossos, mas que deixem passar a luz natural. Dessa forma, irás conseguir reter mais calor no espaço.

Tapetes: procura usar tapetes grossos e felpudos em locais como o quarto e a sala de estar, de modo a tornar o piso mais confortável.

Almofadas: dá uma maior sensação de aconchego ao espaço usando almofadas decorativas, preferencialmente em tons quentes como o vermelho e laranja, para aquecer visualmente o ambiente.

Cobertores e mantas: escolhe cobertores de tecidos laváveis e quentes, e espalha mantas pela sala e pelo quarto para um maior conforto.

Lençóis: estes devem ser de tecidos quentes e respiráveis, para garantir uma boa noite de sono.

Os tecidos e fibras ideais

Procura escolher tecidos laváveis, resistentes e que sejam quentes e confortáveis. Esta é a regra de ouro na hora de escolher têxteis para o inverno. Dá prioridade às fibras naturais, que possuem todas estas características e que são ao mesmo tempo muito decorativas, podendo ser conjugadas sem problema. As nossas sugestões são:

Lã: é um tecido natural, quente e fácil de lavar, muito popular em estações frias (por exemplo, a flanela é feita a partir da lã). É perfeita para mantas, lençóis, cobertores e estofos.

Algodão: uma fibra natural, fácil de lavar e resistente que é muito usada nos nossos lares, em todas as estações. No tempo frio, é muito usada para cortinados mais grossos, roupa de cama, tapetes, cobertores e mantas.

Linho: uma opção também muito popular, perfeita para roupa de cama, almofadas, forros de sofá e cortinas.

O que ter em conta antes de escolher os têxteis

Para garantir que tomas a melhor decisão, deverás ter algumas coisas em conta antes de comprar os têxteis para a tua casa. Assim, escolhe tecidos laváveis, já que isso te vai facilitar o dia a dia, e dá preferência a tecidos respiráveis, especialmente para o teu quarto. Assim, conseguirás uma noite de sono mais tranquila. Se tens animais de estimação ou filhos, dá prioridade aos tecidos naturais, que não só são facilmente laváveis como não são tão propensos ao desgaste.

Procura pensar também nas cores dos tecidos que vais comprar e em como estas se conjugam entre si e com a decoração já existente. E por último, lembra-te: escolhe sempre tecidos de qualidade. Estes duram anos e fazem toda a diferença na decoração de uma casa.

Como decorar a casa

Não podíamos terminar sem deixarmos algumas dicas de decoração com os têxteis, para que possas trazer o devido conforto ao teu lar. Aposta em acessórios com pelo, como tapetes ou almofadas, que aquecem o espaço e são altamente decorativos. As mantas em lã são também um must da estação, por isso espalha alguma em pontos estratégicos, como o quarto, a sala e até a varanda.

Traz algum conforto extra ao teu quarto usando camadas de tecidos. Lençóis de flanela combinados com cobertores e mantas de diferentes materiais ficam sempre bem. Por último, usa cores quentes e terrosas, para aquecer visualmente o espaço.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Ideias de decoração: os têxteis que não podem faltar em casa neste outono-inverno”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/decoracao/espacos/2020/11/16/45285-ideias-de-decoracao-os-texteis-que-nao-podem-faltar-em-casa-neste-outono-inverno

7 pequenas ideias para tornar a sua casa mais confortável

O inverno já chegou, o frio, os dias mais pequenos e a vontade de passar mais tempo em casa, no quentinho e aconchego do lar. Surge assim a necessidade de trazer algum conforto extra com pequenos detalhes fáceis, econômicos e rápidos que podem fazer toda a diferença na sua casa.

Quer saber como? Descubra agora!

1. Tapetes

Os tapetes são o exemplo de um têxtil que pode mudar completamente uma divisão da casa ou até mesmo todo o espaço envolvente. Ajudam a trazer mais conforto ao lar e até a torná-lo mais quente, sobretudo em chão de azulejo. Assim, quer seja com padrão, liso, pêlo curto, médio ou grande, este é um elemento que pode fazer totalmente a diferença em qualquer divisão de uma casa.

2. Luzes

No inverno com os dias menores, a luz natural é cada vez mais inexistente. Assim, a iluminação artificial torna-se um factor chave. Sugerimos que dentro de casa, e em espaços como os quartos, a sala e o escritório, dê preferência à iluminação em tons quentes, sobretudo em pontos estratégicos. Adicionalmente, coloque luzinhas de fio por trás da cama ou de um móvel, e não vai querer sair mais daquele espaço!

3. Plantas

Aproveite a tendência da urban jungle e procure utilizar mais plantas dentro de casa, quer sejam verdadeiras ou falsas, estas criam vida ao espaço e ajudam a criar um ambiente mais confortável e relaxante. Atenção, não precisas de plantas muito grandes! Podes sempre optar por cactos decorativos que facilmente pode ser colocado numa mesa da sala ou num móvel no hall da casa.

4. DIY – Faz tu mesmo!

Com o passar do tempo em casa cada vez, surgem ideias diferentes que podem facilmente ser aproveitadas. Neste tempo, podes criar as tuas próprias decorações por exemplo em crochet. Este material é perfeito para dar um ar mais acolhedor e envolvente ao espaço, por exemplo um puff, uma almofada ou um tapete. Pode ainda experimentar a escurecer um móvel de madeira, aliado à luz quente trará um ambiente diferente ao espaço.

5. Crie cantinhos especiais

Quem nunca sonhou com um espaço dedicado à leitura ou até para pequenas atividades do dia-a-dia como consultar algo no telemóvel? Sugerimos um espaço especialmente dedicado a estas atividades. Como? Com uma poltrona ou cadeira confortável, mantas e até com uma vela, poderá criar um espaço totalmente renovado e acolhedor, que todos vão invejar e desejar usufruir mais tempo dele.

6. Cortinas

Os cortinados são muitas vezes um elemento-chave para a decoração da casa, mas também para a tornar mais acolhedora. A ausência de cortinados dá a sensação de uma casa despida, por mais decorada que seja. Assim, e para além das funções naturais de trazer mais privacidade ao espaço, procura conjugar estes têxteis com o resto da decoração do espaço, quer seja com cores, padrões ou texturas no tecido.

7. Decoração de parede

Paredes brancas, compridas e vazias ajudam a trazer um ar mais frio à casa, assim sugerimos que procure alguns quadros, espelhos e outros pequenos elementos decorativos que poderão fazer toda a diferença no espaço. Por fim, cria composições e o espaço ficará logo diferente e mais acolhedor!

Estas foram as nossas 7 sugestões para tornar a sua casa o mais acolhedora possível durante o inverno. Qual a sua dica favorita? 

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo.“7 pequenas ideias para tornar a sua casa mais confortável”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/7-pequenas-ideias-para-tornar-a-sua-casa-mais-confortavel

Quais os fatores a ter em conta na hora de escolher uma casa para comprar?

Antes de tomar uma decisão, será importante avaliar vários aspetos, dentro e fora do imóvel. Especialistas explicam aquilo a que se deve prestar atenção.

O momento que antecede a contratação de um crédito à habitação é a escolha da casa. E para que não sejas surpreendido com a avaliação bancária do imóvel, é importante teres em consideração diversos fatores quando tomares essa decisão. Será fundamental, por exemplo, obter informações sobre o desenvolvimento de projetos urbanísticos na zona, tráfego e acessibilidade por vários meios de transporte. Mas há outros. A pensar nisso, preparámos uma lista de pormenores aos quais deves prestar atenção.

É igualmente relevante olhar para os serviços disponíveis na envolvente, nomeadamente comércio (farmácia, restauração, mercearia), espaços públicos (jardins, ciclovias), mas também ao nível da educação e saúde. A vizinhança é outro dos elementos essenciais na tomada de decisão, pelo que deves conhecer a vida envolvente, não só pelos hábitos locais, mas também por razões de segurança. 

“Após validares que os fatores exteriores te agradam, será hora de olhares para o imóvel. No exterior, é importante aferires o estado de conservação do prédio (verificar fissuras, rachas, etc.), bem como a sua exposição solar (exposição solar o dia todo, só da parte da manhã, etc.)”, recomendam os especialistas.

Quando estiveres dentro do imóvel, tem atenção aos isolamentos. Deverás reparar em focos de humidade, calafetagem das janelas, se tem vidros duplos, etc. Não deves descurar a qualidade dos materiais utilizados, uma vez que os acabamentos fazem grande diferença em questões de manutenção, bem como o espaço de arrumação. 

Finalmente, informa-te sobre as questões do condomínio, nomeadamente qual a contribuição afeta àquela fração, bem como se está prevista alguma obra de conservação que necessite de uma quotização extra. 

“Dada a dificuldade de encontrar o imóvel perfeito, deves ponderar os fatores no seu todo e decidir de acordo com o verdadeiro valor da habitação”, aconselham.

Este conteúdo é uma reprodução do Idealista News.“Quais os fatores a ter em conta na hora de escolher uma casa para comprar?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.idealista.pt/news/financas/credito-a-habitacao/2020/11/18/45304-quais-os-fatores-a-ter-em-conta-na-hora-de-escolher-uma-casa-para-comprar

O seguro de vida para o crédito habitação é obrigatório?

Acha que seguro de vida para o crédito habitação é obrigatório? Não é, mas dificilmente consegue um empréstimo sem ele. Saiba o que é ou não legal.

O seguro de vida para o crédito habitação não é obrigatório, mas não será fácil encontrar um banco que lhe dê essa escolha. Ainda assim, a lei estabelece uma série de condições para que o consumidor tenha o máximo de informação antes de aderir a um seguro.

A contratação de um seguro de vida quando se faz um crédito habitação é tão comum que muitas pessoas partem do princípio que é obrigatório. No entanto, e segundo a lei, o único seguro realmente obrigatório é o seguro de incêndio, muitas vezes contratado como multirriscos.

Se o seguro de vida para o crédito habitação não é obrigatório, o que explica que seja tão comum? A própria natureza deste seguro ajuda a perceber.

É visto pelos bancos como uma forma de garantir que a hipoteca é paga em caso de morte ou invalidez do cliente. Para quem contrata, acaba por ser também uma forma de assegurar que, numa destas situações a dívida fica saldada e a família não perde a casa.

Seguro de vida para o crédito habitação? Conheça a lei

A lei que define as condições para que os bancos possam propor seguros de vida associados ao crédito à habitação surgiu justamente porque “é generalizada a prática de as instituições de crédito exigirem, como condição sine qua non da concessão de crédito à habitação, a contratação de um contrato de seguro de vida”.

Embora considere “legítima a preocupação das instituições de crédito em obter a celebração de tais seguros”, a lei pretende assegurar que os consumidores não são prejudicados.

Assim, os bancos podem solicitar este seguro, mas são instituídas “regras mínimas de funcionamento” que garantam que a relação entre banco/cliente/seguradora assegure os direitos do consumidor.

Estas regras têm como objetivo não só garantir que a informação prestada é transparente, como assegurar que os clientes têm, efetivamente, liberdade de contratar. Isto é, que os bancos não obrigam a que seja feito determinado seguro.

A lei refere-se aos contratos de seguro de vida feito como reforço de garantia dos contratos de crédito à habitação, quer sejam impostos pelos bancos quer sejam feitos por opção do consumidor.

Regras do seguro de vida para o crédito habitação

Se o banco lhe quiser propor um seguro de vida – seja como condição essencial para lhe conceder o empréstimo ou apenas como um seguro facultativo – este tem de incluir um conteúdo mínimo e respeitar algumas regras.

Um dos aspetos mais importantes é que o capital seguro deve ser atualizado à medida que a dívida vai sendo paga, o que tem de se refletir no valor do prémio a pagar.

Outra regra é que o contrato de seguro começa ao mesmo tempo do que o crédito à habitação e, exceto em caso de sinistro, termina quando o crédito estiver pago. E isto é válido tanto para os empréstimos pagos no prazo contratado como nos casos em que haja uma amortização antecipada.

A lei proíbe também que existam cláusulas de penalização caso desista do seguro devido a amortização antecipada.

Quando o seguro de vida para o crédito habitação é feito a dois

O valor do seguro de vida deve ser igual ao capital em dívida. No entanto, e como veremos, esta questão está a ser contornada quando o crédito à habitação é pedido, por exemplo, por um casal.

A lei diz que, caso exista mais do que uma pessoa segura, o contrato pode determinar que o seguro é acionado em caso de sinistro envolvendo qualquer um deles, ou apenas um deles. Isto é, pode estipular que a casa fique paga apenas se o sinistro afetar, por exemplo, um dos elementos do casal; ou que a dívida fique saldada independentemente do elemento que sofra invalidez ou morte.

Ainda assim, não pode ser pedido um contrato de seguro de vida por cada um dos mutuários, exceto se os contratos “não desonerem por inteiro os segurados da dívida”.

Seguro pela metade? Tenha cuidado

Ainda assim, e apesar da lei estipular várias condições que visam informar e proteger o consumidor, nunca é demais ler analisar com muita atenção e esclarecer todas as dúvidas antes de assinar o contrato.

Uma das condições a que deve ter atenção é se o capital seguro corresponde ao valor em dívida ao banco. Se for inferior, em caso de morte ou invalidez, a casa não fica paga.

Há modalidades de seguros de vida para o crédito habitação em que apenas 50 por cento do capital em dívida está coberto. São geralmente propostos quando o crédito é pedido por duas pessoas e são mais baratos do que os que cobrem a totalidade do capital em dívida.

Pode escolher esta opção, mas não se esqueça que, em caso de morte, acidente ou doença, não ficará com o crédito saldado.

Informação a prestar ao consumidor

Bancos e seguradoras estão já obrigados por lei a cumprir uma série de regras, incluindo os deveres de informação. No caso do seguro de vida para o crédito habitação, este dever é reforçado.

Assim, e ainda antes da assinatura do contrato, o banco tem o dever de informar os clientes e de responder a todas as suas dúvidas em relação ao seguro.

A lei refere claramente que esta informação deve incluir as exclusões do contrato de seguro, incluindo doenças e patologias pré-existentes, períodos de carência e consequências jurídicas destas duas condições contratuais.

O consumidor deve também ser informado sobre o pagamento dos prémios de seguro e vinculação contratual à anuidade do contrato.

O seguro é obrigatório? Eis o que lhe devem dizer antes de assinar

Se o seguro de vida for condição obrigatória para que lhe seja concedido o crédito habitação o banco tem algumas obrigações durante a fase pré-contratual.

É obrigado a declarar que a celebração do contrato de crédito à habitação está dependente da contratação de um seguro de vida.

Deve também informar que, caso ocorra a morte ou invalidez (de acordo com as coberturas contratadas) a indemnização é paga ao banco.

O cliente deve igualmente ser informado sobre as coberturas e demais requisitos mínimos a que um seguro de vida deve obedecer.

Ao informar os clientes da necessidade de fazer seguro de vida para o crédito habitação o banco deve declarar que estes têm o direito escolher a seguradora que preferem. E caso já possuam um seguro de vida, este pode ser usado como garantia no empréstimo.

Outra informação obrigatória diz respeito à transferência de seguro. Isto é, o banco deve informar o cliente que este pode transferir o empréstimo para outra entidade bancária usando o mesmo seguro de vida. Ou que, mesmo mantendo o empréstimo no mesmo banco, podem fazer novo contrato de seguro de vida.

A informação a prestar deve incluir também a simulação dos custos associados à subscrição do crédito à habitação. O cliente tem também de saber o valor dos prémios a pagar.

Vai fazer o seguro? Tudo o que lhe devem dizer

Se as condições apresentadas pelo banco para o seguro de vida para o crédito habitação lhe agradarem, e mesmo que decida aceitar a proposta, mantêm-se os deveres de informação.

Caso decida avançar para o contrato, o valor do prémio deve ser incluído na simulação dos custos associados ao crédito à habitação que o banco lhe vai fornecer.

Ainda antes de assinar o contrato, deve receber uma cópia para analisar. Este documento deve conter dados como:

  • Identificação da seguradora;
  • Designação comercial do produto;
  • Forma de atualização do contrato;
  • Valor global e periodicidade de pagamento do prémio;
  • Outros custos de contratação, incluindo custos administrativos.

O contrato de seguro de vida deve ser entregue aos clientes juntamente com o contrato de crédito à habitação. As informações relativas ao seguro de vida devem constar da FINE.

Atualização do valor em dívida: como funciona

As regras para o seguro de vida para o crédito habitação abrangem também a atualização automática do montante em dívida.

Assim, o banco deve informar a seguradora sobre a evolução do montante em dívida no contrato de crédito à habitação. Esta informação deve ser feita em tempo útil para que a empresa possa atualizar o capital seguro e, consequentemente o prémio.

A atualização é obrigatória quer o contrato de seguro tenha sido celebrado através do banco ou numa seguradora escolhida pelo cliente.

Se o seu seguro de vida para o crédito habitação foi feito antes da entrada em vigor desta lei (dezembro de 2009), a atualização pode não estar a ser feita de forma automática.

Este conteúdo é uma reprodução do E-Konomista.“O seguro de vida para o crédito habitação é obrigatório?”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://www.e-konomista.pt/seguro-de-vida-para-o-credito-habitacao-e-obrigatorio/

Dicas para comprar o terreno perfeito para construir a sua casa

O efeito da pandemia no mercado imobiliário veio acentuar uma tendência de negócio que se tem vindo a verificar no sector do imobiliário nos últimos anos devido à valorização económica dos imóveis, criando uma série de oportunidades no que diz respeito à sua venda.

Aliado à valorização dos imóveis, principalmente os imóveis destinados a habitação, está o acesso ao crédito bancário que tem sido cada vez mais acessível devido às taxas de juro estarem em baixa a ao poder de compra e baixas taxas de esforço dos proprietários ou futuros proprietários.

A verdade é que quem possui um imóvel, seja um apartamento ou moradia, atravessa, nesta fase, um bom período para concretizar a sua venda com a certeza de que conseguirá uma quantia interessante e certamente com uma valorização significativa.

Outra questão relevante é que, embora se consiga vender um imóvel, em alguns casos de forma inflacionada, existe também uma dificuldade na compra pois quem vende pensa duas vezes se quer comprar ou construir.

A procura por terrenos

A procura por terrenos para a construção, seja em zonas urbanas, ou zonas mais descentralizadas, aumentou de forma considerável, mesmo durante a pandemia. O principal ponto a ter em conta nesta situação é a questão com que todos os proprietários se debatem quando querem vender a sua habitação. Ou se compra uma nova habitação ou se compra um terreno e constrói-se algo novo e personalizado, como se fosse a casa de sonho.

De facto, em muitos casos, o valor conseguido com a venda de apartamentos ou moradias é suficiente para se conseguir comprar um terreno e construir uma nova habitação, podendo ainda haver acesso ao crédito bancário para compensar algum valor. Esta tem sido a tendência verificada nos últimos tempos, tendo existido muitas transações, compras e vendas, de imóveis, terrenos e até mesmo herdades e montes rurais.

Quem procura um terreno deve ter em conta várias situações como por exemplo

Localização do terreno

A localização do terreno é muito importante, principalmente se for um terreno destinado à construção de uma habitação para uso diário. Na localização do terreno devem ser verificados os acessos e a proximidade com os centros urbanos, locais de trabalho, escolas, farmácias e centros de saúde, espaços comerciais e espaços de lazer, caso seja este o objectivo. Um terreno localizado em zonas de difícil acesso ou longe de certos serviços podem dificultar a vida diária e dinâmica de uma família.

Infraestruturas e legalização

Outra grande questão a ter em conta é se o terreno está dotado de todas as infraestruturas e se está devidamente apto para a construção. Esta situação terá de ser verificada junto do departamento de urbanismo da câmara municipal correspondente à localização do terreno. Podem existir grandes negócios, mas que devem ser analisados pois em muitos casos existe impossibilidade de construção, nomeadamente quando se trata de terrenos em áreas protegidas, zonas agrícolas ou áreas não destinadas à construção, conforme está indicado no Plano Director Municipal e Regulamentos Urbanos.

Topografia, áreas e orientação solar

A topografia do terreno também é um factor a ter em consideração quando se adquirir um terreno. Num terreno com uma topografia de nível, ou seja, um terreno plano, a construção acaba por ser mais simplificada e não existe lugar a grandes movimentações de terreno, baixando assim os custos na fase de construção. Um terreno com uma topografia acentuada, em declive, ou com muitas variações topográficas, pode ser um desafio interessante em termos arquitectónicos, no entanto exige um trabalho de modelação mais complexo e certamente um aumento de custos de construção.

A área do terreno deve ser bem analisada, assim como os parâmetros urbanísticos existentes, como a área máxima de implantação, área de construção permitida, limites do lote e os afastamentos aos seus limites. As áreas permitidas devem ser de acordo com os objetivos de quem irá construir.

A orientação solar do terreno é importante para definir o projecto de arquitectura aproveitando assim o melhor de cada espaço e vivência, otimizando assim a habitação com a exposição solar evitando assim situações como por exemplo a localização de piscinas em zonas de mais sombra, caso o objectivo seja uma piscina com bastante exposição solar.

Recorra a profissionais

Em termos de conclusão, para a venda do imóvel, é sempre recomendável recorrer a profissionais do mercado imobiliário, que irão certamente conseguir o melhor negócio e comprador ideal para casa caso, já a escolha de um terreno para construção deve ser analisada por profissionais do ramo da construção como por exemplo um arquiteto, que irá ajudar a avaliar todas as questões legais acerca do imóvel e fundamentar uma opinião acerca da localização, orientação solar e qual será a melhor opção em termos de arquitectura, projecto e construção para casa situação. 

Este conteúdo é uma reprodução do Habitíssimo.“Dicas para comprar o terreno perfeito para construir a sua casa”. Pode visualizar o artigo na sua integra através do seguinte link: https://projetos.habitissimo.pt/projeto/dicas-para-comprar-o-terreno-perfeito-para-construir-a-sua-casa